quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Faz-me, meu Senhor, instrumento de teu sopro de vida.



    Textos para a Reflexão       
Gênesis 2:15
      "E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar".

Isaías 6:8
      "Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim".


O cristão sendo portador do Espírito Santo do Deus vivo possui um papel como vitalizador, pois que Jesus é criador e o Seu Espírito é Vivificador. (Salmo 104* (hbr): “...Se retiras o teu espírito, morrem e
voltam ao pó.)



Assim, nós cristãos, estamos contra a corrida do mal, contra o devorador, e somos nós eleitos para difundirmos vida, dar-mos condição de vida, ajudar os vivos, resgatar os mortos, permitindo que Jesus os dê vida.
   




Que estejamos juntos nesse processo de comunhão!

Endireitemos as veredas, endireitemos os rios, endireitemos o mar, endireitemos a terra, endireitemos a cidade, endireitemos as coisas, tiremos o refugo, ó luz que dissipa as trevas, quebremos os grilhões (o latifúndio, a monocultura, e a escravidão, as opressões contra os trabalhadores oprimidos).

Quando orármos com a cabeça no chão, saibas e se humilhe que foi daí, da terra que fomos feitos, que Deus nos fez do pó da terra.

Quando jejuármos, lembremos que do Senhor vêm o fruto da terra, o Senhor é a nossa provisão e o nosso pão, o pão da vida.

Temos comido o corpo das criaturas, muitas das vezes sem respeito, sem lembrar de quem elas são. Que nos lembremos se formos comer.

Deus como Jesus tocou a terra, e o que nós estamos fazendo com esta Terra?
A água é reciclada naturalmente num ciclo sem fim onde ora está gasosa, ora líquida, ora sólida, ora fora de nós, ora dentro de nós. Imagine que algumas moléculas de água que está em você pode ter sido as mesmas
que Jesus bebeu e preencheu o corpo dele e que passou por um fruto, e que esteve num rato.

 Movimenta teu povo, Senhor, como Tu movimenta as águas, movimenta como Tu pairavas sobre as águas na criação.
Vem dissipar (com teu sopro) nosso desespero, nosso egoísmo, nossa injustiça, nosso apego, nossa mentalidade de donos, e ajuda-nos a dissipar o mal.
Herdeiros de tudo nós vendemos tudo inclusive nós mesmos. Ajuda-nos ressuscitar a vida, para os nossos filhos, os filhos dos nossos irmãos, os teus filhos, querido Pai.

Ó homens de boa vontade,

Ouvi o clamor que vem do ar,
Ouvi o clamor que vem da água,
Ouvi o clamor que sobe da terra,
ouvi o clamor dos seres que se movimentam,
Ouvi o clamor dos povos do mar, dos povos dos rios, dos povos das florestas, dos povos das cidades/urbes, dos povos sem terra.

Por Jesus,
Na peleja do Cordeiro contra o Monstro da Destruição.
Aloha a todos os habitantes deste planeta que está gemendo como em

dores de parto pela volta de Jesus!
Amém!!!!


Nota rápida: * A passagem citada do Salmo 104 corresponde à Bíblia Protestante, pois na Bíblia Católica esta passagem está no Salmo 103.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A conservação deste mundo é uma perpétua criação

“O Universo requer a eternidade...
Por isso afirmam que a conservação
deste    mundo    é   uma    perpétua criação, e  que  os verbos conservar e    criar,   tão   diferenciados    aqui,
são sinônimos no céu”.

Jorge Luís Borges

Entre Números e Slogans


O marketing político é para enganar. Políticas públicas são para efetivar e desenvolver. Saber argumentar é mostrar o seu pensamento é convidar a mostrar a realidade, nem que seja a sua, mas entre números e slogans e frases bonitas há muitas vezes lacunas grosseiras tal como grosseiro é o viés do desenvolvimento pelo desenvolvimento, a insustentável leveza do ser e do país, Números e estatísticas são favoráveis a qualquer coisa, são manipuláveis, não são necessariamente fatos, podem ser factóides, podem ser até fatos mas há fatos e fatos. Contra fato há argumentos e tem que ter, senão a gente cai no ridículo de pessoas que não sabem argumentar. Dilma não sabe, sinto muito, e sinto mais por que ela deve "reinar". Na mente do povão os números são melhores que políticas públicos sustentáveis. Números, PIBS e slogans. Nada disso poderá manter um país. Hoje o número pode ser bom, mas amanhã poderá significar irresponsabilidade. PIB alto pode significar qualquer coisa, pois que qualquer coisa é somada no PIB, até poluição, com exceção do tráfico de drogas (e olhe lá), tudo vale no PIB.
o linear é falho, assim como o assistencialismo, medidas corretivas, pequenas pois talvez consideram as pessoas atendidas como pequenas. Não! Pequenas são os que não tem um projeto alternativo de país, um projeto de vida, um projeto de amor.
O baixo nível de debate de DIlma e Serra mostra que o país não será realmente desenvolvido, por mais que um presidente nunca governe sozinho, mas é muito pouco conteúdo para muita repetição.

Aloha!
Viva Jesus Cristo!
Reine Ele sobre nós.

Jorge Tonnera Jr.

O círculo


“Um bom homem define um círculo a sua volta e cuida dos que estão dentro deste círculo: Sua mulher, seus filhos. Outros definem um círculo maior e incluem nele seus irmão e irmãs. Mas alguns homens tem um grande destino. Eles devem definir a sua volta um círculo que inclui muitas, muitas mais pessoas”. (Frase do filme 10.000 AC)  

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Indicadores que uma nação escolhe para si.

Do que depende sua felicidade? Em algum momento, todos nós já nos perguntamos se somos felizes. Penso que a minha felicidade depende de como vivo,mais precisamente da idéia de CRISTO VIVE EM MIM, ou seja, em Cristo encontro o que preciso e me sinto completo nele, e a vida projetada em seu ensino de amor me faz feliz, o que não significa ausência de problemas. Em termos de desenvolvimento de um país e sua gestão a produtividade não pode ser o fim do desenvolvimento,mas o bem estar de uma coletividade chamada país, e como os princípíos de Cristo estão inseridos numa gestão repercute no desenvolvimento.






Nascido em 1972, em um pequeno país do Himalaia, o indicador FIB (Felicidade Interna Bruta) surgiu quando o rei questionou se PIB (o Produto Interno Bruto) seria o melhor índice para designar o desenvolvimento de uma nação.




Chegou a conclusão de que o PIB, a soma de tudo que é produzido em um país durante um ano, tinha pontos cegos impossíveis de ignorar. Ele apenas reflete um tipo de desenvolvimento (insustentável), mas não um desenvolvimento distributivo, equitativo e protetivo (sustentável). O maior deles era medir a riqueza econômica como fator essencial e principal do desenvolvimento.


A nova fórmula FIB para o cálculo de riqueza de um país, considera outros aspectos além do desenvolvimento econômico, como a conservação do meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas.


Através dos quatro pilares da FIB, economia, cultura, meio ambiente e boa governança, se projetam 9 domínios de onde saem indicadores para que a “Felicidade” de uma nação seja avaliada: Padrão de vida ou desenvolvimento socioeconômico, Boa governança, Educação, Saúde, Resiliência Ecológica, Diversidade Cultural, Vitalidade Comunitária, Uso equilibrado do tempo, Bem estar psicológico e espiritual.


O PIB não inclui nenhum julgamento moral sobre o valor da atividade executada. Então, por exemplo, a limpeza de um acidente de petróleo contribuiria para o PIB da mesma maneira que a produção de energia solar. Quando o petróleo é extraído do solo e vendido aos consumidores, isso é somado à riqueza de uma nação, e não contabilizado como um esgotamento de seus recursos. O lixo, é um bom exemplo também, pois é um indicador curioso de desenvolvimento de uma nação. Quanto mais pujante for a economia, mais lixo o país irá produzir. Ë o sinal de que o país está crescendo, de que as pessoas estão consumindo mais. Todo o alumínio ou o cimento produzido no país entra no cálculo do PIB, porém a poluição gerada por estas atividades industriais não são contabilizadas. Para se ter uma idéia da complexidade da coisa o volume de carbono emitido no Brasil por indústrias, veículos, usinas de eletricidade e outros cinco setores cresceu mais depressa que a economia entre 1994 e 2005, segundo reportagem da Folha de S.Paulo (disponível para assinantes do UOL e do jornal).


Bens superfluos como os diversos tipos de bebidas alcoólicas, assim como suas propagandas machistas, entram com valor positivo no PIB, embora estas bebidas sejam responsáveis por grande parte das mortes em decorrência da violência interpessoal ou em choques de veículos no país.





Um dos aspectos únicos da FIB - Felicidade Interna Bruta é o envolvimento das crianças e dos idosos (lembrem-se que crianças a princípio não trabalham e assim não produzem, assim como uma grande parte de idosos, mas eles também fazem parte da economia, além do que se a vida deles está boa ou ruim isso refletirá na sociedade ou simplesmente é reflexo da sociedade e das políticas).


Outros índices

O HPI - Happy Planet Index, mostra que, em todo o mundo, altos níveis de consumo de recursos naturais não necessariamente produzem altos níveis de bem-estar (satisfação com a vida) e que é possível produzir altos níveis de bem-estar sem um consumo excessivo dos recursos da Terra.


Outro indicador interessante é o GPI - Genuine Progress Indicator (IPR) , que considera dentre outras coisas:

I. Crime e Colapso Familiar (Family Breakdown) – fatores que geram custos adicionais aos indivíduos e à sociedade sob a forma de multas, despesas médicas, danos propriedade etc. O PIB trata tais despesas como adições ao bem-estar, já o GPI subtrai esses custos.


II. Trabalho Doméstico e Voluntário – contribuições altamente relevantes à sociedade que são ignoradas no cálculo do PIB por não gerar troca de moeda.


III. Distribuição de Renda – o aumento de receita não significa melhoria para todos, porque pode aumentar também a diferença entre os muito ricos e os demais.


IX. Vida Útil de Produtos Duráveis e Infraestrutura Pública – o PIB confunde o valor gerado pelas compras de consumidores, como eletrodomésticos, com o total gasto para comprá-los. Isso oculta a perda no bem-estar decorrente do fato de esses produtos terem sido fabricados para durar pouco tempo. Como solução, o GPI considera o dinheiro gasto com bens de capital um custo e o valor dos serviços que eles proveem, ano a ano, um benefício. Essa regra é aplicada também para bens de infraestrutura pública, como estradas.

Há uma variedade de outros indicadores além do próprio PIb. Estes são apenas alguns. NATURALMENTE o FIB se destaca por ser ousado o suficiente de perguntar: VOCÊ É FELIZ?

Vale lembrar que mesmo com algumas doutrinas incorretas, na minha opinião, a tradição budista do Butão considera a felicidade não como uma forma de apego, algo que é totalmente correto e de acordo com o pensar cristão.



"Esperamos que, ao mudarmos a maneira como calculamos a atividade econômica, possamos mudar nossas prioridades políticas e construir sociedades mais felizes e ambientalmente justas".(http://www.felicidadeinternabruta.com.br/)

Gostaria de convidar a Dilma e o Lula ou talvez o Serra e outros do transitório e linear, que vivem da política atrasada.





Referências:






www.compendiosustentabilidade.com.br/


www.felicidadeinternabruta.com.br


Revista Veja n. 1589, p. 60-2, 17 mar. 1999.


Pensando na felicidade

ALOHA a todos.                                                         

Jorge Tonnera Júnior

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Será que Stalin tinha razão?

17/08/2010 - 11h08
Será que Stalin tinha razão?

Por Reginaldo Nasser*
 
Nada mais justos do que os protestos internacionais no caso da iraniana 
Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento. O caso não é 
único. No Iraque, um país sob ocupação dos EUA, foram assassinadas (“assassinatos pela honra”), 
somente em Bagda, 133 mulheres em 2007. Devemos olhar para outros registros também. Calcula-se que a
invasão dos EUA já deixou mais de um milhão de iraquianos mortos. Em que termos deve ser colocado o 
debate sobre direitos humanos? Será preciso dar razão a Stalin quando disse que “a morte de 
uma pessoa é 
uma tragédia; a de milhões, uma estatística”? 

O caso da iraniana, Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento, tem despertado a
atenção da mídia internacional e já causou protestos em vários países. Nada mais justo! Mãe de duas 
crianças, já recebeu 99 chibatadas por ter mantido um “relacionamento ilícito” com um homem acusado de
assassinar seu marido. Além disso, há indícios de que tenha sido torturada. O Irã é um dos paises onde mais 
têm ocorrido execuções (388) no mundo com um aumento significativo após a fraude eleitoral, mas não é 
caso único. Segundo estimativas da Anistia Internacional aproximadamente 714 pessoas foram executadas 
em 2009. (Iraque, 120; Arábia Saudita, 69; EUA, 52; Yemen, 30. A China não fornece nenhum tipo de 
informação, provavelmente foram milhares). Houve repercussão? Ou o problema maior é o apedrejamento
num pais inimigo?

No Iraque, um país sob ocupação dos EUA, foram assassinadas (“assassinatos pela honra”), somente em 
Bagda, 133 mulheres em 2007. Mas, devemos olhar para outros registros também. Numa pesquisa realizada 
pelo conceituado jornal médico The Lancet, estima-se que mais de 600 mil iraquianos foram mortos como 
resultado da invasão dos EUA até 2006. Calcula-se que já está em torno de mais de um milhão de Iraquianos 
mortos de acordo com a Opinion Research Business (conceituada agência britânica de pesquisa). A grande
imprensa não deu o devido destaque, mas há uma discussão no Congresso dos EUA sobre a possibilidade 
de cortar a ajuda humanitária às vítimas civis de ataques das forças americanas.

Nesse mês de agosto, em que o tema dos Direitos Humanos passou a ser ventilado por todos, inclusive pelo
Jornal Nacional que questionou a candidata do PT, deveríamos aproveitar a ocasião das “celebrações” e
relembrar o que aconteceu há exatamente 65 anos para podermos compreender como as potências mundiais
se preocupam com os direitos humanos.

O então presidente dos EUA Harry Truman foi um dos maiores entusiastas da Declaração Universal dos 
Direitos humanos aprovada na ONU em Dezembro de 1948. (Será preciso lembrar a condição de 
desrespeito aos direitos humanos dos negros nos EUA?) Isso mesmo, 3 anos após ( Agosto de 1945) ter 
autorizado o lançamento das bombas nucleares que causou a morte imediata de 200 mil pessoas e 
aproximadamente 100 mil feridos com o objetivo “humanitário” de "salvar milhões de vidas", proporcionando
um fim rápido para a guerra.

Para além das questões morais envolvidas, foi necessário o ataque nuclear? O Japão já havia sido derrotado
militarmente. Contra a defesa área e marítima japonesa praticamente aniquiladas, os bombardeiros dos EUA 
promoviam uma verdadeira devastação em suas cidades. Na noite de 10 março de 1945, uma onda de 
300 bombardeiros americanos atingiu Tóquio, matando 100 mil pessoas e queimando 35 % das residências. 
Um milhão de moradores foram desalojados. A comida tinha-se tornado tão escassa que a maioria dos
japoneses sobreviviam com uma dieta de fome. No dia 23 de maio ocorreu a maior incursão aérea da 
Guerra do Pacífico, quando foram lançadas 10 mil toneladas de bombas incendiárias em Tóquio e outras 
grandes cidades (veja esse relato no Filme: A Nevoa da Guerra).

De acordo com comandante da força aérea americana, LeMay, o objetivo dos bombardeiros americanos 
era conduzir os japoneses “de volta à idade da pedra". Mas o mesmo general disse que "A bomba atômica
não tinha nada a ver com o fim da guerra." Hoje, há farta documentação mostrando que os japoneses, em 
meados de abril de 1945, estavam oferecendo termos de rendição praticamente idênticos aqueles que foram
aceito pelos norte-americanos em setembro (ver a excelente pesquisa histórica sobre essa questão no The 
Journal of Historical Review, May-June 1997, Vol. 16, No.3).

Em que termos deve ser colocado o debate sobre direitos humanos? Se a tortura e a pena de morte devem
ser repudiadas, independentemente das circunstâncias, a questão dos meios e sua efetividade são irrelevantes? 
Por que condenar a tortura e silenciar sobre atos de “guerra”? Por exemplo, os bombardeios, que se sabe
previamente que causam dano à vida humana, dado o seu alto poder destrutivo, são justificáveis para a
segurança e a defesa nacional? Para o mainstream as operações militares, em que morrem ou resultam feridos
civis, não podem ser qualificados imediatamente como crimes, sempre que seu objetivo não seja infligir 
“deliberadamente” o individuo indefeso.

Será preciso dar razão a Stalin quando disse que “A morte de uma pessoa é uma 
tragédia; a de milhões, uma
 estatística”?

*Professor de Relações Internacionais da PUC-SP



Ilustração: Junião - http://www.juniao.com.br



(Envolverde/Carta Maior )

 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Novidade de clima; Novidade de Vida

Zeladore do Clima
Setembro 2010 – Orações pelo Clima


Isaias 40:31
Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.
Primeira Semana – Esperança em meio ao calor
Globalmente, 2010 tem sido o ano mais quente já registrado, mesmo com o inverno frio que se apresentou em alguns lugares do planeta. Dezoito países registraram as temperaturas mais altas de suas histórias. http://pryr.info/record-heat


Tudo isso se apresenta junto com várias manifestações climáticas extremas. No mês passado a inundação no Paquistão foi oficializado como ‘o pior desastre da história da ONU’. A onda de calor na Rússia foi ‘a pior onda em 1000 anos’. A China registrou os piores alagamentos em mais de uma década. O oeste africano enfrenta a fome enquanto enchentes seguem a longa estiagem que havia castigado a mesma região a pouco tempo. Partes do Canadá e do EUA tiverão ondas de calor recorde. Houveram inundações relâmpago na Europa. http://pryr.info/extreme-weather


Esses acontecimentos seguem as previsões feitas a respeito das mudanças climáticas causadas pelo homem. No entanto, utilizar-se desses acontecimentos como ferramenta de persuasão para forçar pessoas a tomarem medidas devido ao medo que elas sentem não será uma iniciativa bem-sucedida. Como Cristãos podemos dar a esperança de um estilo de vida melhor, mais justo, e mais realizador que cuida também da criação de Deus.


■Ore por todos aqueles que estão sofrendo, que eles possam ser consolados
■Ore para que aqueles que têm condições possam contribuir generosamente
■Ore que os céticos que não acreditam na ameaça das mudanças climáticas mudem de idéia.
■Ore para que os Cristãos experimentem e compartilhem a esperança de um modo de vida mais gratificante que tenha menos impacto sobre a criação de Deus.


Fonte: Zeladores do Clima

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pré-desrespeito



Após 3 semanas de campanha eleitoral nas ruas o Tribunal Regional Eleitoral do Rio já recolheu, só na capital, cerca de dez toneladas de material proibido.
Vejam que aquele partido ou candidato que se permitem a isto merecem seu voto? Se já descumprem a legalidade antes de eleito... Um candidato ou partido que se permite sujar a cidade é um aviso. Tire ele da sua lista. Muitas vezes tais propagandas imundas são pregadas em árvores, em várias partes delas, nos muros, nas grades, nos postes, e muitas vezes fotos iguais coladas umas do lado das outras como se fossem lavagem cerebral. Não há dúvida que mexe com o bem estar psicológico. Desrespeito total à coletividade.

Pense! Observe os partidos e políticos que mais estão nas casas, nas árvores, nas grades e nos postes. Estes você não deveria votar.

Na paz
Jorge

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mude, mas cuidado com a direção!

Acabei de ler no blog da Recicloteca um artigo de nome "Mude, mas cuidado com a direção!" e achei muito interessante e crítico.


"Já dizia o poeta que mais importante que a velocidade da mudança é a direção que tomamos que faz a diferença."

"Mesmo as novas idéias, com um discurso ambientalmente correto, podem vir impregnadas com o antigo paradigma da nossa sociedade. "

"Um supermercado na Zona Sul do Rio de Janeiro pode ser citado como um caso exemplar. Na semana passada, uma reportagem do programa Cidades e Soluções (Globo News), mostrou como esta rede varejista destina para compostagem os legumes, verduras e frutas considerados fora do padrão de qualidade para serem comercializados aos seus fregueses. Vale ressaltar que a questão é justamente esta. Fora do padrão de qualidade para uma determinada classe social consumir. O material destinado para virar composto por este estabelecimento não estava impróprio para o consumo humano, como bem mostra as imagens do programa."

Link do texto na íntegra:
http://recicloteca.org.br/blog/index.php/2010/08/12/mude-mas-cuidado-com-a-direcao/

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Rituais de fé



"Rituais de Fé" é um programa que descreve sem preconceitos as diferentes religiões e crenças do mundo, em busca de um claro entendimento de quem somos enquanto raça humana. O programa é exibido no Discovery Channel.
Como reverendo, Pete encontra culturas que desafiam seus valores e preconceitos, que às vezes o surpreendem e ofendem, mas que também o iluminam. Pete procura ver de uma maneira aberta e com seu humor refinado alguns de seus comentários em determinadas ocasiões soam comedidos sem ofender.
Fumar com a “Mãe-Morte”, o alucinógeno Santo Daime nas florestas do Brasil, culto aos OVINIS, conhecer um pai de um homem bomba, cristãos criadores de serpentes das montanhas Appalachian, espíritos que balançam uma mesa em numa sessão espírita, o sinificado religioso de mumificação, a cerimônia do Burning Man, são apenas alguns dos rituais que Pete conheceu.
O reverendo da Igreja Anglicana Peter Owen Jones faz um guia da fé no mundo. Ao longo de um ano de viagem, essa busca espiritual o leva a seis continentes e 80 rituais. A fé é expressa em uma diversidade de rituais, e o que realmente vemos através deste programa é que o homem é intrinsicamente religioso e isto também me lembra uma frase que guardo e que tem todo o sentido quando se compreende a Cristo Jesus: "A resposta do homem à necessidade de buscar à Deus é a religião, mas a resposta de Deus ao homem é Jesus".

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ecologia, rock e vida: Oils, Warumpi e Spys

Bandas australianas da década de 80, cujo sucesso percorreu os anos 90, ainda hoje ecoam nos meus ouvidos. Devido ao som, mas também à criatividade e sobretudo a honestidade, guardo essas bandas no coração. São minhas bandas preferidas. Ainda mais legal o fato delas falarem de ecologia em suas letras.

v Spy v Spy
O v.Spy v.Spy, ou Spy vs Spy, como ficou mais conhecido aqui no Brasil, surgiu em 81 na periferia de Sydney. A região por concentrar injustiças e criminalidade resultou
em uma banda de rock de opinião e cheio de energia. Jovens e surfistas entenderam o som mais consciente. Lançaram seu primeiro álbum de nome "Harry's Reasons?" em 86, contendo letras que abordaram temas sociais e políticos. O nome da faixa-título e álbum fala de um amigo (Harry), usuário e viciado em heroína. Os lançamentos seguintes mantiveram o pensamento contestador. Músicas como "Don't Tear It Down", que foi escrita em protesto a demolição de prédios históricos na cidade de Sydney. “Give Us Something” foi uma crítica dirigida a mídia - e “Injustice”, esta dedicada à arte aborígine (muito desvalorizada pela sociedade Australiana). "Sallie-Anne" foi sobre a morte de uma prostituta, e por aí vai, aprofundando-se em questões ecológica, racismo, os sem tetos, e a vida da sociedade. Em 88 foi a vez do álbum "Xenophobia (Why?)", em 89 gravaram "Trash The Planet".
A banda chegou a fazer uma turnê no Brasil onde descobriram que eram imensamente populares. Decidiram ficar no Brasil onde permaneceram até 1997. Eles são o tipo de caras que entendem que o planeta pode ser um lugar melhor para se viver.


Warumpi Band

A legendária banda Warumpi é uma banda aborígene de rock formada no início dos anos oitentano no assentamento aborígene da Papunya na região central do deserto do Território do Norte, o nome da banda deriva do mel local "formiga sonhando" localizado perto do assentamento. Os membros fundadores foram Sammy e Gordon Butcher, Neil Murray (único branco da banda) e o legendário e saudoso vocalista George Rrurrambu. A Warumpi Band escreveu, gravou e lançou a primeira canção de rock em uma língua aborígene "Jailanguru Pakarnu" (sair da cadeia), em 1983. Em 1984, o álbum de estréia foi lançado com "Blackfella / Whitefella", um verdadeiro hino. Músicas que falam de localidade, pertencimento à terra natal, cultura e problemas sociais como alcoolismo na sociedade aborígene foram presentes. Com o “Didgeridoo” e guitarra, Warumpi Band mostra do que a música e a cultura são feitas (de pessoas), independentemente de cor, credo, nacionalidade etc.

Midinight Oil

Como o Spy vs Spy e o Warumpi, o Midninight Oil é carisma puro. Suas letras falam de problemas políticos e sociais que continuam atuais. Em 86, filmaram o documentário "Blackfella / Whitefella", que traz as imagens da experiência vivida pela banda durante sua turnê em 1986 pelas tribos aborígines da Austrália Central a convite do legendário grupo aborígine The Warumpi Band, aliás duas músicas que surgiram nessa época foram marcantes para a banda: "Beds are Burning"(que fala da posse das terras aborígenes e sua devolução) e "The Dead Heart" que foi escolhida pelos próprios aborígenes e que fala do orgulho aborígene e sua cultura. Estão na linha de frente do movimento e é a banda que mais associou a própria imagem a causa ambiental. Considero eles como a banda mais "ecológica", em termos de causa. Para se ter uma idéia, o vocalista e frontman Peter Garret se tornou o atual ministro do meio ambiente da Austrália. Formada em 1977 na Austrália, o Midnight sempre apresentou letras de cunho politico-ecológico, musicalmente calcadas nitidamente no punk e new wave. O espírito punk e a sensibilidade deles bem como do Spy me emocionam...a música “Blue Sky Mine” foi inspirado no livro de Ben Hills, que fala da triste realidade de uma mina e a condição de vida dos trabalhadores. "Truganini" é um emocionado tributo para a última aborígene da Tasmânia (presa numa corrente e posta como item de museu vivo, ela morreu após uma greve de fome no começo do século XX). "Forgotten Years" fala das mortes na 2ª Guerra Mundial.Na ocasião do acidente do petroleiro Exxon Valdez, na costa do Alasca a banda encontrava-se em Nova York, e improvisou um show na frente da sede da petrolífera Exxon. Depois lançaram um documentário chamado “Black Rain Falls”, gerando fundos para o Greenpeace. Aliás Peter Garrett já chegou a assumir uma espécie de cargo no Greenpeace. Em uma das suas passagens para shows pelo Brasil, se não me engano, protestaram com máscaras de gás contra a poluição do ar da cidade. “The Oils”, sempre foi considerada a banda mais politizada da Austrália e talvez do mundo. Isso acabou influenciando a banda Green Day (Banda punk rock dos anos 90, que aliás eu gosto muito e faz parte das minhas preferidas), quando um amigo tocou para Billie Joe Armstrong (vocalista do Green Day) uma música do Midnight Oil, uma lâmpada surgiu na cabeça de Billie. Daí foi um passo para "American Idiot", o álbum que fez o Green Day explodir novamente e ser considerada hoje uma banda altamente politizada.

Seja viajando, seja fazendo uma trilha, ande na praia ouvindo essas bandas e viaje mais ainda.

Abraços sonoros e pacíficos,

Jorge Tonnera Jr.


Aloha e amém
Jesus Vive!!!!!!!!!!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Os gigantes que nós somos


Noé Ben Shea, um poeta judeu e contador de histórias, nos conta uma
história:
Depois do jantar, as crianças pediram ao pai Jacó contar uma história.
Jacó pediu que eles dissessem que tipo de história e para surpresa elas
pediram uma história sobre um gigante.
Então a história que Jacó contou foi a seguinte:
“Um menino pediu ao pai dele que o levasse para ver um desfile que
passaria pela aldeia. Ele concordou e o levou. Foram então os dois.Quando eles chegaram próximo do caminho do desfile, as pessoas
começaram a empurrar de todos os lados, pois era uma grande multidão se
espremendo para ver o desfile. Vendo que não poderiam ver o desfile, o
pai colocou nos seus ombros o seu pequeno filho. Assim, o menino pôde ver o desfile e encantado falava para o pai como
era maravilhoso e os detalhes. No entanto, o menino, ficou orgulhoso
por ter visto o que muitos entre ele não viram, declarando, até mesmo
para o pai dele, 'Se você pudesse ver o que eu vejo’. Mas o que o menino não enxergou foi porque ele conseguiu ver. O que o
menino esqueceu foi que uma vez o pai dele, também, pôde ver. E que
agora uma vez o pai estando abaixo dele sustentando seu filho, ele, o
filho, pôde ver.
Então como se ele tivesse terminado a história, Jacó parou de falar.
“É só isso?” indagou uma menina desapontada. “Pensávamos que o senhor
iria nos contar uma história sobre um gigante.”
“Mas, eu contei”, disse Jacó. “Eu lhes contei a história de um menino
que podia ter sido um gigante.”
“Como?” clamaram as crianças.
“Um gigante é qualquer um que se lembra que nós todos estamos sentados
nos ombros de outros”, disse Jacó.
“E o que tornamos se não nos lembrarmos?” perguntou um menino.
“Um fardo” , Jacó respondeu.

Já pensaram no simples fato de que quando nós chegamos a este mundo
recebemos um mundo deixado por outras pessoas?Já pensaram em que mundo vamos deixar para os que ainda vão chegar?Já pensaram em que tipo de filhos estamos deixando a um mundo que está
em processo de degeneração?Todos nós somos abençoados a cada dia pelo simples fato de estarmos
vivos. Se Temos recursos isso não vem originalmente de nós, mas de um
conjunto de fatores em que Deus permite se achegar até nós.
Estamos endividados com o planeta. O tempo de recomposição dos recursos
está atrasado. Com nossa pegada ecológica, o planeta está sentindo o
peso de ter quase 7 bilhões de pessoas.É bem verdade que a fração rica, ou seja, menor deste bolo de 7 bi, é a
fração mais responsável pelos problemas no planeta. Mas de qualquer
forma, nós não podemos nos permitir perder-nos de vista, deixar os
problemas para outros sentarem e discutirem, temos que influenciar uma
geração oprimida.Devemos orar para nunca esquecermos que estamos assentados encima da
Terra. Devemos ser gratos a Deus.
Conta-se que Mahatma Gandhi, ao ser perguntado se, depois da
independência, a Índia perseguiria o estilo de vida britânico, teria
respondido: "...a Grã-Bretanha precisou de metade dos recursos do
planeta para alcançar sua prosperidade; quantos planetas não seriam
necessários para que um país como a Índia alcançasse o mesmo patamar?"
Ele também deixou uma frase que diz o seguinte: "Temos que aprender a
viver mais simplesmente para que os outros simplesmente possam viver”.
Gandhi foi altamente influenciado em seu pensamento pelos ensinos de
Cristo. O relato do livro bíblico de Hebreus diz a respeito de Jesus Cristo
que: "Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz,
desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus.”
(Hebreus 11:35-28; 12:1-2). Em Tal cruz Ele suportou o peso de nós. O
peso dos nossos pecados. O mesmo Jesus nos deixou um lição a respeito de tamanho."Levantou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior.Mas Jesus, sabendo o que lhes passava no coração, tomou uma criança,
colocou-a junto a si e lhes disse: Quem receber esta criança em meu
nome a mim me recebe; e quem receber a mim recebe aquele que me enviou;
porque aquele que entre vós for o menor de todos, esse é que é grande".
(Lucas 9:46-48)Vejam também o sermão do Monte. Jesus dá uma lição incrível!
Por fim, trabalhemos e não usurpemos, cooperemos suportando um pelo
outro, vivamos sem egoísmo. Lembremos dos necessitados, não enfoquemos
demasiadamente nos nossos problemas pessoais, pois quando fazemos isso
nos esquecemos dos problemas dos outros, e que geralmente são maiores
que os nossos. Entregue seus problemas para o Deus que é capaz de
suprir a tudo e todos. Na Bíblia está escrito "Sejam completamente
humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com
amor" (Efésios 4.2) e "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor
fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros". Romanos 12:10

Sejamos humildes e quebrantados diante da vida como um todo.
Aloha! Amém!!!Em Cristo


Jorge Tonnera Júnior

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

No areópago moderno virtual aberto da sala de estar o debate dos presidenciáveis!


Esta é uma excelente oportunidade do Brasil ver na TV a visão e o nível de conhecimento dos candidatos. O melhor de tudo é que o debate será antes do início da campanha na TV, ou seja, é bom que o Brasil veja e conheça os candidatos, antes das "maquiagens eleitoreiras" e dos marketeiros midiáticos intervirem.

Debate HOJE às 22h na BAND.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mudanças climáticas: Princípio da Precaução, teoria do caos e ética.



Sabemos que há um profundo debate sobre mudanças no clima, onde por vezes ocorrem discordâncias sobre variação de temperatura, projeções, medidas compensatórias e mitigadores e soluções maiores, consequências, se um desastre foi por conta do efeito de mudança no clima em suas variáveis. Porém o mais polêmico é a discussão da realidade sob duas discordâncias: 1ª) "As mudanças climáticas e o aquecimento global são reais?" 2ª) Se as mudanças climáticas e o aquecimento global são reais, realmente é o homem o grande causador?"
Qualquer tentativa de demonstrar alguma certeza diante do clima terá que considerar o Princípio da Incerteza enunciado por Heisenberg em 1928. Como dentro de mecânica quântica, impondo restrições à precisão com que se podem efetuar medidas simultâneas de uma classe de pares de observáveis. Isto implica profundidade na forma como vemos o mundo. É impossível prever acontecimentos futuros com precisão, pois não há como medir com precisão o estado do Universo num dado momento. Segundo o princípio da incerteza, não se pode conhecer com precisão absoluta a
posição ou o momento (e, portanto, a velocidade) de uma partícula. Não se trata de ciências exatas para tratarmos da busca por certezas absolutas.
Parece-me bastante razoável considerarmos o que um princípio de direito ambiental pode nos ajudar a resolver esses impasses que muitas vezes diminui o nível dos debates e da importância do tema. O chamado Princípio da Precaução, que encontra-se inserido no Princípio 15 da Declaração do Rio de Janeiro, e expressa o seguinte:
"Quando houver ameaça de danos sérios ou irreversíveis, ausência de absoluta certeza científica não deve ser utilizada como razão para postergar medidas eficazes e economicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental".
Sobre este princípio é dito ainda na Declaração: "De modo a proteger o meio ambiente, o princípio da precaução deve ser amplamente observado pelos Estados, de acordo com suas capacidades".
O Princípio da Precaução é a garantia contra os riscos potenciais de um estado do conhecimento do momento incompleto ou até mesmo incapaz de um consenso. Este princípio expressa a necessidade de haver uma postura
equilibrada e de bom senso. Ele se expressa quando há a possibilidade de uma ameaça. O fato é: Há ameaça? Pois para que tal princípio seja aplicável é necessário antes saber se realmente há possibilidade de ameaça.
Parece-me também, no mínimo, bastante razoável considerármos que há sim ameaça, já que estamos alterando ainda que minimamente, acrescentando e assim mudando o quantitativo de partes de determinados componentes que influenciam diretamente o clima. Como o clima é variável qualquer mudança em um parâmetro, ainda que de maneira tímida, poderia influenciar o curso natural das coisas, ou melhor, o ciclo estabelecido. Há uma série de fatores que deveriam ser considerados para que houvesse certeza sobre o clima, e é justamente a imprevisibilidade completa de como o clima se comporta entre um dia e outro, quais propriedades influenciaram exatamente, com que intensidade, quando e como de maneira precisa ao extremo, que é cabível de monitoramento. Se ele fosse tão previsível não necessitaria de tanto monitoramento. Somente um sistema
homogêneo poderia nos dar uma certeza real, já que tal sistema seria aquele que tem as mesmas propriedades em todos os seus pontos. A rigor não existe. Querer entender o clima de forma a controlá-lo em termos de
certeza passaria a ter que admitir uma mudança de situações aleatórias para padronizadas num sistema aberto. Impossível! É a somatória de desvios que torna o sistema clima imprevisível em termos de ciências
exatas todos os dias. Pensamentos lineares não servem para entender a vida enquanto estado dinâmico. Precaver é diferente de prever, e qualquer prevenção na esfera do clima deve considerar todas as combinações possíveis diretas e indiretas o que seria impossível dadas tantas variações naturais e distribuidas pelo homem já há mais de 100 anos de industrialização. Podemos até imaginar considerando através do ciclo da vida, sabendo que o vento, a pressão, a temperatura influenciam as correntes marinhas e o vento, mas "No princípio da precaução previne-se porque não se pode saber quais as conseqüências (reais e totais) ao meio ambiente no espaço e no tempo, quais os reflexos de uma pequena alteração/desvio. Alguns pesquisadores já conseguiram experiências capazes de simular o resultado de sistemas como o clima, mas ainda assim, a maior parte dos cálculos previam um mínimo de constância dentro do sistema, o que dificilmente se encontraria na natureza. A vida é assim, é inconcebível que algo, sem a mediação de alguma coisa, consiga atuar sobre e afetar outra coisa sem contato mútuo. Tal contato mútuo muitas vezes ocorre aleatoriamente. O comportamento aleatório e imprevisível mostram irregularidades na natureza como um todo. Isto ocorre a partir de pequenas alterações imperceptíveis que aparentemente nada têm a ver com o evento futuro. Estatisticamente isto ocorre porque há sempre pequenas alterações na alimentação e na realimentação e retroalimentação dos sistemas, que embora caminham para
serem estacionários, desvios podem provocar mudanças drásticas inclusive rupturas no sistema, a longo prazo.
A natureza não pode ser entendida perfeitamente nem quantificada nem de maneira alguma perfeitamente medida. Consideremos o fato de que o clima é um sistema, um grande conjunto de variáveis que estão arranjados e interagindo a todo instante. Qualquer mudança em algum destes parâmetros destas variáveis levará a mudanças. No caso aqui Mudanças Climáticas!
"O bater de asas de uma borboleta no Brasil pode fazer um furacão na China".
"Ao efeito da realimentação do erro foi chamado mais tarde por Lorenz de Efeito Borboleta, ou seja uma dependência sensível dos resultados finais às condições iniciais da alimentação dos dados. Assim, qualquer
que fosse a distância entre dois pontos diferentes, depois de um tempo os pontos estariam separados e
irreconhecíveis".(
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_do_caos#Efeito_Borboleta)
Uma das melhores ilustrações deste conceito científico é apresentado nesta noção de que o bater das asas de uma borboleta num espaço distante do planeta pode gerar uma tormenta no outro extremo do planeta
num intervalo de tempo de semanas. Isto é um exemplo de Teoria do Caos, teoria que explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. Um pequeno evento pode ir levando a outro como numa cascata e gerando
novos eventos e estes eventos vão interagindo uns com os outros de forma que prever o que pode acontecer ao final deste processo pode gerar situações inimagináveis. É por esse motivo que as previsões meteorológicas não são perfeitas, pois são tantas variáveis interagindo que torna impossível de ser exato. Assim sendo é fato que há alguns riscos que não se assumem nessa discordância sobre Mudança Climática e que deveriam ser frisados. O
risco do "Mas, e se for mesmo?..." deveria ser considerado. É isto que o tal princípio da precaução nos pergunta. Os estudos de Mudanças do Clima não são recentes, e a Teoria do Caos é mais que suficiente para
provar que pequenas mudanças de parâmetros podem desencadear uma grande mudança num sistema. Além disso, a ética, nos dá o sentido maior sobre tudo isso, pois que ela pode nos perguntar, mesmo sob condições de incerteza: "Podemos jogar roleta russa com os parâmetros ambientais e os recursos cíclicos naturais da vida"?
Se movendo em Cristo,
Jorge Tonnera Júnior
Aloha! Amém!!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

"O Petróleo é nosso, e daí?..."


"O Petróleo é nosso, e daí?..."

Por Jorge Tonnera Júnior, em 27/07/2009.




Vivemos um período de transição, mais precisamente uma macrotransição. E enquanto o Brasil comemora o pré-sal, os outros países reconhecem a necessidade da mudança de matriz energética e da diminuição do uso de petroléo; mais a frente vimos a grande boom da biomassa, que de fato é interessante, mas não exatamente o que a gente precisa, não sendo a solução, e sim parte de uma solução.
Onde estão os cataventos de energia eólica? Onde estão as placas solares?
Encontrei no VI Fórum Nacional de Educação Ambiental, um representante da CUT, solicitando assinatura de abaixo-assinado para que o doce petróleo brasileiro fosse reconhecido como nosso, sem influência multinacional, e me pediu para que eu conttribuisse. Esse mesmo representante da CUT pediu ao Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o qual não sei se o assinou, embora creio que sim. Quanto a mim eu não assinei. Sem desmerecer o manifestante, assinar ali, naquele lugar, naquele dia, naquele momento e o que representa esse manifesto seria um retrocesso, uma perda de tempo, um prejuízo ambiental, embora até pudesse ser de interesse à soberania nacional. Esses não são dias de férias para que se discuta causas ultrapassadas e alheias ao momento. Seria omissão eu assinar diante de questões maiores enquanto o mundo "acaba". Estamos alheios ou estamos presos ao paradigma do Desenvolvimento de Truman, que diz "sejamos desenvolvidos para que todos os nossos problemas se acabem". O mundo está passando e nós estamos colaborando com essa passagem. O armazém está com poucos recursos, incapaz de reproduzir à velocidade que sai.
Discutir se o petróleo é nosso, nesse momento, é como um homem discutindo ser herdeiro de uma piscina de óleo enquanto este o queima e a sua casa pega fogo! É como se o dono do Titanic discutisse de quem é o leme enquanto o navio está em pé afundando, ou ainda dizendo que o navio é dele, enquanto o navio afunda.
Por que não discutimos se a energia solar é nossa, ou que tal um slogan "a energia eólica é nossa"? Aqui é a terra do sol, da água, do vento e da biomassa, então por que ainda discutimos vez ou outra se o Petróleo é nosso?
No mundo que vivemos há grupos que preferem monopolizar os lucros e socializar os prejuízos. Os problemas ambientais são isso.Tenho pena das crianças que estão nascendo...é como se a vida fosse tão pouco preparada para estar nesse mundo. Tão diferente da passagem bíblica de José no Egito, em que este governante hebreu prepara um planejamento baseado em dois períodos: um de fartura e um de escassez. Esse preparo foi colocado pela sabedoria de Deus. Quantos governantes podem ser comparados a José? Ainda não os encontrei.
As nossas vãs preocupações e causas "umbilicais" que ocupam nossos dias, nos fazem perder a dignidade de vida, nos tornam insensíveis e por vezes adormecidos, separados e mecanicistas, seres desgarrados em relação ao sentido e a essência da vida, que é Jesus, a origem, meio e destino de tudo.


Espero ter contribuido com algum momento de reflexão, espero que essas palavras tenham sido oportunas e certas.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A religiosidade Ateniense e a dos Brasileiros


A religiosidade Ateniense e a dos Brasileiros


A Cena no Novo Testamento (Atos 17:16-31)


Paulo entra em Atenas, capital da Grécia, capital do conhecimento, onde homens palestravam suas idéias livremente. Paulo, judeu, cidadão romano, adorador de um Deus só (o único e verdadeiro Deus), chega a essa cidade, após sair de Beréia, depois de os judeus de Tessalônica perturbarem o povo a respeito da sua pregação, e com ajuda dos irmãos ele foi para Atenas e aguardava a vinda de Silas e Timóteo, presenciou o ambiente de Atenas e levou o evangelho aos gentios daquele lugar. No entanto verifica que a verdade é questionada frente ao conhecimento dos homens e que a sabedoria de Deus não é a dos homens.
Paulo vê por todos os cantos ídolos e altares a diversos deuses... e reconhece aquele povo como bastante religioso.



A cena do hoje (e se Paulo chegasse ao Brasil hoje...)


Paulo chega ao Brasil, aproveitando a oportunidade resolve levar o evangelho aos quatro cantos da nação, vê uma diversidade de povos e cores, e cultura e particularmente de crenças religiosas. Assustadoramente percebe um grande sincretismo religioso, que em seu mais forte apelo chega até mesmo a juntar o Deus cristão com vários deuses pagãos, e mais ainda, vê figuras de santos cristãos idolatrados e considerados mediadores de Deus e o homem, e mais assustado fica quando percebe que uma dessas figuras em um altar é do próprio Paulo, dada a sua fama. Vê uma nação cheia de videntes, com exoterismos, crenças confusas e sem fundamento, sacrifícios, rituais, vê ainda igrejas que se dizem "evangélicas", ou seja, portadoras das boas notícias de Jesus (evangelho quer dizer "boas novas"), praticando paganismo substituindo o Senhor Jesus, por objetos "santificados", fazem temas cinematográficos, coisas do tipo "O corredor dos 7.000 filhos da luz", um paganismo cristianizado e um cristianismo paganizado, apenas substituindo uma religião por outra. E assim viu que nosso povo é muito religioso. Tanto quanto os ateniensis da época em que passou pela Grécia. E o discurso de ontem se encaixa bem com o hoje e tão precioso e preciso para nós. A respeito de toda religiosidade que viu, Paulo discursa em Atenas o seguinte:
... Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS
DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos
humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo
mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e
os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela
arte e imaginação do homem. Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se
arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de
todos, ressuscitando-o dentre os mortos.
(Este discurso se encontra em Atos 17: 22-31)



Ao final do discurso de Paulo em Atenas:
Alguns aceitam, outros dizem que em outra ocasião ouviriam essa história, e outras zombam. (At. 14:32-34)


Nos dias atuais no Brasil vemos o seguinte:
Alguns até dizem "eu creio em Jesus", mas não se envolvem com ele, assim como foi a atitude de Pilatos em relação a Jesus, e saem achando que suas mãos estão lavadas...
Outros dizem: "Todos os caminhos levam a Deus"... e outros ainda dizem: "sou bom, não faço maldade, não prejudico pessoas" etc...
Tais pessoas são realmente religiosas, mas se enganam diante da própria religiosidade e pela própria religiosidade.


Paulo e os religiosos


Há uma grande diferença entre Paulo e os religiosos...Paulo tem uma fé clara e sensata; os religiosos possuem uma fé obscura e insensata. Paulo age como profeta pregando o desígnio de Deus; os religiosos simplesmente defendem sua religião e a si mesmo das suas inseguranças. Paulo é justificado pela fé; os religiosos se "justificam" diante das suas "obras".


Para orar e refleteir:


Deus disse a seguinte afirmação a Salomão a respeito das atitudes do povo: "se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então,
eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra". (2 Crônicas 7:14)


Em Cristo,
Jorge Tonnera Júnior

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Uma projeção da rota humanidade


Por Jorge Tonnera Júnior

Estamos vivendo tempos de espera, onde aguardamos alterações de ordem global, mudanças estruturais, funcionais, aguardamos olhando a cada chuva e a cada verão forte o tão falado Aquecimento Global. O mundo está em pessimismo e já vive esta desordem. Muitos vêem na crítica ecológica o final da passagem humana pela Terra, assistem um "nada muda" em termos de resposta à crise, vêem um rumo sem saída e sem
volta. É só esperar acabar... E de fato, do jeito que as coisas andam, se eu não estivesse atrás da
cruz eu mesmo, ainda que com o conhecimento de que há perspectivas de possibilidade de mudança através das novas idéias aliadas às tecnologias, eu possivelmente apenas sentiria o pesar pelo ser humano.
Experiências tecnológicas de alto risco, instabilidade do oriente médio, terrorismo, crises finaceiras, epidemias (sendo relativamente em curtos períodos de tempo entre uma e outra: Vaca louca, Gripe Aviária, SARS, Gripe H1N1), extinção de seres vivos, e desestabilização de serviços ecossistêmicos, poluição, engenharias irresponsáveis inclusive geneticamente, o poder crescente nas mãos de poucos cada vez maior (haja vista a própria engenharia genética a serviço de empresas, nações se armando, 1/6 da humanidade consumindo 78% dos recursos naturais, os ricos ficando mais ricos, desigualdade social etc) são exemplos claros. É evidente que tudo isso através da ação humana. A própria cultura popular herética e ímpia se assusta e se escandaliza com tudo isso. De tempos em tempos conta-se e escolhem supostas datas para o término do homem no planeta, sendo a mais recente a falácia "2012". Mas sabemos baseados nos relatos de sociedades que ruiram (o povo rapanui da Ilha de Páscoa, os Maias etc) e sumiram da terra, que povos e culturas se extinguiram por chegarem a um limite sem retorno em que um abismo levou a outro e não conseguiram voltar, como num jogo de "Cai
não Cai"(aquele das bolas de gude sustentadas por varetas). Mas no rumo da humanidade está um ponto ainda não re-conhecido e não considerado... o ponto de transformação, o fator cruz, o evento a.C/d.C, Jesus Cristo! A fé cristã, em sua definição é essencialmente otimista por natureza, uma vez que considera a fé como que sendo "a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem" (Hb 11.1). A esperança
cristã é marcada pelo fato de que Jesus mostra ao homem o homem (o homem a si mesmo), e o homem que Deus quer, através do Deus que o homem precisa, no Deus que quer e salva o homem, e assim, por meio disso,
restaura a criação em sua totalidade, e o cosmos todo. Nele há a salvação da vida: a existência, o eu, o eco, o cosmos.
Paulo, em sua carta aos Romanos (no capítulo 8) fala de expectativa para o futuro. Nesse momento de hoje o mundo está esperando um futuro duvidoso. Mas a expectativa de Paulo é esperançosa e animadora, assim
como o Apocalipse de João (capítulos 21-22) fala desta mesma expectativa esperançosa e gratuita, numa condição de vida nova. A ressurreição de Jesus é um evento pleno, unificando o passado, presente e o futuro em relação ao mundo, nós e Deus. No evangelho está o anúncio de uma novidade de vida, e toda novidade
que é boa traz esperança, uma mudança, uma ruptura no sistema, uma quebra de paradigmas.
É interessante rever no evangelho de Mateus, onde Jesus diz aos seus discípulos como ele voltará triunfantemente. A respeito destas nossas expectativas chega a ser categoricamente irônico o fato de Jesus vir descendo dos céus, descendo das nuvens, num mundo de Mudanças Climáticas! Vejam que ele vem com as nuvens, e o que são nuvens senão
fenômenos da interação do clima? Num mundo que espera do céu excesso de calor, fenômenos de seca, violentas tempestades e furacões, bem como a mudança de clima deslocando populações, economias, culturas e demais espécies de seres vivos, e podendo gerar guerras e conflitos políticos, econômicos, sociais e ambientais, eis que vem o Filho do homem.
"e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e
grande glória". Mateus 24:29-35.
“Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o
traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele.
Certamente. Amém.” Apocalipse 1.7



Esperando por ele que vem das nuvens,


escrevendo e falando dele, para ele e por ele,


Hosana nas maiores alturas! Amém!!!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Eu, Meio Ambiente; Nós, Meio Ambiente


Queremos cuidar do meio ambiente, ter uma vida pró-ativa, menos impactante negativamente, cada dia mais, e que pese menos ao mundo, e que de alguma forma contribua para um melhor relacionamento entre todas as partes vivas deste mundinho, cá pra nós muito pequeno perto do potente universo!Mas...como cuidar de algo que muitas vezes temos apenas uma vaga noção, ou uma esteriotípica representação, uma imagem superficial?Onde pretendo chegar? Em nós mesmos...chegar no "Indivíduo meio ambiente e ecossistêmico". O que é "Meio Ambiente Indivíduo"? De acordo com a Teoria ecológica um meio ambiente é um conjunto de partes que se comunicam e constituem um sistema capaz de abrigar vida. Área ou local com muitas conexões por várias redes, mas que não necessariamente abriga vida e sim é capaz de abrigar vida (essa é a diferença entre meio ambiente e ecossistema).Uma pessoa é um meio ambiente. Aliás seu segundo meio ambiente foi dentro de um corpo humano (o da sua mãe). O impacto da mudança de ambiente pra você foi tão forte que quando você saiu de lá você chorou. No nosso corpo (meio ambiente corpo) existem ecossistemas como o "ecossistema pele" e o "ecossistema digestivo". Ecossistema é um sistema (um todo formado por partes conectadas. Esse todo é mais importante que a soma das partes) que possui elementos físicos (ar, água, etc.), químicos (nutrientes) e elementos vivos (animais, vegetais, e microorganismos como bactérias)onde esses elementos (físicos, químicos e biológicos) estão unidos numa mesma área, coexistindo num processo de dependência. Por exemplo, em uma floresta, a energia do sol permite que os vegetais vivam. Isto é de importância comprovada pelo fato de que os animais herbívoros (que se alimentam exclusivamente de vegetais) morreriam de fome caso não existissem os vegetais. E, como "indivíduo meio ambiente", precisamos ter os ecossistemas do nosso corpo em equilíbrio para sentir-se bem. Mas sobretudo o Meio Ambiente Corpo deve ser uno e equilibrado em tudo, particularmente com relação à mente e não só com relação aos ecossistemas físicos. Quanto lixo temos deixado no nosso corpo?Podemos cuidar e devemos cuidar da parte física desse ambiente-corpo, mas devemos primeiramente "cultivar e guardar" a parte mental. Daí procedem as saídas da vida (Jesus usou essa expressão substituindo a palavra mente por coração, pois a fim de ensino que todos entendessem). Os nossos impulsos destruidores e degradantes em relação a vida partem daí. Tanto em relação à nossa vida como em relação a tudo aí fora. Foi isso que ele disse de maneira bem explícita. Confira!"o homem é parte inseparável, física, psicológica e espiritualmente, do ambiente em que vive". Transmitir este espírito ao Meio Ambiente vizinho é um ato de amar. Amor é o principal mandamento do Deus vivo, o Deus da vida (Jesus), que resume a Lei, os escritos e os profetas. Amarás o próximo como a ti mesmo. Como amar o próximo se não amármos a nós mesmos? O amor que temos por nós mesmos acaba se tornando como referência. Não me refiro ao cultivo do ego, mas sim do cuidado e amor à vida. O apego versus o Elo. A natureza é mutante e nós também. Além do aspecto biológico, a razão pode ser mutante também e muitas vezes somos movidos e comovidos à renovação, à novas idéias. Jesus nos propõe novidade de vida. Vida em abundância, ou seja, uma vida plena. O Espírito Santo apela a nós para aceitármos essa modificação a fim de obtermos novidade de vida. "Agora vemos em parte mas então veremos face a face" (I Coríntios 13). VAmos nos reciclar???Eu com Deus...eu em meu interior... Eu com o outro... nós com o planeta. Você com Deus...você em seu interior...você com o outro...nós com o planeta. Deus conosco (Jesus), Deus em nós (Espírito Santo) e Deus por nós(O Pai). PErfeita comunhão! Amém!!!Aloha e Paz em Cristo!!!!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A natureza da imagem e semelhança. Nossa natureza.


Cristo é o Filho (descendente) de Adão. Adão foi chamado a cultivar um jardim. Cristo, Filho de Adão é quem refreia a vaidade humana e nossas ambições que nos impedem de cultivar e nos leva a destruir. Como novo Adão, Cristo cumpri o que Adão não conseguiu efetivamente e eficazmente por ter sido infiel a Deus e assim também e consequentemente à terra. Toda aliança gera ruptura, e na aliança feita com Jesus nós deixamos para trás o nosso eu e nos achegamos ao Ele, nós deixamos a criatura velha para trás e nos tornamos nova criatura (nova criação) em novidade de vida cheios da boa nova (a nova de que a vida impera e prevalece e venceu a morte). Somos cidadãos de um Reino, um reino de sacerdotes, cujas ações são aromas de incenso suave e agradáveis ao nosso Deus, por isso mesmo tudo o que fazemos é parte de um culto a Deus, nossa vida é um culto a Deus. Assim seja o cultivo dos nossos laços familiares, seja o cultivo dos nossos laços humanitários, ou o cultivo da criação e nossos laços com ela. Acaso ainda não reconheçamos isso vamos mudar nossa cultura. A ação que a criação necessita vai exigir uma mudança (conversão!) nos próprios fundamentosda civilização moderna - o relacionamento dos seres humanos com a natureza mostrando a sua verdadeira natureza. A nossa natureza é a natureza de Cristo - imagem e semelhança do Deus vivo. Jesus é o resgate desta natureza, que por sua vez é o penhor de resgate de toda a natureza (criação).
"Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.
Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,
Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.
E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo". (Romanos 8: 19-23)

Nele, que é o penhor da minha vida e assim também da minha natureza.

Jorge Tonnera Jr.
Paz de Cristo!Aloha!!!
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