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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Alunos em escola com cardápio vegetariano tiveram aumento de rendimento.

Recentemente uma notícia foi veiculada e me lembrou muito uma parte de uma narrativa do livro do profeta Daniel.

Texto Base: Daniel 1
v. 5 - O rei designou-lhes uma porção diária de comida e de vinho da própria mesa do rei. Eles receberiam um treinamento durante três anos, e depois disso passariam a servir o rei.
v. 8 - Daniel, contudo, decidiu não se tornar impuro com a comida e com o vinho do rei, e pediu ao chefe dos oficiais permissão para se abster deles.
v.11 - Daniel disse então ao homem que o chefe dos oficiais tinha encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azarias:
v.12 - Peço-lhe que faça uma experiência com os seus servos durante dez dias: Não nos dê nada além de vegetais para comer e água para beber.
v.13 - Depois compare a nossa aparência com a dos jovens que comem a comida do rei, e trate os seus servos de acordo com o que você concluir.
v.14 - Ele concordou e fez a experiência com eles durante dez dias.
v. 15 - Passados os dez dias eles pareciam mais saudáveis e mais fortes do que todos os jovens que comiam a comida da mesa do rei.
v. 16 - Assim o encarregado tirou a comida especial e o vinho que haviam sido designados e em lugar disso lhes dava vegetais.
v. 17 - A esses quatro jovens Deus deu sabedoria e inteligência para conhecerem todos os aspectos da cultura e da ciência. E Daniel, além disso, sabia interpretar todo tipo de visões e sonhos.
v. 18 - Ao final do tempo estabelecido pelo rei para que os jovens fossem trazidos à sua presença, o chefe dos oficiais os apresentou a Nabucodonosor.
v. 20 - O rei lhes fez perguntas sobre todos os assuntos nos quais se exigia sabedoria e conhecimento, e descobriu que eram dez vezes mais sábios do que todos os magos e encantadores de todo o seu reino.

Segue a notícia

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/outubro/primeira-escola-a-adotar-cardapio-100-vegetariano?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook#ixzz2iPicOKuI 

Primeira escola a adotar cardápio 100% vegetariano comemora rendimento dos alunos

Crianças apresentaram melhor desempenho depois que a escola passou a oferecer refeições mais saudáveis

Enquanto o Congresso Nacional está para aprovar no Brasil um projeto de lei que proíbe as cantinas das escolas de vender bebidas com baixo teor nutricional ou alimentos com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans ou sódio, uma escola pública de Queens, nos Estados Unidos, já colhe os frutos por ter sido a primeira do país a adotar um cardápio 100% vegetariano.

A medida implantada no início de 2013 faz com que as cantinas e o refeitório ofereçam hambúrgeres e cachorros-quentes de tofu, saladas e outros pratos saudáveis para as crianças. O Comitê de Médicos para uma Medicina Responsável reconheceu a escola por seus esforços em prol de um alimentação saudável para os estudantes.

Só para se ter ideia, quase um terço das crianças nos Estados Unidos encontra-se em risco de desenvolver doenças que poderiam ser evitadas, como diabetes e problemas cardíacos, devido ao excesso de peso ou mesmo já por conta da obesidade.

Mudanças positivas

"Houve muitas mudanças positivas na escola: os alunos mostram mais atenção, energia e um melhor desempenho acadêmico", destacou o diretor do colégio, Bob Groff, ao jornal Daily News. "Acreditamos que os alunos melhoram seus desempenhos quando contam com escolhas alimentares mais saudáveis e são informados sobre elas", acrescentou.

Refeitório da escola capricha nas refeições saudáveis

Para o diretor da escola, o mais impressionante é que, embora os alunos estejam autorizados a trazer de casa refeições embaladas que contenham carne, um total de 90% escolhe os vegetais ricos em proteínas que integram as refeições do refeitório. "Isso é incrível. Tanto as crianças como os pais merecem grandes elogios, pois muitas escolas desistem das dietas saudáveis quando os jovens fazem queixas", argumentou Groff.

Mas a transformação não ocorreu da noite para o dia. Os funcionários da escola trabalham duro para garantir que as crianças entendam melhor essas escolhas, ou seja, há todo um trabalho de educação. Todos os alunos frequentam aulas de nutrição semanais que têm a saúde como foco. 

O EcoD noticiou em julho que os Estados Unidos proibiram os alimentos gordurosos nas máquinas de venda automática das escolas. A ideia partiu do Departamento de Agricultura e as instituições têm até junho de 2014 para se enquadrar as regras estabelecidas. No lugar de chocolates, salgadinhos e doces, todas as máquinas deverão disponibilizar cereais integrais, alimentos que contenham frutas, verduras, laticínios ou proteínas (carne, feijão, frutos do mar, ovos ou nozes) como ingredientes principais.

domingo, 8 de setembro de 2013

Marco Polo e As Cidades e os resíduos II - As cidades invisíveis de Ítalo Calvino

Cidades Invisíveis é um livro que eu já mencionei aqui neste blog. Ele que relata de maneira fictícia descrições de cidades por Marco Polo, onde o autor Ítalo Calvino oferece através do imaginar captar a essência das cidades por meio dos seus relacionamentos. Em dado momento Pólo chega a Leônia, cidade onde as relações de consumo geram uma cidade concêntrica, em que os restos começam a espremer a cidade geradora. Leônia se enquadra nas classificações do livro como Cidade contínua, e podemos classificá-la como cidade desperdiçada. É uma parábola ou metáfora bem atual e interessante para o nosso viver. Nós lixeiros da sociedade de consumo vivendo virtualmente num mundo em que esvaziamos os sentidos e degradamos o meio ambiente por meio de necessidades aceleradas e fantasias.

Segue abaixo o texto no livro que relata a Cidade Leônia.

“A cidade de Leônia refaz a si própria todos os dias: a população acorda todas as manhãs em lençóis frescos, lava-se com sabonetes recém-tirados da embalagem, veste roupões novíssimos, extrai das mais avançadas geladeiras latas ainda intatas, escutando as últimas lengalengas do último modelo de rádio.
Nas calçadas, envoltos em límpidos sacos plásticos, os restos da Leônia de ontem aguardam a carroça do lixeiro. Não só tubos retorcidos de pasta de dente, lâmpadas queimadas, jornais, recipientes, materiais de embalagem, mas também aquecedores, enciclopédias, pianos, aparelhos de jantar de porcelana: mais do que pelas coisas que todos os dias são fabricadas vendidas compradas, a opulência de Leônia se mede pelas coisas que todos os dias são jogadas fora para dar lugar às novas. Tanto que se pergunta se a verdadeira paixão de Leônia é de fato, como dizem, o prazer das coisas novas e diferentes, e não o ato de expelir, de afastar de si, expurgar uma impureza recorrente. O certo é que os lixeiros são acolhidos como anjos e a sua tarefa de remover os restos da existência do dia anterior é circundada de um respeito silencioso, como um rito que inspira a devoção, ou talvez apenas porque, uma vez que as coisas são jogadas fora, ninguém mais quer pensar nelas.
Ninguém se pergunta para onde os lixeiros levam os seus carregamentos: para fora da cidade, sem dúvida; mas todos os anos a cidade se expande e os depósitos de lixo devem recuar para mais longe; a imponência dos tributos aumenta e os impostos elevam-se, estratificam-se, estendem-se por um perímetro mais amplo. Acrescente-se que, quanto mais Leônia se supera na arte de fabricar novos materiais, mais substancioso torna-se o lixo, resistindo ao tempo, às intempéries, à fermentação e à combustão. E uma fortaleza de rebotalhos indestrutíveis que circunda Leônia, domina-a de todos os lados como uma cadeia de montanhas.
O resultado é o seguinte: quanto mais Leônia expele, mais coisas acumula; as escamas do seu passado se solidificam numa couraça impossível de se tirar; renovando-se todos os dias, a cidade conserva-se integralmente em sua única forma definitiva: a do lixo de ontem que se junta ao lixo de anteontem e de todos os dias e anos e lustros.
A imundície de Leônia pouco a pouco invadiria o mundo se o imenso depósito de lixo não fosse comprimido, do lado de lá de sua cumeeira, por depósitos de lixo de outras cidades que também repelem para longe montanhas de detritos. Talvez o mundo inteiro, além dos confins de Leônia, seja recoberto por crateras de imundície, cada uma com uma metrópole no centro em ininterrupta erupção...”

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Saneamento e Santidade: missão e eclesia

Muito se fala de santidade e santificação nos cultos das igrejas evangélicas. O apóstolo Paulo nos avisa que devemos desenvolver nossa salvação (Fp 3.12). Gostaria de propor uma reflexão em relação a santificação relacionada ao ambiente em que vivemos como forma de desenvolvimento da salvação. 

Usando o livro de Deuteronômio como referência bíblica, 
quando Deus orientou o povo no deserto, ensinou a ter um procedimento de cuidado em relação a diversas questões da vida cotidiana. Também a mesma lei de uma forma geral em seu conjunto de princípios, orientações e diretrizes, visava a construção de uma sociedade cuja vida fosse justa e o impacto disso gerasse um nível de relacionamento pacífico e alegre. Ora, uma das necessidades básicas para que uma sociedade se desenvolva é a manutenção da saúde. E um requisito para que haja promoção da saúde é o saneamento. 

Saneamento básico  inclui ações de abastecimento de água, esgotamento sanitário, melhorias sanitárias domiciliares, manejo de resíduos, prevenção a enchentes e desastres e epidemias, além de educação. 

Um dos preceitos que aparece interessantemente no Deuteronômio é o cuidado das fezes. Quando entendemos que o contexto retrata o povo vivendo aos milhares em acampamento, em proximidade de tendas, no deserto, compreendemos a relevância de imediato. 
Diz o texto:
"Também terás um lugar fora do arraial, para onde sairás. E entre as tuas armas terás uma pá; e será que, quando estiveres assentado, fora, então com ela cavarás e, virando-te, cobrirás o que defecaste. Porquanto o Senhor teu Deus anda no meio de teu arraial, para te livrar, e entregar a ti os teus inimigos; pelo que o teu arraial será santo, para que ele não veja coisa impura em ti, e se aparte de ti".
(Deuteronômio 23:12-14)

Apesar de geralmente entendermos essa relação direta entre demografia e saúde dentro dessa citação acima tal preceito nos chama atenção imediatamente por citar abertamente e oportunamente a expressão "santo", a qual vem de "santidade", junto a um preceito ambiental. Mas por que? O que tem a ver santidade com saneamento?

Uma leitura superficial nos leva a pensar que o Deus não andaria no meio do povo com fezes espalhadas em qualquer canto como se isso fosse um fator de rejeição a algo natural, rejeição a materialidade do ser humano, ao aspecto físico da vida e sua condição biológica. Temos que entender que o sentido de fezes como algo indesejável quem dá somos nós humanos. Um subproduto do próprio organismo criado por Deus como sendo nojento é uma visão nossa, não de Deus. Na realidade não se trata de vaidade divina como se essa "sujeira" fosse em si mesma prejudicar Deus como se Deus fosse afetado e prejudicado. Na realidade é o contrário. Deus entende que somos matéria e geramos resíduos naturais tal como qualquer organismo que ele criou. No entanto, Deus propõe ação de cuidado protetivo e preventivo em relação ao ser humano. Deus sabe que o ser humano enquanto ser ecológico em sua interatividade com o ambiente estará gradualmente perdendo condições de espaço de vida por conta de competição com outros organismos que se multiplicam em meio de decomposição e na proximidade com algo que pode contaminar o povo através de uma doença isso gera depreciação, dificuldades de lutar (daí a referência a palavra "inimigo" no texto), de se manter, prejuízos sociais e econômicos. Deus não quer pessoas excluídas, nem prejudicadas, por isso Deus detesta o descaso dos governos em relação ao saneamento, já que a ausência deste gera um ciclo vicioso de pobreza econômica, social e ambiental, deterioração da saúde, violência e morte. Assim sendo é injustiça e fora da sustentabilidade do Reino do céu. A “corporeidade” dos humanos é plenamente reconhecida por Deus e Ele faz o homem reconhecer a si próprio em sua "corporeidade", mas busca-se o modo mais sábio de conviver com ela e com o ambiente. É óbvio que as condições ensinadas no texto do Deuteronômio são temporais, ou seja, até então naquele contexto sociogeográfico. Tal prática evolui na proporção dos avanços tecnológicos sociais gerando o ideal em relação a interação com o ambiente. É também a devolução (o virar-se) da matéria da natureza adiquirida e transformada pelo ser humano e agora devolvida a natureza de forma a ser ainda aproveitada nos processos de reciclagem natural, ou seja, a conversão da matéria (de orgânico para inorgânico novamente). Hoje em dia existem tecnologias sociais como o Biodigestor, que pode gerar energia a partir de resíduos orgânicos.

De uma forma geral Santidade significa condição de vida que segue os princípios perfeitos do criador. Significa tornar durável: consagrar. Empregar, destinar, promover seu tempo. Tal termo pode ser atribuido a pessoas, objetos, tempos, ou lugares que tem caráter inviolável, respeitável, purificador. Já saneamento é sanear, ou significa tornar são, remediar, sanar, sendo assim, Santidade e Saneamento se perpassam.
Na realidade por ser santo Deus quer um povo sanado, são, saudável, porque Deus é bom.

Logo, também, é dever da igreja e dos cristãos assumir que nossa relação com o ambiente é um fator de santidade. Lutar por melhorias em seus bairros e comunidades, ensinando, praticando, propondo, mobilizando, protestando conforme cada caso. 

Somos povo herdeiro de um Deus que fez água sair da rocha, que abasteceu seu povo, que ensinou a cuidar das casas, a amar nossos pares por meio de atitudes intrínseca e extrínsecas de cuidado sob diversas formas de expressão e em todos os níveis e realidades de vida, individual, social, mental, econômico e ambiental, e que ao conjunto disso tudo podemos chamar de relações ecológicas ou mais propriamente sustentabilidade. Quando Jesus diz que veio dar vida em abundância se refere justamente a promoção de um ser pleno e integral. 
Somos herança de santidade, fomos sanados na cruz do cordeiro imaculado, nossas máculas foram perdoadas, de forma que não podemos nos permitir a iniquidade. Tal palavra ("iniquidade") aparece na Bíblia várias vezes e significa "injustiça". Falta de saneamento é injustiça. Não atoa a própria literatura médica e científica chama os problemas de saúde de iniquidades. Sim, falta de saneamento é pecado. Falta de água em boas condições, falta de esgoto com tratamento, falta de limpeza e de gerenciamento de lixo é  falta de cuidado, assim sendo é falta de amor. O reino de Deus vivo é justiça, paz e alegria plena que se expressa em todos os cantos e expressões do nosso ser, e gera e desenvolve tais sentidos na sociedade. Assim sendo devemos cuidar da nossa casa e do bairro em termos de limpeza enquanto indivíduos e enquanto coletividade, e enquanto governo. Lembrando particularmente que nós cristãos nos atribuimos uns aos outros como Corpo. A responsabilidade pela saúde desse corpo é de todos, tendo Cristo como cabeça, como Mestre da boa e agradável relação (vontade). Somos um povo comunitário porque igreja é comunidade, por isso o bem de um deve ser para todos, e a ausência de algo necessário para um deve ser suprida por todos. Se a rua ou o bairro estão sujos proponha um mutirão em sua igreja e saiam na rua para limpar. Expresse a glória de Deus. Não importa a hora (mesmo que seja na hora do culto litúrgico, pois o culto a Deus se faz em qualquer lugar e em qualquer hora. Nossa maneira de viver é um culto a Deus e nós somos expressão desse culto. Como disse Jesus àquela mulher samaritana que estava se abastecendo de água do poço e necessitava de água viva, que no significado da bíblia era aquela água boa, e Jesus a explica e diz ser ele a água potável (viva) e bem tratada e clareia dizendo que "Vem a hora e esta é a hora em que os verdadeiros adoradores adorarão a Deus em espírito e em verdade", (independente do tempo e do espaço, independente de templo, de igreja, e do que fazer)... Jo 4.23
Amém!

Paz de Cristo,

Jorge Tonnera Jr
Coletivo Igrejas Ecocidadãs RJ
Biólogo, especialista em gestão ambiental e trabalha como educador ambiental na Companhia de Limpeza Urbana do Rio de JAneiro-COMLURB

sábado, 20 de julho de 2013

Macy’s Day Parade

Eu acompanho sempre a trajetória e notícias da banda Green day  e um site bem interessante é o Green Day Eulogy, donde eu copiei este post. Vale a pena ler. É uma explicação sobre uma das músicas que eu pessoalmente mais gosto deles, que se chama "Macy's Day Parade". Interessante como ela é autoreflexiva, crítica e madura, sem ser clichê. Falar da vida de um ponto de vista como dessa música não é fácil, mas tão necessário quanto uma poesia.


At The Library: Macy’s Day Parade
A minha escolha para falar sobre Macy’s Day Parade foi por um motivo bem simples, pois ela não somente é uma das minhas músicas favoritas do Green Day, como resume – para mim – tudo o que o grupo representa: esperança.
Antes de começar a analisar a letra em si, porém, gostaria de explicar um pouco sobre o desfile oficial do Dia de Ação de Graças da loja Macy’s. Breve aula sobre os Estados Unidos aqui no Green Day Eulogy.
A Loja
Macy’s é uma das mais conhecidas lojas de departamento dos Estados Unidos, cujo slogan é “a maior loja do mundo”. Com mais de 100 anos no mercado (fundada em 1858), Macy’s realiza desde 1924 um desfile anual de Dia de Ação de Graças na cidade de Nova York, além de ser um dos maiores patrocinadores do feriado de 4 de julho também produzido na Big Apple.
O Feriado
Thanksgiving, ou Dia de Ação de Graças em português, é um dos principais feriados norte-americanos, celebrado sempre na última quinta-feira do mês de novembro. A história da data tem início em 1621, quando os peregrinos que chegaram da Inglaterra aos Estados Unidos comemoraram a primeira colheita na colônia de Plymouth, após um inverno bem rigoroso. Na festividade – que recebeu muitos índios – todos comeram muito peru, pato, peixe e milho, sentados em uma grande mesa ao ar livre.
Nos anos seguintes, a mesma festa ocorria, até que o presidente George Washington implementou em 1789 que o Thanksgiving passaria a ser lembrado todo dia 26 de novembro. Foi somente em 1863, contudo, que o presidente Abraham Lincoln declarou que o mesmo deveria ser comemorado toda última quinta-feira do mês de novembro e que seria um feriado nacional.
Até hoje se mantém a tradição nos Estados Unidos, que é mencionada em seriados e filmes americanos, onde famílias e amigos se reúnem para jantar e agradecer a Deus.
O Desfile
Conforme citado acima, desde 1924 a loja Macy’s produz anualmente um desfile no Dia de Ação de Graças em Nova York. O evento – que é chamado oficialmente de Macy’s Thanksgiving Day Parade – tem duração de 3 horas e é transmitido pela emissora NBC. A parada conta com música, carros alegóricos e muitos balões para celebrar a data.
Curioso para saber como é? Veja um vídeo aqui!

Sobre a música

Macy’s Day Parade foi a quarta e última música de trabalho do disco Warning, lançada em 3 de novembro de 2001. A canção faz uma crítica ao desfile do dia de Ação de Graças, enfatizando que coisas como amor, felicidade e esperança não são possíveis de comprar.
Análise
A Macy’s Day Parade é uma canção que, em termos gerais, faz uma crítica ao materialismo que não só a Macy’s, mas outras lojas também promovem no dia de Ação de Graças.
Então, por que será que o Billie Joe declarou uma vez que ela se trata de mentiras e decepções que você tem ao crescer?
Today’s the Macy’s Day parade
The night of the living dead is on it’s way
With a credit report for duty call
Logo na primeira estrofe da música nos deparamos com o contexto ao qual somos levados: é dia de ação de graças, dia do desfile da Macy’s, o que significa que a Black Friday está chegando. A “sexta-feira negra” sempre sucede o Thanksgiving e é famosa nos Estados Unidos por ser um dia em que diversas lojas do país fazem verdadeiras liquidações e descontos, causando histeria na população. Diversos estrangeiros viajam para lá nesta data apenas para aproveitar as incríveis ofertas a preços super baixos.
A espera e expectativa que a Black Friday traz são mencionadas na segunda frase da música, quando o narrador diz que “a noite dos mortos vivos está a caminho.” À meia-noite as lojas abrem e os ‘zumbis’ consumistas já estão a postos para comprar.
It’s a lifetime guarantee
Stuffed in a coffin, 10% more free
Red light special at the mausoleum
Nestas linhas adiante, Billie Joe debocha do fato que as pessoas são tão consumistas que até planejam seu próprio funeral e garantem um caixão com desconto para quando morrerem. Até mesmo após a morte querem poder controlar e comprar tudo.
Give me something that I need
Satisfaction guaranteed to you
What’s the consolation prize?
Economy sized dreams of hope
Imagine aqui um diálogo entre loja/consumidor, onde o segundo pede “me dê algo que preciso”, o que significa que ele nem sequer sabe o que quer, mas quer comprar. “Satisfação garantida a você,” retruca a loja. O preço da consolação também acaba se tornando reduzido: pequenos sonhos de esperança.
When I was a kid, I thought
I wanted all the things that I haven’t got
Oh, but I learned the hardest way
Then I realized what it took
To tell the difference between thieves and crooks
A lesson learned to me and you
A segunda parte da música é quando a crítica se volta ao próprio narrador, já que ele fala das coisas que sempre quis, mas nunca teve. Cada um pode ter sua interpretação individual dessa parte, já que almejamos por coisas diferentes na vida, mas suponho que o Billie Joe tenha se referido a ter uma banda, fazer sucesso e, quem sabe, dinheiro também. Coisas que ele não tinha, porém, aprendeu de um jeito duro que não era o que ele precisava. Afinal, ele conquistou tudo isso, mas e depois? O que é mais importante na vida? Ele provavelmente percebeu que nada disso importava. Não era isso que o fazia feliz.
Esta foi a hora que o narrador consegue reparar a diferença entre ladrões e trapaceiros. Enquanto um invade a sua casa e te rouba, o outro te faz sonhar com uma vida onde você pode ser feliz se adquirir tudo o que quer, te promete uma felicidade ilusória, como se você pudesse compra-la.
Neste momento em meio à frustração e decepção, o que resta a fazer é pensar em uma nova esperança, aquela que o narrador nunca conheceu, mas agora entende que, no fundo, é tudo o que ele sempre quis.
And I’m thinkin about a brand new hope
The one I’ve never known
Cuz now I know it’s all that I wanted
O Clipe
O vídeo oficial de Macy’s Day Parade foi gravado em plano sequência, ou seja, um sequência inteira, sem cortes. Todo em preto e branco, possivelmente para demonstrar a melancolia que a música transmite, o clipe foi dirigido por Mark Kohr e lançado em 2001.
Assista:



sexta-feira, 7 de junho de 2013

Encontro do Coletivo Igrejas Ecocidadãs - RJ 06/2013


Rock no Vale: Rock + Reino + Sustentabilidade

A discussão sobre a questão ambiental está presente em todas as esferas da sociedade. Não é recente o fato de que o meio ambiente está em crise, mas atualmente as atenções estão voltadas para este problema e muito está sendo discutido dentro da academia, pelos órgãos governamentais, terceiro setor, setor privado e, cada vez mais frequentemente, pela mídia.

Não faltam exemplos para atestar que o meio natural está respondendo drasticamente à ação humana. Além dos eventos catastróficos ocorridos em diversos lugares do mundo, outros sérios problemas afetam diretamente a sociedade, como a diminuição da camada de ozônio e o aumento dos gases que produzem o efeito estufa; a poluição do ar e das águas, a perda de produtividade dos solos, a devastação de florestas, a perda da biodiversidade, entre vários outros. Muitos desses danos já são irreversíveis e outros podem se agravar ainda mais.

A sustentabilidade tem sido pauta de muitas iniciativas privadas e públicas, mas infelizmente pouco presente na igreja cristã brasileira. Isso se deve, entre outros fatores, porque ainda não enxergamos a crise ambiental como uma crise de civilização, uma crise humana de identidade. Perdemos a noção divina de que o cuidado com a Terra é responsabilidade nossa e de que Deus delegou ao homem o papel de zelador do grande jardim.

A proposta do Rock no Vale é trazer um momento de reflexão e resgate dos valores e princípios cristãos de cuidado e zelo com a Terra e, consequentemente, com os seres vivos que nela habitam. Fazer parte desse mundo exige de nós um posicionamento ético e sustentável em todas as nossas relações.
A discussão sobre a questão ambiental está presente em todas as esferas da sociedade. Não é recente o fato de que o meio ambiente está em crise, mas atualmente as atenções estão voltadas para este problema e muito está sendo discutido dentro da academia, pelos órgãos governamentais, terceiro setor, setor privado e, cada vez mais frequentemente, pela mídia.

Não faltam exemplos para atestar que o meio natural está respondendo drasticamente à ação humana. Além dos eventos catastróficos ocorridos em diversos lugares do mundo, outros sérios problemas afetam diretamente a sociedade, como a diminuição da camada de ozônio e o aumento dos gases que produzem o efeito estufa; a poluição do ar e das águas, a perda de produtividade dos solos, a devastação de florestas, a perda da biodiversidade, entre vários outros. Muitos desses danos já são irreversíveis e outros podem se agravar ainda mais.

A sustentabilidade tem sido pauta de muitas iniciativas privadas e públicas, mas infelizmente pouco presente na igreja cristã brasileira. Isso se deve, entre outros fatores, porque ainda não enxergamos a crise ambiental como uma crise de civilização, uma crise humana de identidade. Perdemos a noção divina de que o cuidado com a Terra é responsabilidade nossa e de que Deus delegou ao homem o papel de zelador do grande jardim.

A proposta do Rock no Vale é trazer um momento de reflexão e resgate dos valores e princípios cristãos de cuidado e zelo com a Terra e, consequentemente, com os seres vivos que nela habitam. Fazer parte desse mundo exige de nós um posicionamento ético e sustentável em todas as nossas relações.

INFORMAÇÕES
http://www.rocknovale.com/

O festival será em:
SEXTA - DOMINGO
06/12 A 08/12 . 2013

Rua Jovens da Verdade 55 - Mirante - Arujá- SP
CEP: 07400-000 - CP 66


domingo, 26 de maio de 2013

A integração do espaço público. As Bicicletas e a Mobilidade Urbana no Rio de Janeiro: Caminho para todos.

Este é um texto que escrevi para a Ong "A Partir do Rio", a pedido do Leonardo Alves de Lima. Compartilhem e opinem. Para nós é muito importante.
http://www.apartirdorio.org.br/titulo/

 A integração do espaço público

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 As Bicicletas e a Mobilidade Urbana no Rio de Janeiro
Caminho para todos.

Viver nesse mundo sempre foi se movimentar de um lugar a outro,   mais ainda desde que o mundo é “urbe”. Ora, a urbe acabou se tornando sinônimo de  deslocamento, da mesma forma, nem sempre trânsito foi sinônimo de carro ou pior ainda, de engarrafamento. De forma que mobilidade hoje é o termo que urge à urbe para uma forma de fazer a vida transitar e torná-la mais fluida. Assim sendo, Mobilidade vai lidar com o direito de todos por um espaço adequado às necessidades biológicas, sociais e econômicas da sociedade, da mesma forma, também abordará a justiça, já que em termos de direitos nem todo grupo social tem tido o mesmo uso-fruto da possibilidade do livre transitar, ou pelo menos não de maneira de igualdade de direitos. Na verdade, o trânsito tem se tornado cada vez mais na urbe, espaço de exclusão.

Temos sofrido muito com a falta de mobilidade sustentável. Por exemplo, a demora que um trabalhador leva no trajeto: casa-trabalho x trabalho-casa não é computado em termos de jornada de trabalho. É sabido que a forma como é feita a mobilidade extenua sua condição de produtividade e qualidade de vida. E mais, a violência no trânsito e do trânsito tem se tornado algo comum. Não se trata só do deslocamento de veículos em desacordo às normas de trânsito que promove violência. Não me refiro somente a isto, o que está além é a própria falta de mobilidade como geradora violência. Na verdade, a falta de mobilidade é em si uma das várias formas de violência urbana. Isso porque se ao mesmo tempo em que um ciclista é atropelado por um carro ou ônibus por um dos dois não haver respeitado o direito de compartilhar uma via, também é bem verdade que enquanto o trânsito se mantém estático gera frustrações e sentimentos de angústia e revolta, somadas a toda sorte de conflitos pessoais acumulados durante a semana. Um simples buzinar pode ser um indício/início de agressividade. No trânsito parado as pessoas se olham de formas fechadas, competitivas e não raramente apáticas. Henry Ford costumava dizer que um mercado nunca fica saturado de bons produtos. A quantidade de carros em uma via e a maneira de vivermos hoje revela que essa máxima não é verdadeira.

Para que tenhamos uma mobilidade urbana viva e sustentável precisamos ter a capacidade de integrar e diversificar os modais de transporte. Além disso, é mais que necessário diversificar e aumentar o número de centros de desenvolvimento para que uma quantidade grande de moradores de municípios adjacentes não precisem ir trabalhar tão longe de suas casas.

Dentro deste cenário e realidade há um modal de transporte que tem e terá fundamental importância na mudança de mobilidade e na fluidez e liberdade de trânsito da cidade, promovendo mais identificação com a cidade e qualidade de vida. Refiro-me às bicicletas. Estas que desde há tanto tempo atrás eram veículos de transporte, mas ao passar dos anos e mudanças culturais, sociais e econômicas se tornaram meros instrumentos de lazer domingueiros.

Quebrar o paradigma carioca de que bicicleta é puramente um objeto de lazer se faz necessário cada vez mais. No entanto, em meio a isso é comum se ouvir que “lugar de ciclista é na ciclovia”, ou pior ainda “lugar de ciclista é na calçada”. Ora, quando se convencionou que os veículos motores, particularmente os carros, são os donos da rua? Os destinatários de um processo de construção de mobilidade são pessoas, independente de como escolheram transitar. A rua e a cidade devem ser para pessoas e não para coisas. Quando se convencionou que os veículos motores, particularmente os carros, seriam a melhor forma de se conduzir e detentores únicos e privilegiados do direito de ir e vir? Simples, quando transitamos levamos conosco pra qualquer lugar que seja nossos valores e conjunto de crenças a partir da cosmovisão que nos move. O inconsciente coletivo que quando cristalizado se torna estático para as nossas vidas e não permite pensar diferente maneiras, alternativas à rotina nos impossibilitam de mudar. Na maioria das vezes quando se vive todos os dias indo e vindo em coletivos lotados o que vem a mente do cidadão é “quando eu comprar um carro isso vai acabar”. Desmistificar o status da carapaça metálica que blinda o ser humano em seu automóvel de seu poder e ego e individualismo é necessário.

É bom que se diga que as bicicletas têm seus direitos e devem compartilhar a rua e que apesar de que ciclovias são feitas para bicicletas, as bicicletas não são feitas para ciclovias, mas sim para gerar possibilidades de trânsito. E apesar de ser um senso comum que ciclovias são necessárias para uma melhor mobilidade urbana é importante afirmar que ciclovias não são sinônimos de “paz no trânsito” nem a solução da mobilidade urbana, mas sim parte dela.

A lei protege o menor, a partir do senso de responsabilidade do maior dando oportunidade de todos dividirem e compartilharem o mesmo espaço. É observado que tem crescido a quantidade de ciclistas na cidade do Rio de Janeiro. Nos últimos oito anos houve um aumento de 84,3% do uso deste modal. Mais de 1,2 milhão de viagens de bicicleta por dia, o que representa 5% de todos os deslocamentos na cidade, segundo a ONG Transporte Ativo. Isto é bom. E mais ainda, estudos feitos no EUA revelaram que o carro já não é mais tão atraente para o jovem de lá. Creio que isso será uma tendência aqui também. Talvez já esteja sendo.

A bicicleta talvez seja a máquina mais multiuso que o homem já inventou. Certamente uma das mais importantes. Resgatar o senso de multiplicidade da bicicleta, a mesma que foi responsável por permitir ampliar a nossa variedade genética ao deslocar nossos antepassados de lugares para lugares em romances até então impensados e inesperados, socializar, trabalhar, até a possibilidade de gerar energia elétrica. Ela é um veículo que transpassa a cidade e imaginar cidades, nos termos de mobilidade urbana está implícito o apreciar o lugar que está passando bem a sua frente.

Uma experiência marcante tem sido as “bicicletadas” (Massa Crítica), toda última sexta-feira do mês. Estas são intervenções no trânsito em que vários ciclistas de várias partes da cidade se encontram e saem para pedalar coletivamente para assim ocupar o espaço das vias de trânsito mostrando que a bicicleta é um veículo de transporte. Os grupos agem em rede como Bike Anjo (voluntários que se encarregam de conduzir iniciantes da bicicleta ao trabalho), a bicicletada Jardinária, a Nuvem Sound System, e A Cyclofônica também são outras manifestações.  Há dois anos eu nunca imaginava que havia um movimento no Rio de Janeiro, a partir de bicicletas e seus amantes e entusiastas pedalantes, nem imaginava o tanto como as bicicletas poderiam oferecer a mim e a cidade.

A bicicleta leva-nos além do trânsito e do lugar, nos liberta. Sem bicicletas futuramente não haverá trânsito (no sentido correto da palavra, que é deslocar-se de um lugar a outro). Espaços de vida devem ser vivificados. A função social e biológica, e assim sendo, ecológica de todo espaço é permitir a vida. Sem trânsito não há vida.


Jorge Tonnera Jr.
Biólogo especialista em Gestão Ambiental, trabalha como Professor de Educação Ambiental na Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro – COMLURB; é membro do Coletivo Igrejas Ecocidadãs – RJ, e participa de massas críticas (Bicicletadas). Escreve no seu blog “Essa Novidade de Vida”.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O poema de Fernando Pessoa que eu Sou.

Fiz um teste desses virtuais, eu que não acredito na precisão deles acabei fazendo por ser um tanto interessante. Era para saber "Que poema de Fernando Pessoa é você?" Então, o interessante é que o poema que resultou diante das respostas que preenchi foi "
O Guardador de Rebanhos, Alberto Caeiro", o qual eu me identifiquei bastante.
.
Alberto Caieiro
Foto: Reprodução
O Guardador de Rebanhos, Alberto Caeiro
 
“Sou um guardador de rebanhos,
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.”

“Olá, guardador de rebanhos,
Aí à beira da estrada,
Que te diz o vento que passa?

Que é vento, e que passa,
E que já passou antes,
E que passará depois.
E a ti o que te diz?

Muita cousa mais do que isso.
Fala-me de muitas outras cousas.
De memórias e de saudades
E de cousas que nunca foram.

Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira.
E a mentira está em ti.”
(Cantos IX e X, de “O Guardador de Rebanhos”, 1914)

Alberto Caeiro foi o primeiro heterônimo a surgir – e o único a morrer (de tuberculose) por obra do seu criador. Deixava confuso Fernando Pessoa, homem da cidade, exatamente por ter enorme apego ao campo, à natureza, a ponto de ter escrito um longo poema chamado “O Guardador de Rebanhos”. Mesmo assim, Pessoa o elegeu mestre dos heterônimos. Apoiada na experiência sensorial, sua poesia procura alcançar um ideal: desaprender o foi aprendido para poder conhecer a si mesmo, ao outro e ao mundo.

Para saber mais sobre Fernando Pessoa e seus heterônimos, leia a entrevista com Fernando Segolin, professor de Pós-Graduação de Literatura e Crítica Literária da PUC-SP e “pessoano” por excelência

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Fórum O Reino de Deus e o Meio Ambiente JOCUM Rio de Janeiro

Meus amigos, boa tarde
estarei ministrando uma palestra no Fórum Bíblico sobre Meio Ambiente da JOCUM Rio.
Convido a todos e solicito a gentileza de quem se interessar também repassar, por favor.



Grande abraço,
paz do Excelente!

Jorge Tonnera Jr
Biólogo, especialista em Gestão Ambiental
Educador Ambiental da COMLURB
Membro do Coletivo Igrejas Ecocidadãs RJ
www.jorge-novidadedevida.blogspot.com
www.jesusrindo.blogspot.com
tel. 6881-7132

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Crise Ambiental e Cristianismo: o papel da Igreja na sustentabilidade

Em Junho, quando dos eventos da Rio+20, tive o prazer de participar da Cúpula dos Povos e ouvir duas vezes a palestra do Cláudio Oliver, a qual abaixo está transcrita. Uma eu assisti na Catedral Presbiteriana do Rio e a outra foi no instituto Bennet. Confesso que sua fala repercute ainda em mim ecoando em termos de pensamentos mais maduros e conceitos que se afastam de paradigmas e rumam a novas formas de se pensar ecologia e educação ambiental. Segue abaixo a sua fala na mesa de diálogo "Crise Ambiental e Cristianismo: o papel da Igreja na sustentabilidade".


Crise Ambiental e Cristianismo: o papel da Igreja na sustentabilidade
Uma mesa de Diálogo com Marina Silva, Michelon e Dellambre
Cúpula dos Povos – durante Rio +20
Claudio Oliver

Como algumas pessoas me pediram, segue abaixo a transcrição de minha fala na mesa de diálogo realizada no dia 16/6/2012, no Rio de Janeiro

“Que bom é que se reúnem representantes de igrejas para poder falar sobre a crise ambiental e poder ver a igreja finalmente se debruçando sobre este tema.
Obviamente não se pode deixar de notar que esta preocupação e debruçar chegam com 20 anos de atraso (seriam 40? O que estávamos discutindo quando o relatório do Clube de Roma nos alertou quanto à necessidade de darmos limites ao crescimento em 1972?). Vinte anos de atraso para a igreja moderna perceber algo mais quente no ar.
Igualmente é bom que se esteja discutindo tal tema, pois pelo menos se pode observar que parte da igreja deixa de confundir o fim do presente sistema ou do sistema-mundo (aion) com o fim da criação (Kosmos). Consciente ou inconscientemente, isso representa a retomada de uma tradição que inclui a vitória sobre a morte, a perspectiva da restauração e a retomada da responsabilidade sobre o planeta como expressão da relação com Deus.
No entanto, essa possibilidade implica em um risco de, sem perceber, se continuar permitindo que a narrativa a dirigir e informar a agenda e a ação da igreja (como tem sido praxe na história moderna da igreja) continue sendo imposta de fora para dentro, a partir do centro e da lógica do sistema e do império presentes.
A relação do ser humano com a terra abre e fecha a narrativa bíblica. Somos seres formados da terra fértil (Adamá), não da argila pouco intemperizada . Somos seres do horizonte A do solo. Adamá é a matéria prima da qual é feito Adam ( o ser humano), ou se preferir a versão latina, o húmus que dá origem à humanidade e também à humildade, posição necessária para se aproximar e tratar do assunto. Nossa rebeldia foi a primeira coisa a trazer maldição sobre a terra, o solo se torna gerador de plantas daninhas e de luta para comer (Gen. 3:17). Da mesma forma no fim da Bíblia, os vinte quatro anciãos cantam a pauta que guiará o julgamento final: “E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.” Apocalipse 11:18 (sem grifo no original). Ao deixarmos de lado essa abertura e fechamento do tema nas escritura - e o fato de que o tema da terra e de seu cultivo estão presentes em um de cada três capítulos da Bíblia - para assumirmos a lógica do sistema (a da economia e das finanças) e do Império presente (o do deus mercado e de seu único e suficiente mediador: o dinheiro) como ponto de partida – agora como uma tal “economia verde” - patinamos, somos mais uma vez rebocados e corremos o risco de deixar de enxergar possibilidades.
Na minha humilde opinião, insistir em não tocar em algumas “vacas sagradas”, em alguns “dados como certo”, nos coloca na posição e na agenda que nos leva de reboque por um mundo que corre em velocidade máxima para o abismo e para o colapso. No mínimo, e por misericórdia, tal posição pode nos fazer inócuos diante do quadro atual.
Algumas “vacas sagradas do sistema precisam, como eu disse, ser desafiadas:
- O MITO DO PROGRESSO ETERNO. Um mito que só pode ser crido por um louco ou por economistas da ordem presente, que crêem em um crescimento permanente em um mundo finito, sem se darem conta que a única coisa a crescer indefinidamente é um câncer. Este mito que divide e oprime seres humanos que optam pela vida simples como se fossem cidadãos de segunda categoria, ou que acusa de sectários aqueles que não aceitam acriticamente a máxima de que todo progresso é benvindo. Foi o progresso que deu origem à próxima vaca sagrada.
-A CRENÇA NO DESENVOLVIMENTO COMO OBJETIVO. Ao ser aceito como objetivo a ser buscado, a busca pelo deenvolvimento nos desvia de um outro objetivo estabelecido e proposto por aquele que nos chamou a ser sua igreja. Ele não disse “ Eu vim para que vocês se desenvolvam”, mesmo que esse desenvolvimento seja sustentável. A razão pela qual Ele veio e nosso objetivo proposto por ele é outro: a vida abundante, uma expressão infelizmente confundida com vida com excesso, como a que nos propõe a lógica do consumo e da intermediação monetária, seja esta consciente, sustentável ou qualquer outra. Precisamos reencantar e reassumir a abundância como opção ao excesso, e nos arrepender do excesso de tudo que o mercado nos oferece, de comida a educação, de facilidades a delegação de responsabilidades. E para que todos tenham acesso a esta abundância é mister que se mexa em outra “vaca sagrada”: A ECONOMIA.
-Essa ciência somente existe se crermos, como ela e seus promotores insistem em repetir, em um mundo escasso, o que coloca Deus em uma posição de incompetência de origem como criador, ao ter pensado e realizado tal mundo sem capacidade de sustentar-se. E nos diminui a seres cheios de necessidades ilimitadas, das quais somos insaciáveis, o que nos transforma na imagem e semelhança de uma bactéria patogênica causadora do consumo (o nome antigo da tuberculose). Esta auto-imagem de consumidor nos afasta do caminho proposto do domínio próprio e da celebração dos limites, da renúncia e do sagrado. Conceitos que estão na origem do caminho proposto pelo mestre.
-Precisamos recordar que o termo “desenvolvimento sustentável” foi estabelecido pela médica norueguesa Gro Harlem em 1983, como reação à constatação feita pelo Clube de Roma quase onze anos antes de sua invenção, de que era imperativo IMPOR LIMITES AO CRESCIMENTO. Esta constatação deu origem a uma outra agenda bem mais interessante: a do DECRESCIMENTO (proposta por Nicholas Georgescu-Roegen, o pai da bioeconomia e propagandeada hoje por Serge Latouche). Mas antes de tudo, ela nos remete a lembrança de algo muito anterior e próprio do cristianismo: aprender a viver satisfeito, celebrar os limites, abraçar a renúncia e sacralizar a vida – aqui ditas não como palavras bonitas mas como proposta de agenda agressiva e antissistêmica radical. Na minha humilde opinião esta me parece muito mais coincidente com o ensino do mestre Jesus e com o caminho que a de um desenvolvimento, seja ele de que tipo for. Jesus é aquele que assumiu sua agenda pelo princípio da Kenosis (o esvaziamento das prerrogativas e direitos). Impõem-se a nós a mesma atitude que nele houve (Fil. 2:5) e a prioridade de assumir uma “agenda kenótica para o planeta” COM URGÊNCIA! Abrindo mão de direitos e assumindo, ou reassumindo, as nossas obrigações. Deixando de lado os sonhos de grandeza, não só dos mascates da telefé, como se costuma ter em mente, mas também de nossos pequenos reininhos ministeriais e colocando no lugar desses sonhos, a imaginação necessária para se aprender a viver uma vida simples, pacata e quieta. Abrindo mão de prerrogativas e voltando a indicar o caminho pelo exemplo e não pela liderança.
Por fim, podemos assumir uma postura de lealdade se voltarmos a lembrar à imagem de quem fomos criados e a partir dessa imagem construir outras narrativas a nos informar para a vida. Como já disse, não somos consumidores, a defender nossos “direitos”. A primeira declaração da Bíblia é de que somos imagem e semelhança de um Deus generoso, criativo, bondoso e cuidadoso nos detalhes. Ele nos colocou em um jardim para o observar (Avad) e para o guardar e preservar ( Shamar), Gen. 2:15. Olhar para a terra como nosso origem, nossa casa e nossa primeira identidade, como gente do solo, é reassumir tais princípios e assim nos colocarmos na dianteira de uma mundo que sofre com dores de parto e aguarda a manifestação daqueles que se chamam a si mesmos de “filhos de Deus”
A Ele , toda a glória.”
 
Lido, copiado e compartilhado a partir do blog do Cláudio Oliver: http://naruacomdeus.blogspot.com.br/

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Eric Hobsbawm: o historiador que sabia pedalar


Como amante de bicicletas e ciclista há algum tempo, cada vez entra em minhas veias a questão da mobilidade urbana, inclusive pela própria condição atual de vida minha enquanto carioca usuário de transporte público numa cidade cheia de pessoas e de carros, compartilho essa jóia relacionada ao historiador Eric Hobsbawm, que morreu nessa semana.


Fonte:
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/514176-eric-hobsbawm-o-historiador-que-
sabia-pedalar

Eric Hobsbawm: o historiador que sabia pedalar

O historiador Eric Hobsbawm, que morreu nesta segunda-feira (1º) em Londres,
aos 95 anos, era um entusiasta da bicicleta. O comentário é de Alexandre Costa
Nascimento em artigo na Gazeta do Povo, 01-10-2012.
Eis o artigo.

Uma das mentes mais influentes de seu tempo, Hobsbawm, durante a juventude, fez
uma viagem de bicicleta com seu primo Ronnie explorarando o sul da Inglaterra e
o norte do País de Gales.
Em um trecho do livro Tempos interessantes: uma vida no século XX, o
historiador classifica a bicicleta como um dos instrumentos mais importantes da
história, compararável à prensa de Gutenberg.
Segundo ele, o veículo de duas rodas é o único sem desvantagens óbvias e que
oferece a plena realização das possibilidades de ser humano.
O intelectual, que usou os princípios do marxismo para explicar o mundo atual,
publicou seu último livro em 2011, sob o título Como mudar o mundo. Entre suas
obras mais destacadas, que influenciaram gerações de historiadores, estão Era
dos Extremos: o Breve Século XX: 1914 - 1991 e Globalização, Democracia e
Terrorismo.
Leia o trecho em que o historiador relata sua visão sobre a bicicleta:
Até mesmo a forma de transporte que nos libertou era barata, pois nós, ou
nossos pais, seguimos o conselho dos anúncios na traseira dos ônibus londrinos
de dois andares: 'Desça desse ônibus. Ele jamais será seu. Compre uma bicicleta
por dois pence por dia'.
Com efeito, com poucas prestações semanais podia-se comprar a bicicleta – no
meu caso uma brilhante Rudge-Whitworth, que custava mais ou menos cinco ou seis
libras. Se a mobilidade física é condição essencial da liberdade, a bicicleta
talvez tenha sido o instrumento singular mais importante, desde Gutenberg, para
atingir o que Marx chamou de plena realização das possibilidades de ser humano,
e o único sem desvantagens óbvias.
Como os ciclistas se deslocam à velocidade das reações humanas e não estão
isolados da luz, do ar, dos sons e aromas naturais por trás de pára-brisas de
vidro, na década de 30, antes da explosão do tráfego motorizado, não havia
melhor maneira de explorar um país de dimensões médias com paisagens tão
surpreendentemente variadas e belas.
Com a bicicleta, uma tenda, um fogareiro a gás e a novidade da barra de
chocolate Mars, explorei com meu primo Ronnie (que a pronunciava “Marr”, como
se fosse em francês) grande parte das belezas civilizadas do sul da Inglaterra,
e, numa memorável excursão de inverno, também as mais selvagens do norte do
País de Gales.
(HOBSBAWM, E. Tempos interessantes: uma vida no século XX. ISBN 85-359-0300- 3.
S.Paulo: Companhia das Letras, 2002. pp. 107-108)
 


Bicicleta modelo Rudge-Whitworth, semelhante a usada por Hobsbawm para pedalar

pela Inglaterra. Na época modelo custava o equivalente a R$ 20.

Fonte:
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/514176-eric-hobsbawm-o-historiador-que-
sabia-pedalar

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Quem consome mais, terá mais desconto!

Segue uma ótima e rápida crítica da Recicloteca frente a redução do valor da cobrança na energia que recentemente irá beneficiar os brasileiros. A crítica em si não é na redução, mas em relação a quem mais obterá o benefício em detrimento de outros. Apenas uma questão de pensar justiça, que é importante para que não caiamos no erro de pensar que as coisas são como parecem.

Quem consome mais, terá mais desconto!
Posted on 14/09/2012 by Naira Tavares

 
Apenas 15 indústrias se beneficiarão com redução de 28% na energia

A redução máxima da energia elétrica de 28% anunciada pela presidente Dilma Rousseff na semana passada deverá atingir apenas um grupo restrito de 15 empresas enquadradas no nível de tensão mais alto. Entre elas, estão indústrias de alumínio e de cimento, que mais consomem energia ao longo de sua produção.

Fonte:
http://oglobo.globo.com
Nossa opinião!

Porque não reduzir os impostos de indústrias que possuem um plano de eficiência energética e consomem menos energia por isso? A indústria de alumínio é a que mais consome energia e irá ganhar 28% de redução em sua conta de luz?

Porque não dar o desconto para indústrias que conseguem reduzir seu consumo, que possuem esta preocupação? Seria um incentivo para outras seguirem os mesmo passos.


FONTE: http://recicloteca.org.br/blog/

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Carta às Igrejas Evangélicas Brasileiras, por Igrejas Ecocidadãs.

Carta às Igrejas Evangélicas Brasileiras.

Por Igrejas Ecocidadãs



Entre os dias 15 e 22 de junho de 2012 Igrejas Ecocidadãs estiveram presentes na cidade do Rio de Janeiro para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Rio+20 (evento oficial da ONU), e da Cúpula dos Povos (evento paralelo organizado pela sociedade civil).

Como movimento cristão criado para incentivar o envolvimento da igreja evangélica na temática socioambiental, as Igrejas Ecocidadãs conseguiram reunir estrategicamente instituições, igrejas, organizações e pessoas, que deram voz histórica na Rio+20, por meio de acesso ao evento oficial da ONU e atividades autogestionadas na Cúpula dos Povos, que incluíram mesas de diálogo, dia de oração, caminhada pela sustentabilidade, coleta de assinaturas para a petição “Fale por um Mundo Justo e Sustentável” e entrega simbólica de mais de 400 cartões da petição assinados ao ministro Gilberto de Carvalho, entre outras atividades.

Em meio às diversas iniciativas da sociedade civil, as quais buscavam discutir e refletir sobre ações práticas para o desenvolvimento sustentável, o documento final da conferência oficial – com 49 páginas e 283 parágrafos, assinado por 188 países e intitulado “O futuro que queremos” (disponível em inglês e espanhol no site da ONU) – apenas elencou diversos problemas relacionados ao desenvolvimento sustentável, não apontando  caminhos e metas claras e práticas para solucioná-los. Dessa forma, a maioria das decisões efetivas ficou postergada para o ano de 2015, prazo também para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Embora entendamos a complexidade de uma negociação por consenso entre quase duzentos países, como cristãos, não concordamos em ter um documento chamado “O futuro que queremos” se este documento não menciona responsabilidades específicas e prazos para adoção de medidas por uma real sustentabilidade. A população mundial já chegou a 7 bilhões e há tempos os limites ambientais de nosso planeta já foram ultrapassados devido ao modelo atual de produção e consumo. Esperávamos, portanto, que este documento exigisse ações mais efetivas, que levasse em consideração os limites ecossistêmicos do planeta e a desigualdade social entre as nações. A sociedade civil, na Cúpula dos Povos, apontou para outro caminho, uma discussão que olhasse o mundo para além da lógica desenvolvimentista, valorizando o ser humano. Pensar o futuro que queremos extrapola a lógica do desenvolvimento e nos coloca diante do desafio de preservar a vida!

Ainda assim, para nós do Movimento Igrejas Ecocidadãs, o resultado desta conferência é positivo, à medida que temos mobilizado a sociedade civil em busca da construção de ações socioambientais que garantam, por exemplo, o acesso universal à água e alimento no curto prazo. Cremos que as discussões da transição para um planeta mais equilibrado devam ser permeadas por uma agenda ética e moral cristã, a qual poderá nortear as principais metas a serem adotadas pelos governos nos próximos anos.

Acreditamos que deve existir diálogo, compromisso e amor entre as gerações para se promover o desenvolvimento sustentável. O cristianismo, neste contexto, tem todo o potencial para ser a ponte ética na construção de alternativas, trazendo significado espiritual, social e ambiental. Cremos que a fé bíblica é essencial para a solução de nossos problemas sociais e ambientais e, por isso, desafiamos as igrejas locais a assumirem os seguintes compromissos:
 1.Reconhecer que o cuidado com a criação de Deus – criador dos céus e terra, fundador do mundo e tudo o que nele existe – faz parte também da missão da igreja;
 2.Arrepender-se de sua omissão no cuidado ao meio ambiente, e repudiar o modo com o qual temos permitido a destruição do trabalho do Criador;
 3.Informar sistematicamente e envolver ativamente a comunidade de fiéis nos temas socioambientais, oportunizando o contato com a base teológica sobre o tema;
 4.Incentivar entre seus membros a adoção de um estilo de vida simples e solidário, modelo vivido e pregado por Jesus Cristo;
 5.Reavaliar o uso e destinação que a igreja faz dos recursos naturais e materiais (água, energia, papel, embalagens, copos descartáveis, lixo, esgoto, etc.);
 6.Envolver-se com a comunidade onde está inserida, a fim de buscar coletivamente soluções para os problemas locais;
 7.Resgatar o vínculo teológico a respeito das questões socioambientais, a partir dos seus líderes e pastores, incluindo seminários;
 8.Envolver-se ativamente com as Igrejas Ecocidadãs a fim de ampliar o debate entre organizações cristãs sobre questões socioambientais e a base de fé cristã;
 9.Ampliar a visão de missão e diaconia, contribuindo financeiramente com projetos socioambientais, prioritariamente locais.

Por fim, o Movimento Igrejas Ecocidadãs reconhece que por meio de Cristo nos reconciliamos com Deus e consequentemente esta reconciliação é estendida a toda a criação da qual fazemos parte e nos relacionamos de forma interdependente. Portanto, fomos chamados a responder a ordem que nos é dada em Gênesis 1:28 e 2:15, onde devemos nos comprometer em agir de forma consciente e cuidadosa.

Igrejas Ecocidadãs é um movimento de pessoas e organizações cristãs que se uniram para incentivar o envolvimento da igreja evangélica na temática socioambiental. Esta união foi impulsionada pela Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (também conhecida como Rio+20) realizada em junho de 2012 na cidade do Rio de Janeiro. Saiba mais sobre Igrejas Ecocidadãs no site
www.igrejasecocidadas.org.br, Facebook e Twitter (@IgrejasEco).
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