sexta-feira, 7 de outubro de 2011

MyFunCity: nova rede social para você avaliar o seu bairro

Marina Franco - 07/10/2011 às 09:00
Uma nova rede social promete que sua opinião sobre os serviços públicos da cidade em que mora será ouvida – e por gente com poder para melhorá-los. É a MyFunCity*, de tecnologia brasileira e lançada inicialmente como aplicativo de Facebook*.
Funciona assim: os usuários cadastrados fazem um check-in na região em que estão e respondem a perguntas sobre as condições do bairro, escolhendo entre cinco “carinhas”, da mais feliz à mais triste. As questões, que serão trocadas frequentemente, abordam temas como a quantidade de parques na região, a facilidade de acesso a transporte público, a qualidade de atendimento de postos de saúde ou a limpeza e conservação das ruas.
Ao escolher sua carinha, é possível publicar um comentário que justifique o voto ou alguma foto, para registrar a situação do bairro. Além das funcionalidades de rede social – como interação com amigos e timeline das atividades recentes -, a MyFunCity mostra o mapa com as opiniões de outros usuários que estão num raio de um quilômetro.
Agora, o mais interessante é que nessa rede social os cidadãos não falam, apenas, uns com os outros. As prefeituras das cidades serão incentivadas a se cadastrar na MyFunCity, par ter acesso às opiniões em tempo real e a relatórios com as estatísticas de cada região. A ideia é que esses dados orientem os prefeitos e gestores públicos para melhorarem a administração de suas cidades.
A iniciativa, que nasceu do Movimento Mais Feliz (leia Direito à felicidade vai virar lei no Brasil) e tem parceria com mais de 700 entidades através da Rede Nossa São Paulo*, será lançada também para iPad, iPod, Android e Blackberry. Ainda neste mês chegará aos Estados Unidos. Em novembro, na Europa.
O que você achou da novidade? Espera conseguir melhorar seu bairro pela internet?

Fonte : http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/blog-da-redacao/myfuncity-nova-rede-social-para-voce-avaliar-o-seu-bairro/

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Doar sangue foi o que mais me fez parecer com Jesus Cristo...

Doar sangue foi o que mais me fez parecer com Jesus Cristo...
Foi o mais longe que cheguei de ser como Jesus... e mesmo assim nem de longe chego perto do seu gesto supremo de entrega e doação: o amor por todos, todos de uma vez.


Soberba, fartura de pão, e próspera ociosidade. Agora sim! SERÁ QUE DEUS É CULPADO ?

SERÁ QUE DEUS É CULPADO ? Há um texto que é de conhecimento de muitas pessoas acerca de um grande senso de questionamento e inquietação coletiva nacionalista americana em que é expresso uma resposta sobre como um Deus bom de uma sociedade de maioria dita cristã permitiria um desastre tão horrível e doloroso como o atentado do 11 de setembro. Esse texto transcreve uma suposta resposta
de Anne Graham (filha do missionário Billy Graham) que estava sendo entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela sobre diante do 11 de setembro? Então ela respondeu que foram eles, os americanos mesmos que não permitiram Deus adentrasse no santuário secularizado pós-moderno da América que excluiu Deus do seu dia a dia por meio de acabarem com a oração nas escolas, bem como com a leitura da Bíblia nelas, a falta de disciplina aos seus filhos ao não ser permitido mais bater neles como forma de correção, e destituindo professores e diretores da posição de disciplinar os estudantes, e deixarem as filhas fazerem aborto, bem como darem a permissão aos filhos para terem relações sexuais com quanto estivessem protegidos, e por permitirem a escalada da pornografia e da erotização excessiva da sociedade.
Lendo novamente hoje esse texto e com amadurecimento da minha fé em Cristo Jesus e a inquietação da salvação de Deus em mim vejo com olhos mais profundos. Aprendemos que a sociedade faz suas próprias escolhas e crenças, de fato, mas faltaram algumas questões bem críticas. Vejo que essa declaração embora tenha um certo sentido deixa de lado as relações sociais a um nível maior, a forma como o americano se encherga diante do mundo e como trata o mundo, a maneira como o EUA intervém nas políticas de outros países há anos a fim de buscar unicamente seus interesses particulares, inclusive como sistema capitalista que os próprios americanos ditos cristãos patrocinam é custoso para as relações humanas e para o próprio planeta Terra. Claro que isso também tem a ver com a maneira como eles se relacionam com Deus, pois não podemos pensar que lendo a Bíblia todo dia e orando e ao mesmo tempo fazendo uma política como a deles e aprovada por essas mesmas pessoas que oram e lêem a Bíblia Deus iria se sentir amado e feliz. Segundo a Bíblia, o motivo da destruição da cidade de Sodoma foi a perversidade de seus habitantes e a imoralidade que cansou e irou o Senhor. No entanto as pessoas olham simplesmente e basicamente para questões de cunho moralista sexual com relação a esse fato na Bíblia. Crueldade e falta de hospitabilidade com forasteiros, a ganância e o apego excessivo à propriedade, e que nada mais são senão sinais de falta de compaixão foram pecados que acumularam e iraram o Deus "forasteiro" (Leia como Deus entrou em Sodoma/Gomorra. Ele entrou como forasteiro, assim também foi em Israel aí já revelado Messias Jesus Cristo). Ezequiel 16:49 afirma: "Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e próspera ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado". Essa é a maneira como o EUA trata o mundo. E essa mesma maneira é de bem antes desses fatos contados e elencados pela filha do Billy Graham. A pensar na soberba, na fartura de pão e na próspera osciosidade do EUA diante do mundo e sua doutrina de Supremacia divina talvez aí sim podemos perguntar: "SERÁ QUE DEUS É CULPADO" ? Ainda mais quando olhamos para a história das relações exteriores americana
com os países do Oriente. E a sociedade americana? Como ela se manifestou diante das ações do seu país perante o mundo? Daí também podemos fazer mais perguntas: Será que Deus desconsidera todas as iniquidades da gente apenas por lermos a Bíblia e orarmos e irmos todo domingo a um edifício de concreto, o qual é erroneamente chamado de casa de Deus? A Bíblia é a chave para entendermos o mundo e a nós mesmos. Esperamos que ela frutifique na vida dessas pessoas que como a gente lêem a Palavra. Que ela frutifique na nossa vida também. E que a gente também não caia no erro de ler e não praticar. Isso é um grande medo meu...
A saber, é bom que as diversas nações atentem para esse fato escrito em Ezequiel, e nós o Brasil, país que vive um momento de crescimento econômico também.


Soberba, fartura de pão, e próspera ociosidade. Lembremos sempre desse grande erro!


  Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador, para a glória do teu nome;
livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome.
    -- Salmos 79:9

OBS: Não se pode justificar tal evento 11/09 como uma coisa simplesmente por impenitência e injustiça, pois a soberania de Deus vai muito além da compreensão humana. Ora, não foi Jó, o justo, o qual sofreu um grande atentado? De forma alguma quero afirmar que o EUA sofreram tal atentado por conta de determinados pecados, mas é preciso reavaliarmos a nação que se é e a enchergar as coisas em um nível de compreensão maior, uma espiritualidade mais profunda.


A paz de Jah,
Jorge Tonnera Jr.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A arte de pixar

Vi uma pixação escrita num muro: "Deus está morto" (Nietzsche). Escrevi embaixo: "Nietzsche está morto" (Deus)

                                            Bono Vox (vocalista da banda U2)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Caminho do amor ou uma ciclovia?

É interessante como solucionamos ou gostaríamos de solucionar certas coisas do dia a dia simplesmente excluindo pessoas. Há várias formas de exclusão. Na verdade o próprio ser humano de uma forma geral se excluiu da natureza, esta entendida de um modo integral, seja a sua essência ou as outras formas vivas ao redor. O homem se abstrai do espaço meio em que vive. Se acha à parte da natureza e do meio ambiente. Exclusão nada mais é que tirar algo ou alguém do nosso meio, muito embora a coisa vai muito além. Exclusão é discriminar. Assim sendo pode ser ainda o simples fato de não permitir a entrada, passagem (trânsito) ou permanência. Excluimos pessoas por vários motivos infelizmente, sejam por essas não atenderem nossas demandas, expectativas, não fazerem parte de nosso mundinho, por elas não serem bonitas, por não usarem as roupas que usamos, excluimos por elas nos incomodarem, ou ainda por elas terem dificuldades de comunicação. Exclusão pode ser ainda o simples fato de querer exclusividade. Exclusão e exclusividade são palavras interconectadas.  Isto chama a atenção para nossa ruptura em termos de mobilidade humana e sobretudo urbana. Me refiro a vida moderna que exclui pessoas do trânsito. Daí causamos um paradoxo. Passamos a ter um dia para excluirmos as coisas que excluem pessoas. Tais coisas por estarem ocupando demais a sociedade e por elas estarem gerando problemas precisam de um dia a menos no ano. Me refiro ao Dia Mundial sem Carro, uma iniciativa interessante e provocadora, a fim de refletirmos os caminhos que a sociedade industrializada e capitalista está indo.
Por outro lado, há um tendência em prol da melhor mobilidade urbana. Já de tempos atrás que as ciclovias se tornaram um espaço de mobilidade alternativa e que a princípio veio como uma necessidade de lazer. Por outro lado ela também acabou sendo uma via de exclusão em uma determinada perspectiva. Isso porque se os ciclistas ficarem restritos a andarem em ciclovias correm o risco de serem oprimidos nas ruas em caso destes circularem em meio ao trânsito.
Mas então? Devemos ser contra ou a favor de ciclovias? Ciclovias devem existir sim, evidentemente, e serem ampliadas em termos de quantidade. Elas possuem diferencial por poderem coexistir em espaços menores, podem fazer parte de espaços diferentes e interconectá-los como uma trilha, pode ser uma simples opção para respirármos e olhármos outros ares. Pode ser simplesmente uma rota mais próxima. O caso é que não devemos restringir nossa convivência a ciclovias. Devemos estar nas ruas, pois os espaços criados a princípio precisam ser espaços de vida.

O termo "Meio ambiente" vem justamente desse aspecto. Um espaço que PODE abrigar vida, e afinal de contas a rua ou a avenida ou a estrada é um espaço por onde transitam vidas. Aliás, vida é um conceito altamente móvel. Todo ser vivo possui mobilidade, seja essa uma mobilidade dentro do seu corpo apenas (no caso dos seres sésseis) ou uma mobilidade externa. Conforme já postado aqui no post "Megalópolis e A Cidade Somos Nós", a rua deu lugar aos automóveis ao invés de ser para pessoas. Ao invés de serem espaços de vida se tornaram espaços perigosos e de perda de tempo. E toda perda de tempo é perda de expectativa de vida. Sendo assim é essencialmente perda de vida. Alguém se lembra daqueles antigos joguinhos de videogame Atari. Lembro-me de dois deles que eu jogava: o Frogger e o do Galinha atravessando a rua. São bem atuais num sentido nada virtual.
Frogger
O caminho para que a cidade e a rua sejam para todos é a tolerância e o respeito. Isso nos leva a ideia do que seja Amor. Amar é dar a chance. Dar chance de sermos um com o outro, sem interesse, construir pontes, relações vivas, interser e interceder. Interessante como eu aprendi esse conceito. Conheci Jesus Cristo e ao dar de cara com as ideias de amar impressas na Bíblia, especialmente nas cartas de Paulo, pela forma que ele fala, busquei entender a fundo e cheguei a essas constatações acima sobre o amor.

Observamos no livro bíblico de Atos que "Caminho" era o nome como era conhecido o seguir a Deus Jesus, esse relacionamento e apontava para o estilo de vida dos seguidores de Jesus de Nazaré. Esse andar comunitário e esses que a ele pertenciam eram chamados de "os do Caminho". Aliás, o próprio Senhor Jesus se apresentou a nós se intitulando como ele próprio O Caminho (João 14:6). Ninguém chega ao Pai senão através dele. Ele próprio era o verdadeiro espaço de vida, não atoa também ele nesse mesmo versar disse ser ele A Vida. Sua vida era o amor. Todos seus relacionamentos de vida eram pautados no amor. Indepente de onde ele estivesse ele era amor, pois as circunstâncias ao redor, as coisas que aconteciam a volta, o trânsito de pessoas, de veículos, de ideias, ou de filosofias, mercadorias e o que fossem não mudavam o amor que ele era.

O caminho do amor também pode ser expresso por duas palavras: convergência e convivência. Jesus atraia pessoas para si independente de quem fossem. Ele causava um trânsito de vidas. Seja ele indo até a pessoa ou esta indo até ele, sempre havia encontro. Isso é convergência. Estar junto era essencial para viver. Isso é a essência do sentido de comunhão. Da mesma forma convivência é viver conjuntamente, viver junto em um espaço/tempo. Jesus nos ensinou o amor é um com outro. Ou na sua matemática 1 + 1 = 1. Forma-se um todo. Diferentes partes vivendo e transitando num mesmo espaço e tempo.  Esse amor é o percurso que precisamos seguir na vida para que possamos coexistir e termos vida em abundância, uma vida plena.
É interessante como as coisas triviais, corriqueiras são aparentemente vazias de espiritualidade, ou vazias de sagrado aparentemente. Mas na verdade cada ação que temos e nossas reações representam crenças internalizadas. Já repararam como a convivência no trânsito é cheia de tendências? Ao permitirmos o passar ou no esperármos, por exemplo, podemos ver como essas tendências e valores estão encravados em nossa vida, como reconhecemos o outro, o quanto estamos dispostos a sermos um com o outro, o quanto nos afastamos ou nos aproximamos de estar com o próximo, ou como lidamos com a necessidade do outro, ou como nos portamos perante um erro de condução do outro ou até mesmo numa situação de ofensa pelo outro. Quantos são capazes nesses dias apressados esperar o pedestre terminar de atravessar a rua durante a troca de luz do sinal? Esperar que eu digo não é simplesmente não passar por cima, mas não acelerar/roncar o motor como quem está com pressa. Por que buzinamos impiedosamente ou apressamos o carro da frente? Muitas vezes as pessoas se sentem maiores quando estão em carros ou de posse de objetos. Alguem se lembra do atropelamento em massa dos ciclistas?


É mais fácil agredirmos que amar? É mais fácil excluirmos pessoas a amá-las? Parece que sim. Mas devemos ter sempre em mente que o que temos em posse nada mais é do que um meio, um recurso. Mas um meio ou recurso de que e para quê? Podemos responder com uma outra pergunta: "De que maneira posso elevar a vida do próximo com o que tenho em mãos"? Hoje em dia o carro é um sonho de consumo e se parármos para analizarmos esse sonho de posse, melhor dizendo, ele é um objeto de uso individual apesar do carro ser projetado com a possibilidade de um uso coletivo. Basta observármos a quantidade de carro no trânsito em que há apenas uma pessoa dentro dele.

Devemos buscar mais vivermos um pelo outro. Tentar fazer isso com alguém. Lembre-se que junto é sempre melhor.
Aloha a todos!
Vivendo na ponte que é Cristo.
Tentando convivência com o próximo,
Jorge Tonnera Jr

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Paulo Freire, Marx e Cristo Jesus

Recentemente tive acesso a um vídeo da última entrevista de Paulo Freire em vida.  É na verdade um pequeno trecho que estou postando aqui, mas simples e emocionate. Se eu já gostava dele, passei a admirar mais ainda. Um bom vídeo para incomodar um gueto intelectualzinho e aos fanáticos. Pra quem não sabe, Paulo Freire é o maior educador brasileiro. Sugiro a quem não o conhece pesquisar sobre sua obra e seus bons frutos. Se você tem um pingo de senso de camaradagem com Jesus Cristo verá o amor de Paulo Freire em relação ao oprimido.


Paz do Cristo,
o salvador

Jorge Tonnera Jr.

domingo, 18 de setembro de 2011

Secular ou sagrado? A espiritualidade de uma ciclovia

Por Bráulia Ribeiro
Tenho um pé de carambola no quintal que dá o ano inteiro. Tenho orgulho deste quintal com sete tipos diferentes de frutas. Custou pra crescer neste solo desértico da Amazônia. Desértico sim, infelizmente, o solo daqui quando se tira a floresta nativa. Sobra nada quase, o sol escaldante, e as plantas teimosas da capoeira. Chegamos nesta terra a mata já havia sido tirada, nos sobrou o capoeiral. Depois de anos o  capoeiral virou pomar e olho para sua abundância com uma surpresa constante. Redenção é  possível para a terra também.
Mas só existe um certo número de coisas que se pode fazer com carambola. Dá pra fazer suco, doce, geléia, com um certo esforço dá pra colocar em pratos salgados. Tentei outro dia imitar o Alex Atala, mestre das misturas inusitadas,  e fiz frango com carambola. O resultado saiu no mínimo duvidoso. Lá  ficam então as carambolas inusáveis,  madurando esperando ser colhidas até que caem desapontadas pelo chão.
Fui visitar a cadeia de adolescentes da cidade. Sei que não se chama cadeia, e que não deveria se parecer nem de longe com uma, mas é uma cadeia sim com todas as mazelas que isto significa. Celas cheias e imundas, confinamento integral, violência, sexualidade perversa e inflacionada, falta de opções de aprendizado, de reconstrução pessoal.
De um lugar destes não se volta. Seu corpo sai, mas sua alma fica lá presa com jovens franzinos, sedenta de ar e respostas. Me chocou saber que uma grande porcentagem deles vieram de famílias evangélicas, as paredes perplexas estão cheias de “Jesus Salva” convivendo com palavrões.
O que aconteceu com o poder do nosso evangelho? Há algo de podre no reino da Dinamarca. Outro dia pisando numa carambola e noutra que apodreciam doces debaixo do pé, não deu pra evitar uma comparação mental conosco no Brasil de hoje. Do mesmo jeito que o fruto pelo seu excesso me cansou, nós também reduzimos a mensagem do evangelho a um significado só. Apenas a salvação importa, apenas encher as cadeiras dos templos. Tentamos ser relevantes, mas nosso fruto é sempre o mesmo.
Temos um sabor só, uma cor, um fruto só: religião.   Se vamos ao presídio de crianças falamos de salvação, o que não é nada novo para os presos,  se vamos a TV falamos de salvação, se vamos ao congresso achamos que ao colocar a Bíblia na tribuna e evangelizar mais deputados, estamos mudando a sociedade. Usamos dinheiro público para construir catedrais, beneficiamos os crentes com leis circunstanciais e oportunistas.  Se fazemos trabalho social o fazemos na maior parte das vezes para poder “converter” mais pessoas. Todos nossos esforços estão voltados para produzir um único fruto: mais prosélitos em nossos templos. Pensamos em nossa tarefa como sendo unicamente a de salvar indivíduos.
Usamos o óculos grego para ler a Bíblia. Na cosmovisão greco-cristã influenciada pelo platonismo a alma/espírito do indivíduo é a única matéria prima possível para a ação do Espírito Santo com um produto único mais óbvio, a sua salvação deste mundo material corrupto para o perfeito mundo do espírito.
Se restaurarmos a compreensão tribal da mensagem de Deus, recuperamos dois pilares fundamentais na visão de mundo judaico-cristã, a identidade social, e a visão do ser humano como um todo, espírito e matéria.  Entendemos que o grupo, assim como o indivíduo, também pode ser ou não “salvo”, refletir ou não os valores de Deus na prática social, nas leis, na forma de ser cidade.  Existe a  dimensão sociológica do amai-vos uns aos outros.
Temos que entender o plano de Deus para a sociedade como um todo. Expressar o amor para a sociedade à partir de nossa identidade coletiva é parte da nossa missão tanto quanto lutar pela salvação de seus indivíduos.
Se pensássemos o cristianismo além da mera salvação, saberíamos   o projeto concreto de Deus  para o mundo de negócios, para as artes, para o sistema educacional, para a administração pública. Haveriam outros frutos possíveis para nossa fé evangélica, além de igrejas cheias. Trabalharíamos com a essência divina da sociedade humana antes que ela se desintegrasse, abraçaríamos a  cidade antes que nela se instalasse o caos.
Olhando as carambolas apodrecidas debaixo do pé, comecei a sonhar com uma cidade melhor, onde as igrejas se uniriam para urbanizar seus bairros. Como prova de amor pelo bairro construiriam praças e áreas de lazer. Imaginei que um arquiteto cristão poderia  fazer o projeto de uma ciclovia linda, arborizada, de graça, a prefeitura apoiaria, os crentes mesmo plantariam e cuidariam de muitas árvores nas ruas para sombreá-la como prova de nosso amor pela meio-ambiente e pela cidade. Os jovens poderiam executar o projeto. A ciclovia iria trazer para a população que depende da bicicleta para se transportar um senso de valor e dignidade.
Imaginei que se amássemos a cidade, os artistas que se sentam aos domingos em nossos bancos sairiam às ruas e fariam oficinas para crianças ociosas, e na tinta elas encontriam as cores que faltam em suas vidas.  Nossos cantores entreteriam nas praças os velhinhos e os pobres com suaves serenatas. Belos jardins seriam construídos a cada três ruas, e que as crianças da rua participem de seu cultivo…
Se amássemos a cidade, seríamos capazes de  articular nossa visão de mundo tão bem e as pessoas se apaixonariam  pelo modelo social exemplificado por nós. Mostraríamos na prática o amor incondicional e integral de Deus para todas as pessoas, independente de cor, classe social, gênero. Não guerrearíamos com a sociedade, mas ao contrário, nos uniríamos a ela para combater problemas e propor soluções. Mas por enquanto só temos um fruto evangélico que cansamos de usar da mesma maneira sempre  e que agora apodrece no chão em meio a pacotes de dinheiro e  documentos rasgados e queimados.

Curso para novos voluntários - CVV (Centro de Valorização da Vida) do Programa de Apoio Emocional prevenindo o suicídio.

Hora
sábado, 24 de setembro · 09:00 - 12:00

Localização
UERJ
R. São Francisco Xavier, 524 - 3o. andar - bloco F - Maracanã
Rio de Janeiro, Brazil

Criado por

Mais informações
CVV - Curso Gratuito para Novos Voluntários

Se você tem mais de 18 anos de idade, pelo menos quatro horas disponíveis por semana e vontade de ajudar o outro, você pode ser um plantonista do Programa de Apoio Emocional do CVV. As principais frentes de atuação do plantonista são o telefone (que inclui VoIP, correspondência, contato pessoal e e-mail) e o chat (que também inclui e-mail).

Nossa missão é Valorizar a vida, contribuindo para que as pessoas tenham uma vida mais plena e, conseqüentemente, prevenindo o suicídio.

Postos Centro, Copacabana e Maracanã
De 19 a 23/Setembro, 19 às 21h - Colégio Pedro II
R Marechal Floriano, 80 - Centro - RJ

ou

Dias 24 e 25/Setembro, 9 às 13h - Auditorio da UERJ
R. São Francisco Xavier, 524 - 3o. andar - bloco F - Maracanã - RJ

Inscrições no local, 15 minutos antes.

Mais informações: www.cvv.org.br ou ligue 141.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Eucaristia e Meio Ambiente


Hermes Fernandes

O que mais me chama a atenção na Encarnação é nova fase que ela deflagra na relação entre o Criador e a criação.

Ao entrar no Universo que Ele mesmo criou, Deus Se tornou parte integrante dele. Reflita um pouco comigo: Ele comeu nossa comida, bebeu de nossa água, respirou nosso ar.

Nos cerca de 12 mil dias em que caminhou entre nós, Ele interagiu com o ambiente à Sua volta, e assim o santificou. A água que Ele consumiu passou por Seu organismo, e foi devolvida. O ar que Ele respirou passou por Seus pulmões, e foi devolvido à atmosfera. Tudo o que Ele ingeriu, foi digerido.

Átomos que pertenceram ao Seu Corpo ainda estão entre nós. Por causa de Sua Encarnação todo o Cosmos foi sacralizado.

Por isso, podemos afirmar que a criação como um todo passou a ter valor sacramental. Além do batismo e da Santa Ceia, temos um terceiro sacramento: o Cosmos. E tudo por causa da Encarnação.

Daí a razão pela qual Paulo atribuiu valor eucarístico à criação:

“Porque tudo o que Deus criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças (originalmente, “eucaristia”), porque pela palavra de Deus (pelo logos divino que Se encarnou), e pela oração, é santificada” (1 Tm. 4:4-5).

A criação perdeu sua profanidade decorrente do pecado, e adquiriu, através da Encarnação de Deus, um valor sacramental. Por isso, na visão que teve, Pedro foi advertido a não chamar de impuro aquilo que Deus havia purificado, nem mesmo os animais reprovados pela Lei para o consumo humano.

Agora, além de possuir um Corpo Místico, a saber, a Igreja, Cristo também possui um Corpo Cósmico. Com Sua ressurreição, Ele abarcou em Si mesmo toda a realidade, tanto a espiritual, quanto a material (Ef.1:9-10; Cl.1:19-20). Nada ficou de fora do escopo de Sua obra, iniciada na Encarnação, consumada na Cruz, e confirmada na Ressurreição, e plenamente manifestada no final das Eras. Assim como a roupa que Jesus usava resplandecia enquanto Seu rosto se transfigurava, em breve, todo o Universo se transfigurará, e revelará a glória de Deus nele latente, para que, finalmente, “Deus seja tudo em todos” (1 Co.15:28).

À luz disso, que tratamento não deveríamos dispensar à criação? Que cuidado não deveríamos ter para com o meio ambiente? Quem colabora pela sua destruição, está abrindo feridas no Corpo Cósmico de Cristo.

Quem ama o Criador, cuida da criação.

Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2009/07/eucaristia-e-meio-ambiente.html#ixzz1X8ZBBV56
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Jesus Cristo e o Bezerro de Barretos. O público está sempre...


Na última sexta-feira, um peão chamado César Brosco, um dos melhores bulldogueiros (peão que domina o bezerro com as mãos) participou da prova em que um bezerro sofreu lesão na coluna e ficou paralítico no rodeio de Barretos. O animal teve de ser sacrificado. A prova se refere a uma atividade costumeira na vida rural em que no dia a dia o bezerro acaba sendo recuperado. No entanto, a pergunta talvez seja: Por que uma atividade que visa recuperar um animal que fugiu sem causar dano precisa se tornar uma competição? Segundo o significado de bulldogueiro, o peão precisa dominar. É justamente essa palavra tão mal empregada que talvez nos dê a ideia e jsutifique. O homem tem a tendencia de usar o dominio para fins abusivos. Vemos ao longo da história que mal usado o texto de Gênesis que diz que o homem domina a criação foi usado pelos homens erroneamente. Sei que para explicar esse texto de Gênesis necessitaria eu de escrever um texto só para falar disso, então deixa para um próximo artigo, mas em síntese o que quero dizer é que esse texto quando descaracterizado e descontextualizado se torna perigoso. O que faz de Barretos justificavel perante a sociedade é a diversão humana oferecida pela organização do evento a qual é garantida pelo domínio do homem em relação a toda a criação. Fato é que o ocorrido no rodeio de Barretos causou uma repercussão negativa. Veja a sequencia de imagens do ocorrido em http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/4203-bezerro-e-sacrificado-apos-prova-em-barretos#foto-78277

Ficou claramente exposto que o maior rodeio do Brasil é um circo de abusos e crueldade aos animais. É um circo de uso indevido do domínio do ser humano sobre a criação. Segundo o peão César Brosco: "Não é normal quebrar assim". Então eu fico me perguntando: É normal como então? O que é o normal? A partir de que nível se torna justificável ocorrer esse tipo de evento? O bezerro tinha problema de coluna? Posso acreditar sim que ele não tenha tido a intenção de causar tal dano ao animal. Mas por que precisamos mostrar nosso poder de domínio sobre as outras espécies a um público? Por que precisamos obrigar outras espécies a nos servirem de espetáculo de brincadeira ofensiva. É tão simples descobrirmos se é certo ou errado. Coloque-se no lugar desse animal. E se fosse o contrário? Não é a primeira vez que um animal teve que ser sacrificado em um rodeio como esse. Há caso de boi que ficou paralisado. Segundo o site "Vista-se", César Brosco disse que está sendo usado para que a organização do rodeio, o grupo Os Independentes, fique isenta de culpa. “Querem abafar o caso. A intenção deles é arranjar um culpado”.
Muitas vezes em alguns debates entre pessoas a favor de rodeio e pessoas anti-rodeios os argumentos dos defensores de rodeios são tão vestidos de uma falsa caridade e assistencialismo picareta que pode ser comparado ao de políticos que usam e abusam de propagandas que mostram o que simplesmente querem. Conversa que confundiria facilmente muitos de nós. Os cantores ditos "sertanejos" se revoltam fácil com as críticas aos "maravilhosos" rodeios. Por que? Porque os rodeios são um cabide de atrações sertanejas. Que sem os rodeios sua vitrines acabam e dificilmente ficariam mais expostos a um público ávido a consumir produto de baixa qualidade? Porque sem rodeio uma grande fatia de seu sustento de "trabalho" acaba e eles perdem muito dinheiro.  Algumas pessoas justificam os rodeios afirmando que rodeios empregam muitas pessoas e fazem a economia local movimentar. Isso é verdade? Sim, evidente. Mas pensando bem o tráfico de drogas também poderia ser justificável segundo esse argumento? Sim, com certeza. E em nível muito maior o tráfico de drogas emprega pessoas e movimenta a economia em nível não só local, mas global...
Cabe também um outro questionamento: Quem faz do peão um herói? O cantor sertanejo? Não. O público. Quem faz de um pão e circo algo sádico ser palatável? O público. Quem fez de Jesus um bandido? O público? Não. Foram os religiosos. No entanto Pilatos deixou nas mãos do público o que fazer com Jesus. O público escolheu que Jesus fosse condenado. Ou seja, o público efetivou e legitimou os religiosos e Pilatos.
No final o público decide o final. E tem gente que crê que a voz do povo (do público) é a voz de Deus. Sempre odiei esse ditado popular. Cada vez mais passo a odiar. Se colocassem Jesus e o bezerro um do lado do outro como Pilatos fez com Barrabás e Jesus forçando o povo a escolher entre um e outro é capaz de o público escolhesse Jesus pra ser crucificado e libertassem o bezerro, afinal o bezerro poderá ser alimentado e engordado para um futuro abate. 
O público financia. Somos nós quem pedimos e aderimos e somos os mantenedores das corrupções. É fácil criticar o político pela vida pública devassa, mas difícil é olhármos para nossa vida privada corrupta e admitirmos ou mudármos nossa atitude furtiva, homicida e destrutiva de todos os dias que nós possuimos em nossos palavras, pensamento e atitudes. Vemos na Bíblia que em um determinado momento o povo hebreu liberto do Egito se corrompeu e caiu no erro da idolatria e levantou uma estátua de um bezerro de ouro para adorá-lo e fazê-lo de seu deus. Rebaixaram o Deus que os libertou do cativeiro e ofereceu sacrifícios a esse ídolo bezerro. Depois de um certo tempo cordeiros foram sacrifícios para Deus. Esses representavam o Messias que viria. Jesus, o Messias, sendo Ele o verdadeiro cordeiro sem defeito, é sacrificado para salvar o ser humano e toda a criação. Dois mil e poucos anos depois o ser humano usa bezerros/cordeiros para brincar de amarrá-los e dominá-los e alguns desses seres humanos acabam sendo idolatrados. Eu como cristão só posso berrar como um bezerro, como um profeta no deserto contra o comportamento humano o qual expõe a corrupção e que mostra que todos nós carecemos da glória de Deus. E que Jesus, a mais elevada expressão de amor, o amor pleno, o cordeiro que nos amou primeiro, nos ensine a viver com Deus e o todo: conosco mesmo, com o vizinho e os demais seres vivos .

Por Cristo Jesus, o Cordeiro que morreu e ressucitou
Jorge Tonnera Jr.
Amém!!! Aloha!




domingo, 28 de agosto de 2011

Maré Alta Ou Maré Baixa


"High Tide Or Low Tide" é uma das melhores e mais bonitas músicas de Bob Marley, o qual dispensa qualquer comentário. Mas o legal também foi descobrir que o Jack Johnson juntamente com o Ben Harper fizeram uma versão para essa linda música. Ela fala da vinda das crianças ao mundo e a necessidade de cuidármos delas. Reflitam na letra logo abaixo traduzida. E que Jah (Jeová) abençoe, na maré alta ou na maré baixa, na casa pequena ou na casa grande. Seguem as duas versões, a original, do Bob e depois a versão do Jack Johnson. 

Maré Alta Ou Maré Baixa

Em um grande lugar, ou num lugar pequeno,
Eu serei seu amigo
Eu serei seu amigo
Na maré alta, ou na maré baixa,
Eu estarei ao seu lado
Eu estarei ao seu lado

(Eu escutei ela rezando, rezando, rezando)
Eu disse, eu escutei minha mãe
Ela estava rezando (rezando rezando rezando)
E as palavras que ela disse(as palavras que ela disse)
Elas ainda hesitam na minha mente
Ela disse, "Uma criança é um nascimento neste mundo;
ela precisa de proteção."
Deus, guia e nos protege
Quando estivermos errados, por favor nos corrija
(Quando estivermos errados, nos corrija)
E fique comigo!" yeah!

Em um grande lugar, ou num lugar pequeno,
Eu serei seu amigo
Eu serei seu amigo
Na maré alta, ou na maré baixa,
Eu estarei ao seu lado
Eu estarei ao seu lado

Eu disse, eu escutei minha mãe,
Ela estava chorando na noite (Eu a ouvi gritar), yeah! (gritar)
E as lágrimas que ela derramou
Elas ainda hesitam na minha mente

Ela disse: "Uma criança é um nascimento neste mundo,
ela precisa de proteção,
Deus, guia e nos protege
Quando estivermos errados,(quando estivermos errados) por favor nos corrija

Em um grande lugar, ou num lugar pequeno,
Eu serei seu amigo
Eu serei seu amigo
Na maré alta, ou na maré baixa,
Eu estarei ao seu lado
Eu estarei ao seu lado

Agora escutem a versão do Jack Johnson e Ben Harper. É até difícil dizer qual a melhor versão. Na verdade não é necessário ver por esse ângulo. O negócio é curtir as duas versões. Gosto muito das versões igualmente.


Abraços,
Paz, amor e empatia da parte de Jesus, o Cristo

Jorge Tonnera Jr.

sábado, 27 de agosto de 2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Paixão por caminhão de lixo: Petros, o menino gari.

Interessante como muitas vezes a mente infantil é muitas vezes melhor que a mente adulta cheia de preconceitos que chegam a desconsiderar pessoas, profissões, lugares e coisas. Os erros de percepção dos indivíduos adultos e que vão se transformando em inconsciente coletivo acabam produzindo uma cultura excluedente onde habitam castas:  inferiores x superiores, importantes x não importantes etc, mas Petros, o menino que quer ser gari, nos lembra uma verdade que encontramos quando lemos o famoso livro "O Pequeno Príncipe". Que diz assim: "O essencial é invisível aos olhos". 
Eu como trabalho com treinamento na educação ambiental para Garis me sinto no dever de mostrar esse vídeo aos garis que trabalham comigo e a todas as pessoas.




Abraços, e que a fé e o amor sejam na nossa vida o referencial que nos direcione para alegria de saber que  "O essencial é invisível aos olhos". 
Em Cristo Jesus

Jorge Tonnera Jr.

sábado, 20 de agosto de 2011

Chuva em lua e a maior reserva de água encontrada no universo.

 
A cada dia recebemos notícias, e algumas dessas se referem a coisas que vão além do nosso alcance, ainda que se expliquem fica aquela sensação de algo majestoso e nos deixam impressionados. Se perdermos essa capacidade de ficármos impressionados não sei o que acontecerá. Ou melhor, até creio que sei, pois já está acontecendo. Muitas pessoas perderam a sensibilizadade para com a organização da vida. A ecologia mental nos nos desafia a nos enxergar diante da amplidão da vida e nos integrar na rede do EU-OUTRO-MUNDO.
Duas notícias miraculosas divulgadas no mês passado praticamente na mesma semana tendo em comum a água como centro da notícia e a magnitude dos sistemas me empolgaram e me impressionaram. A primeira notícia foi a de que uma Chuva cai de uma lua de Saturno e chega àquele planeta. A outra notícia se refere a descoberta do até então maior e mais distante reservatório de água no universo conhecido, que se situa ao redor de um quasar.
 

Para mim a água é algo tão fantástico que ela simboliza muito bem o Senhor Deus. É tão necessária para nosso corpo que poderia comparar ao amor. Ao mesmo tempo isso nos remete ao pouco caso que fazemos dela, assim como com o Um Deus. Tais fatos que ocorrem no universo nos lembram que o caminho percorrido das condições de existência de um ser vivo é dramático, milagroso e interconectado, um conjunto de forças e situações que funcionam. Nós que carregamos uma presença mínima e insignificante de água que existe somos exemplo do milagre da existência e da continuidade, da rota da vida, e da semântica da ecologia. O universo é dinâmico e tem tantas forças atuando em conjunto de maneira milhares de vezes maiores que aqui que essas coisas nos elevam a uma alegria de ser um todo e nos mostra o explendor de infinitas possibilidades que Deus dá ao todo do tudo que existe.
Mas no final das contas essas duas notícias me parece que nos dá uma mostra de que o show nem começou realmente, e apenas estamos nas preliminares. O que nos cabe em termos de vida perante a operância desse universo deve ser muito grande. Nesse sentido Deus parece não ser tão discreto.rsss  

Jorge Tonnera Jr.

Leiam abaixo as notícias na íntegra .

28 / 07 / 2011 Chuva em lua de Saturno explica mistério de origem da água no planeta

Um mistério de 14 anos, a origem da água na atmosfera de Saturno, foi explicado pelos cientistas nesta semana após uma análise de uma das mais de 60 luas do planeta: Encélado. O satélite recoberto de gelo “chove” no planeta abaixo, afirmam os pesquisadores.

Há quase uma década e meia, os astrônomos investigavam a origem do vapor de água na atmosfera de Saturno. Agora, o telescópio espacial Herschel observou um verdadeiro anel de vapor em volta do planeta, com um formato consistente com a órbita de Encélado.
 
É a primeira vez que algo do tipo é observado no Universo. Nunca antes foi detectada uma lua capaz de alterar a composição química de seu planeta.
 
O sexto maior satélite de Saturno, Encélado é muito estudado por ser um dos melhores candidatos no Sistema Solar para abrigar vida. Com sua superfície recoberta por gelo e intensa atividade vulcânica, a lua derrama cerca de 250 quilos de vapor de água por segundo. Cerca de 5% disso acaba caindo no planeta – o resto ou se perde no espaço ou se congela nos anéis de Saturno. (Fonte: G1)

Descoberto maior reservatório de água do universo 22 de julho de 2011


Concepção artística ilustra um quasar similar ao encontrado pelos astrônomos, onde havia quantidades gigantescas de vapor d'água. Gás e poeira formam .... Foto: Nasa/ESA /Divulgação Concepção artística ilustra um quasar similar ao encontrado pelos astrônomos, onde havia quantidades gigantescas de vapor d'água
Foto: Nasa/ESA /Divulgação

Duas equipes de astrônomos lideradas por cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, descobriram o maior e mais distante reservatório de água já detectado no universo. A água, equivalente a 140 trilhões de vezes toda a água do oceano do mundo, envolve um enorme buraco de alimentação negro, chamado quasar, a mais de 12 bilhões de anos-luz de distância.
Astrônomos já haviam detectado vapor d'água, que é um sinal importante para investigar o universo, em outras partes do universo, mas não em tanta quantidade. "É uma demonstração de que a água está por todo o universo, ainda que em tempos mais antigos", avaliou Matt Bradford, um cientista do Laboratório da Nasa, em Pasadena, Califórnia.
Quasares são objetos brilhantes e muito distantes no universo. Estão localizados nos núcleos de galáxias e são abastecidos com a energia de buracos negros. O APM 08279+5255, quasar observado nesta pesquisa, tem um buraco negro 20 bilhões de vezes mais massivo que o Sol e produz energia superior à energia de trilhões de sóis.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5256514-EI301,00-Descoberto+maior+reservatorio+de+agua+do+universo.html

Bruce Springsteen - The Ghost Of Tom Joad (com Legenda em Português)

Vale a pena prestar atenção nas letras de Bruce Springsteen. Como um observador reflexivo que reflete uma época nos lembra que há sempre algo a fazer, nos faz pensar na nossa posição nessa sociedade e que sempre há uma esperança. Pelo menos foi o que trouxe pra mim essa letra. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O mundo ficou pequeno demais pra tanto lixo.

Posto aqui esse Filme de 30segundos chamado "Lixo" criado pela Leo Burnett e que faz parte da campanha Limpa Brasil Let's Do It. Achei bem interessante. Como educador ambiental que trabalha diariamente com a temática do lixo esse vídeo consegue passar uma noção rápida e sensível da nossa vida cotidiana em relação ao que estamos considerando sem utilidade em tão pouo tempo. O caminhão passa tão rápido nas nossas portas de casa e quando vemos a sacola já não está mais lá. Isso sem contar que muitas pessoas nem sabem para onde vai os seus resíduos. Fato é: a quantidade de lixo que estamos gerando é extraordinária. Fica esse vídeo de 30 segundos para pensármos um pouquinho. Não posso deixar de dizer que além de tudo cabe ainda uma pequena comparação, ao menos para mim, que uso vez ou outra o metrô aqui no RJ, de certa forma lembrei ao ver esse vídeo que tem tudo a ver com a forma como o Metrô trata seus clientes: como lixo. Os vagões vão tão cheios exatamente espremidos tal como esses sacos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

ERA UMA CASA MUITO ENGRAÇADA

Lindo, simplesmente todo essência.  Igreja é isso...O resto é instituição.
Leiam o texto e reflitam. Lido originalmente no http://solomon1.com/

ERA UMA CASA MUITO ENGRAÇADA


apostolo
Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo…
Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Tiago dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Paulo dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.
Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.
Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.
Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. Mas ele me disse que a igreja normalmente se reunia esporadicamente, pelo menos uma vez por semana em que a maioria podia estar presente. Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.
Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.
Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.
Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de freqüentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; me ameaçaram e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada… aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.

Por Tonho
Fundador do Underground – Missão Portas Abertas

domingo, 7 de agosto de 2011

As 2 únicas opções na vida.


"Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha". (Lucas 11: 23). "Pois quem não é contra nós, é por nós" (Marcos 9.40; Lucas 9.50)
Essas foram umas das declarações mais enfáticas e emblemáticas que Jesus pronunciou.  De fato com Jesus é sempre assim. Ninguém nunca é neutro. Ou se está num lado ou no outro. Não se adora a Ele e a Mamon ou qualquer outro deus. Não existe a opção "lavar as mãos", simplesmente. De forma que só existem duas alternativas para aqueles que estão vivos: Participar da destruição da natureza ou de sua reconstrução. Ou melhor ainda, ou participamos da sua reconciliação com todas as coisas ou participamos da desestruturação de tudo. E natureza aqui entenda-se o todo, a criação como um todo, ou seja, nós mesmos, o outro, e as demais formas de vida.
“Porque aprouve a Deus que nele (em Jesus) residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus” (Colossenses 1.19-20).

A base desse projeto de salvação de Jesus Cristo é o amor. Só através da pessoa de Jesus temos acesso ao amor em sua plenitude. Somos salvos não por amármos, mas por Jesus ter nos amado. Tudo o que Jesus pregou foi o amor. Cujo ápice foi Ele na cruz. Daí temos acesso a como viver. O amármos é consequência dessa salvação. Ou você está com o amor ou sem ele. Ou você atrai amor e constrói relações boas ou dispersa. Ou você constrói relações amorosas (ajunta) ou desestrutura a vida (espalha) e difundi ódio e demais coisas que não provém de amor. Ou se é contra o amor ou se é pelo amor, no amor...
A sustentabilidade começa na maneira que nos relacionamos com o Deus que tudo criou, o Deus que se fez homem e habitou participando e efetuando todas relações da vida. Daí o reencontro consigo mesmo é a consequência e nos propiciando um melhor entendimento do outro, aquele que como Jesus ensinou se chama de "próximo" e aqui é aquele a quem não vemos, mas existe. Aquele a quem nossas ações terão algum tipo de repercussão. Passamos a ter a sensibilidade e consciência disso tudo e valorizamos o espaço de vida (meio ambiente) que nos rodeia, tudo que de alguma forma se relaciona conosco e que se achega a nós ou que nós nos achegamos.

Em contrapartida vemos em Apocalipse 11:18 que Deus dará a destruição aos que optaram por uma vida destrutiva, uma vida sem Jesus, sendo assim aqueles que espalharam e portanto não deram amor a Deus, nem a si mesmo, muito menos ao próximo, e assim produziram destruição. "As nações se iraram; e chegou a tua ira. Chegou o tempo de julgares (...), e de destruir os que destroem a terra". Sim, para destruir os que destroem a terra. Aqueles que constroem Sodomas. Pois que é insustentável a maneira como vivem. Aprisionam pessoas a viverem num modelo insustentável sem saída, fecham as portas, e chamam de loucas as veredas da justiça,as veredas da sustentabilidade, as alternativas. Tudo que é insustentável deve ser destruído.
Ou estamos com ele ou contra ele, como o próprio declarou, realmente. 

Aqueles que oprimem de alguma forma o seu próximo, obrigam o outro a explorar o outro, diminuem a expectativa de vida e as possibilidades de existência, rompem o tempo e corrompem a natureza sob diversas formas, extraem e desgastam o bem comum, prejudicam a promoção da vida, se prostituem (em todos os sentidos dessa palavra), fizeram escolhas de vida, assim como aqueles que, por outro lado, optaram por ser aqueles que participam de melhorarem a vida como um todo, aumentam as expectativas e potencializam a vida, promovem economias solidarias, por exemplo cuidam para que a matéria seja cíclica por meio da corrente da reciclagem gerando participações sociais em diversas partes da sociedade, escolhendo representantes não alheios as necessidades maiores além das suas próprias, educa o semelhante, doa, compartilha bens e o que é bom e coopera, pensa no bem comum, rejeita a cultura de morte, não aceita o errado, dá preferência ao que é correto para que seja um bem comum etc.  Cada um opta a cada dia por ajuntar ou espalhar. Cada um opta a cada dia e a cada ação, pensamento ou omissão por amar ou não amar.

E vejam vocês o justo acaba se tornando injusto quando deixa de participar, quando é omisso. Como uma vez li uma pessoa chamada Mariel M. Marra escreveu: "O mundo é injusto! Não por causa daqueles que cometem injustiça, mas sim por causa daqueles que se calam diante dela!"

Muitas pessoas se sentem desanimadas em relação a determinadas ações simples e aparentemente pouco significativas como por exemplo não aceitar suborno, não desviar recursos pra uso particular, não desperdiçar água, ou cuidar do lixo, dizendo que não compensaria apenas ela fazer equanto a maioria nada faz quanto a isso, mesmo quando sabem o que é certo. 
Devemos sempre  pensar que somos nós quem damos valor as coisas. É o caso também quando temos algum tipo de recurso a nossa mão e nada fazemos com ele. Temos um talento e não usamos para potencializar a vida das pessoas, a vida como um todo. 
Existem duas frases que são bem categoricas e que gosto de usá-las ao final de uma das palestras que dou:

"Não temos a solução para todos os problemas do mundo, mas diante dos problemas do mundo temos nossa mão"; e "Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque poderia fazer pouco.

Ninguém pode lavar as mãos simplesmente. Nem mesmo Pilatos, pois quando este escolheu lavá-las estava ele optando por concordar com a decisão de uma maioria. E assim não optando por Jesus.
Fato é, o mundo está errado. O que opto por fazer?


Pela causa de Jesus Cristo,
Até a próxima postagem, se Jesus não voltar antes...

Jorge Tonnera Junior

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