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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Uruguai troca arma de fogo por bicicleta

Uruguai troca arma de fogo por bicicleta e laptop

Conhecida como “Armas para a Vida”, o programa oferece dois benefícios em troca das armas de fogo: uma “ceibalita”, uma espécie de laptop uruguaio, ou uma bicicleta.
Fonte: Envolverde

bike Uruguai troca arma de fogo por bicicleta
Foto: pachenha


O velho Pepe, o presidente do Uruguai José Mujica, continua a implantar ideias inusitadas para promover grandes mudanças em sua população. Dessa vez, o presidente que legalizou o aborto e o casamento gay, lançou uma campanha de desarmamento diferente.
Conhecida como “Armas para a Vida”, o programa oferece dois benefícios em troca das armas de fogo: uma “ceibalita”, uma espécie de laptop uruguaio, ou uma bicicleta. Segundo o comunicado oficial essas são armas “para a vida”, porque uma dispara o conhecimento, enquanto a outra serve para a saúde física.
Além da campanha, o executivo deve enviar ao Parlamento uruguaio uma nova legislação sobre armas para regularizar os cidadãos que possuem armas irregulares. O texto prevê prisões de um a 12 anos para cidadãos que portam armas não legalizadas. Caso seja aprovada, o a regularização ou entrega dos armamentos deverá ser feita em até seis meses.

Coibição
Segundo o jornal uruguaio El Observador, “a decisão coincide com o avanço – no ano passado e no presente – dos crimes vinculados ao narcotráfico que levaram a oposição a questionar o governo”.
As autoridades uruguaias trabalham com a hipótese de a maioria das armas de fogo utilizadas por criminosos foram roubadas de cidadãos. Não há dados oficiais sobre o número armas irregulares no país, mas há cerca de 580 mil armas de fogo registradas.

 



sábado, 4 de agosto de 2012

Formação de família: um ato de amor ou necessidade da vida?

Muuiiito bom pensar! Segue um texto abaixo de Mariana Motta, que nos questiona a seguinte pergunta: a família é necessidade? E antes de tudo é um ato de amor? São coisas que eu penso e que nesses últimos 3 anos me tomam e onde vou aprendendo a viver, coisas que entre eu e Deus vamos dialogando e me fazem pensar na vida, minha biologia, minha ecologia, me levam a pensar na essência e imagem e semelhança, minha identidade, vida...vida por vidas...

Formação de família: um ato de amor ou necessidade da vida?
(Texto por Mariana Motta)

Hoje, cometi um crime. Ah! Mas quem nunca o cometeu?! Prestei atenção na conversa alheia. Prestei mesmo e dei até opinião em pensamento. Eu tinha consulta marcada com o dentista e duas mulheres, que como eu estavam esperando sua vez, comentavam um assunto que muito me interessa: casamento. Não porque eu sonhe com o véu e grinalda, mas porque sempre fico me perguntando por que é que está tão banalizado assim. Tá certo que as coisas mudaram, as mulheres conquistaram sua independência e hoje não precisam mais ficar casadas para manter aparências. Isso eu entendo. Mas, tem algo por trás disso tudo que parece ser mais forte. Será que as pessoas esqueceram aquele valor primordial de “família”?! Sim, família. Porque o casamento de que estou falando não é só entre homem e mulher, mas aquele com homem, mulher, filhos e, talvez, uns bichinhos de estimação.

...

Acredito que essas coisas tenham mudado não porque perderam o valor, mas porque acabamos nos importando tanto com outras coisas ao longo da vida que o casamento entre marido e mulher com direito a filhos e animais, seja deixado para o fim do jogo. Aquela reserva básica, entende?!

Além disso, há o caso daqueles que desacreditaram do amor e companheirismo. E é aí que está o problema. Se você escolheu viver sozinho ou, priorizou outras coisas em sua vida, tudo bem. Cada um deve levar a vida à maneira que acha correta. Mas, se por acaso, notícia de jornal informando fim de casamentos, brigas e traições, te fizeram perder a vontade ou coragem... te convido a pensar: essas coisas sempre existiram na história. E nunca ninguém disse e dirá que a união, a convivência entre pessoas é fácil. É muito difícil, porém, também não me lembro que tenha existido nessa mesma história, algo melhor que a família. Algo mais acolhedor, mais gostoso que um lar.

Contos de fadas não existem. E não devemos ficar presos a histórias que não nos fazem felizes só por aparência, interesses, ou coisa assim. Mas temos que recuperar a esperança para acreditar no amor e lutar por ele. Lutar pela família!

O casamento deve deixar de ser válvula de escape, comodismo, necessidade... devemos resgatar o sentido principal que é a união entre duas pessoas pura e simplesmente por amor e vontade. E, se as coisas não estiverem bem, nada de fazer valer aquele velho clichê “se não der certo, separa!”, hein?! Enquanto houver amor “se não der certo” tente, amando e respeitando, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença... E lembre-se: a única "desculpa" para casar é o amor!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Sodoma&Gomorra é aqui: Onde a homofobia mata mais que DST

Sodoma&Gomorra é aqui: Onde a homofobia mata mais que DST

“Aonde esta o amor?!”.

Deus nunca disse que estaria aonde dois ou mais heterossexuais estariam, mas, aonde dois ou mais estivessem.

Sodoma e Gomorra é aqui, é, aonde a homofobia mata mais do que as doenças sexualmente transmissíveis, a saber que assim como os assassinados os que cometem suicídio também são vítimas da homofobia, e, sim Sodoma e Gomorra é aqui, pois, não temos hospitalidade e não oferecemos amor aqueles que são diferentes em questões comportamentais, excluímos assim como se faziam com leprosos os homossexuais.

E sim, Sodoma e Gomorra é aqui, pois, se perguntarmos a qualquer um crente ou não, qual foi o pecado de Sodoma a resposta será, Homossexualismo, quando na realidade o texto diz outra coisa:
” ‘Ora, este foi o pecado de sua irmã Sodoma: Ela e suas filhas eram arrogantes, tinham fartura de comida e viviam despreocupadas; não ajudavam os pobres e os necessitados.” (Ezequiel 16:49)


- Fernando Maciel Santos
Estes são trechos do texto. Para acessar integralmente click no link abaixo:
http://www.ideportodaweb.com.br/2012/07/30/sodomagomorra-e-aqui-onde-a-homofobia-mata-mais-que-dst/

domingo, 8 de abril de 2012

Páscoa: a história de um relacionamento. da libertação a identidade.

Essa não é a história de uma religião. É a história de um relacionamento.
Cristianismo, não é uma religião; mas sim um relacionamento. (Podemos dizer que o cristianismo histórico, esse sim é religião, a religião do Constantino. No entanto o cristianismo enquanto o relacionamento de Deus com o homem e toda a sua criação, bem como do homem com o todo não é religião, nem tão pouco algo institucional. Jamais poderia ser institucionalizado). Todo império tem sua religião, mas porquanto o Reino do céu ser apenas a plena vontade do Deus vivo,e não um império, podemos afirmar que a vontade de Deus é o maior relacionamento que existe.


 São duas palavras que começam com o mesma prefixo "RE": Religião e Relacionamento. Enquanto Religião vem de "religar", é a babaca hipótese arrogante de chegar a Deus. Já o cristianismo, enquanto Relacionamento é Deus chegando ao homem.
Impossível pensar que o homem poderia chegar a Deus. É como diz CS Lewis autor de Crônicas de Narnia: "Se Deus não se revelar ninguém pode conhecê-lo".

Ele não somente se revelou como revelou quem somos. Através dele vemos o homem que Deus quer e o Deus que o homem precisa. Essa mesma pessoa homem e Deus é presa e sofre diversas humilhações, espancamento, tortura, há quem pense até que passou nessa sessão de tortura abuso sexual. Mas sendo ele portador de toda causa e fim, de todo amor e tendo consigo a vida que jamais seca foi crucificado. Três dias depois ressucitou. E mais! Ele também prometeu voltar.

... Mais de 2.000 mil anos depois e Jesus ainda não voltou como prometido... o que poderia frustrar qualquer pessoa e levantar toda sorte de piada e negação dos críticos de seus seguidores e daqueles que torcem para que Deus não exista.

Mas mesmo assim creio que ele voltará, ainda que demore mais 2.000 anos, se preciso. E por quê??? Qual apoio tenho eu? Que base sólida tenho para continuar visando essa expectativa???

Creio pelo simples fato do que ele pregou: o amor; ter sido tão coerente, tão atual, tão pessoal e íntimo quanto um pai falando com um filho no ouvido bem de perto. Creio porque o significado final de Páscoa é que o amor liberta! Que amando por meio dele já não seremos mais cativos do pecado, o qual nos mantinha presos. Creio que por isso é uma questão de respeito a verdade. Respeito também a verdade porque ele ensinou tudo o que precisávamos, não deixando nada faltando. E é também uma questão de respeito a verdade porque ninguém foi como ele. Uma visão superficial nos levaria a enquadrá-lo como ingênuo, louco, um mestre como outros, mas uma visão profunda, a qual somente pela Bíblia compreendida de geneses a apocalipse nas entrelinhas de seus contextos narrativos e culturais pode entender realmente não só o Jesus histórico como entender que o Jesus histórico e o da fé são a mesma pessoa, e que o Jesus histórico é o Jesus atemporal, ou como "Eu Sou o que sou". O mais humano dos humanos,e o único Deus revelado encarnado.

Páscoa não é uma simples questão fé, mas uma profunda e crítica prospecção, introspecção e reflexão filosófica de quem somos e o que podemos e deveríamos ser.

Vejamos um detalhe pouco percebido nos acontecimentos que se seguem à ressurreição de Jesus Cristo. Pouco tempo depois de Jesus ressucitar, então Maria que era sua discípula foi o procurar e não encontrou o corpo do Senhor Jesus. Mas logo em seguida Maria olha e próximo dali lá estava o Senhor Jesus possivelmente lavrando a terra, pois Maria pensou que Jesus fosse o jardineiro daquele local e ali havia um horto (João 19:41 e João 20: 11,17). Leia Geneses e veja se isso te lembra alguma coisa: "Ora, o Senhor plantou um jardim no Éden e pôs nele o homem para o cultivar e o guardar."(Gn 2:15) Há um interessante e extraordinário paralelismo entre esses dois textos. É Jesus em termos simbólicos dizendo: "Resgatei a identidade e a vida do homem, aquele que eu coloquei para lavrar a terra.
Vamos repensar mais ainda esse fato. Depois de Jesus ressucitar ele é confundido com um jardineiro por Maria Madalena, conforme já dito, pois possivelmente Jesus estava lavrando a terra ao lado do sepulcro, já que ali tinha um horto, segundo a Bíblia. Ok. Talvez você possa pensar que ele estivesse simplesmente guardando sua identidade. De fato isso tem a ver com identidade. Mas principalmente tem a ver com a nossa identidade. Na verdade ele estava é simbolicamente recriando o homem Adão do Geneses em termos de função. 
Fico imaginando, que Jesus, poderia muito bem sair fazendo todo um barulho, ridicularizando aqueles que o humilharam. Poderia sair com uma pirotecnia pra dizer: "voltei hein!". Mas não, ele simplesmente preferiu voltar-se para a singeleza e humildade de identidade do ser humano atribuida ao cultivo e guarda da terra, simplesmente. Esse é o Deus que devolve ao homem o verdadeiro homem/humanidade, e por conseguinte quem é o Deus verdadeiro para habitar com o homem. Jesus lavrava a terra como símbolo de ter ele resgatado a identidade do homem, já que a identidade nossa está no cultivar e guardar a terra, pois que Deus nos colocou no Horto do Eden para desenvolvermos a vida a partir da terra. Interessante e emocionante. demais.
Considerando que o jardim do Eden mais provavelmente era um Horto, e não um jardim como entendemos literalmente num sentido europeu, em termos ecológicos ser criado (o homem Adão) dentro de um Horto e fazendo a gestão ambiental como um jardineiro é uma visão muito mais interssante quanto tanto mais real e profunda. Na Bíblia o que é profundo te leva mais a realidade. Paradoxal como sempre. Senão não seria meu amado Jesus. rsss

Quer comemorar a Páscoa? Fica a dica. Plante uma árvore, abençoe o solo através de uma semente, a qual crescerá tal árvore e esta abençoará muitos animais e muitas pessoas com seus serviços ecológicos e seu valor intrínseco. Ressucite uma área degradada, prejudicada, suja, destituida de valor ou de identidade, uma área morta culturalmente, e você levará vida e identidade a um povo. Ir pelos campos para abençoar os solos e as semeaduras ainda hoje faz a Igreja Ortodoxa na manhã de Páscoa.




 Somos libertos e livres para amar e com através desse amor desenvolvamos a vida na terra em todos os sentidos que isso possa ter. 
Páscoa é comunhão plena. É comunhão com Deus, com o homem, com todos os demais seres e com a Terra, pois o Deus intangível e infindável se torna organicamente visível (encarna) e ceia a nossa liberdade pelo amor e nos tira do cativeiro do egoísmo e da destruição.

Aleluia. Hosana!

Ora, vem Senhor Jesus.

Jorge Tonnera Jr.
Biólogo educador e gestor ambiental



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Caminho do amor ou uma ciclovia?

É interessante como solucionamos ou gostaríamos de solucionar certas coisas do dia a dia simplesmente excluindo pessoas. Há várias formas de exclusão. Na verdade o próprio ser humano de uma forma geral se excluiu da natureza, esta entendida de um modo integral, seja a sua essência ou as outras formas vivas ao redor. O homem se abstrai do espaço meio em que vive. Se acha à parte da natureza e do meio ambiente. Exclusão nada mais é que tirar algo ou alguém do nosso meio, muito embora a coisa vai muito além. Exclusão é discriminar. Assim sendo pode ser ainda o simples fato de não permitir a entrada, passagem (trânsito) ou permanência. Excluimos pessoas por vários motivos infelizmente, sejam por essas não atenderem nossas demandas, expectativas, não fazerem parte de nosso mundinho, por elas não serem bonitas, por não usarem as roupas que usamos, excluimos por elas nos incomodarem, ou ainda por elas terem dificuldades de comunicação. Exclusão pode ser ainda o simples fato de querer exclusividade. Exclusão e exclusividade são palavras interconectadas.  Isto chama a atenção para nossa ruptura em termos de mobilidade humana e sobretudo urbana. Me refiro a vida moderna que exclui pessoas do trânsito. Daí causamos um paradoxo. Passamos a ter um dia para excluirmos as coisas que excluem pessoas. Tais coisas por estarem ocupando demais a sociedade e por elas estarem gerando problemas precisam de um dia a menos no ano. Me refiro ao Dia Mundial sem Carro, uma iniciativa interessante e provocadora, a fim de refletirmos os caminhos que a sociedade industrializada e capitalista está indo.
Por outro lado, há um tendência em prol da melhor mobilidade urbana. Já de tempos atrás que as ciclovias se tornaram um espaço de mobilidade alternativa e que a princípio veio como uma necessidade de lazer. Por outro lado ela também acabou sendo uma via de exclusão em uma determinada perspectiva. Isso porque se os ciclistas ficarem restritos a andarem em ciclovias correm o risco de serem oprimidos nas ruas em caso destes circularem em meio ao trânsito.
Mas então? Devemos ser contra ou a favor de ciclovias? Ciclovias devem existir sim, evidentemente, e serem ampliadas em termos de quantidade. Elas possuem diferencial por poderem coexistir em espaços menores, podem fazer parte de espaços diferentes e interconectá-los como uma trilha, pode ser uma simples opção para respirármos e olhármos outros ares. Pode ser simplesmente uma rota mais próxima. O caso é que não devemos restringir nossa convivência a ciclovias. Devemos estar nas ruas, pois os espaços criados a princípio precisam ser espaços de vida.

O termo "Meio ambiente" vem justamente desse aspecto. Um espaço que PODE abrigar vida, e afinal de contas a rua ou a avenida ou a estrada é um espaço por onde transitam vidas. Aliás, vida é um conceito altamente móvel. Todo ser vivo possui mobilidade, seja essa uma mobilidade dentro do seu corpo apenas (no caso dos seres sésseis) ou uma mobilidade externa. Conforme já postado aqui no post "Megalópolis e A Cidade Somos Nós", a rua deu lugar aos automóveis ao invés de ser para pessoas. Ao invés de serem espaços de vida se tornaram espaços perigosos e de perda de tempo. E toda perda de tempo é perda de expectativa de vida. Sendo assim é essencialmente perda de vida. Alguém se lembra daqueles antigos joguinhos de videogame Atari. Lembro-me de dois deles que eu jogava: o Frogger e o do Galinha atravessando a rua. São bem atuais num sentido nada virtual.
Frogger
O caminho para que a cidade e a rua sejam para todos é a tolerância e o respeito. Isso nos leva a ideia do que seja Amor. Amar é dar a chance. Dar chance de sermos um com o outro, sem interesse, construir pontes, relações vivas, interser e interceder. Interessante como eu aprendi esse conceito. Conheci Jesus Cristo e ao dar de cara com as ideias de amar impressas na Bíblia, especialmente nas cartas de Paulo, pela forma que ele fala, busquei entender a fundo e cheguei a essas constatações acima sobre o amor.

Observamos no livro bíblico de Atos que "Caminho" era o nome como era conhecido o seguir a Deus Jesus, esse relacionamento e apontava para o estilo de vida dos seguidores de Jesus de Nazaré. Esse andar comunitário e esses que a ele pertenciam eram chamados de "os do Caminho". Aliás, o próprio Senhor Jesus se apresentou a nós se intitulando como ele próprio O Caminho (João 14:6). Ninguém chega ao Pai senão através dele. Ele próprio era o verdadeiro espaço de vida, não atoa também ele nesse mesmo versar disse ser ele A Vida. Sua vida era o amor. Todos seus relacionamentos de vida eram pautados no amor. Indepente de onde ele estivesse ele era amor, pois as circunstâncias ao redor, as coisas que aconteciam a volta, o trânsito de pessoas, de veículos, de ideias, ou de filosofias, mercadorias e o que fossem não mudavam o amor que ele era.

O caminho do amor também pode ser expresso por duas palavras: convergência e convivência. Jesus atraia pessoas para si independente de quem fossem. Ele causava um trânsito de vidas. Seja ele indo até a pessoa ou esta indo até ele, sempre havia encontro. Isso é convergência. Estar junto era essencial para viver. Isso é a essência do sentido de comunhão. Da mesma forma convivência é viver conjuntamente, viver junto em um espaço/tempo. Jesus nos ensinou o amor é um com outro. Ou na sua matemática 1 + 1 = 1. Forma-se um todo. Diferentes partes vivendo e transitando num mesmo espaço e tempo.  Esse amor é o percurso que precisamos seguir na vida para que possamos coexistir e termos vida em abundância, uma vida plena.
É interessante como as coisas triviais, corriqueiras são aparentemente vazias de espiritualidade, ou vazias de sagrado aparentemente. Mas na verdade cada ação que temos e nossas reações representam crenças internalizadas. Já repararam como a convivência no trânsito é cheia de tendências? Ao permitirmos o passar ou no esperármos, por exemplo, podemos ver como essas tendências e valores estão encravados em nossa vida, como reconhecemos o outro, o quanto estamos dispostos a sermos um com o outro, o quanto nos afastamos ou nos aproximamos de estar com o próximo, ou como lidamos com a necessidade do outro, ou como nos portamos perante um erro de condução do outro ou até mesmo numa situação de ofensa pelo outro. Quantos são capazes nesses dias apressados esperar o pedestre terminar de atravessar a rua durante a troca de luz do sinal? Esperar que eu digo não é simplesmente não passar por cima, mas não acelerar/roncar o motor como quem está com pressa. Por que buzinamos impiedosamente ou apressamos o carro da frente? Muitas vezes as pessoas se sentem maiores quando estão em carros ou de posse de objetos. Alguem se lembra do atropelamento em massa dos ciclistas?


É mais fácil agredirmos que amar? É mais fácil excluirmos pessoas a amá-las? Parece que sim. Mas devemos ter sempre em mente que o que temos em posse nada mais é do que um meio, um recurso. Mas um meio ou recurso de que e para quê? Podemos responder com uma outra pergunta: "De que maneira posso elevar a vida do próximo com o que tenho em mãos"? Hoje em dia o carro é um sonho de consumo e se parármos para analizarmos esse sonho de posse, melhor dizendo, ele é um objeto de uso individual apesar do carro ser projetado com a possibilidade de um uso coletivo. Basta observármos a quantidade de carro no trânsito em que há apenas uma pessoa dentro dele.

Devemos buscar mais vivermos um pelo outro. Tentar fazer isso com alguém. Lembre-se que junto é sempre melhor.
Aloha a todos!
Vivendo na ponte que é Cristo.
Tentando convivência com o próximo,
Jorge Tonnera Jr

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Paulo Freire, Marx e Cristo Jesus

Recentemente tive acesso a um vídeo da última entrevista de Paulo Freire em vida.  É na verdade um pequeno trecho que estou postando aqui, mas simples e emocionate. Se eu já gostava dele, passei a admirar mais ainda. Um bom vídeo para incomodar um gueto intelectualzinho e aos fanáticos. Pra quem não sabe, Paulo Freire é o maior educador brasileiro. Sugiro a quem não o conhece pesquisar sobre sua obra e seus bons frutos. Se você tem um pingo de senso de camaradagem com Jesus Cristo verá o amor de Paulo Freire em relação ao oprimido.


Paz do Cristo,
o salvador

Jorge Tonnera Jr.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

ERA UMA CASA MUITO ENGRAÇADA

Lindo, simplesmente todo essência.  Igreja é isso...O resto é instituição.
Leiam o texto e reflitam. Lido originalmente no http://solomon1.com/

ERA UMA CASA MUITO ENGRAÇADA


apostolo
Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo…
Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Tiago dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Paulo dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.
Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.
Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.
Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. Mas ele me disse que a igreja normalmente se reunia esporadicamente, pelo menos uma vez por semana em que a maioria podia estar presente. Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.
Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.
Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.
Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de freqüentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; me ameaçaram e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada… aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.

Por Tonho
Fundador do Underground – Missão Portas Abertas

domingo, 7 de agosto de 2011

As 2 únicas opções na vida.


"Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha". (Lucas 11: 23). "Pois quem não é contra nós, é por nós" (Marcos 9.40; Lucas 9.50)
Essas foram umas das declarações mais enfáticas e emblemáticas que Jesus pronunciou.  De fato com Jesus é sempre assim. Ninguém nunca é neutro. Ou se está num lado ou no outro. Não se adora a Ele e a Mamon ou qualquer outro deus. Não existe a opção "lavar as mãos", simplesmente. De forma que só existem duas alternativas para aqueles que estão vivos: Participar da destruição da natureza ou de sua reconstrução. Ou melhor ainda, ou participamos da sua reconciliação com todas as coisas ou participamos da desestruturação de tudo. E natureza aqui entenda-se o todo, a criação como um todo, ou seja, nós mesmos, o outro, e as demais formas de vida.
“Porque aprouve a Deus que nele (em Jesus) residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus” (Colossenses 1.19-20).

A base desse projeto de salvação de Jesus Cristo é o amor. Só através da pessoa de Jesus temos acesso ao amor em sua plenitude. Somos salvos não por amármos, mas por Jesus ter nos amado. Tudo o que Jesus pregou foi o amor. Cujo ápice foi Ele na cruz. Daí temos acesso a como viver. O amármos é consequência dessa salvação. Ou você está com o amor ou sem ele. Ou você atrai amor e constrói relações boas ou dispersa. Ou você constrói relações amorosas (ajunta) ou desestrutura a vida (espalha) e difundi ódio e demais coisas que não provém de amor. Ou se é contra o amor ou se é pelo amor, no amor...
A sustentabilidade começa na maneira que nos relacionamos com o Deus que tudo criou, o Deus que se fez homem e habitou participando e efetuando todas relações da vida. Daí o reencontro consigo mesmo é a consequência e nos propiciando um melhor entendimento do outro, aquele que como Jesus ensinou se chama de "próximo" e aqui é aquele a quem não vemos, mas existe. Aquele a quem nossas ações terão algum tipo de repercussão. Passamos a ter a sensibilidade e consciência disso tudo e valorizamos o espaço de vida (meio ambiente) que nos rodeia, tudo que de alguma forma se relaciona conosco e que se achega a nós ou que nós nos achegamos.

Em contrapartida vemos em Apocalipse 11:18 que Deus dará a destruição aos que optaram por uma vida destrutiva, uma vida sem Jesus, sendo assim aqueles que espalharam e portanto não deram amor a Deus, nem a si mesmo, muito menos ao próximo, e assim produziram destruição. "As nações se iraram; e chegou a tua ira. Chegou o tempo de julgares (...), e de destruir os que destroem a terra". Sim, para destruir os que destroem a terra. Aqueles que constroem Sodomas. Pois que é insustentável a maneira como vivem. Aprisionam pessoas a viverem num modelo insustentável sem saída, fecham as portas, e chamam de loucas as veredas da justiça,as veredas da sustentabilidade, as alternativas. Tudo que é insustentável deve ser destruído.
Ou estamos com ele ou contra ele, como o próprio declarou, realmente. 

Aqueles que oprimem de alguma forma o seu próximo, obrigam o outro a explorar o outro, diminuem a expectativa de vida e as possibilidades de existência, rompem o tempo e corrompem a natureza sob diversas formas, extraem e desgastam o bem comum, prejudicam a promoção da vida, se prostituem (em todos os sentidos dessa palavra), fizeram escolhas de vida, assim como aqueles que, por outro lado, optaram por ser aqueles que participam de melhorarem a vida como um todo, aumentam as expectativas e potencializam a vida, promovem economias solidarias, por exemplo cuidam para que a matéria seja cíclica por meio da corrente da reciclagem gerando participações sociais em diversas partes da sociedade, escolhendo representantes não alheios as necessidades maiores além das suas próprias, educa o semelhante, doa, compartilha bens e o que é bom e coopera, pensa no bem comum, rejeita a cultura de morte, não aceita o errado, dá preferência ao que é correto para que seja um bem comum etc.  Cada um opta a cada dia por ajuntar ou espalhar. Cada um opta a cada dia e a cada ação, pensamento ou omissão por amar ou não amar.

E vejam vocês o justo acaba se tornando injusto quando deixa de participar, quando é omisso. Como uma vez li uma pessoa chamada Mariel M. Marra escreveu: "O mundo é injusto! Não por causa daqueles que cometem injustiça, mas sim por causa daqueles que se calam diante dela!"

Muitas pessoas se sentem desanimadas em relação a determinadas ações simples e aparentemente pouco significativas como por exemplo não aceitar suborno, não desviar recursos pra uso particular, não desperdiçar água, ou cuidar do lixo, dizendo que não compensaria apenas ela fazer equanto a maioria nada faz quanto a isso, mesmo quando sabem o que é certo. 
Devemos sempre  pensar que somos nós quem damos valor as coisas. É o caso também quando temos algum tipo de recurso a nossa mão e nada fazemos com ele. Temos um talento e não usamos para potencializar a vida das pessoas, a vida como um todo. 
Existem duas frases que são bem categoricas e que gosto de usá-las ao final de uma das palestras que dou:

"Não temos a solução para todos os problemas do mundo, mas diante dos problemas do mundo temos nossa mão"; e "Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque poderia fazer pouco.

Ninguém pode lavar as mãos simplesmente. Nem mesmo Pilatos, pois quando este escolheu lavá-las estava ele optando por concordar com a decisão de uma maioria. E assim não optando por Jesus.
Fato é, o mundo está errado. O que opto por fazer?


Pela causa de Jesus Cristo,
Até a próxima postagem, se Jesus não voltar antes...

Jorge Tonnera Junior

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Pelo Amor de Deus (For the love of God), de Steve Vai

Uma linda música que faz viajar. Não tem como não viajar nessa que é uma das melhores músicas de um dos melhores guitarristas que existe. "For the love of God" possui esse clip abaixo que mostra esse lance da religiosidade como inerente ao ser humano em sua busca de sentido.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Beijo de desconhecida evita que jovem chinês cometesse suicídio

Realmente tudo o que queremos de verdade no fundo e realmente precisamos gira em torno de amor. Somos ou não somos seres espirituais? Li a notícia do beijo que salvou e realmente gostei...

A chinesa Liu Wenxiu, de 19 anos, conseguiu salvar um garoto de 16 anos que ameaçava se jogar de uma passarela na cidade de Shenzhen, na China, com um simples beijo. Liu estava passando pelo local quando viu dezenas de pessoas acompanhando o drama do adolescente, que estava com uma faca na mão, pendurado na passarela. Ela conseguiu se aproximar do garoto dizendo para a polícia que era namorada dele e a razão pela qual ele pretendia cometer suicídio.
Na verdade, de acordo com a imprensa local, o menino estava desesperado porque a mãe dele havia falecido e a madrasta não o tratava bem. Para completar, a mulher havia fugido com todo o dinheiro do pai. “Ele me disse que não tinha mais ninguém, ninguém se preocupava com ele ou confiava nele. Eu mostrei as cicatrizes que tenho nopulso direito, de quando eu tentei o suicídio porque ninguém na minha família estava feliz (...). Eu já estive no lugar dele e sei exatamente como foi”, disse Liu.
Durante a conversa, a chinesa beijou o adolescente e a polícia aproveitou para fazer o resgate. Se os dois mantiveram contato depois, não se sabe. Mas Liu Wenxiu foi convocada para ajudar a polícia novamente. O garoto, que foi levado para a delegacia, disse que só contaria a verdadeira razão da tentativa de suicídio se a falsa namorada estivesse presente.
Confira o vídeo com a reportagem da TV local e momento do beijo.

http://extra.globo.com/noticias/mundo/beijo-de-desconhecida-evita-que-jovem-chines-cometa-suicidio-2119843.html

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Educação ambiental e o caminho por onde se andar desde a infância

"Educação ambiental e o caminho por onde se andar desde a infância"


A Bíblia diz: “Instrui ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Pv 22.6).

Naturalmente sempre caberá ao adulto a responsabilidade vital de educar as crianças. Mas com relação a educação ambiental surge algumas inquietações. Como mostrar a uma criança que ela não éstá sozinha nesse mundo e nesse todo chamado universo se o mundo está tão individualista? Como ela poderá entender os ciclos da vida se nós adultos mal
entendemos? Como ela não se submeterá aos caprichos do consumismo, se nós que temos tantas informações nos submetemos? Quantas perguntas. Na verdade pergunta é o que crianças, principalmente até os 7 anos fazem bastante. É essa curiosidade, a vontade de descobrir, a pesquisa, o encantamento que falta no adulto muitas vezes, que devemos aproveitar. E aliado a isso usar as diversas formas de aprendizado: toque, visualizar, sentir, cheirar, comer, beber, brincar são as melhores formas de descobrir o mundo à sua volta.
Quando um adulto pega na mão da criança ela sente essa mão e isso tem um profundo significado. Ela está sendo guiada, protegida, em comunhão. Quando ela mamou nos seios da mãe ela sentiu o poder da refeição junto da força e da presença da mãe da mesma forma quando ela vê os nossos atos ela nos imita. Mas é preciso o adulto ser humilde e se deixar ser conduzido pela criança também, pois às vezes são as crianças que nos levam de mãos dadas.

Durante muito tempo as crianças foram relegadas e discriminadas a serem insignificantes e as últimas em importância dentro de casa. No tempo de Jesus eram considerads um ser de baixa categoria e irrelevante. Hoje estamos melhores que antes, mas ainda não se dá a devida importância a elas. Se aprendermos mais com elas estaremos mais próximos do reino do céu.

"Endireitai as veredas do meu Senhor" foi uma das frases mais emblemáticas que João Batista disse, a qual expressava seu ofício como profeta arauto daquele que haveria de mostrar ao mundo o verdadeiro ensino, o amor. Bom, sabemos que é muito mais fácil educar uma criança que educar um adulto. O adulto já possui uma concepção formada, percepções concebidas, preconceitos enraizados, hábitos interiorizados. Já a criança é um ser que está muito mais aberto a novas atitudes, a novas formas de perceber e pensar, mais humildes a novas possibilidades etc.

As experiências infantis são experiências que são interiorizadas e logo se tornam efetivamente parte da vida dessa pessoa. Como lemos a Bíblia diz: “Instrui ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Pv 22.6). Também a recíproca está sendo bem verdadeira. O que as crianças estão aprendedno estão levando para casa, instruindo o adulto no caminho em que ele deve andar para envelhecer bem. Me refiro ao comportamento relacionado ao cuidado do meio ambiente.

Às vezes também os adultos precisam de certa maneira voltar a ser um pouco mais crianças.
"Das crianças é o reino dos céus", disse Jesus Cristo (Mt. 19:14), o Deus que se fez criança e cresceu como o adulto que deveríamos ser.
Esse versículo de Mt 19 naturalmente está se referindo a características de humildade/dependência, as quais são mais fáceis de serem encontradas em uma criança que num adulto. Quando crianças somos dependentes do nosso pai/mãe, mas quando adultos criamos uma falsa noção de independência de tudo e de todos. Para
os adultos dependência é uma coisa incômoda, vergonhosa e depreciativa, embora para outros possa até ser uma virtude, o caso é que para a criança é uma realidade vital de sobrevivência. Dentro dessa mesma realidade Jesus fala que "E quem recebe uma criança como esta é a mim que recebe." evidencia que quem recebe uma criança, ou uma pessoa humilde, recebe o próprio Jesus. É uma questão de verdadeira maturidade e dignidade acolher e aprender com uma criança.

Vejo por exemplo o caso do "O Pequeno Príncipe", que é um livro aparentemente cujo  público alvo são as crianças, mas isso é apenas uma impressão bem superficial. Ele é um livro infantil para adultos. O exemplo do desenhar o elefante dentro da cobra, coisas que a mente da criança reconhece e entende, fala de coisas que o adulto não percebe bem. Depois de adulto é que li "O Pequeno príncipe", por isso posso dizer isso.

Vivemos um grande problema de uma crise de percepção. Não nos reconhecemos como espécie, não sentimos que estamos dentro de algo maior que nós, não percebemos o que é o lixo e apenas queremos o tirar da nossa frente.

Temos que aceitar e aprender que existem coisas que só uma criança pode nos ensinar. Educação ambiental é mais do que um comportamental, mas muito mais a capacidade de pensarmos. É ir bem além do politicamente correto...


Por Jorge Tonnera Júnior
Buscando o Reino do Senhor Jesus.



Na falta de uma imagem de um Jesus mais israelita, só achei esta mais europeia.rss

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A busca pela liberdade que todos procuram e as trincheiras cavadas dentro de nós

Na dificuldade de escrever sobre esse fatidico assunto do atentado à escola Tássio da Silveira, até por não querer, até por ter ouvido tanto e terem usado tanto, mas também por isso talvez seja importante uma outra reflexão, e tento passar um pouco do que senti nesses últimos dias. Lembro que no dia do atentado foi horrível. Me senti muito mal e não queria sair de casa para trabalhar, porém não com medo, mas estava com desânimo e pesar. Ao longo do dia e dos dias que se seguiram vimos muitas coisas sendo contadas na Televisão a respeito deste caso. Muitas informações repetidas e por que não dizer até apelativas...


A busca pela liberdade que todos procuram

Gostaria de escrever talvez o que nenhum psicólogo ou sociólogo nos informou. O que ninguém que não coloque o evangelho em sua ótica pode nos informar. Só quem entendeu o evangelho do Cristo Jesus pode saber. Que aquele rapaz que entrou numa escola de Realengo portando armas e atirou em várias crianças matando 12 destas no fundo não procurou nem justiça nem vingança, mas sim liberdade. Eu sei que isso que estou dizendo pode até chocar, mas o fato é que todos nós procuramos pela tal liberdade, e geralmente
começamos tal procura sem ao menos saber o que ela é, e apenas sentindo um anseio e a necessidade de vida dela. Pessoas procuram liberdade de diversas formas. Através do consumo, outros em ter conquistas, dinheiro, outros com drogas, alguns através do sexo e outras pessoas através de outros prazeres, algumas pessoas procuram a liberdade em outras pessoas em relação a se entregarem a estas, e uma parcela de pessoas através da destruição total dos outros e por fim, alguns através do suicídio.


Olhando de cima ou de baixo? Liberdade não é um ângulo de visão.

Jesus disse para um certo grupo de judeus a respeito de liberdade dizendo a eles que se eles conhecessem a verdade verdadeiramente eles seriam libertos (João 8:32), ao que estes não gostaram de tal afirmação e reinvindicaram sua posição de pessoas livres ao contrário de seus pais que eram escravos por conta do exílio. Estas pessoas a quem Jesus se pronunciou,  por terem nascidos fora do exílio, fora da escravidão formal, se achavam os mais livres. O caso é que Jesus estava se referindo a si mesmo como a verdade. Eis que Jesus os explica que a escravidão deles não estava no fato de serem ou não reféns de alguém, de algum governo ou de algum grupo ou nação, mas sim de pensamentos, e mais ainda da condição humana de pecadores que todos nós temos (todos somos pecadores não por pecármos, mas pecamos por sermos pecadores). Nós na verdade somos reféns cativos de nós mesmos. E cada um de nós tentamos nos livrar e tentamos ser livres e independentes de tudo e de todos a nossa própria maneira. Estar acima de um mundo ao nosso redor que nos cerca e nos oprime com problemas que só mudam de nomes. É importante também salientarmos que a definição de mals e bons nossa é diferente da de Deus. Jesus, o verbo divino, diz que do nosso coração é que procedem os homicídios e tantas outras maldades (Marcos 7:21). Assim nos tornamos aquilo que cultivamos em nós mesmos. Quem de nós não já teve sentimentos de homicídio? Se dissermos que nunca tivemos estaremos comentendo pecado por mentir e ao mesmo tempo chamando Jesus de mentiroso. Por isso eu repito: Quem de nós não já teve sentimentos de homicídio? Se assim não fosse o mandamento contra homicídio não estaria entre os famosos 10 mandamentos da Lei de Deus da Antiga Aliança. Naquele momento somos aquilo o que pensamos em nossa mente. Esse rapaz que destruiu tantas vidas e acabou se destruindo foi realmente muito covarde, bem mais do que nós, não conseguiu cortar o mal que cultivou e que foi várias vezes regado por pessoas que o oprimiu assim como a própria forma que a sociedade vive e se organiza. Não se trata de atenuar o assassino, mas de reconhecermos em nós a violência que habita na gente todo dia e em todas as partes desse planeta, e daí buscármos a nossa salvação, haja visto que jamais conseguiremos nossa alforria de nós mesmos, mas tão somente aquele que é capaz de nos libertar de nós mesmos e do cativeiro da corrupção, bem como da vaidade da vaidade, Jesus Cristo, filho do Deus vivo, o homem que morreu assassinado por meio da nossa falsa "liberdade" para que tivessemos a verdadeira liberdade na verdade do amor, pode fazer isso.


Na noite de 09/04/2011 em São Paulo o U2 terminou o show com a música "Moment of Surrender", em que Bono lembrou das vítimas do atentado em Realengo.



"Moment of Surrender"

Me amarrei com fios
Para os cavalos correrem livres
Brincando com fogo até que o fogo brincou comigo
A pedra era semi-preciosa

Nós estavamos semi-conscientes
Duas almas espertas demais para estar no reino da certeza
mesmo no dia do nosso casamento

Nós nos colocamos em chamas
Ó Deus, não negue ela
Não é se eu acredito em amor
Mas se o amor acredita em mim
Oh, acredite em mim

No momento da rendição
Eu fiquei de joelhos
Não prestei atenção nos transeuntes
E eles não prestaram atenção em mim

Eu estive em todos os buracos negros
No altar da estrela negra
Meu corpo se tornou um recipiente de esmolas
Que esta implorando para voltar, implorando para voltar
Para o meu coração
Para o ritmo de minha alma
Para o ritmo da minha inconsciencia
Para o ritmo que se lembra
Para ser libertado do controle

Eu estava apertando os numeros de um caixa eletronico
Eu podia ver no reflexo
Uma face me encarando
No momento da rendição
De visão sobre visibilidade
Eu não prestei atenção nos transeuntes
E eles não prestaram atenção em mim

Eu estava correndo no metro
Pelas estações do cruzamento
Todos os olhos olhando para o outro lado
Contando para quando a dor iria parar

No momento da rendição
De visão sobre visibilidade
Eu não prestei atenção nos transeuntes
E eles não prestaram atenção em mim


Nossas trincheiras estão cavadas dentro de nós

 
 A banda U2, em sua música mais dramática, mais emblemática e mais contra a violência, que se chama "Sunday Bloody Sunday", diz que nossas trincheiras estão cavadas dentro de nós, e de fato é, pois nós consrtruimos uma cultura de morte e não podemos agora isolar esse caso. Depois eles cantam "How long? How long sing this song? How long?" (Até quando? Até quando vamos ter que cantar esta canção?, se referindo a própria canção "Sunday Bloody Sunday". Não podemos esconder os fatos. Por isso mesmo não podemos colocar aquele rapaz como monstro e nós os bonzinhos. De fato ele foi um monstro, mas somos tão bons quanto pensamos que somos a ponto de não nos colocármos no lugar de assassinos como ele?
 Muitas vezes nos colocamos como tão distantes e diferentes daquilo que não queremos ser, mas que no fundo temos ao menos um pouco daquilo que estamos negando. Nas escolas sempre existiu, eu mesmo já sofri bullyng, mas também dei bullyg, e se algum dia essa pessoa a quem eu dei bulling vier a destruir as pessoas, será que eu não terei ao menos algo de responsabilidade sobre isso? Eu creio que sim, pois eu ajudei a construir aquela pessoa. Influenciamos e somos influenciados. Nós formamos o meio e somos formados por ele. O quanto essa reciprocidade em termos de proporção e o tipo de conhecimento que temos e o que nos sensibiliza talvez seja o que define o que vamos ser. Diz o livro do "Pequeno Príncipe" que nos tornamos responsáveis daqueles que cativamos. Mas e o inverso? Será que somos responsáveis pelos que não cativamos, ou melhor pelos que ofendemos, destratamos, ridicularizamos ou humilhamos? Será que não ESTAMOS CRIANDO “MONSTROS” NA CALADA DA NOITE e nós somos estes monstros? A cultura da violência ou cultura da morte está em todo lugar, nas ruas se ouvem palavrões dos mais agressivos de crianças para crianças, e se ouvem músicas que cantam agressividade, machismo, sentimentos de superioridade e egolatria, coisificação do homem e da mulher, relativizam o mal, além de apelo a maldade, ouvi-se todos os dias conversas que adultos não se detém nem diante de crianças que estão brincando ao lado, e ligamos na televisão almoçamos assistindo inertes a programas policiais sensacionalistas que privilegiam os casos de violência, além de vários programas nos horários seguintes que fazem a gente mastigar violência gratuita, assim como os games colocam a violência em evidência sendo você o participante definindo os rumos de seu personagem ou avatar. De casa ao trabalho e do trabalho a casa as pessoas competem até para ver quem senta primeiro no assento do metrô, e o pior é que ainda acham graça, e aí no dia seguinte compram jornais que privilegiam o linguajar violento e debocham das desgraças alheias como o Meia Hora ou O Extra, O Expresso (jornais ditos populares aqui do RJ) para depois chegármos em casa e ver as mesmas notícias no telejornal, que em sua maioria está cheio de violência. E aí ligam a tv para assistir novela e tome mais violência e reprodução de imaginário coletivo, (re)construções de sentimentos coletivos. Não se trata de discutir esse imaginário, mas de apenas simular e reproduzir o mais próximo do real possível,e daí esse ciclo vai se repetindo. O que aconteceu aconteceu nesses dias, mas poderia ter acontecido faz tempos, pois vivemos imersos nessa cultura de violência.



Leiam a já citada letra de "Sunday Bloody Sunday" na íntegra.

"Sunday Bloody Sunday"
Não posso acreditar nas notícias de hoje
Não posso fechar os olhos e fazê-las desaparecer
Quanto tempo, quanto tempo teremos de cantar esta canção?
Quanto tempo, Quanto tempo?
Porque esta noite
Podemos ser como um, essa noite


Garrafas quebradas sob os pés das crianças
Corpos espalhados num beco sem saída.
Mas eu não vou atender ao apelo da batalha
Isso coloca minhas costas, coloca minhas costas contra a parede.


Domingo, sangrento domingo
Oh, vamos lá!


E a batalha apenas começou
Há muitos que perderam, mas me diga: quem ganhou?
As trincheiras cavadas em nossos corações
 mães, filhos, irmãos, irmãs dilacerados.


Domingo, sangrento domingo
Domingo, sangrento domingo


Quanto tempo, quanto tempo teremos para cantar esta canção?
Quanto tempo, quanto tempo?
Hoje à noite
Nós podemos ser como um, esta noite.
Domingo, sangrento domingo.
Domingo, sangrento domingo.


Enxugue as lágrimas de seus olhos
Limpe suas lágrimas.
Vou limpar suas lágrimas. (2x)
Vou limpar os seus olhos vermelhos.


Domingo, sangrento domingo


E é verdade que somos imunes
Quando o fato é ficção e a realidade da TV.
E hoje milhões choram
Comemos e bebemos enquanto eles morrem amanhã


A batalha real apenas começou
Para reivindicar a vitória de Jesus
Em...


Domingo, sangrento domingo
Domingo, sangrento domingo




Não sei se consegui chegar no raciocínio que eu gostaria, mas de qualquer forma a coisa é que tudo na nossa vida se resume em falta ou presença de amor. Tudo o que preciso é amor...mas muito mais amar do que ser amado. Apenas ame, foi isso o que Jesus nos ensinou...
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