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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Você sabia que pode alugar brinquedos?

Recebi mês passado um informativo do Banco Santander, ou como um amigo chama, "Satãnder" (Sim, também como você eu não gosto de bancos, e por isso mesmo me surpriendi em dobro) que falava de um Clube do Brinquedo, um site para aluguel de brinquedos.
Tal proposta é não somente criativa como principalmente bem coerente, pois, a economia deve ser um circuito, e com o passar do tempo ela terá que se adaptar a realidade da vida e sair da virtualidade do consumo excessivo. A ideia de aluguel de bens tem sido uma tendência e em parte se expandiu por conta da crise. Podemos chamar esse tipo de movimento de economia criativa. É interessante sobretudo, e acho que o maior mérito dentro de nossa sociedade indivudualista e que se empodera através de coisas, vaidosa e de jovens querendo a todo custo se auto afirmarem, nesse caso ao contrário disso tudo a proposta oferece o contato ao não apêgo, a educar nossos filhos desde cedo ao uso e devolução. Brincar por si só é um ato educacional que libera a criança em termos de afeto, cognição, criatividade e também valores. O não ter também é uma necessidade assim como o ter coisas necessárias. Ou como o idealizador, Wagner Heilman disse: "Não acumular objetos é uma necessidade atual e que precisamos ensinar aos nossos filhos”. Além do quê, o ensinar a forma de usar, ou melhor o conservar as coisas nos leva a uma ética de respeito e cuidado maior com as coisas que passam pela nossa vida e assim um melhor cuidado do que não é nosso, portanto por extensão um melhor cuidado com o meio ambiente e o próprio planeta. O meio ambiente por ter sido ultrajado há muito tempo na ótica de "uso-desuso-descarte", tem faltado com recursos.

Segundo o folder, o Clube do Brinquedo é a primeira locadora online de brinquedos e acessórios que possibilita uma forma de consumo sustentável desde a infância, já que os pais não precisam mais comprar itens que são utilizados por pouco tempo pelas crianças. Pra quem se interessar o endereço do site é http://www.clubedobrinquedo.com.br/

A ideia é excelente, a proposta é totalmente cristã ao meu modo de ver. Torço para que dê certo e se multipliquem tais exemplos.

Jorge Tonnera Jr.

sábado, 5 de novembro de 2011

Steve Jobs e a geração consumista que chora. Ecologia e sociologia de um luto.


Passado vários dias da morte de Jobs ainda se ouve burburinhos, comentários e citações dele e sobre ele.
Lembro-me que quando da sua morte percebi o alvoroço e declarações de lamento no facebook que me causaram uma certa estranheza.

Por que tantas pessoas, sendo muitas que realmente conheciam o trabalho de Steve Jobs, e outras muitas das quais nem sequer sabiam bem quem era Steve Jobs, ambas lamentavam nas redes sociais sua morte? Em parte me pareceu coisa do tipo "E agora quem fará mais coisas assim para nós?". E em outra parte me pareceu um "q" de "quero parecer interessante". 

Qual foi o legado de fato e será que esse legado era suficiente para tanto lamento? Tudo bem duvido para mim.


É evidente que qualquer perda de uma vida deveria ser lamentado. Mas sabemos que na prática isso é um tanto obscuro. Então pensei se talvez os órfãos de Steve Jobs sejam a juventude ávida por consumo. Particularmente por consumir tecnologias, e tecnologias estas que ocupam a vida e dão posição de destaque na sociedade.

Isso explica, pelo menos no mínimo em parte, também o porquê se falou pouco nesse meio tempo de coisas mais importantes como as milhares de pessoas que vão morrendo, perecendo pela fome e seca, especialmente na África. Poderia citar também outras realidades, mas o caso da África cai nessa história como uma perfeita ironia da vida e da morte, pois diga-se de passagem a África é o destino final de milhares de toneladas de lixo eletrônico, dentre os quais vários produtos de Steve Jobs/ Apple, e que acabam se tornando fatores de risco ambiental e assim consequentemente de saúde e portanto de morte. E aí vemos a tal ironia bizarra. Um morre e é lembrado pela tecnologia; vários morrem por conta dessa tecnologia e ninguém se lembra. 

Não sou contra tecnologia. Muito pelo contrário. Eu gosto e uso. Se assim não fosse não estaria usando o meio em que aqui escrevo e se não fosse como homens que criam tecnologia jamais poderia eu interagir através deste blog. No entanto sou contra os excessos e posições que estas coisas acessórias ocupam muitas vezes. Além disso, é sabido que a obsolecência planejada, que consiste na capacidade das empresas como a Apple planejarem o tempo de vida útil curto e programado de seus produtos a fim de posterior descarte e novo consumo em tempo curto, bem como o obsolescência perceptiva, entendida esta como o senso comum que induz ao consumo pelo marketing da aparência, do status, e do desejo (Afinal a maçã já foi mordida...) são grandes técnicas de consumismo e geração de lixo e consequente prejuízo emocional, social, econômico e ambiental.

Segue abaixo uma cronicazinha que mostra um pouco o alcance da notícia e o pouco que se sabe do tanto de informação e as "Marias-vão-com-as-outras" que replicam tais informações que parecem dar destaque ao ego e ao pertencimento capitalista.
"Dois amigos conversavam por volta das dez da manhã de quinta-feira (6) em um ônibus da linha 239, que liga o bairro de Água Santa ao Castelo, no centro da cidade. 
Um deles puxa o assunto da morte do Steve Jobs:

 - Você viu que o Steve Jobs morreu?

O outro diz:

 - E ele acabou de fazer um show no Rock in Rio...

O primeiro colega que havia iniciado o assunto responde:

 - Não, seu animal! Esse é o Steve Wonder. Quem morreu foi o Steve Jobs...o cara do Google! 
E o mesmo completa:
- Burro pra c#%@$&*!


Também vale a pena ler um ótimo texto de título Steve Jobs, o i God, sobre tudo isso que ocorreu de maneira bem mais profunda e crítica do que esse meu singelo texto. Veja no link:
http://ocontornodasombra.blogspot.com/2011/10/steve-jobs-o-igod.html

Jorge Tonnera Jr.

domingo, 28 de agosto de 2011

Maré Alta Ou Maré Baixa


"High Tide Or Low Tide" é uma das melhores e mais bonitas músicas de Bob Marley, o qual dispensa qualquer comentário. Mas o legal também foi descobrir que o Jack Johnson juntamente com o Ben Harper fizeram uma versão para essa linda música. Ela fala da vinda das crianças ao mundo e a necessidade de cuidármos delas. Reflitam na letra logo abaixo traduzida. E que Jah (Jeová) abençoe, na maré alta ou na maré baixa, na casa pequena ou na casa grande. Seguem as duas versões, a original, do Bob e depois a versão do Jack Johnson. 

Maré Alta Ou Maré Baixa

Em um grande lugar, ou num lugar pequeno,
Eu serei seu amigo
Eu serei seu amigo
Na maré alta, ou na maré baixa,
Eu estarei ao seu lado
Eu estarei ao seu lado

(Eu escutei ela rezando, rezando, rezando)
Eu disse, eu escutei minha mãe
Ela estava rezando (rezando rezando rezando)
E as palavras que ela disse(as palavras que ela disse)
Elas ainda hesitam na minha mente
Ela disse, "Uma criança é um nascimento neste mundo;
ela precisa de proteção."
Deus, guia e nos protege
Quando estivermos errados, por favor nos corrija
(Quando estivermos errados, nos corrija)
E fique comigo!" yeah!

Em um grande lugar, ou num lugar pequeno,
Eu serei seu amigo
Eu serei seu amigo
Na maré alta, ou na maré baixa,
Eu estarei ao seu lado
Eu estarei ao seu lado

Eu disse, eu escutei minha mãe,
Ela estava chorando na noite (Eu a ouvi gritar), yeah! (gritar)
E as lágrimas que ela derramou
Elas ainda hesitam na minha mente

Ela disse: "Uma criança é um nascimento neste mundo,
ela precisa de proteção,
Deus, guia e nos protege
Quando estivermos errados,(quando estivermos errados) por favor nos corrija

Em um grande lugar, ou num lugar pequeno,
Eu serei seu amigo
Eu serei seu amigo
Na maré alta, ou na maré baixa,
Eu estarei ao seu lado
Eu estarei ao seu lado

Agora escutem a versão do Jack Johnson e Ben Harper. É até difícil dizer qual a melhor versão. Na verdade não é necessário ver por esse ângulo. O negócio é curtir as duas versões. Gosto muito das versões igualmente.


Abraços,
Paz, amor e empatia da parte de Jesus, o Cristo

Jorge Tonnera Jr.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Educação ambiental e o caminho por onde se andar desde a infância

"Educação ambiental e o caminho por onde se andar desde a infância"


A Bíblia diz: “Instrui ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Pv 22.6).

Naturalmente sempre caberá ao adulto a responsabilidade vital de educar as crianças. Mas com relação a educação ambiental surge algumas inquietações. Como mostrar a uma criança que ela não éstá sozinha nesse mundo e nesse todo chamado universo se o mundo está tão individualista? Como ela poderá entender os ciclos da vida se nós adultos mal
entendemos? Como ela não se submeterá aos caprichos do consumismo, se nós que temos tantas informações nos submetemos? Quantas perguntas. Na verdade pergunta é o que crianças, principalmente até os 7 anos fazem bastante. É essa curiosidade, a vontade de descobrir, a pesquisa, o encantamento que falta no adulto muitas vezes, que devemos aproveitar. E aliado a isso usar as diversas formas de aprendizado: toque, visualizar, sentir, cheirar, comer, beber, brincar são as melhores formas de descobrir o mundo à sua volta.
Quando um adulto pega na mão da criança ela sente essa mão e isso tem um profundo significado. Ela está sendo guiada, protegida, em comunhão. Quando ela mamou nos seios da mãe ela sentiu o poder da refeição junto da força e da presença da mãe da mesma forma quando ela vê os nossos atos ela nos imita. Mas é preciso o adulto ser humilde e se deixar ser conduzido pela criança também, pois às vezes são as crianças que nos levam de mãos dadas.

Durante muito tempo as crianças foram relegadas e discriminadas a serem insignificantes e as últimas em importância dentro de casa. No tempo de Jesus eram considerads um ser de baixa categoria e irrelevante. Hoje estamos melhores que antes, mas ainda não se dá a devida importância a elas. Se aprendermos mais com elas estaremos mais próximos do reino do céu.

"Endireitai as veredas do meu Senhor" foi uma das frases mais emblemáticas que João Batista disse, a qual expressava seu ofício como profeta arauto daquele que haveria de mostrar ao mundo o verdadeiro ensino, o amor. Bom, sabemos que é muito mais fácil educar uma criança que educar um adulto. O adulto já possui uma concepção formada, percepções concebidas, preconceitos enraizados, hábitos interiorizados. Já a criança é um ser que está muito mais aberto a novas atitudes, a novas formas de perceber e pensar, mais humildes a novas possibilidades etc.

As experiências infantis são experiências que são interiorizadas e logo se tornam efetivamente parte da vida dessa pessoa. Como lemos a Bíblia diz: “Instrui ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Pv 22.6). Também a recíproca está sendo bem verdadeira. O que as crianças estão aprendedno estão levando para casa, instruindo o adulto no caminho em que ele deve andar para envelhecer bem. Me refiro ao comportamento relacionado ao cuidado do meio ambiente.

Às vezes também os adultos precisam de certa maneira voltar a ser um pouco mais crianças.
"Das crianças é o reino dos céus", disse Jesus Cristo (Mt. 19:14), o Deus que se fez criança e cresceu como o adulto que deveríamos ser.
Esse versículo de Mt 19 naturalmente está se referindo a características de humildade/dependência, as quais são mais fáceis de serem encontradas em uma criança que num adulto. Quando crianças somos dependentes do nosso pai/mãe, mas quando adultos criamos uma falsa noção de independência de tudo e de todos. Para
os adultos dependência é uma coisa incômoda, vergonhosa e depreciativa, embora para outros possa até ser uma virtude, o caso é que para a criança é uma realidade vital de sobrevivência. Dentro dessa mesma realidade Jesus fala que "E quem recebe uma criança como esta é a mim que recebe." evidencia que quem recebe uma criança, ou uma pessoa humilde, recebe o próprio Jesus. É uma questão de verdadeira maturidade e dignidade acolher e aprender com uma criança.

Vejo por exemplo o caso do "O Pequeno Príncipe", que é um livro aparentemente cujo  público alvo são as crianças, mas isso é apenas uma impressão bem superficial. Ele é um livro infantil para adultos. O exemplo do desenhar o elefante dentro da cobra, coisas que a mente da criança reconhece e entende, fala de coisas que o adulto não percebe bem. Depois de adulto é que li "O Pequeno príncipe", por isso posso dizer isso.

Vivemos um grande problema de uma crise de percepção. Não nos reconhecemos como espécie, não sentimos que estamos dentro de algo maior que nós, não percebemos o que é o lixo e apenas queremos o tirar da nossa frente.

Temos que aceitar e aprender que existem coisas que só uma criança pode nos ensinar. Educação ambiental é mais do que um comportamental, mas muito mais a capacidade de pensarmos. É ir bem além do politicamente correto...


Por Jorge Tonnera Júnior
Buscando o Reino do Senhor Jesus.



Na falta de uma imagem de um Jesus mais israelita, só achei esta mais europeia.rss
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