Assim como costumo pensar no Natal a partir de algumas músicas, nesta Páscoa pensei em músicas que me ligassem ao sentido dessa festa. E foi justamente a partir de algumas músicas do B Negão e do Black Alien, que pensarei nessa Páscoa que traz consigo mesma a justiça e a novidade de vida do Deus que ressucita e recicla a mente, pois que o sentido de conversão está na mudança de paradigma e de pensamento que leva a nova forma de viver.
Segue estas pedras:
B Negão - nova Visão
Black Alien - Na segunda vinda
Jorge
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sábado, 19 de abril de 2014
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Páscoa contra o consumismo em tempos de opressão e falsa pacificação de um estado de direito e de bem estar.
O que tornaria a Páscoa relevante nos nossos dias? Ao que convencionou-se segundo o espírito do nosso tempo ser uma festa, um feriado onde se doa e compra-se (e muito) chocolates, onde os ovos ocupam destaque e possuem valor econômico muito superior ao de um bem alimentar básico.
Não, eu não sou contra o comer ovo de páscoa nem vou dizer para ninguém não comprar. Há um certo sentido que é interessante. Talvez mais que o Natal essa comemoração está destituída do espírito que a originou desde os tempos dos antigos hebreus, enquanto festa dos oprimidos libertos, até a atualização dela pelos cristãos primitivos iniciada por Jesus Cristo, enquanto celebração dos oprimidos libertos para não oprimir. O tempo em que estamos inseridos a torna não somente importante como necessária., pois vivemos um tempo em que se mata e se justifica. Onde o oprimido se torna opressor.
O que seria viável, necessário e subversivo em torno da páscoa a ponto de refazÊ-la comunitariamente?
Sim, pois a festa sempre foi coletiva e não simplesmente familiar núcleo casa.
A páscoa se dá a partir da manifestação de deus. Um deus que vai até o excluído, o estrangeiro, o destituído, o perseguido. Esse era o perfil do povo hebreu vivendo no Egito. Esse deus se apresenta com o nome de "Eu Sou". Ele diz eu sou o que sou. O mundo egípcio da época em termos de cenário possuia conhecimento, terras estatais, cidades, prosperidade, rica cultura, gestão ambiental, economia e sobretudo gente, sendo algumas
dessas não consideradas tão gente por serem temidas. Como forma de se precaver contra uma possibilidade de tomada, ou melhor, perda de poder político, o faraó que se considerava deus, em sua megalomaníaca forma de dominar criou um estatuto informal de controle dos hebreus. Cria uma política de segurança pública egípcia. Exterminava os jovens hebreus, controlava o acesso a comida, mas não tinham acesso a certas coisas, fazia ter alimento, mas trabalhavam para trabalhar.
Na época de Cristo, quando a páscoa foi atualizada, havia também uma política de segurança pública. Manifestações eram constantes e reprimidas. Havia uma turbulência social, um cenário de inquietude, onde se esperava um rei que rompesse com o império. No entanto, aquele povo que foi liberto há muitos anos atrás estava sendo oprimido ao mesmo tempo em que estava oprimindo os seus iguais. Classes dominavam poder e exerciam regras moralistas. Havia um clima de aparências. Eles eram escravos, mas não
sabiam, assim Jesus se dirigiu a um determinado grupo de judeus. Escravos modernos diferente dos antigos pais hebreus, mas escravos do sistema e sobretudo escravos de si mesmos, a qual é a pior escravidão. Um ciclo de injustiças e ódio e pobreza. Palácios de nobres e casas pobres visíveis onde um olhava o outro, ao mesmo tempo em que havia pessoas invisíveis em centros. Contudo, ainda assim eles lembravam daquela antiga
páscoa.
Jesus trazia consigo a justiça do Reino. Uma justiça que abria caminho a partir de João Batista retificando e aplanando ideias. Quem tem reparta, quem corrompe não corrompa e quem é corrompido deixe de receber por isso. Justiça essa que era trazida desde os tempos da origem do "começar o começo"(Leia-se Genesis). O mundo de Cristo era violento, excludente. A ideia atualizada por Cristo de Páscoa se dá como uma ressignificação em termos de reconciliação onde não haveria mais muralhas sociais e que por meio dessas relações sociais ressignificadas a vida poderia tomar novo rumo e vivenciada coletivamente, colaborativamente e solidariamente por meio do amor. Assim, trabalho, acesso a terra, direitos humanos, saúde, soberania alimentar, acesso a água e saneamento, habitação, uma nova formação da família, humanizar, redistribuir, compartilhar, uma economia não violenta, uma comunicação não violenta. Quando Cristo reparte o pão da ceia e passa o copo do vinho e diz que era seu corpo era ele distribuindo a riqueza. Era ele enquanto deus dando continuidade a vida, sustentabilidade, no sentido mais puro e simples, no qual cada um tem sua parte e responsabilidade, resposta a habilidade de viver, deveria sobrar para todas aquelas pessoas aquela quantidade de comida. Uma satisfação, onde aquele grupo se constituia em uma nova família por meio de um novo relacionamento, uma nova comunidade, na via da ternura, não no sentido pelego, mas num sentido de igualdade e justiça, o sentido de responsabilidade de amar. Essa resposta e habilidade de amar empodera a comunidade. Esse repartir tinha em si mesmo o "cuidar e cultivar" de Genesis, aquele mandamento de Deus ao homem do Jardim do Éden, pois que o pão e vinho (trigo e uva) vêm do acesso a terra, e sendo assim a proteção a terra é condição de vida justa e condição para compartilhar o pão e o vinho. Em um único gesto tantos sentidos. Isso responde a nossa pergunta inicial do texto: O que tornaria a Páscoa relevante nos nossos dias?
Essa páscoa seria revolução a medida que adentrava na mente de cada um. A comunidade seria empoderada no amor e distribuiria amor. Em tudo a paz... mas a paz que Cristo pregou e que verdadeiramente liberta é diferente da paz que as pessoas buscam a partir dos sistemas filosóficos, econômicos e políticos. Uma paz interior que aprisiona a partir do meio é falsa. Uma paz que se exclui seja por meio de grades fisicas de um condominio, grades geográficas de um espaço natural como um monastério ou uma ecovila que se
isola do mundo também não é uma paz perfeita, ou ainda grades sensoriais onde as pessoas se desistressam, se interiorizam, meditam, mas buscam a paz delas e não a paz de todos, não é paz é alienação. Uma paz civil, socialzinha é diferente da paz da justiça de deus.
Uma paz consumista é o que se prega por meio da busca da paz interior. Da mesma forma a ampliação do poder de compra da população pelo governo não garante paz. Todas essas pazes são diferentes da paz santa, a paz que sagra as relações Deus com o homem, homem consigo mesmo, homem com os outros seus, homem com seu meio ambiente e com esse ser ecossistemico. O conto da serpente é a própria paz travestida de se sentir bem apenas. A paz não é se sentir confortável. Não é se sentir bem simplesmente, nem
sermos meros "cidadãos de bem". A pacificação de Cristo é uma paz que causa desconforto. Nos joga pra fora, porque libertação é ser jogado pra fora e ir de encontro ao outro. É sair do eu e se ligar ao outro.
Em tempos de pacificação das favelas, locais que há anos sofrem e reciclam a opressão, nascem a partir da opressão e são mantidos pela opressão é preciso repensar o sentido de Páscoa. Um justo morreu para libertar muitos. Assim sendo é um compromisso de quem comemora Páscoa buscar justiça. A sociedade está cheia de traumas pscológicos, morais e políticos que não podem ser acabados com uma paz moralista nem egoísta.
Compartilhemos o que temos de melhor: o amor. Que possamos dar o nosso melhor, o amor, o qual não é genuínamente nosso, mas foi distribuido e compartilhado e assim herdado de Jesus Cristo para libertar muitos também.
Paz do Cristo
Na contenção, no amor, na justiça, por transformação.
JORGE TONNERA JR.
Não, eu não sou contra o comer ovo de páscoa nem vou dizer para ninguém não comprar. Há um certo sentido que é interessante. Talvez mais que o Natal essa comemoração está destituída do espírito que a originou desde os tempos dos antigos hebreus, enquanto festa dos oprimidos libertos, até a atualização dela pelos cristãos primitivos iniciada por Jesus Cristo, enquanto celebração dos oprimidos libertos para não oprimir. O tempo em que estamos inseridos a torna não somente importante como necessária., pois vivemos um tempo em que se mata e se justifica. Onde o oprimido se torna opressor.
O que seria viável, necessário e subversivo em torno da páscoa a ponto de refazÊ-la comunitariamente?
Sim, pois a festa sempre foi coletiva e não simplesmente familiar núcleo casa.
A páscoa se dá a partir da manifestação de deus. Um deus que vai até o excluído, o estrangeiro, o destituído, o perseguido. Esse era o perfil do povo hebreu vivendo no Egito. Esse deus se apresenta com o nome de "Eu Sou". Ele diz eu sou o que sou. O mundo egípcio da época em termos de cenário possuia conhecimento, terras estatais, cidades, prosperidade, rica cultura, gestão ambiental, economia e sobretudo gente, sendo algumas
dessas não consideradas tão gente por serem temidas. Como forma de se precaver contra uma possibilidade de tomada, ou melhor, perda de poder político, o faraó que se considerava deus, em sua megalomaníaca forma de dominar criou um estatuto informal de controle dos hebreus. Cria uma política de segurança pública egípcia. Exterminava os jovens hebreus, controlava o acesso a comida, mas não tinham acesso a certas coisas, fazia ter alimento, mas trabalhavam para trabalhar.
Na época de Cristo, quando a páscoa foi atualizada, havia também uma política de segurança pública. Manifestações eram constantes e reprimidas. Havia uma turbulência social, um cenário de inquietude, onde se esperava um rei que rompesse com o império. No entanto, aquele povo que foi liberto há muitos anos atrás estava sendo oprimido ao mesmo tempo em que estava oprimindo os seus iguais. Classes dominavam poder e exerciam regras moralistas. Havia um clima de aparências. Eles eram escravos, mas não
sabiam, assim Jesus se dirigiu a um determinado grupo de judeus. Escravos modernos diferente dos antigos pais hebreus, mas escravos do sistema e sobretudo escravos de si mesmos, a qual é a pior escravidão. Um ciclo de injustiças e ódio e pobreza. Palácios de nobres e casas pobres visíveis onde um olhava o outro, ao mesmo tempo em que havia pessoas invisíveis em centros. Contudo, ainda assim eles lembravam daquela antiga
páscoa.
Jesus trazia consigo a justiça do Reino. Uma justiça que abria caminho a partir de João Batista retificando e aplanando ideias. Quem tem reparta, quem corrompe não corrompa e quem é corrompido deixe de receber por isso. Justiça essa que era trazida desde os tempos da origem do "começar o começo"(Leia-se Genesis). O mundo de Cristo era violento, excludente. A ideia atualizada por Cristo de Páscoa se dá como uma ressignificação em termos de reconciliação onde não haveria mais muralhas sociais e que por meio dessas relações sociais ressignificadas a vida poderia tomar novo rumo e vivenciada coletivamente, colaborativamente e solidariamente por meio do amor. Assim, trabalho, acesso a terra, direitos humanos, saúde, soberania alimentar, acesso a água e saneamento, habitação, uma nova formação da família, humanizar, redistribuir, compartilhar, uma economia não violenta, uma comunicação não violenta. Quando Cristo reparte o pão da ceia e passa o copo do vinho e diz que era seu corpo era ele distribuindo a riqueza. Era ele enquanto deus dando continuidade a vida, sustentabilidade, no sentido mais puro e simples, no qual cada um tem sua parte e responsabilidade, resposta a habilidade de viver, deveria sobrar para todas aquelas pessoas aquela quantidade de comida. Uma satisfação, onde aquele grupo se constituia em uma nova família por meio de um novo relacionamento, uma nova comunidade, na via da ternura, não no sentido pelego, mas num sentido de igualdade e justiça, o sentido de responsabilidade de amar. Essa resposta e habilidade de amar empodera a comunidade. Esse repartir tinha em si mesmo o "cuidar e cultivar" de Genesis, aquele mandamento de Deus ao homem do Jardim do Éden, pois que o pão e vinho (trigo e uva) vêm do acesso a terra, e sendo assim a proteção a terra é condição de vida justa e condição para compartilhar o pão e o vinho. Em um único gesto tantos sentidos. Isso responde a nossa pergunta inicial do texto: O que tornaria a Páscoa relevante nos nossos dias?
Essa páscoa seria revolução a medida que adentrava na mente de cada um. A comunidade seria empoderada no amor e distribuiria amor. Em tudo a paz... mas a paz que Cristo pregou e que verdadeiramente liberta é diferente da paz que as pessoas buscam a partir dos sistemas filosóficos, econômicos e políticos. Uma paz interior que aprisiona a partir do meio é falsa. Uma paz que se exclui seja por meio de grades fisicas de um condominio, grades geográficas de um espaço natural como um monastério ou uma ecovila que se
isola do mundo também não é uma paz perfeita, ou ainda grades sensoriais onde as pessoas se desistressam, se interiorizam, meditam, mas buscam a paz delas e não a paz de todos, não é paz é alienação. Uma paz civil, socialzinha é diferente da paz da justiça de deus.
Uma paz consumista é o que se prega por meio da busca da paz interior. Da mesma forma a ampliação do poder de compra da população pelo governo não garante paz. Todas essas pazes são diferentes da paz santa, a paz que sagra as relações Deus com o homem, homem consigo mesmo, homem com os outros seus, homem com seu meio ambiente e com esse ser ecossistemico. O conto da serpente é a própria paz travestida de se sentir bem apenas. A paz não é se sentir confortável. Não é se sentir bem simplesmente, nem
sermos meros "cidadãos de bem". A pacificação de Cristo é uma paz que causa desconforto. Nos joga pra fora, porque libertação é ser jogado pra fora e ir de encontro ao outro. É sair do eu e se ligar ao outro.
Em tempos de pacificação das favelas, locais que há anos sofrem e reciclam a opressão, nascem a partir da opressão e são mantidos pela opressão é preciso repensar o sentido de Páscoa. Um justo morreu para libertar muitos. Assim sendo é um compromisso de quem comemora Páscoa buscar justiça. A sociedade está cheia de traumas pscológicos, morais e políticos que não podem ser acabados com uma paz moralista nem egoísta.
Compartilhemos o que temos de melhor: o amor. Que possamos dar o nosso melhor, o amor, o qual não é genuínamente nosso, mas foi distribuido e compartilhado e assim herdado de Jesus Cristo para libertar muitos também.
Paz do Cristo
Na contenção, no amor, na justiça, por transformação.
JORGE TONNERA JR.
domingo, 8 de abril de 2012
Páscoa: a história de um relacionamento. da libertação a identidade.
Essa não é a história de uma religião. É a história de um relacionamento. Cristianismo, não é uma religião; mas sim um relacionamento. (Podemos dizer que o cristianismo histórico, esse sim é religião, a religião do Constantino. No entanto o cristianismo enquanto o relacionamento de Deus com o homem e toda a sua criação, bem como do homem com o todo não é religião, nem tão pouco algo institucional. Jamais poderia ser institucionalizado). Todo império tem sua religião, mas porquanto o Reino do céu ser apenas a plena vontade do Deus vivo,e não um império, podemos afirmar que a vontade de Deus é o maior relacionamento que existe.
São duas palavras que começam com o mesma prefixo "RE": Religião e Relacionamento. Enquanto Religião vem de "religar", é a babaca hipótese arrogante de chegar a Deus. Já o cristianismo, enquanto Relacionamento é Deus chegando ao homem.
Impossível pensar que o homem poderia chegar a Deus. É como diz CS Lewis autor de Crônicas de Narnia: "Se Deus não se revelar ninguém pode conhecê-lo".
Ele não somente se revelou como revelou quem somos. Através dele vemos o homem que Deus quer e o Deus que o homem precisa. Essa mesma pessoa homem e Deus é presa e sofre diversas humilhações, espancamento, tortura, há quem pense até que passou nessa sessão de tortura abuso sexual. Mas sendo ele portador de toda causa e fim, de todo amor e tendo consigo a vida que jamais seca foi crucificado. Três dias depois ressucitou. E mais! Ele também prometeu voltar.
... Mais de 2.000 mil anos depois e Jesus ainda não voltou como prometido... o que poderia frustrar qualquer pessoa e levantar toda sorte de piada e negação dos críticos de seus seguidores e daqueles que torcem para que Deus não exista.
Mas mesmo assim creio que ele voltará, ainda que demore mais 2.000 anos, se preciso. E por quê??? Qual apoio tenho eu? Que base sólida tenho para continuar visando essa expectativa???
Creio pelo simples fato do que ele pregou: o amor; ter sido tão coerente, tão atual, tão pessoal e íntimo quanto um pai falando com um filho no ouvido bem de perto. Creio porque o significado final de Páscoa é que o amor liberta! Que amando por meio dele já não seremos mais cativos do pecado, o qual nos mantinha presos. Creio que por isso é uma questão de respeito a verdade. Respeito também a verdade porque ele ensinou tudo o que precisávamos, não deixando nada faltando. E é também uma questão de respeito a verdade porque ninguém foi como ele. Uma visão superficial nos levaria a enquadrá-lo como ingênuo, louco, um mestre como outros, mas uma visão profunda, a qual somente pela Bíblia compreendida de geneses a apocalipse nas entrelinhas de seus contextos narrativos e culturais pode entender realmente não só o Jesus histórico como entender que o Jesus histórico e o da fé são a mesma pessoa, e que o Jesus histórico é o Jesus atemporal, ou como "Eu Sou o que sou". O mais humano dos humanos,e o único Deus revelado encarnado.
Páscoa não é uma simples questão fé, mas uma profunda e crítica prospecção, introspecção e reflexão filosófica de quem somos e o que podemos e deveríamos ser.
Vejamos um detalhe pouco percebido nos acontecimentos que se seguem à ressurreição de Jesus Cristo. Pouco tempo depois de Jesus ressucitar, então Maria que era sua discípula foi o procurar e não encontrou o corpo do Senhor Jesus. Mas logo em seguida Maria olha e próximo dali lá estava o Senhor Jesus possivelmente lavrando a terra, pois Maria pensou que Jesus fosse o jardineiro daquele local e ali havia um horto (João 19:41 e João 20: 11,17). Leia Geneses e veja se isso te lembra alguma coisa: "Ora, o Senhor plantou um jardim no Éden e pôs nele o homem para o cultivar e o guardar."(Gn 2:15) Há um interessante e extraordinário paralelismo entre esses dois textos. É Jesus em termos simbólicos dizendo: "Resgatei a identidade e a vida do homem, aquele que eu coloquei para lavrar a terra.
Vamos repensar mais ainda esse fato. Depois de Jesus ressucitar ele é confundido com um jardineiro por Maria Madalena, conforme já dito, pois possivelmente Jesus estava lavrando a terra ao lado do sepulcro, já que ali tinha um horto, segundo a Bíblia. Ok. Talvez você possa pensar que ele estivesse simplesmente guardando sua identidade. De fato isso tem a ver com identidade. Mas principalmente tem a ver com a nossa identidade. Na verdade ele estava é simbolicamente recriando o homem Adão do Geneses em termos de função.
Fico imaginando, que Jesus, poderia muito bem sair fazendo todo um barulho, ridicularizando aqueles que o humilharam. Poderia sair com uma pirotecnia pra dizer: "voltei hein!". Mas não, ele simplesmente preferiu voltar-se para a singeleza e humildade de identidade do ser humano atribuida ao cultivo e guarda da terra, simplesmente. Esse é o Deus que devolve ao homem o verdadeiro homem/humanidade, e por conseguinte quem é o Deus verdadeiro para habitar com o homem. Jesus lavrava a terra como símbolo de ter ele resgatado a identidade do homem, já que a identidade nossa está no cultivar e guardar a terra, pois que Deus nos colocou no Horto do Eden para desenvolvermos a vida a partir da terra. Interessante e emocionante. demais.
Considerando que o jardim do Eden mais provavelmente era um Horto, e não um jardim como entendemos literalmente num sentido europeu, em termos ecológicos ser criado (o homem Adão) dentro de um Horto e fazendo a gestão ambiental como um jardineiro é uma visão muito mais interssante quanto tanto mais real e profunda. Na Bíblia o que é profundo te leva mais a realidade. Paradoxal como sempre. Senão não seria meu amado Jesus. rsss
Quer comemorar a Páscoa? Fica a dica. Plante uma árvore, abençoe o solo através de uma semente, a qual crescerá tal árvore e esta abençoará muitos animais e muitas pessoas com seus serviços ecológicos e seu valor intrínseco. Ressucite uma área degradada, prejudicada, suja, destituida de valor ou de identidade, uma área morta culturalmente, e você levará vida e identidade a um povo. Ir pelos campos para abençoar os solos e as semeaduras ainda hoje faz a Igreja Ortodoxa na manhã de Páscoa.
Páscoa é comunhão plena. É comunhão com Deus, com o homem, com todos os demais seres e com a Terra, pois o Deus intangível e infindável se torna organicamente visível (encarna) e ceia a nossa liberdade pelo amor e nos tira do cativeiro do egoísmo e da destruição.
Aleluia. Hosana!
Ora, vem Senhor Jesus.
Jorge Tonnera Jr.
Biólogo educador e gestor ambiental
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quinta-feira, 8 de março de 2012
O anúncio da Ressurreição de Jesus, um assunto de mulheres?
Esse texto copiado da fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/507261-o-anuncio-da-ressurreicao-de-jesus-um-assunto-de-mulheres merece ser reproduzido com fidelidade e muito carinho. A mulher tem um papel muito rico na história bíblico, muito embora a presença masculina seja mais nítida e recorrente. Nada disso se trata de concorrer um com o outro, mas cada ser possui uma participação diferenciada. Eu como admirador da mulher em sua capacidade e força bem como da sua estética sei que elas tiveram grande honra e mérito de anunciar além do fato de ser a portadora do ventre santo do Verbo encarnado ao mundo físico também pôde declarar primeiro: O MESTRE RESSUCITOU. ELE ESTÁ VIVO!
O anúncio da Ressurreição de Jesus, um assunto de mulheres?
O Comité de la Jupe (Comitê da Saia), que quer promover um lugar justo para as mulheres na Igreja católica, sugere às paróquias o enriquecimento da liturgia da Páscoa através da redescoberta de um rito antigo, aquele da visita de mulheres ao túmulo na madrugada da Páscoa. Uma maneira de recordar a grande contribuição das mulheres para o anúncio da ressurreição.A reportagem é de Jean Mercier e publicada no sítio da revista francesa La Vie, 06-03-2012. A tradução é do Cepat.
“E se este ano as mulheres anunciassem a Ressurreição?” O Comité de la Jupe, criado em 2008 para promover um lugar justo das mulheres na Igreja católica, propõe enriquecer a liturgia do Tríduo Pascal através da redescoberta de um rito antigo, aquele da visita ao túmulo na madrugada da manhã da Páscoa. A proposta consiste em convidar as mulheres para se aproximarem do altar no seio da liturgia da Páscoa, a fim de anunciar as frases que, no Evangelho, anunciam a Ressurreição: “a morte foi derrotada, o crucificado ressuscitou!”.
Para o Comitê fundado por Anne Soupa e Christine Pédotti, trata-se de renovar com a visitatio sepulchri, uma prática medieval em outros tempos abandonada, que consiste em reproduzir os atos e as palavras das “santas mulheres” que foram ao túmulo e que foram as primeiras testemunhas da ressurreição de Cristo...
A cena é representada em muitos ícones ortodoxos, a partir do tema das mulheres “myrrhophores”, que foram até ele para levar pomadas para o embalsamento do corpo de Jesus, e que se encontram com um anjo que lhes anuncia que Cristo ressuscitou. Este rito, que se propagou a partir do século X na Europa, tinha dado origem a “encenações de natureza teatral”, às vezes, resultando em desvios, de sorte que o Concílio de Trento acabou com esta prática.
O Comité da la Jupe quer reintroduzir o rito de maneira mais simples a partir de um intercâmbio falado de grande sobriedade, pedindo um gesto que “não precisa de nenhuma competência específica. Bastam três paroquianas”. O Comitê advertiu contra qualquer “adorno teatral”, e salienta “que é fundamental não tentar construir um espetáculo de tipo narrativo, que pode ser motivo de distração”. Propõe utilizar o espaço litúrgico e centrar o rito sobre o altar, que representa o túmulo de Cristo. Os panos do altar simbolizam os panos que envolveram o corpo de Jesus.
O Comitê sugere que esse rito aconteça na manhã da Páscoa, uma vez que a Vigília do Sábado Santo já é bastante carregada. Esta iniciativa é, segundo o Comitê, “um gesto concreto” para reconhecer “o justo lugar” das mulheres na Igreja. O Comitê lança esta iniciativa em conjunto com a Ação Católica das Mulheres, parceira nesta festa da Páscoa de 2012. O dominicano André Gouzes se associa a esta renovação: “Alegro-me com o fato de que um dos rituais mais antigos da liturgia pascal esteja ganhando vida novamente e que valoriza a parte das mulheres na ação ritual da proclamação da Páscoa. Ao mostrar as riquezas infinitas da nossa liturgia cristã, a partir das suas fontes, pode fazer surgir novidades”.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Crônica sobre o Carnaval e a Páscoa.
No Egito, quando do cativeiro dos hebreus Deus chamou o povo oprimido para ser liberto, chamou um gago para levar essa turma e rumar ao deserto para prestar culto ali, mas o político governante do Egito(faraó) não queria. Logo depois de um tempo ele teve que aceitar, mas ele condicionou depois que os hebreus fizessem um culto, uma festa, um baile no deserto, voltassem para o Egito. Alguma semelhança com o Carnaval?? hã? hã? A diferença é que o gago pobre e oprimido peitou o político mandatário que se achava deus, e como deus de droga nenhuma esse político se ferrou. O povo acompanhou o gago que era guiado por Deus e foram libertados. Essa história , esse "carnaval" é lembrado até hoje com o nome de ... Páscoa, porque Deus mandou que os hebreus a cada ano fizessem uma festa lembrando dessa libertação. Que interessante...depois do nosso carnaval o feriado mais próximo é... a Páscoa (semana santa). A escola de samba passará rumando ao fim da avenida com vários egos indo em direção ao nada que ao final dessa festa voltará ao ciclo de opressão da rotina do dia a dia.

Já os hebreus ao final do seu desfile, teve sua apoteose verdadeira pois se viram livres do Egito.
Mas, acima de tudo, devemos entender que a liberdade verdadeira não é condicionada a opressão do outro sobre nós. Só é livre, de fato, aquele que é capaz de amar. Foi isso o que o Cristo veio fazer, veio fazer uma nova Páscoa, um novo "carnaval".
Libertar a todos quantos cressem no amor. Mudar o conceito de liberdade. Ele fez seu "carnaval" mobilizando um bloco de 12 maltrapilhos iletrados (o melhorzinho era o tal Iscariotes) e contestou o sistema vigente através do amor. Desfilou por cidades não levantando seu ego, nem chegando por cima ou querendo se aparecer e ser exaltado, mas atraindo as pessoas para si por meio da verdade e do amor da sua fé, respondendo a necessidade dessas, foi recebido como rei no "desfile" a Jerusalém e morto poucos dias depois porque acabou com o "jogo do bicho" dos cambistas do templo.
Os "bicheiros" como eram cumpadres dos sacerdotes e políticos caguetaram e os sacerdotes/políticos, que aliás peidavam de medo desse "Agitador subversivo" e tinham inveja dele levou-o a julgamento. Fizeram um showmício e levaram o povo a escolher crucificá-lo. O "Rei Momo" da parada falou: "Eu lavo minhas mãos". Mas morto, ao terceiro dia o "Agitador subversivo" ressucitou dentre os mortos, e os 12 iletrados levaram a mensagem do Amor para tantos lugares qnanto possível.
Nossa...to meio carnavalesco esses últimos dias.
Naquele que fez festa no céu quando eu cri e o aceitei,
Jorge Tonnera Jr.

Já os hebreus ao final do seu desfile, teve sua apoteose verdadeira pois se viram livres do Egito.
Mas, acima de tudo, devemos entender que a liberdade verdadeira não é condicionada a opressão do outro sobre nós. Só é livre, de fato, aquele que é capaz de amar. Foi isso o que o Cristo veio fazer, veio fazer uma nova Páscoa, um novo "carnaval".Libertar a todos quantos cressem no amor. Mudar o conceito de liberdade. Ele fez seu "carnaval" mobilizando um bloco de 12 maltrapilhos iletrados (o melhorzinho era o tal Iscariotes) e contestou o sistema vigente através do amor. Desfilou por cidades não levantando seu ego, nem chegando por cima ou querendo se aparecer e ser exaltado, mas atraindo as pessoas para si por meio da verdade e do amor da sua fé, respondendo a necessidade dessas, foi recebido como rei no "desfile" a Jerusalém e morto poucos dias depois porque acabou com o "jogo do bicho" dos cambistas do templo.
Os "bicheiros" como eram cumpadres dos sacerdotes e políticos caguetaram e os sacerdotes/políticos, que aliás peidavam de medo desse "Agitador subversivo" e tinham inveja dele levou-o a julgamento. Fizeram um showmício e levaram o povo a escolher crucificá-lo. O "Rei Momo" da parada falou: "Eu lavo minhas mãos". Mas morto, ao terceiro dia o "Agitador subversivo" ressucitou dentre os mortos, e os 12 iletrados levaram a mensagem do Amor para tantos lugares qnanto possível.Nossa...to meio carnavalesco esses últimos dias.
Naquele que fez festa no céu quando eu cri e o aceitei,
Jorge Tonnera Jr.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
A Páscoa da Terra e a Ressurreição do Universo
"A Páscoa da Terra e a Ressurreição do Universo"
A páscoa é uma celebração. Literalmente significa "passagem". É uma celebração decretada por Deus. Historicamente falando a Páscoa se dá após um ultimato de Javé (único e verdadeiro Deus) ao Faraó, por este resistir a Javé e não querer abrir mão da escravidão dos hebreus. Depois de desmoralizar todos os falsos deuses egípcios, Javé, o único e verdadeiro Deus terminou por desmoralizar o faraó. O Faraó era um homem que se considerava deus. Após isso e já com um reino em frangalhos, com seus deuses ridicularizados e reduzidos a nada (nada mais do que são) e com o próprio faraó em cacos diante da morte dos primogênitos (inclusive o seu),o Faraó cedeu e os hebreus foram embora do Egito. Isso tudo está registrado no livro da Bíblia chamado "Exodus" (que significa "Saída").
Desse tempo em diante os judeus passaram então a celebrar a Páscoa (Pessah) comemorando a saída do Egito, a passagem da escravidão para a liberdade.
Javé é o Deus que celebra e conclama aos seus celebrarem. Isso é maravilhoso. É como se dissesse: "Celebrem, façam festas, comemorem a vida e o direito a ela, a liberdade, a felicidade e o amor e a paz! Isso é Páscoa"... Assim a páscoa é a festa do êxodo, a festa da libertação. Encerra uma história de escravidão, falta de respeito à vida como um todo, um sistema que deposita um jugo pesado ao ser humano e que engole a natureza. A Páscoa é a saída de um mundo de fel e a entrada num mundo que mana leite e mel.(Exodo 3:8)
A situação dos hebreus no Egito é algo que nos remete a figura da Terra e de toda a criação enquanto sob o jugo de um tempo, causado pelo homem, sujeita a todo tipo de vaidade. Como é dito em Romanos cap. 8, Paulo, o apóstolo do mundo não judeu, fala da criação presa no cativeiro da corrupção.
Festa comum a judeus e a cristãos, no tempo dos antigos hebreus a páscoa como já vista simbolizava a saída do Egito, no entanto hoje compreendemos que o real sentido dela estava na figura do Messias. "Chamou pois Moisés a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa". (Êxodo 12:21) O cordeiro que era sacrificado e servia de alimento na Páscoa apontava para o Cordeiro de Deus (Jesus Cristo) que se sacrificou por nós.(Jo 1.29) O cordeiro que foi imolado e cujo sangue foi passado nas portas das casas simbolizava o sangue do Cristo que seria imolado num madeiro e do qual todos que estão nele são lavados. A páscoa da Antiga Aliança prefigurava a Cristo, pois Cristo é nossa Páscoa (1 Coríntios 5.7.). Assim como os judeus comemoraram a saída e libertação da escravidão, nós cristãos comemoramos a libertação da nossa alma. Somos libertos do pecado, a verdadeira prisão (1Co 5:7, Jo 8:32-36 e Mt 11:28). "Se pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”, foi o que Jesus disse para um grupo de judeus que se consideravam livres por serem descendentes de hebreus (João 8.36). Por isso com a vinda do Cristo a páscoa comemora nossa saída da corrupção do mundo para o reino dos céus (que significa a plena vontade de Deus em tudo e em todos), o reino do Filho do seu amor(Colossenses 1:13).
Na Páscoa da Antiga Aliança se sacrificava um cordeiro toda vez para lembrar dessa passagem. Na páscoa da Nova Aliança não tem mais cordeiro no banquete. Agora é pão e vinho. Em síntese o pão representa o corpo do Cristo, corpo este que era igual ao de Adão, o qual foi oriundo da terra (Génesis 2:7), e o vinho simboliza o sangue de Jesus derramado na cruz. O corpo de Jesus padeceu, foi agredido de diversas formas de tal maneira que sangrou bastante e o desfigurou tal como uma rosa esmagada, como profetizou Isaías. Este sangue escorreu e penetrou no solo, o solo de Israel, o solo com os mesmos elementos químicos que formou Adão, o solo do planeta. Sim, o sangue do Cordeiro, o Cristo único escorreu e penetrou no solo. Quando Jesus morreu houve chuva, a qual suas águas se misturaram com o sangue dele lavando e levando para partes mais abaixo do solo e adentrou nos seres vivos (microorganismos) desse solo. Também o calor evaporou-o levando-o para o ar. Toda a criação, todos os elementos que compõem a nós e o planeta receberam esse sangue.
Está escrito na Bíblia: "(...) pois nEle foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dEle e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. NEle tudo subsiste.
Havendo Deus por Cristo feito a paz, pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliou todas as coisas consigo mesmo, tanto as que estão nos céus como as que estão na Terra, A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas más obras, agora contudo vos reconciliou”(Cl. 1:15 a 21).
Pouco tempo depois de Jesus ressucitar, então Maria que era sua discípula foi o procurar e não encontrou o corpo do Senhor Jesus. Mas logo em seguida Maria olha e próximo dali lá estava o Senhor Jesus possivelmente lavrando a terra, pois Maria pensou que Jesus fosse o jardineiro daquele local e ali havia um horto (João 19:41 e João 20: 11,17). Leia Genesis e veja se isso te lembra alguma coisa: "Ora, o Senhor plantou um jardim no Éden e pôs nele o homem para o cultivar e o guardar."(Gn 2:15) Formidável, né? Queima o meu coração!!...

O sangue de Jesus é o penhor da libertação. A Terra tem sua liberdade garantida. Por isso também a criação geme como em dores de parto que prenunciam a volta do salvador, e ela aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus (Romanos 8:19).
Nesta semana mais precisamente no dia 22/04/2011 é a data conhecida como sexta-feira santa, dia que tradicionalmente diz-se que Jesus Cristo morreu. Também neste dia por curiosidade ou não, é o Dia que é comemorado o Dia da Terra, comemoração que surge na década de 90 e que remete ao primeiro protesto nacional contra a poluição, ocorrido nos anos 80. Só poderemos comemorar o Dia da Terra se de fato a cruz for a Páscoa da Terra. E de fato é. Jesus derramou seu sangue, que penetrou no chão dessa Terra, que será Terra dos Santos. Jesus é o penhor da vida e da ressurreição do planeta e de todo o universo.
Romanos capítulo 8 a partir do versículo 18 conclama: "Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada.
Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus.
Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou,
na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora;
e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoção, a saber, a redenção do nosso corpo".
Uma tradução mais contemporânea escreve o início deste texto bíblico acima da seguinte maneira: “Um dia o próprio Universo ficará livre do poder destruidor que o mantém escravo e tomará parte na gloriosa liberdade dos filhos de Deus.” (Rm 8.21)
Irmãos, uma nova terra e um novo céu nos esperam. A Páscoa é a passagem para uma "novidade de vida". Nos projetemos nessa Páscoa lembrando que Jesus Cristo é a salvação de nós e de toda a vida e do universo.
"Levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima", diz as Escrituras. (Lucas 21,20-28).
EM Páscoa,
Jorge Tonnera Júnior
Aloha!! !! Amém!
A páscoa é uma celebração. Literalmente significa "passagem". É uma celebração decretada por Deus. Historicamente falando a Páscoa se dá após um ultimato de Javé (único e verdadeiro Deus) ao Faraó, por este resistir a Javé e não querer abrir mão da escravidão dos hebreus. Depois de desmoralizar todos os falsos deuses egípcios, Javé, o único e verdadeiro Deus terminou por desmoralizar o faraó. O Faraó era um homem que se considerava deus. Após isso e já com um reino em frangalhos, com seus deuses ridicularizados e reduzidos a nada (nada mais do que são) e com o próprio faraó em cacos diante da morte dos primogênitos (inclusive o seu),o Faraó cedeu e os hebreus foram embora do Egito. Isso tudo está registrado no livro da Bíblia chamado "Exodus" (que significa "Saída").
Desse tempo em diante os judeus passaram então a celebrar a Páscoa (Pessah) comemorando a saída do Egito, a passagem da escravidão para a liberdade.
Javé é o Deus que celebra e conclama aos seus celebrarem. Isso é maravilhoso. É como se dissesse: "Celebrem, façam festas, comemorem a vida e o direito a ela, a liberdade, a felicidade e o amor e a paz! Isso é Páscoa"... Assim a páscoa é a festa do êxodo, a festa da libertação. Encerra uma história de escravidão, falta de respeito à vida como um todo, um sistema que deposita um jugo pesado ao ser humano e que engole a natureza. A Páscoa é a saída de um mundo de fel e a entrada num mundo que mana leite e mel.(Exodo 3:8)
A situação dos hebreus no Egito é algo que nos remete a figura da Terra e de toda a criação enquanto sob o jugo de um tempo, causado pelo homem, sujeita a todo tipo de vaidade. Como é dito em Romanos cap. 8, Paulo, o apóstolo do mundo não judeu, fala da criação presa no cativeiro da corrupção.
Festa comum a judeus e a cristãos, no tempo dos antigos hebreus a páscoa como já vista simbolizava a saída do Egito, no entanto hoje compreendemos que o real sentido dela estava na figura do Messias. "Chamou pois Moisés a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa". (Êxodo 12:21) O cordeiro que era sacrificado e servia de alimento na Páscoa apontava para o Cordeiro de Deus (Jesus Cristo) que se sacrificou por nós.(Jo 1.29) O cordeiro que foi imolado e cujo sangue foi passado nas portas das casas simbolizava o sangue do Cristo que seria imolado num madeiro e do qual todos que estão nele são lavados. A páscoa da Antiga Aliança prefigurava a Cristo, pois Cristo é nossa Páscoa (1 Coríntios 5.7.). Assim como os judeus comemoraram a saída e libertação da escravidão, nós cristãos comemoramos a libertação da nossa alma. Somos libertos do pecado, a verdadeira prisão (1Co 5:7, Jo 8:32-36 e Mt 11:28). "Se pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”, foi o que Jesus disse para um grupo de judeus que se consideravam livres por serem descendentes de hebreus (João 8.36). Por isso com a vinda do Cristo a páscoa comemora nossa saída da corrupção do mundo para o reino dos céus (que significa a plena vontade de Deus em tudo e em todos), o reino do Filho do seu amor(Colossenses 1:13).
Na Páscoa da Antiga Aliança se sacrificava um cordeiro toda vez para lembrar dessa passagem. Na páscoa da Nova Aliança não tem mais cordeiro no banquete. Agora é pão e vinho. Em síntese o pão representa o corpo do Cristo, corpo este que era igual ao de Adão, o qual foi oriundo da terra (Génesis 2:7), e o vinho simboliza o sangue de Jesus derramado na cruz. O corpo de Jesus padeceu, foi agredido de diversas formas de tal maneira que sangrou bastante e o desfigurou tal como uma rosa esmagada, como profetizou Isaías. Este sangue escorreu e penetrou no solo, o solo de Israel, o solo com os mesmos elementos químicos que formou Adão, o solo do planeta. Sim, o sangue do Cordeiro, o Cristo único escorreu e penetrou no solo. Quando Jesus morreu houve chuva, a qual suas águas se misturaram com o sangue dele lavando e levando para partes mais abaixo do solo e adentrou nos seres vivos (microorganismos) desse solo. Também o calor evaporou-o levando-o para o ar. Toda a criação, todos os elementos que compõem a nós e o planeta receberam esse sangue.
Está escrito na Bíblia: "(...) pois nEle foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dEle e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. NEle tudo subsiste.
Havendo Deus por Cristo feito a paz, pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliou todas as coisas consigo mesmo, tanto as que estão nos céus como as que estão na Terra, A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas más obras, agora contudo vos reconciliou”(Cl. 1:15 a 21).
Pouco tempo depois de Jesus ressucitar, então Maria que era sua discípula foi o procurar e não encontrou o corpo do Senhor Jesus. Mas logo em seguida Maria olha e próximo dali lá estava o Senhor Jesus possivelmente lavrando a terra, pois Maria pensou que Jesus fosse o jardineiro daquele local e ali havia um horto (João 19:41 e João 20: 11,17). Leia Genesis e veja se isso te lembra alguma coisa: "Ora, o Senhor plantou um jardim no Éden e pôs nele o homem para o cultivar e o guardar."(Gn 2:15) Formidável, né? Queima o meu coração!!...

O sangue de Jesus é o penhor da libertação. A Terra tem sua liberdade garantida. Por isso também a criação geme como em dores de parto que prenunciam a volta do salvador, e ela aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus (Romanos 8:19).
Nesta semana mais precisamente no dia 22/04/2011 é a data conhecida como sexta-feira santa, dia que tradicionalmente diz-se que Jesus Cristo morreu. Também neste dia por curiosidade ou não, é o Dia que é comemorado o Dia da Terra, comemoração que surge na década de 90 e que remete ao primeiro protesto nacional contra a poluição, ocorrido nos anos 80. Só poderemos comemorar o Dia da Terra se de fato a cruz for a Páscoa da Terra. E de fato é. Jesus derramou seu sangue, que penetrou no chão dessa Terra, que será Terra dos Santos. Jesus é o penhor da vida e da ressurreição do planeta e de todo o universo.
Romanos capítulo 8 a partir do versículo 18 conclama: "Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada.
Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus.
Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou,
na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora;
e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoção, a saber, a redenção do nosso corpo".
Uma tradução mais contemporânea escreve o início deste texto bíblico acima da seguinte maneira: “Um dia o próprio Universo ficará livre do poder destruidor que o mantém escravo e tomará parte na gloriosa liberdade dos filhos de Deus.” (Rm 8.21)
Irmãos, uma nova terra e um novo céu nos esperam. A Páscoa é a passagem para uma "novidade de vida". Nos projetemos nessa Páscoa lembrando que Jesus Cristo é a salvação de nós e de toda a vida e do universo.
"Levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima", diz as Escrituras. (Lucas 21,20-28).
EM Páscoa,
Jorge Tonnera Júnior
Aloha!! !! Amém!
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