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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

É (Planta e Raiz)

É Preciso Perdoar

(Planta e Raiz)

 
Tempo vem para me ensinar
O que o meu pai não me ensinou
Leva essa magoa embora
Se voce tem um grande amor
E esse alguem não lhe perdoou
Dê tempo pra ela agora
Mais não deixa ela partir
Não deixe ela escapar
Deixe o tempo reagir
Deixe o tempo atuar
Ela não vai resistir
Ela vai se entregar
E se não se decidir
Só vai ter tempo pra chorar
Abra o coração pra esse amor
Perdão faz bem pra vida inteira


Escute a música pelo link: http://www.youtube.com/watch?v=b6x0Z1KRFy8

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Encontro de árabes e israelenses




Por Vera Haddad


“Vi meu pai ser levado pelos israelenses na porta de casa, durante o período do toque de recolher imposto por Israel, porque ele estava na rua naquele dia. Eu assistia pela televisão àquela revolta toda, mas quando aconteceu com minha família foi terrível. Após alguns dias, ele foi solto”, contou uma cristã palestina que vive na Cisjordânia. A jovem participou pela primeira vez no ano passado de um encontro do projeto Musalaha, apoiado pela Portas Abertas Internacional. A tradução dessa palavra árabe é justamente o que aquela jovem precisava: perdão e reconciliação.


Tímida, de voz suave e tranquila, Najla compartilhou como foi a experiência de ter participado do encontro entre cristãos palestinos e judeus messiânicos no deserto, durante o retiro organizado pelo Musalaha. Para ela, esse encontro não é um retiro comum. Quando se vive em uma área de conflito e disputa, onde uma parte do povo tem seus direitos de ir e vir controlados, é natural o ódio e a raiva falarem mais alto. Daí a extrema importância do Musalaha na vida dos cristãos.


Já Ahmar, um palestino falante fã de futebol brasileiro, compartilhou que a pior parte para ele foi dormir na mesma tenda de seu “inimigo”, referindo-se ao sentimento que teve ao estar lado a lado com um judeu. “Eu não conseguia dormir, ficava pensando em tudo o que meu povo sofre e foi muito difícil. Outra dificuldade, é estar montado no camelo e um israelense ir puxando o animal. Estamos nas montanhas e qualquer direção errada que o animal tomar, rolamos precipício abaixo. E é a partir daí que desenvolvemos a confiança um no outro e percebemos que dependemos da outra pessoa. Precisamos da ajuda dela”, completa o jovem.


Tudo isso é proposital. Durante esse encontro no deserto, em uma área neutra, as atividades são pensadas para desenvolver o relacionamento, convívio e confiança entre aqueles cristãos que, além de Jesus, têm em comum o sofrimento e o medo. O objetivo do Musalaha é reconciliar cristãos palestinos e judeus messiânicos e estender esse sentimento a outros não convertidos.

DESAFIO


Centenas de milhares de pessoas que vivem em Israel e na Palestina enfrentam desafios diários, independente de sua crença religiosa. A história daquela região desperta curiosidade e indignação, com o agravante da falta de informação e incompreensão real dos motivos que impulsionam o conflito emblemáticos entre israelenses e palestinos. Em meio a tudo isso, a Igreja de Cristo sofre em ambos os lados. Esse sofrimento não tem referência somente com a iminência de ataques e bombas. As disputas e invasões que acompanham a vida daquelas pessoas muitas vezes encontram um outro agravante: quando árabes e judeus se convertem, precisam exercitar aquilo que é o resumo do evangelho: o amor.


Começa então outro tipo de guerra: a guerra interna entre a “carne e o espírito”. A velha natureza parece impulsionar o ódio contra um povo que matou parentes, amigos ou invadiu implacavelmente áreas e residências. Os cristãos que vivem lá muitas vezes são tratados em uma área que, para a Igreja livre, não é necessariamente a primeira a ser tratada: o perdão. São ensinados a perdoar seus inimigos, a amá-los e a orar por eles e com eles. Difícil para nós? Imagine para eles. Na contramão do que estão acostumados, é preciso reconciliação.

Este ano, o Musalaha promoveu o encontro com 34 jovens estudantes no deserto. Mais uma vez, judeus messiânicos e cristãos palestinos enfrentaram a superação pessoal, em busca do real significado da palavra Musalaha. O mesmo significado do que Jesus resume em seu ministério: o perdão de nossos pecados e a reconciliação com Deus, através dEle. Ore por este projeto da Portas Abertas e continue contribuíndo em 2012.


Fonte: Revista Portas Abertas, vol. 29 nº 12.





domingo, 7 de agosto de 2011

As 2 únicas opções na vida.


"Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha". (Lucas 11: 23). "Pois quem não é contra nós, é por nós" (Marcos 9.40; Lucas 9.50)
Essas foram umas das declarações mais enfáticas e emblemáticas que Jesus pronunciou.  De fato com Jesus é sempre assim. Ninguém nunca é neutro. Ou se está num lado ou no outro. Não se adora a Ele e a Mamon ou qualquer outro deus. Não existe a opção "lavar as mãos", simplesmente. De forma que só existem duas alternativas para aqueles que estão vivos: Participar da destruição da natureza ou de sua reconstrução. Ou melhor ainda, ou participamos da sua reconciliação com todas as coisas ou participamos da desestruturação de tudo. E natureza aqui entenda-se o todo, a criação como um todo, ou seja, nós mesmos, o outro, e as demais formas de vida.
“Porque aprouve a Deus que nele (em Jesus) residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus” (Colossenses 1.19-20).

A base desse projeto de salvação de Jesus Cristo é o amor. Só através da pessoa de Jesus temos acesso ao amor em sua plenitude. Somos salvos não por amármos, mas por Jesus ter nos amado. Tudo o que Jesus pregou foi o amor. Cujo ápice foi Ele na cruz. Daí temos acesso a como viver. O amármos é consequência dessa salvação. Ou você está com o amor ou sem ele. Ou você atrai amor e constrói relações boas ou dispersa. Ou você constrói relações amorosas (ajunta) ou desestrutura a vida (espalha) e difundi ódio e demais coisas que não provém de amor. Ou se é contra o amor ou se é pelo amor, no amor...
A sustentabilidade começa na maneira que nos relacionamos com o Deus que tudo criou, o Deus que se fez homem e habitou participando e efetuando todas relações da vida. Daí o reencontro consigo mesmo é a consequência e nos propiciando um melhor entendimento do outro, aquele que como Jesus ensinou se chama de "próximo" e aqui é aquele a quem não vemos, mas existe. Aquele a quem nossas ações terão algum tipo de repercussão. Passamos a ter a sensibilidade e consciência disso tudo e valorizamos o espaço de vida (meio ambiente) que nos rodeia, tudo que de alguma forma se relaciona conosco e que se achega a nós ou que nós nos achegamos.

Em contrapartida vemos em Apocalipse 11:18 que Deus dará a destruição aos que optaram por uma vida destrutiva, uma vida sem Jesus, sendo assim aqueles que espalharam e portanto não deram amor a Deus, nem a si mesmo, muito menos ao próximo, e assim produziram destruição. "As nações se iraram; e chegou a tua ira. Chegou o tempo de julgares (...), e de destruir os que destroem a terra". Sim, para destruir os que destroem a terra. Aqueles que constroem Sodomas. Pois que é insustentável a maneira como vivem. Aprisionam pessoas a viverem num modelo insustentável sem saída, fecham as portas, e chamam de loucas as veredas da justiça,as veredas da sustentabilidade, as alternativas. Tudo que é insustentável deve ser destruído.
Ou estamos com ele ou contra ele, como o próprio declarou, realmente. 

Aqueles que oprimem de alguma forma o seu próximo, obrigam o outro a explorar o outro, diminuem a expectativa de vida e as possibilidades de existência, rompem o tempo e corrompem a natureza sob diversas formas, extraem e desgastam o bem comum, prejudicam a promoção da vida, se prostituem (em todos os sentidos dessa palavra), fizeram escolhas de vida, assim como aqueles que, por outro lado, optaram por ser aqueles que participam de melhorarem a vida como um todo, aumentam as expectativas e potencializam a vida, promovem economias solidarias, por exemplo cuidam para que a matéria seja cíclica por meio da corrente da reciclagem gerando participações sociais em diversas partes da sociedade, escolhendo representantes não alheios as necessidades maiores além das suas próprias, educa o semelhante, doa, compartilha bens e o que é bom e coopera, pensa no bem comum, rejeita a cultura de morte, não aceita o errado, dá preferência ao que é correto para que seja um bem comum etc.  Cada um opta a cada dia por ajuntar ou espalhar. Cada um opta a cada dia e a cada ação, pensamento ou omissão por amar ou não amar.

E vejam vocês o justo acaba se tornando injusto quando deixa de participar, quando é omisso. Como uma vez li uma pessoa chamada Mariel M. Marra escreveu: "O mundo é injusto! Não por causa daqueles que cometem injustiça, mas sim por causa daqueles que se calam diante dela!"

Muitas pessoas se sentem desanimadas em relação a determinadas ações simples e aparentemente pouco significativas como por exemplo não aceitar suborno, não desviar recursos pra uso particular, não desperdiçar água, ou cuidar do lixo, dizendo que não compensaria apenas ela fazer equanto a maioria nada faz quanto a isso, mesmo quando sabem o que é certo. 
Devemos sempre  pensar que somos nós quem damos valor as coisas. É o caso também quando temos algum tipo de recurso a nossa mão e nada fazemos com ele. Temos um talento e não usamos para potencializar a vida das pessoas, a vida como um todo. 
Existem duas frases que são bem categoricas e que gosto de usá-las ao final de uma das palestras que dou:

"Não temos a solução para todos os problemas do mundo, mas diante dos problemas do mundo temos nossa mão"; e "Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque poderia fazer pouco.

Ninguém pode lavar as mãos simplesmente. Nem mesmo Pilatos, pois quando este escolheu lavá-las estava ele optando por concordar com a decisão de uma maioria. E assim não optando por Jesus.
Fato é, o mundo está errado. O que opto por fazer?


Pela causa de Jesus Cristo,
Até a próxima postagem, se Jesus não voltar antes...

Jorge Tonnera Junior

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