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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Provas definitivas revelam o plano dos Illuminati e da Maçonaria para a nova ordem mundial!

Provas definitivas revelam o plano dos Illuminati e da Maçonaria para a nova ordem mundial!
 

Hermes C. Fernandes
Os Illuminati e a Maçonaria dominam o mundo e estão por trás da nova ordem mundial! A vacina contra a gripe suína é uma farsa e visa coibir o aumento da população mundial. Os americanos capturaram extraterrestres e os mantém vivos numa base secreta chamada Área 51. John Lennon foi assassinado pela CIA. Michael Jackson foi vítima de conspiração da indústria fonográfica. A Xuxa fez pacto com o diabo. Estas são algumas das teorias de conspiração mais conhecidas em nossos dias.

Recentemente deparei-me com alguns artigos e vídeos sobre tais teorias. Algumas chegam a ser plausíveis, nos levando a refletir sobre muita coisa que temos visto na mídia em geral. Outras, porém, além de improváveis, revelam a criatividade mórbida de quem as inventa.
 
Não duvido de que muito daquilo que nos é contado nas aulas de história nada mais é do que a versão de quem venceu a guerra. Também não duvido que muitos dos dirigentes das nações não passem de marionetes nas mãos das elites. Creio que entre os famosos haja quem tenha feito pactos demoníacos para alcançar o sucesso. Enfim, tudo isso me parece factível, ainda que não seja provado.
O que me incomoda é que tem muita gente se deixando levar por uma onda de factóides conspiratórios, empreendendo uma verdadeira caça às bruxas. Em vez de se preocupar em construir uma sociedade mais justa e transparente, ficam a espreitar em busca de sinais que evidenciem alguma conspiração. Se a logomarca de uma empresa tem um forma geométrica triangular, logo é considerada satanista, simplesmente porque o triângulo lembra pirâmide, usada em cultos ocultistas. Se vêem um arco-íris, lá vêm as suspeitas de que tenha alguma ligação com a agenda gay. Isso acaba se tornando uma obsessão. Produtos são boicotados por sua pseudo-ligação com o ocultismo. Lendas urbanas são engendradas, como aquela que diz que o McDonald's patrocina o satanismo, ou que a chegada do homem à Lua foi uma farsa, ou que o Elvis ainda vive escondido em alguma ilha do Pacífico.

Pelo amor de Deus! Será que não percebem que isso atenta contra nossa saúde espiritual e emocional?
Não ouso negar que algumas de tais teorias não procedam. Porém isso não pode me distrair do foco. Tenho que prosseguir impulsionado pela certeza de que Deus tem o controle de tudo, inclusive das tentativas humanas ou satânicas de frustar Seus planos.
Tenho que acreditar que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e que são chamados segundo o Seu propósito (Rm.8:28).
Esta era a certeza que norteava a igreja primitiva. Logo na primeira perseguição que sofrera, a igreja se reuniu e em oração declarou:
"Ó Soberano, tu fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há! Tu falaste pelo Espírito Santo por boca do teu servo, nosso pai Davi: ‘Por que se enfurecem as nações, e os povos conspiram em vão? Os reis da terra se levantam, e os governantes se reúnem contra o Senhor e contra o seu Ungido’. De fato, Herodes e Pôncio Pilatos reuniram-se com os gentios e com os povos de Israel nesta cidade, para conspirar contra o teu santo servo Jesus, a quem ungiste. Fizeram o que o teu poder e a tua vontade haviam decidido de antemão que acontecesse. Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente” (At.5:24-29).
Que há conspirações, certamente que há. Mas elas não nos podem demover de nosso propósito central. Há uma conspiração maior do que aquelas engendradas pelos poderosos deste mundo: a conspiração do Reino de Deus.
A passagem usada pelos cristãos primitivos nesta oração foi registrada originalmente no Salmo 2. Na continuidade do salmo, Davi relata a reação de Deus diante das conspirações dos poderosos:
“Do seu trono nos céus o Senhor põe-se a rir e caçoa deles” (Salmos 2:4).
Em outras palavras, Deus não os leva a sério. Se de fato há treze famílias na terra que detém o poder sobre os governos e instituições financeiras, por mais poderosos que sejam, Deus acha graça e caçoa deles. Nem os Illuminati, nem o Priorado de Sião, ou a fraternidade “Skull and Bones”, devem despertar em nós outra reação que não seja riso. Não passam de um monte de gente boba, estúpida, tentando assegurar seu poder no mundo, mas cujo destino já está selado (1 Co.2:6).
Lembre-se que Ele é quem “remove reis e estabelece reis” (Dn.2:21). Não vou gastar o resto da minha vida preocupado com quem será a besta do Apocalipse ou o Anticristo. Na mesma passagem em que João alerta a igreja sobre o espírito do Anticristo, ele ressalta: “Vós sois de Deus, e já o vencestes, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1 Jo.4:4).
Mesmo a Besta do Apocalipse está submetida a autoridade do Rei dos reis. Por isso a Escritura afirma que o próprio Deus pôs no coração dos reis que a seguem “o realizarem o intento dele, concordando dar à besta o poder de reinar, até que se cumpram as palavras de Deus”(Ap.17:17). Isso nos traz segurança. Nosso Deus não é um fantoche nas mãos dos homens, tampouco é pego de surpresa por suas conspirações. Ele tem Sua própria Agenda!
Não sou eu quem vai perder tempo ouvindo discos rodando ao contrário atrás de mensagens subliminares.
Parem de ver o chifre do diabo em tudo e comecem a ver a providência divina conspirando pelo estebelecimento do Reino de Deus entre as nações.
Imagine se a igreja primitiva se negasse a usar as estradas construídas pelo Império Romano, alegando que aquilo era obra do diabo!
Custou anos até que os crentes permitissem que a TV entrasse em suas casas. Pregadores vociferavam de seus púlpitos, ameaçando os crentes com a perda da salvação, caso deixassem que o olho de Satanás entrasse em seus lares.
Tudo isso é meninisse, e se quisermos cumprir nossa missão temos que deixar as coisas de menino.
Sinceramente, acho que a maior cartada que o inimigo tem dado para coibir o avanço da igreja tem sido justamente esta: distrair-nos com suas teorias de conspiração.
Paulo recusou-se a se deixar distrair. A leitura que fazia dos fatos era sempre ressaltando a soberania de Deus e a maneira como as coisas se encaixavam para bem-suceder Seus propósitos eternos.
Imagine se Paulo pensasse como muitos crentes de nossos dias. Ele escreveria da prisão dizendo: Irmãos, o diabo é muito sujo. Olha o que ele fez comigo, usando aqueles judeus para me acusar injustamente, e pressionar os romanos a me prenderem. Tudo foi uma conspiração! Orem e denunciem para abrir os olhos dos outros irmãos.
Mas em vez disso, veja o que ele escreve de dentro da prisão:
“E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior avanço do evangelho. De maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriada e de todos os demais. Muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas cadeias, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor”(Fp.1:12-14).
Bem que Jesus advertiu que se nossos olhos fossem bons, tudo ao nosso redor seria luz. O que nos difere do incrédulo não é o fato de nos sucederem coisas boas, enquanto a eles somente coisas más. O que nos difere é a leitura que fazemos da realidade. Temos a certeza de que Deus orquestra todas as coisas, de maneira que, até as que são aparentemente ruins, se tornam revestidas de um novo significado, à medida que nos conduzem na direção da concretização dos propósitos divinos.
Os irmãos de José conspiraram contra ele, mas muito acima de seus planos mesquinhos estava a conspiração divina para elevá-lo ao segundo posto mais importante do Egito, e assim, ajudar a preservar a linhagem da qual viria o Filho de Deus (Gn.45:5-8).
Os presidentes e sátrapas da Babilônia conspiraram contra Daniel, armando um flagrante que forçaria o rei a lançá-lo na cova dos leões. Porém, acima de suas conspirações estava a conspiração divina para elevar ainda mais a Daniel naquele reino. O texto que relata este episódio termina dizendo: “Foi assim que Daniel prosperou no reinado de Dario, e no reinado de Ciro, o persa” (Dn.6:28).
Não sejamos ingênuos, mas também não sejamos obcecados. Mantenhamos nossos olhos fitos no autor e consumador de nossa fé, e não deixemos que nenhuma teoria de conspiração nos distraia do foco.
Em tempo, não me importo com quem está por trás das conspirações, mas com quem está acima de todas elas.

FONTE: site Genizah

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O Primogênito da criação e a Rio + 20


Passaram-se a tarde e a manhã do sétimo dia e o mundo criado pelo Primogênito da criação está em estado de contrastes entre a criação e os descendentes de Adão. Há espécies em processo de extinção, exceço de lixo, exaustão da terra, águas contaminadas. Também das várias cidades criadas a maneira de Caim, as várias Enoques do nosso dia a dia, há um choque de vidas, já se espremem cheias de humanos e automóveis e casas, num ritmo de vida insessantemente desenfreado capaz de consumir
energia como nenhum outro ser, sociedades opressoras que dentro de 7 bilhões de gente como a gente um pequeno grupo tem sido a maneira de Acabe vivendo como se necessitasse de duas Terras ou mais, enquanto um outro rebanho tenta correr atrás
de ser como os que têm muito, e ainda um outro grupo tentando apenas sobreviver... Fatos estes, bem representados pela obra de arte em esculturas na Cúpula dos Povos em forma de protesto, uma estátua da liberdade (maior símbolo americano) com sua tocha emitindo fumaça representando seu direito sobre todos os povos de consumirem e poluirem o quanto bem entenderem, diante da família de pobres que pouco tem e paga o preço dessa diferenciação.







Em estado de transição, devemos ter uma esperança mobilizadora, que é diferente da esperança estática, se é que isso existe de fato, mas esperança que atua, trabalhista, diferente dos Tessalonicenses da época de Paulo que não queriam trabalhar por acharem que Jesus voltaria brevemente, ou ainda diferente também da igreja de Laodiceia, que vivia "em cima do muro", que não considerava ser relevante para a sociedade em que estavam.
Quando as pessoas não verem essa esperança entre o hoje e o amanhã, entre o ontem e o depois, como crerão? Ou como diria Paulo: "Se não tem quem anuncie essa boa notícia, como crerão"? Se não há quem pregue, se não há quem viva essa novidade de viver, essa outra forma de ser, de existir, uma nova forma de se estar sobre a terra, uma maneira alternativa de cultivar, de fazer agricultura, uma nova arte de capturar energia e transformá-la para uso, uma maneira de não ser consumista, uma
nova cultura, uma outra maneira de se relacionar com tudo o que há, como crerão?

Não foi para isso que o Israel foi criado e chamado? Não é para isso que a Igreja foi preparada e dispersada da Judeia a Samaria e aos confins da Terra?
Somos sempre convocados nas reuniões comunitárias de igrejas a orármos pelos governantes, conforme a Bíblia nos ensina. No entanto, orar pelas autoridades e não nos comprometermos em participar de debates relacionados aos projetos de governo não
é coerente. Também, se nossos governantes não cuidam do que foram chamados e eleitos e nós não protestarmos e não profetizarmos contra isso seremos incoerentes. E mais ainda, quando há exemplos de bons investimentos e projetos que cuidam da vida do povo e orármos e não participármos desses exemplos concretos de sustentabilidade apoiados por esses governos será também incoerente. Por exemplo, aqui na cidade do Rio de Janeiro temos o exemplo do Programa "Rio, a capital mundial da bicicleta". Quantos crentes cariocas já aderiram???

A Cúpula dos povos foi um grande evento de comunhão entre povos. Povos que muitas vezes estão adorando a Deus sem saber simplesmente ao cuidar do jardim de Deus, ao cultivá-lo por vezes melhor do que nós que dizemos o conhecer.
Quando vermos a vida em todas as suas formas sendo degradada, quando vermos nossas comunidades locais sem qualidade de vida, violenta, destituídas de verde, vazia de serviços ecológicos, com epidemias, não seria o caso de denunciar o assassinato do Cristo? O nosso assassinato pelos nossos pecados? Não seria o caso de denunciar o assassinato da vida, repetido diariamente? "Ele levou todos os pecados sobre si". Ele reconciliou todos os relacionamentos intra e interdependentes. Reconciliar e Sustentabilidade são dois conceitos próximos e necessários um ao outro. São sinônimos no céu, pois que Reconcilciar também significa sarar, curar a terra e seus viventes e Sustentabilidade é a capacidade de ter um relacionamento equilibrado e duradouro capaz de permitir a vida do agora e do porvir, permitir o amor entre as gerações. O amor é o elo dessas duas palavras.
Mas nada disso deve ser feito para dizermos que fizemos nossa parte ou para tirarmos qualquer peso de consciência...
Devemos fazer porque somos o que somos, e devemos agir porque somos essa mentalidade. somos nós as primícias da nova
criação, um ser novo respaldado pela maneira de viver que concilia o modus operandi e modus vivendi e reconcilia o que se
afastou do que deveria ser. De fato então devemos ser também a luz para as nações.
Temos que nos assumir quem somos, pois a criação é testemunha diante de nós entre a vida e a morte. “Os céus e a terra tomo
hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a benção e a maldição; escolhe, pois, a vida para que vivas, tu e tua descendência” (Deuteronômio 30.19)
Temos que nos assumir quem somos ou o erro de não sermos o que deveríamos ser, pois a criação geme aguardando ansiosa a
manifestação dos filhos do Reino do Cristo que reata as relações de vida.
Em seu ministério de reconciliação tudo se faz novo por uma novidade de vida.

Diante da cúpula oficial e seus interesses diversos conflitantes, penso que a máxima, o princípio que ficou tão conhecido e propagado a partir da Rio 92 (Eco 92), o tão famoso "Pensar Globalmente e agir Localmente" mais do que nunca é verdadeiro e mais do que nunca pois que pensar em um acordo global em meio a tantos interesses dificilmente acontecerá.
Mesmo em meio a uma percepção negativa sobre isso aprendi e acabei ganhando a boa percepção de que nas brechas é que são
fechados os bons acordos, as boas experiências locais entre grupos e comunidades, e nesse nível é onde é feito o que deve ser feito para que se estenda a um nível maior. Daí o local é onde devemos ser a diferença nesse mundo, sermos o Reino nesse mundo. Como diz a Declaração final da Cúpula dos Povos: "As alternativas estão em nossos povos, nossa história, nossos costumes, conhecimentos, práticas e sistemas produtivos, que devemos manter, revalorizar e ganhar escala como
projeto contra-hegemônico e transformador".
Como Amós proclamou o Cristo reparando/fechando as brechas, como Cristo que de fato atraiu os oprimidos do sistema, os periféricos das periferias, e como os apóstolos que da Judeia a Samaria se achegaram até aos confins da terra, como Paulo dentre esses apóstolos que chegou por fim ao centro do mundo, a Roma de César que subjugava o mundo num cenário global, mas que antes passou pelas periferias do mundo evangelizando e vivenciando comunidades locais e através delas o mundo foi sendo
"agitado" por esses do Caminho.
E aí certamente aparecerão uns que por medo de ver ruir seus esquemas e sistemas de opressão que os mantém em suas zonas de conforto cheguem a dizer: "Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui". (Atos 17)
Nós somos caminhantes, somos os do Caminho, e do local para o global.
Cada vez mais que nunca haja visto as conflitos de interesses privados o local será o jeito de se mudar o mundo. É no local
que vamos vencer o mundo.
A cúpula oficial retrata um mundo que precisa ser reconciliado. Um mundo que separado precisa de reconciliação. Precisamos
então fazer o que Jesus veio fazer e assim sermos verdadeiramente cristãos, sermos reconciliadores, por meio das coisas que fazemos dentro de nossa casa, pra fora de casa na nossa comunidade, e daí atingindo a cidade.
Aprendi em JOCUM-Rio que no caso do Rio de Janeiro, esta cidade que recebe os confins da terra todos os dias, se for
cheia do conhecimento de Deus, vivendo de maneira humana, promovendo justiça, uma vida comunitária sustentável seria então
vista por todos como resplendor da glória de Deus e as pessoas buscariam saber o que levou o povo desta cidade a ser assim e a transformar ela. Então será cidade bem dita, luz para as nações, cidade santa, verdadeiramente maravilhosa, pois será terra do Maravilhoso, Conselheiro e Príncipe da paz, Deus Forte.
Isaías 14.30 afirma: “Os primogênitos dos pobres serão apascentados”, isto quer dizer: Os mais pobres, os paupérrimos serão apascentados.
Lembremos desses que estão nas brechas do Sistema que se retroalimenta de crises e se reiventando com nomes novos tal como Leviatã, Grande Babilônia, Roma e Economia Verde e sugestionando a todos a continuarem o aderindo e o adorando, se alienando e oprimindo e sendo oprimidos...
Entre a Cúpula dos Povos no aterro do Flamengo e a Cúpula chamada Oficial no Riocentro há um contraste. A primeira é a sociedade se manifestando através das suas organizações civis, o local como resultado de experiências que deram certo; a outra são os governos, os quais nem sempre representam as pessoas, manifestando interesses conflitantes, o global como resultado de uma rachadura a ser preenchida, como exemplo de que ainda não chegamos, como o apóstolo Paulo, a Roma, o centro.
Mas, prosseguindo para o alvo vamos caminhando. O dia após o outro. Cuidando para que nada se perca, e para que nós e a denominação das igrejas diminua, bem como as religiões, e que Cristo cresça e surja do céu e todos o vejam e estabeleça seu Reino sempiterno completo, com o conhecimento cobrindo a terra como um cobertor tecido dos fios da teia da vida dos intrincados interrelacionamentos que a vida produz e sem os quais nem haveria vida...Ele, o Primogênito da criação é ressurreição e a vida... e o relacionamento.

Até a Nova Jerusalém, sem templo, sem ritos,
Eu, você, nós e Deus comendo um açaí ou um jussaí da Dona Vitória, que conheci vendendo seu doce na Cúpula dos Povos.(rs)
Nele, que é o autor e consumador da vida em todo espaço e tempo.
Jorge Tonnera Jr.
Biólogo Educador Ambiental, especialista em Gestão Ambiental
Membro do Comitê Igrejas Ecocidadãs - Rio

domingo, 11 de março de 2012

A oração das nossas necessidades e o consumismo

"Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém." (Mateus 6:9-13)

Todos conhecem a famosa oração do "Pai nosso", usualmente entoada aos domingos, ou em momentos específicos, em igrejas ou em casas. Até quem não é cristão ao menos reconhece algum trecho dessa oração. O que poucos sabem é que ela é a oração das nossas necessidades. Para entender isso devemos também compreender o fato de que Jesus quando está no Sermão do Monte e entoando posteriormente a oração ele está a nos ensinar e incitar os seus seguidores a se comunicarem diretamente com o Pai através do diálogo ele deixa claro um nível de relacionamento íntimo e conhecedor. Há uma conexão, um paralelismo entre essa oração e o sermão do monte. Nessa oração Jesus dá a conhecer Deus e o homem. Jesus deixa claro que o homem é necessitado, tão logo ele se referiu antes no sermão do Monte aos pobres de espírito. E deixa claro que Deus é a maior das necessidades, a necessidade das necessidades humanas. Assim Jesus nos ensina a direcionarmos nossas necessidades ao único que pode nos suprir.
Partindo do pressuposto de que sendo Deus o criador, ele pode nos conformar a nossa realidade com a realidade da vida. Une-se assim a realidade do indivíduo, do próximo, do coletivo/mundo/todo e a de Deus.

Encontramos na oração do "Pai nosso" as principais necessidades humanas. Ele cita o pão como referência básica a manutenção física do indivíduo (alimentação em todos os dias para atender as nossas necessidades biológicas e prazer). Cita também dentro da oração do "Pai nosso" o perdão, enquanto necessário para a mobilidade da vida no sentido de continuidade de relacionamentos. É a necessidade de ter e de dar a "segunda chance", de ter nova chance, haja vista que todos somos falhos, erramos o alvo, não temos a possibilidade de enchergármos completamente todas as realidades, assim sendo somos devedores. Ou seja, temos uma necessidade sociológica, eu diria. Continuando o Mestre cita a resistência , a não ultrapassármos o limite da vida referindo-se a não cair nas tentações. Isso se refere a necessidade psicológica. Isso tudo naturalmente permite o sujeito e o coletivo a ter saúde.  Tem-se aí uma verdadeira ecologia ao entrelaçar os vários níveis de relacionamentos intraespecificos e interespecíficos.


O grande problema é quando pegamos essas necessidades e damos lugar a outras. Substituimos o pão nosso de cada dia pela falsa necessidade de ter muitas vezes bens materiais os quais apenas queremos, mas não precisamos. Não que seja errado termos bens materiais, uma vez eles nos beneficie corretamente, mas fato é que por vezes deixamos de dar atenção as verdadeiras necessidades nossas e do próximo e passamos a dar atenção a coisas desnecessárias. Substituimos a prosperidade por predação, perdão por competição (contra nós e o outro). Muitas vezes isso ocorre por estármos carentes. Carência é algo que está faltando. Carência pode nos encher de coisas...para ocupar o lugar do que está faltando pode nos encher de bens, comida, de atenção, de inveja, de ciúmes e outras coisas. É muito comum ouvirmos que uma pessoa carente de amor come muito, isso ocorre também com os ansiosos, da mesma forma às vezes tais pessoas fumam, se embebedam passando dos limites. Substituimos afeto por alimento, bebida, consumo de bens, sexo, ou qualquer outra coisa que possamos acreditar que suprirá nossa demanda afetiva, e quanto menos afeto mais consumo dessas coisas. Sim, pois passamos a sermos consumidores. Nosso psico às vezes não perdoa e nos leva a cair em tentação e entramos num ciclo de pecado, um ciclo de desprazer, afinal nada disso satisfaz. Desregulamos a matéria e a energia, desregulamos nossos relacionamentos e assim os sistemas econômico, social, ambietal e corporal...No entanto a carência não é um fator determinante. Vejamos o caso de Adão e Eva. Eles não tinham carência.


O fruto do conhecimento do bem e do mal não eram necessidades de Adão e Eva, mas eles o tomaram como tal. Toda vez que fazemos isso tal como eles cometemos o erro do consumismo. Que é ter o que não precisamos.


O Reino de Deus é satisfação, completude. O "reino do eu" é insatisfação, incompletude que tenta se preencher com tudo, tudo o que é nada em si mesmo. Vaidade de vaidades...como diria o Eclesiastes.


Sim! A tentação é a não satisfação. Não satisfação em primeiro lugar de ser quem é (imagem e semelhança de Deus), não satisfação em ter o que se tem, e o não contentamento do por vir ou do não vir a ter.

A tentação é deixarmos de reconhecer nossas reais necessidades e deixar que coisas acessórias se tornam nossas demandas, ou seja, falsas necessidades. É o desejo de ser detentor de meios que nos levem a acreditarmos que somos independentes. Não podemos confundir autonomia com independência... Esse é um erro comum e grave.

Mantermos a mente acima da tentação é um desafio. E acima de tudo isso se cumpre através de amor. Não há o que debater com a falsa necessidade, ou seja, com a tentação. Se fizermos isso vamos acabar achando um caminho, uma desculpa para cairmos na falsa necessidade, na nossa cobiça específica. O "Eu" contra o amor.



O Reino de Deus em nós, que é a vontade plena do Senhor (assim na terra como no céu) nos dá a saber o sentimento de necessidade e dependência de Deus, a saber o que de fato é necessário e que o ponto de satisfação está em amar, expresso em Jesus, e que o Reino não é comida nem bebida, mas paz e justiça e alegria no Espírito Santo." (Romanos 14 : 17). Por isso Jesus diz: "venha o teu Reino", e noutra vez clama: "buscai primeiro o Reino". Essa é a maior demanda e necessidade, pois maior necessidade do que Deus não há.

Ao sermos aceitos em Deus passamos a ter necessidades maiores do que o "eu". Agora sentimos a necessidade de que o próximo tenha paz, e justiça, e alegria no Espírito da vida. Sentimos necessidade de nos doar, pois temos amor de sobra, temos recursos mais que outros a medida que vemos que o nada termos já é muito para quem tem o Deus que satisfaz com a sua paz e o amor. Deus pode suprir-nos o que está em falta, mas sobretudo de amar mais. Deixar de lado o reininho do "Eu" e buscar mais o Reino de Deus é um passo. E se você errar, pois a própria oração confirma que erramos e por isso precisamos de perdoar para ter perdão, não se esqueça que temos um Pai que sabe das nossas necessidades, e que se sua necessidade é realmente acertar ele te dará ajuda necessária para tanto. Como diz Paulo: "O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus" Filipenses 4.19.


Vamos orar? Leia a oração do Pai Nosso e basei-se nela para orar assim como eu fiz abaixo.

"Pai da gente, Santo. Santo é tudo o que é teu, pois Tu és Santo. Assim sendo venha tua vontade plena em nós. Que a começar de um se espalhe para a comunidade. Me ajude a ser esse um vazio que se torna cheio quando somos um contigo, para assim eu ser um com o outro, e assim não olhar somente para minhas necessidades. Perdoa as nossas ofensas, somos devedores uns aos outros , pois não amamos o quanto deveríamos ou até mesmo poderíamos. Não nos deixe buscar satisfação em falsas necessidades, não nos deixe cairmos nesse erro. Da-nos a saber o que tu estás fazendo para completarmos o que estamos fazendo aqui. Nos lembre que somos tua imagem e semelhança. Teu é o Reino e nós os cidadãos, Teu é o poder e nós as ferramentas, Tua é a glória e o nós o espelho dela, sempre. Amém"!!!
 
Jorge Tonnera jr

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Crônica sobre o Carnaval e a Páscoa.

No Egito, quando do cativeiro dos hebreus Deus chamou o povo oprimido para ser liberto, chamou um gago para levar essa turma e rumar ao deserto para prestar culto ali, mas o político governante do Egito(faraó) não queria. Logo depois de um tempo ele teve que aceitar, mas ele condicionou depois que os hebreus fizessem um culto, uma festa, um baile no deserto,  voltassem para o Egito. Alguma semelhança com o Carnaval?? hã? hã? A diferença é que o gago pobre e oprimido peitou o político mandatário que se achava deus, e como deus de droga nenhuma esse político se ferrou. O povo acompanhou o gago que era guiado por Deus e foram libertados. Essa história , esse "carnaval" é lembrado até hoje com o nome de ... Páscoa, porque Deus mandou que os hebreus a cada ano fizessem uma festa lembrando dessa libertação. Que interessante...depois do nosso carnaval o feriado mais próximo é... a Páscoa (semana santa). A escola de samba passará rumando ao fim da avenida com vários egos indo em direção ao nada que ao final dessa festa voltará ao ciclo de opressão da rotina do dia a dia.

Já os hebreus ao final do seu desfile, teve sua apoteose verdadeira pois se viram livres do Egito.

Mas, acima de tudo, devemos entender que a liberdade verdadeira não é condicionada a opressão do outro sobre nós. Só é livre, de fato, aquele que é capaz de amar. Foi isso o que o Cristo veio fazer, veio fazer uma nova Páscoa, um novo "carnaval".
Libertar a todos quantos cressem no amor. Mudar o conceito de liberdade. Ele fez seu "carnaval" mobilizando um bloco de 12 maltrapilhos iletrados (o melhorzinho era o tal Iscariotes) e contestou o sistema vigente através do amor. Desfilou por cidades não levantando seu ego, nem chegando por cima ou querendo se aparecer e ser exaltado, mas atraindo as pessoas para si por meio da verdade e do amor da sua fé, respondendo a necessidade dessas, foi recebido como rei no "desfile" a Jerusalém e morto poucos dias depois porque acabou com o "jogo do bicho" dos cambistas do templo.
Os "bicheiros" como eram cumpadres dos sacerdotes e políticos caguetaram e os sacerdotes/políticos, que aliás peidavam de medo desse "Agitador subversivo" e tinham inveja dele levou-o a julgamento. Fizeram um showmício e levaram o povo a escolher crucificá-lo. O "Rei Momo" da parada falou: "Eu lavo minhas mãos". Mas morto, ao terceiro dia o "Agitador subversivo" ressucitou dentre os mortos, e os 12 iletrados levaram a mensagem do Amor para tantos lugares qnanto possível.

Nossa...to meio carnavalesco esses últimos dias.


Naquele que fez festa no céu quando eu cri e o aceitei,


Jorge Tonnera Jr.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Encontro de árabes e israelenses




Por Vera Haddad


“Vi meu pai ser levado pelos israelenses na porta de casa, durante o período do toque de recolher imposto por Israel, porque ele estava na rua naquele dia. Eu assistia pela televisão àquela revolta toda, mas quando aconteceu com minha família foi terrível. Após alguns dias, ele foi solto”, contou uma cristã palestina que vive na Cisjordânia. A jovem participou pela primeira vez no ano passado de um encontro do projeto Musalaha, apoiado pela Portas Abertas Internacional. A tradução dessa palavra árabe é justamente o que aquela jovem precisava: perdão e reconciliação.


Tímida, de voz suave e tranquila, Najla compartilhou como foi a experiência de ter participado do encontro entre cristãos palestinos e judeus messiânicos no deserto, durante o retiro organizado pelo Musalaha. Para ela, esse encontro não é um retiro comum. Quando se vive em uma área de conflito e disputa, onde uma parte do povo tem seus direitos de ir e vir controlados, é natural o ódio e a raiva falarem mais alto. Daí a extrema importância do Musalaha na vida dos cristãos.


Já Ahmar, um palestino falante fã de futebol brasileiro, compartilhou que a pior parte para ele foi dormir na mesma tenda de seu “inimigo”, referindo-se ao sentimento que teve ao estar lado a lado com um judeu. “Eu não conseguia dormir, ficava pensando em tudo o que meu povo sofre e foi muito difícil. Outra dificuldade, é estar montado no camelo e um israelense ir puxando o animal. Estamos nas montanhas e qualquer direção errada que o animal tomar, rolamos precipício abaixo. E é a partir daí que desenvolvemos a confiança um no outro e percebemos que dependemos da outra pessoa. Precisamos da ajuda dela”, completa o jovem.


Tudo isso é proposital. Durante esse encontro no deserto, em uma área neutra, as atividades são pensadas para desenvolver o relacionamento, convívio e confiança entre aqueles cristãos que, além de Jesus, têm em comum o sofrimento e o medo. O objetivo do Musalaha é reconciliar cristãos palestinos e judeus messiânicos e estender esse sentimento a outros não convertidos.

DESAFIO


Centenas de milhares de pessoas que vivem em Israel e na Palestina enfrentam desafios diários, independente de sua crença religiosa. A história daquela região desperta curiosidade e indignação, com o agravante da falta de informação e incompreensão real dos motivos que impulsionam o conflito emblemáticos entre israelenses e palestinos. Em meio a tudo isso, a Igreja de Cristo sofre em ambos os lados. Esse sofrimento não tem referência somente com a iminência de ataques e bombas. As disputas e invasões que acompanham a vida daquelas pessoas muitas vezes encontram um outro agravante: quando árabes e judeus se convertem, precisam exercitar aquilo que é o resumo do evangelho: o amor.


Começa então outro tipo de guerra: a guerra interna entre a “carne e o espírito”. A velha natureza parece impulsionar o ódio contra um povo que matou parentes, amigos ou invadiu implacavelmente áreas e residências. Os cristãos que vivem lá muitas vezes são tratados em uma área que, para a Igreja livre, não é necessariamente a primeira a ser tratada: o perdão. São ensinados a perdoar seus inimigos, a amá-los e a orar por eles e com eles. Difícil para nós? Imagine para eles. Na contramão do que estão acostumados, é preciso reconciliação.

Este ano, o Musalaha promoveu o encontro com 34 jovens estudantes no deserto. Mais uma vez, judeus messiânicos e cristãos palestinos enfrentaram a superação pessoal, em busca do real significado da palavra Musalaha. O mesmo significado do que Jesus resume em seu ministério: o perdão de nossos pecados e a reconciliação com Deus, através dEle. Ore por este projeto da Portas Abertas e continue contribuíndo em 2012.


Fonte: Revista Portas Abertas, vol. 29 nº 12.





quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O evangelho da paz da sustentabilidade de Genesis e de Wangari Muta maathai.

Seis mil anos se passam e uma árvore como o Baobá, árvore africana mais famosa, pode continuar de pé. Ela é um símbolo de sustentabilidade, enquanto ser que continua e se mantém ao manter também outros seres. O baobá é considerada a árvore da vida por comunidades africanas. Importância única para tribos inteiras as árvores de uma maneira geral, sejam elas quais forem (baobás, cerejeiras, oliveiras etc) são uns dos símbolos fundamentais das culturas arcaicas. Tão arcaico esse fato que nos remete ao início de tudo, segundo o livro primário da Bíblia, o Gêneses. A bem da Verdade Geneses não é de longe o único relato da criação e nem da centralidade da figura da árvore na criação do mundo. A mitologia nórdica e a yorubá tem suas respectivas histórias em que a árvore tem um destaque no processo de criação da vida. Uma dessas conta que da criação "para cada ser humano modelado (a matéria primordial era o barro) por Orisala criava-se simultaneamente uma árvore". Isso é muito interessante, embora a ideia talvez não seja a mesma, se parármos para analisar isso é algo que tem sua coerência ao talvez nos dizer: Cada ser humano para viver precisaria de pelo menos uma árvore. E de fato haja visto os serviços ecológicos que uma simples árvore nos ofrerece (umidade, temperatura, proteção do solo, produção de alimento e insumos, bem como medicamentos, captação de água, absorção de gás carbono, habitação de outras espécies etc), mas Genesis retrata de uma maneira que nos redireciona para a identidade do ser humano, inclusive em relação ao todo. Que o destino do comum (no sentido de vivência mutua) está diretamente ligado ao destino do homem. De acordo com o relato da narrativa dos hebreus, povo que tem em sua história dramática o deserto e parca distribuição de água e recursos em sua trajetória a Terra Prometida, a qual prefiguraria a Jesus Cristo (a verdadeira promessa e lugar de descanso e de vida eterna), Javé, o Deus Criador, após emergir a matéria inorgânica produz uma massa viva e orgânica e estabelece um horto ou um jardim como muitos preferem (EM um sentido mais completo um ecossistema altamente diverso), e resolve colocar um ser que estabelecera para ser sua imagem e semelhança, assim sendo um potencializador de vida. Segundo Genesis o Criador o põe em meio ao ecossistema jardim-horto no Éden. Em Éden havia bastante árvores as quais serviriam de alimento, uma vez que a alimentação vegetariana era a forma original de obtenção de recursos biológicos alimentares. No entanto, é em uma árvore especial que possui atributos de potencializar o conhecimento humano sobre si e torna-se conhecedor tal como a Deus, o homem resolve tomar para si o fruto desta e sua vida se torna um conflito constante para se reconhecer como alguém que prefigura um Salvador ao mesmo tempo em que não consegue se salvar e viver em conjunto do outro semelhante em meio a um mesmo ambiente/mundo em constante mudanças.
A história de Genesis é notória, uma das mais conhecidas, no entanto das mais ridicularizadas pela secularidade racionalista e cartesiana, que não encherga o mundo na essência das relações vitais. Os conflitos internos e externos do ser humano são originários dentro desse quadro. Nossos conflitos conosco e com nosso semelhante, bem como o todo do qual todos nós formamos e somos formados e fazemos parte (meio ambiente) estão a partir daí. E, a biografia de uma mulher contemporânea da gente, chamada Wangari Muta Maathai torna a história de Genesis altamente relevante, cheia de verdade e sentido.
Wangari Maathai é o exemplo de como nossa identidade de imagem e semelhança de Deus atribuida a nós pelo próprio Deus Javé e relatada em Genesis pode ser verificável através da experiência única da comunhão, através dos relacionamentos, uma vez que Deus é "una comum" entre ser Pai, ser Filho e Vivificador (Espírito Santo), é uma comunidade viva e pessoal que procede vida da vida. E pode ser verificável através da nossa capacidade de reconciliação a partir das relações intra e extra nós.
Wangari Maathai em seu contexto social desfavorável em relação a recursos e distribuição desses, em busca de melhorias na qualidade de vida das pessoas logo expandiu suas ideias de equilíbrio e restauração ambiental por meio de plantio e replantio para um projeto de democracia e paz. Ficou claro que não haveria paz e democracia sem um espaço mais sustentável e um gerenciamento responsavel do ambiente era impossivel sem democracia e paz. É aí que entra a árvore em termos de símbolo de vida e de paz nessa história. Para Wangari, enquanto mulher ficava claro que o gênero feminino era o primeiro a identificar mazelas ao passo que também era o primeiro a sentir os problemas. Dado o conhecimento de que as árvores através dos seus serviços que levam a questão da divisão dos interesses diversos das pessoas e empresas e governo. Wangari viu através das experiências de disputas dentro de espaços que os problemas são um só. Os problemas sociais, econômicos e ambientais nada mais são que facetas distintas de um único problema. Bem coerente com o que Jesus se propunha a trabalhar em sua rota viva até as pessoas, indo nas suas necessidades estabelecendo um contato direto com a vida como um todo em seu contexto de pessoas oprimidas. A partir de 1977, toda essa vivência resultou no plantio e replantio de cerca de 47 milhões de árvores no país. ISso trouxe um certo sentido de empoderamento e de comunidade. Como ferramenta de resolução de problemas e dificuldades de recursos, bem como disputa desses Wangari propôs que por meio desses plantios e replantios bem como seus planos de manejos os camponeses deveriam proteger as bacias hidrográficas e estabilizar o solo. Com isso haveria benefícios diretos e indiretos como melhora da agricultura, recuperação de solos contra erosão, manutenção de rios e lençóis freáticos. Num espaço de terra em que um rio comece numa terra de uma pessoa e passe pela terra de outra, o que acontece quando o rio seca terra acima? Como a pessoa da terra de baixo fica, ou que acontece quando a terra de baixo seca e a terra de cima continua com o rio? Surge um conflito?  Na África as árvores são um símbolo de paz. Ainda se encontra na África em certas comunidades a antiga tradição de plantar uma árvore como forma de sinalizar uma reconciliação por conta de um conflito. Foi esta herança cultural que inspirou Wangari Maathai. Prova de que não há cultura que sobreviva sem uma relação harmonioza seja entre pessoas ou ecossistemas. E assim Wangari Maathai ficou internacionalmente conhecida quando recebeu o prêmio Nobel da Paz, em 2004. Em síntese Wangari conseguiu estabelecer paz entre diversos lugares por meio do simples plantar. "Deus colocou o homem num jardium para cuidar e guardar", a identidade do homem como imagem e semelhança de Deus é relacionada a esse trabalho de cuidar da vida e procriá-la.


Voltando ao Genesis, havia uma outra árvore que era a mais importante de todas. Esta Àrvore reaparece no último livro bíblico, o Apocalipse simbolizando um retorno do ser humano ao seu estado de paz de relacionamento, de dependência, e também inclusive de liberdade e autonomia não como sinônimo de independência, mas como agente potencializador de sustentabilidade da vida. O princípio mais importante relacionado à Árvore da Vida é o de dependência, e isso é verificável quando se lê em João 15:5: “eu sou a videira verdadeira, vós os ramos, quem está mim, e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer”. A Árvore da Vida tipificava Jesus Cristo, enquanto o responsável por todos os relacionamentos. Quem nele está enxerto, quem busca amar a Deus e seu semelhante busca a paz por meio dos relacionamentos, a começar com o próprio criador, com si mesmo, com o próximo e com outras criaturas imerso em um mesmo espaço de vida (meio ambiente).


 Só através do ensino do amor,de Jesus, sua lição de vida e morte, pode nos reabilitar a viver. Assim, a Àrvore da Vida/ Jesus Cristo é o símbolo do próprio Deus como fonte de vida (João 20:30-31). Ou seja, sem Deus não há vida, sem Deus as relações vão se rompendo, sem vida não há relacionamento e nosso Criador deseja ser a nossa vida em forma de alimento, cujo fruto é o amor, única fonte de reconciliação.

Até quando conseguiremos viver como vivemos hoje brigados? Quando vier uma chuva forte na casa de quem vamos nos esconder? De baixo de qual árvore, ou ainda na árvore de quem? Em essência isso é evangelho. O evangelho de Jesus em Maathai...
A sustentabilidade nos oferece a grande arma pedagógica que existe, a qual Jesus utilizou como ninguém: o questionamento. Particularmente através da pergunta. E A grande pergunta que a sustentabilidade nos faz é: ATÉ QUANDO PODEREMOS VIVER DA MANEIRA QUE VIVEMOS HOJE? A vida é feita de e nas relações. Sejam quais forem os níveis disso, o entorno nos está diretamento relacionado as maneiras que escolhemos viver. Em nosso meio, entorno, temos uma fonte de serviços que influenciam diretamente e indiretamente nossa vida: as árvores. Elas são expressão do amor do Deus vivo, Javé, são expressão da nossa identidade e expressão de relacionamento. Descobrir como elas harmonizam e equilibram nossa relação com outros de nossa espécie e com os de outras espécies através de seus serviços ecológicos é um exercício de paz.

Enxertado pela vida, vivo e querendo paz para todos,
Jorge Tonnera Jr.



"
Tenho uma ligeira impressão de que a famosa Árvore da Vida do jardim do Eden seja de fato o Baobá. rss

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Jesus e o Consumo Colaborativo: uma vida para além do consumismo.

O paradigma da vida moderna nos leva a seguir em vida a um falso contentamento
e mera satisfação temporária sobremedida vazia em si mesmo cujo espírito é
vaidade de vaidade.  como diria o Pregador em Eclesiastes, livro bíblico contendo
as reflexões do Rei sábio Salomão, filho do Rei Davi, que teve de tudo na vida: Vaidade de vaidade. Tudo é vaidade". (Eclesiastes 1:2) Salomão teve de tudo em termos de consumo de sua época...Em nosso tempo onde temos muito mais
coisas para consumir tomamos tal paradigma "Vaidade de vaidades" mais ainda evidente e desse nosso tempo se resume a
síntese de "Use menos e compre mais."


Com a percepção de que estamos direcionando nossas práticas de vida e associações a um algo velozmente provisório e um eterno desuso, surgiu uma contracultura que se opõe a esse tendência. É o "Consumo Colaborativo", cuja ideia pode ser dita da seguinte maneira: "Use mais e produza menos".

João Batista protestava admoestando e exortando em favor de um desapego aos usos e consumos que aprisionam tanto o nosso emocional (pisco) quanto a matéria (a natureza), ao aprisionamento do produto do excesso. Dizia que "aquele que tem duas tunicas
reparta". (Lucas 3:11-12)



Como o mundo tem sofrido cíclicas crises econômicas e sociais, assim como uma
progressiva decadência de recursos ambientais, na tentaiva de sobreviver a esses
intempéries e externalidades algumas pessoas tem criado ou recriado serviços como opção a uma economia para além do pensamento de crescer por crescer ou crescimento acelerado, enriquecimento por enriquecimento. Com isso iniciativas como a criação de redes de interesses múltiplos de usos e consumos tem sido interessante.



Por exemplo, o sistema de compartilhamento de carros em que se dá carona. Ou ainda um compartilhamento de carros em que se paga por hora. Tem-se ainda uma loja de aluguel de brinquedos infantis, ou ainda mercado de troca e aluguéis de livros, utensílios domésticos, ferramentas, bicicletas etc. Até mesmo aluguel de espaços desde quartos nas casas a jardins. sites de aluguel de coisas tem se tornado atraente. Nesses espaços virtuais ou reais onde se formam redes, qualquer coisa pode ser uma necessidade momentânea e
passageira sem ser consumista, pois o problema não é ser momentâneo, mas o que  fazer depois sem ter o que fazer, aprisionando matéria.

Uma das redes mais interessantes é a rede Freecycle, que existe em vários lugares do mundo, inclusive aqui no RJ (Rio_Freecycle), onde virtualmente se oferece coisas para as pessoas, coisas essas que quem oferece deseja não mais ter e ao repassar para outrem com isso não gerar lixo. Para participar desta rede do Rj acesse http://groups.yahoo.com/group/Rio_Freecycle/join. Para outros lugares é possível encontrar outras redes pela internet. Tem-se também o "Dois Camelos", aplicativo do facebook com mesmo intuito: http://apps.facebook.com/doiscamelos/



Ninguém nesse caso é obrigado a trocar nada, muito menos se compra nada. Essa rede também pode ser feito presencialmente em dias especificados, o que acaba mobilizando a comunidade local, vitalizando ela através do contato entre essas pessoas e nas conversas sobre suas coisas acaba-se construindo novas relações afetivas e pessoais. Esse mesmo conceito e ideia é aplicado para "Loja grátis", que é um determinado espaço físico como
loja onde nada se vende nem se compra apenas se dispõe de coisas que uns não querem mais e outros se interessam em levar.

Um outro exemplo de consumo colaborativo muito impactante vem de uma comunidade da cidade californiana de Sacramento, onde vizinhos se uniram para trocar alimentos e evitar o desperdício de comida. Nesse caso cada um leva o que sobrou de sua colheita e troca por algum item que ainda não tem. O que sobravam nas suas hortas e quintais poderia virar moeda verde, um escambo para mais opções de almoço. Assim criaram o Crop Swap, uma espécie de feira livre grátis. Vale dizer que isso gerou um mutirão de voluntários que constroem hortas de vizinhos. Reparem que o "benefício final" nesses circuitos fechados é
sempre o aumento das relações humanas, uma vitalidade comunitária em termos de
relacionamento.

Outro exemplo que conheci e achei muito interessante como fonte de desenvolvimento comunitário sustentável a partir de um consumo colaborativo em torno de trocas foi o "Projeto Limpar", da ONG Ceaca da Vila, no Morro dos Macacos. Lá no Morro as pessoas trocam materiais recicláveis por alimentos. O material é pesado e convertido em moeda verde sendo revertido em benefício soioeconômico e ambiental.

Tudo isso é a transformação do bem em serviço, o que dá o ar de mudança de paradigma gerando um novo pensamento para além do "eu", um pensamento de que "o que é seu, também é nosso". Tudo isso contextualizado na teoria ecológica-econômica dos 3RS: "Reduzimos, reutilazamos, e reciclamos". Rumo a uma menos materialização da economia para um foco mais de serviço. Consumo colaborativo não pressupõe troca monetária, mas havendo há de ser de maneira justa. Valendo-se de uma remodelagem de trocas de informações através das manifestações do conceito de redes, sobretudo por meio do advento da internet, tem-se aí as chamadas redes sociais, que vão se abrindo a novas oportunidades e dando-se a conhecer ao mundo ideias inteligentes. Preocupação com o meio ambiente e mobilidade econômica, formas de viver alternativas ao capitalismo predatório são propulsoras desses movimentos, já que o mundo tem demonstrado que o modelo de desenvolvimento que se tem nos dias de hoje é limitado e expurga a vida quando chega em determinados pontos. Daí também o contingente de mão de obra de reserva do capitalismo (desempregados).
O consumo individual não é para todos e sendo excludente promove frustração a pretexto do lema de que "todos são iguais" e assim tem direito a ter o que o outro tem. A máxima, no entanto, não diz que todos precisam ter tudo. Isso de ter que ter tudo o que o outro tem é um grande erro de interpretação dessa famosa expressão. É um grande engano querermos ter tudo o que o outro tem, e ainda por cima querermos nossa igualdade através do consumo. Assim sendo precisamos rever esse pensamento de igualdade.
O consumo mútuo vai além dessa mentalidade. Apesar de se beneficiar de algo que alguém já teve ou ainda tem, nos oferece uma oportunidade de saber que igualdade não vem por estar com algo que alguém já teve ou tem, mas em se reconhecer humano por meio dos seus relacionamentos. Nossa identidade está não naquilo que temos, mas na forma que nos relacionamos. Assim nossa identidade é restaurada (Isso foi o que Jesus fez ao ser humano: restaurou sua identidade) e ainda possibilitamos movimentação de matéria e de economia, oportunidade melhor de vivermos, ter novas relações e menos consumo da natureza sobreexplorada. 



Fica uma linda lição baseada na Bíblia:
“Os que compram”, diz ele, devem agir “como se nada possuíssem; os que usam deste mundo, como se dele não abusassem. Pois a aparência deste mundo passa” (de Autoria / Fonte: Adriano Anthero baseado na Bíblia). O apóstolo Paulo nos lembra que "nada trouxemos para este mundo, e nada podemos levar dele; tendo, porém, sustento e com que nos vestir, estejamos contentes." (1 Timóteo 6:7-8).  Jesus nos admoestou lindamente quando nos lembrou que os lírios e os pássaros nada têm e possuem suas respectivas glórias prórias dadas por Deus e que Deus como pai nos permite  viver o necessário sem precisar de algo mais (Mt 6.25-34). Ou seja, a solicitude da vida ansiosa não satisfaz, mas a vida amorosa se satisfaz em ser e não em ter. Por isso mais uma vez Paulo lembra que  "Mas os que querem ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e perdição." (1 Timóteo 6:9)
Aprendamos com aquele que é Dono de Tudo, mas que considerou ser livre de tudo,
pois que "Ele entrou neste mundo num ventre emprestado e saiu dele num sepulcro
emprestado (Adriano Anthero)." Aquele que tem não se sinta dono de nada! Como 1Coríntios 7:30 seja "Os que compram, como se não possuíssem".

No Cristo que se doa e doa a própria vida para entrar na nossa afim de nos  reciclar,
Jorge Tonnera Jr.
Amém, Aloha!




quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A voz profética de Bono Vox


A voz profética de Bono Vox

Estrela do rock e ativista é inspirado pela Bíblia.
Bono Vox, vocalista do U2: "Eu aprecio o absurdo de ser um rock star e citar as Escrituras".
Enquanto toda celebridade parece ter uma causa, poucas estrelas se inspiram nas escrituras. É o que deixa Bono, líder do U2, à parte. Esportivo, com sua marca nos óculos, a estrela do rock falou para um auditório de mais de três mil pessoas na National Prayer Breakfast February 2, implorando para que respondessem a responsabilidade urgente dos Estados Unidos de ajudar os necessitados.

Duas passagens dirigiram a sua mensagem. Bono diz: a chamada em Levítico 25 para um Ano do Jubileu e dívida de perdão, e o comando em Isaías 58 para dividir com o faminto e prover para o pobre.

“Assim disse o Senhor: ‘Traga o sem-teto para a casa. Quando você vir o nu, cubra-o, então a sua luz romperá como a alva e a sua cura apressadamente brotará, então o Senhor será a sua retaguarda’”, Bono citou Isaías 58,7 e 8.

“Eu aprecio o absurdo de ser um rock star e citar as Escrituras”,Bono brincou com o seu típico estilo singelo em uma reunião privada com meia dúzia de jornalistas seguindo o seu endereço. Usando jeans, jaqueta de veludo marrom e uma camisa preta, o rockeiro estava tão relaxado que comeu frutas e muffins enquanto respondia questões de jornalistas. Ele falou sobre seu trabalho na África, o papel da igreja e alguns versos favoritos.

“É completamente a situação profética desse momento”, exclamou, se referindo a Isaías 58,7-8. “O que realmente sugere é que se nós fizermos o negócio de Deus, Deus estará mais em nós. Para usar o coloquial, é Deus sendo nossa retaguarda. Literalmente significa que Deus irá guardar as suas costas!”, explicou Bono.

Razões para morrer- Bono disse que existem diversos problemas quando uma nação religiosa ignora o negócio de Deus, particularmente na luz do crescimento do antiamericanismo. “A religiosidade desse país é ofensiva para muitas pessoas na Europa porque eles vêem hipocrisia no coração disso”, Bono diz. “Eles vêem que em todas as conversas, oração de café-da-manhã, e religiosidade evidente, essas pessoas estão dando o mínimo do mínimo”.

Respondendo como esperava que os Estados Unidos contestariam o seu apelo de justiça pelos pobres e oprimidos da África, Bono apelou para a responsabilidade patriótica e cristã.

“Imagine uma suposta sociedade cristã com a capacidade absoluta de salvar vidas na África que falha em agir”, diz o líder do U2. “Você pode explicar isso para os detentores do orçamento, mas não pode explicar para Deus. Ele não vai aceitar essa desculpa, e a história também não. Penso que está crescendo um movimento que se define pelo jeito que essas questões são tratadas, particularmente no tempo do conflito, é tão poético na verdade... Assim você demonstra os valores da América”, conclui Bono.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MxPx - Shut It Down (Acabe com isso)

Acabe com isso


Agora que acordei,
Não vou dormir de novo
Porque eu não quero perder a vida que eu devia viver
Então me dê um pedaço daqueles doces cobertos de bons tempos
Eu preciso de um barato
É sério, é fazer ou morrer
É sério, é fazer ou morrer

Acabe com isso
Antes que nós acabemos
Nós vamos acabar com isso
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha

Jogue fora o seu celular
Você não pode falar sozinho
Você precisa de um amigo de verdade
Não de uma imagem digital
E então, o que vai ser?
Uma sala de bate-papo ou a sua família?
Não deixe que a TV se torne a sua realidade
Se torne a sua realidade

Acabe com isso
Antes que nós acabemos
Nós vamos acabar com isso
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha

Eu não quero morrer
Não, não quero morrer
Mas eu tenho problemas vivendo
Eu não quero morrer
Não, não quero morrer
Mas eu não aceito o que eles dão

Acabe com isso
Antes que nós acabemos
Nós vamos acabar com isso
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha
 
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