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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Rock no Vale: Rock + Reino + Sustentabilidade

A discussão sobre a questão ambiental está presente em todas as esferas da sociedade. Não é recente o fato de que o meio ambiente está em crise, mas atualmente as atenções estão voltadas para este problema e muito está sendo discutido dentro da academia, pelos órgãos governamentais, terceiro setor, setor privado e, cada vez mais frequentemente, pela mídia.

Não faltam exemplos para atestar que o meio natural está respondendo drasticamente à ação humana. Além dos eventos catastróficos ocorridos em diversos lugares do mundo, outros sérios problemas afetam diretamente a sociedade, como a diminuição da camada de ozônio e o aumento dos gases que produzem o efeito estufa; a poluição do ar e das águas, a perda de produtividade dos solos, a devastação de florestas, a perda da biodiversidade, entre vários outros. Muitos desses danos já são irreversíveis e outros podem se agravar ainda mais.

A sustentabilidade tem sido pauta de muitas iniciativas privadas e públicas, mas infelizmente pouco presente na igreja cristã brasileira. Isso se deve, entre outros fatores, porque ainda não enxergamos a crise ambiental como uma crise de civilização, uma crise humana de identidade. Perdemos a noção divina de que o cuidado com a Terra é responsabilidade nossa e de que Deus delegou ao homem o papel de zelador do grande jardim.

A proposta do Rock no Vale é trazer um momento de reflexão e resgate dos valores e princípios cristãos de cuidado e zelo com a Terra e, consequentemente, com os seres vivos que nela habitam. Fazer parte desse mundo exige de nós um posicionamento ético e sustentável em todas as nossas relações.
A discussão sobre a questão ambiental está presente em todas as esferas da sociedade. Não é recente o fato de que o meio ambiente está em crise, mas atualmente as atenções estão voltadas para este problema e muito está sendo discutido dentro da academia, pelos órgãos governamentais, terceiro setor, setor privado e, cada vez mais frequentemente, pela mídia.

Não faltam exemplos para atestar que o meio natural está respondendo drasticamente à ação humana. Além dos eventos catastróficos ocorridos em diversos lugares do mundo, outros sérios problemas afetam diretamente a sociedade, como a diminuição da camada de ozônio e o aumento dos gases que produzem o efeito estufa; a poluição do ar e das águas, a perda de produtividade dos solos, a devastação de florestas, a perda da biodiversidade, entre vários outros. Muitos desses danos já são irreversíveis e outros podem se agravar ainda mais.

A sustentabilidade tem sido pauta de muitas iniciativas privadas e públicas, mas infelizmente pouco presente na igreja cristã brasileira. Isso se deve, entre outros fatores, porque ainda não enxergamos a crise ambiental como uma crise de civilização, uma crise humana de identidade. Perdemos a noção divina de que o cuidado com a Terra é responsabilidade nossa e de que Deus delegou ao homem o papel de zelador do grande jardim.

A proposta do Rock no Vale é trazer um momento de reflexão e resgate dos valores e princípios cristãos de cuidado e zelo com a Terra e, consequentemente, com os seres vivos que nela habitam. Fazer parte desse mundo exige de nós um posicionamento ético e sustentável em todas as nossas relações.

INFORMAÇÕES
http://www.rocknovale.com/

O festival será em:
SEXTA - DOMINGO
06/12 A 08/12 . 2013

Rua Jovens da Verdade 55 - Mirante - Arujá- SP
CEP: 07400-000 - CP 66


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O evangelho, segundo o Rappa

Minha Alma (A Paz Que Eu Nao Quero)  - Banda O Rappa

O Rappa - Minha Alma ( A Paz Que Eu Não Quero ) - Eletronic Video Sing
A minha alma tá armada e apontada
Para cara do sossego!
(Sêgo! Sêgo! Sêgo! Sêgo!)
Pois paz sem voz, paz sem voz
Não é paz, é medo!
(Medo! Medo! Medo! Medo!)

As vezes eu falo com a vida,
As vezes é ela quem diz:
"Qual a paz que eu não quero conservar
Pra tentar ser feliz ?" 2x

A minha alma tá armada e apontada
Para a cara do sossego!
(Sêgo! Sêgo! Sêgo! Sêgo!)
Pois paz sem,paz sem voz,
Não é paz é medo
(Medo! Medo! Medo! Medo!)

As vezes eu falo com a vida,
As vezes é ela quem diz:
''Qual a paz que eu não quero conservar
Pra tentar ser feliz ?'' 2x

As grades do condomínio
São prá trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que tá nessa prisão

Me abrace e me dê um beijo,
Faça um filho comigo,
Mas não me deixe sentar na poltrona
No dia de domingo (domingo!)

Procurando novas drogas de aluguel
Neste vídeo coagido,
É pela paz que eu não quero seguir admitindo.

As vezes eu falo com a vida,
As vezes é ela quem diz:
‘’Qual a paz que eu não quero conservar
Pra tentar ser feliz ?’’ 2x

As grades do condomínio
São prá trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que tá nessa prisão

Me abrace e me dê um beijo,
Faça um filho comigo,
Mas não me deixe sentar na poltrona
No dia de domingo (domingo!)

Procurando novas drogas de aluguel
Neste vídeo coagido,
É pela paz que eu não quero seguir admitindo. 2x

Me abrace e me dê um beijo,
Faça um filho comigo,
Mas não me deixa sentar na poltrona
No dia de domingo! (domingo!)

Procurando novas drogas de aluguel
Neste vídeo coagido,
É pela paz que eu não quero seguir admitido. 2x

É pela paz que eu não quero seguir
É pela paz que eu não quero seguir
É pela paz que eu não quero seguir admitido. 2x


Para assistir o premiado vídeoclipe:
http://letras.mus.br/o-rappa/28945/

 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A gente não somos inútil!

Achei interessante postar esse artigo abaixo que saiu no yahoo por ser um texto que vale na tentativa de ser completo e imparcial. Fora que foi um caso para se falar. E num barzinho é um ótimo papo. rssss. A gente não somos inútil!

A gente não somos inútil! 
Por Pedro Alexandre Sanches | Ultrapop .Agência Estado

E então o rock’n’roll desceu das tamancas, no festival musical que faz da sustentabilidade seu mote principal. A turma do Peter Gabriel tretou com a turma do Roger Moreira, e a treta ocorrida num descampado no interior de São Paulo correu mundo, fazendo efeito em roqueiros de Chris Cornell a Lobão a Brian Eno. Até o tão viril rock’n’roll pode viver seus dias de revista de fuxico e fofoca, por que não?
Não estou indo aos shows do SWU, nem acompanhando pela televisão. Mas o Twitter, em casos como esse, é quase suficiente para informar a espinha dorsal do que a gente precisa saber: a turma do Peter Gabriel, gênio por trás do grupo britânico setentista de rock progressivo Genesis, tentou dar um passa-fora na turma do Roger, gênio por trás do grupo brasileiro oitentista de rock new wave Ultraje a Rigor. Atenção para a próxima frase: tentou, mas não conseguiu.
A maioria dos artistas e bandas daqui prefere historicamente abafar o hábito corrente em festivais multinacionais, de os brasileiros serem tratados feito lixo perante os sempre gringos “astros principais”. A discrepância causa boataria desde pelo menos 1985, no primeiro Rock in Rio, quando a moeda corrente jurava que um Whitesnake valia algo como uns dez ou cem ou mil Erasmos Carlos.
O caso mais rumoroso foi o dos preparativos para o Rock in Rio 3, em 2000, quando os maus tratos e as mamatas diferenciadas para nomes estrangeiros motivou a saída em bloco das bandas “subdesenvolvidas” Charlie Brown Jr., Cidade Negra, Jota Quest, O Rappa, Raimundos e Skank. O público brasileiro mais pagapau abaixou o topete e se satisfez com as atrações internacionais da hora. Pouco se reclamou da exclusão do rock nacional do festival que levava rock no nome e Rio no sobrenome, e ainda por cima sobraram garrafadas, palavrões e vaias para o baiano Carlinhos Brown – simplesmente porque ele estava se apresentando, e não porque não tivesse acompanhado os colegas na decisão de dizer um basta às humilhações, ou rebeldia parecida. Afinal, o rock é rebelde ou não é?
Ontem, vasculhando o Twitter durante a confusão, vi espertinhos brasileiros xingando Roger de otário e louvando o talento do Genesis em comparação ao do Ultraje – enquanto o gênio britânico Brian Eno tentava entender o que tinha acontecido, sem aliviar a barra do compatriota contemporâneo.
Perdão, mas discordo em gênero, número e grau dos espertinhos. Desde o primeiro momento da treta, me voltou à cabeça a letra de “Inútil” (1983), rock de protesto juvenil que celebrizou o Ultraje a Rigor e virou um hino informal da redemocratização do país, após duas décadas de ditadura.
“A gente não sabemos escolher presidente/ a gente não sabemos tomar conta da gente/ a gente não sabemos nem escovar os dentes/ tem gringo pensando que nós é indigente/ inútil, a gente somos inútil”, cantava o jovem Roger, não sem requintes de crueldade autodirigida. Minha geração aprendia com rocks como “Inútil” a protestar contra a impossibilidade de votar – e aprendia, ao mesmo tempo, a nos autoconsiderar um povinho de merda.
Muita água rolou por baixo da nossa “bridge over troubled water” desde 1983. O Ultraje acabou e voltou um bocado de vezes. Nas paradas locais de sucesso, o rock virou sertanejo que virou pagode que virou axé que virou grunge que virou... Pós-sucesso, o roqueiro Roger cometeu a audácia de posar com o pau de fora numa revista gay. Mais recentemente, ele próprio virou brigão de Twitter, daqueles que volta e meia expelem vaticínios mais para retrógrados e reacionários que para progressistas e, hum..., roqueiros.
Particularmente, amanheci a segunda-feira (14) orgulhoso do Roger, de quem costumo discordar muito mais que concordar. Não se foi tudo espontâneo, ou se algo de concreto lhe veio à mente ao rejeitar a “proposta” da gangue do Peter Gabriel, de encolher seu show de uma hora para meia hora (para comodidade do playboy gringo, devo supor?). Mas a postura que o autor de “Inútil” teve foi bem diferente daquela de quando era jovem e depreciava a si próprio e a seu próprio país cantando que “a gente faz filho e não consegue criar”, “a gente pede grana e não consegue pagar” (alô, FMI), “a gente joga bola e não consegue ganhar” (nos tempos em que futebol, supostamente, era só o que tínhamos a oferecer).
Ainda na noite de ontem, @roxmo (ou seja, o Roger) escreveu para Peter Gabriel, em inglês, via Twitter: “Hey, @itspetergabriel! Boa sorte no seu voo para casa! Pensei que você fosse um artista; quando você se tornou um cuzão? Ativista mundial, meu cu...”. Que deselegante!, diria Sandra Annenberg. Sim, mas consideremos que nem sempre um roqueiro brasileiro de primeira, segunda ou quinta viagem se expõe assim publicamente, em legítima autodefesa contra as arbitratriedades dos sustentáveis e dos insustentáveis.
Hoje, Roger já estava todo feliz outra vez no Twitter, porque sir Gabriel lhe teria ligado, em pessoa, para pedir desculpas. Não que convença muito a fábula “o médico e o monstro” aplicada a Mr. Gabriel, um lorde, e seu “manager”, um ogro – ou aplicada a qualquer outra estrela, do rock ou fora dele.
Mas a liçãozinha de sustentabilidade que eu tiro desse SWU (“starts with you”, “começa com você” em inglês) é que sempre vai ter gringo achando que nós somos indigentes – enquanto nós acreditarmos que somos indigentes. Muito conterrâneo zoou o Roger a valer porque o pau dele não parecia lá muito grande na G Magazine – mas quem de nós, roqueiros ou não, tem pau grande o suficiente para botar na mesa, desmentir bobagens ditas 25 anos atrás e exigir respeito de igual para igual a lordes britânicos de nariz empinado?
FONTE:
http://br.noticias.yahoo.com/blogs/ultrapop/a-gente-nao-somos-inutil-.html

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MxPx - Shut It Down (Acabe com isso)

Acabe com isso


Agora que acordei,
Não vou dormir de novo
Porque eu não quero perder a vida que eu devia viver
Então me dê um pedaço daqueles doces cobertos de bons tempos
Eu preciso de um barato
É sério, é fazer ou morrer
É sério, é fazer ou morrer

Acabe com isso
Antes que nós acabemos
Nós vamos acabar com isso
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha

Jogue fora o seu celular
Você não pode falar sozinho
Você precisa de um amigo de verdade
Não de uma imagem digital
E então, o que vai ser?
Uma sala de bate-papo ou a sua família?
Não deixe que a TV se torne a sua realidade
Se torne a sua realidade

Acabe com isso
Antes que nós acabemos
Nós vamos acabar com isso
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha

Eu não quero morrer
Não, não quero morrer
Mas eu tenho problemas vivendo
Eu não quero morrer
Não, não quero morrer
Mas eu não aceito o que eles dão

Acabe com isso
Antes que nós acabemos
Nós vamos acabar com isso
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha
 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Vaias, opinião, preconceitos e alvos errados.

A crítica em relação a ideia de superioridade de uns em relação a outros é sempre importante. Ainda mais em um mundo cheio de intolerâncias de vários tipos e categorizações. No caso da polêmica crítica de Cláudia Leitte a um público que a vaiou ao assisti-la no Rock in Rio pode até ser certa, em termos teóricos, mas nesse caso é injusta. Como assim? Bom, que existem pessoas que se acham superiores em relação a determinados assuntos, seja música, política, religião ou esporte ou o que seja sempre vai existir, mas é preciso ter cautela em quando e a quem direcionar tais críticas. Senão vejamos. Há tremendas incoerências nessa história toda como querer achar que o público de 2001 que tacou garrafinhas de água em Carlinhos Brown era o mesmo que o de 2011, são duas gerações distintas, além do quê como se pode acusar roqueiros pelas vaias a Cláudia Leitte se nem havia qualquer atração rock no dia em que ela tocou? Se isso tivesse ocorrido com a Ivete Sangalo poderíamos até  acatar e considerar o argumento de Claudia, pois no dia da Ivete teve Lenny Kravitz que é um pop/rock, no entanto o público não vaiou a Ivete (até onde sei). Também acho que não tem nada a ver com baianidade ou ser nordestino como disse um crítico defendendo Claudia. A rigor, Cláudia Leitte, ela sim, foi preconceituosa e discriminou os rockeiros, pois virou sua metralhadora para um público que nem estava lá no dia. Claro que a maioria dos rockeiros se incomodou com o fato de axé ter entrado num festival como Rock in Rio, ainda que a proposta desse festival nunca tenha sido ser um festival estritamente de atrações rockeiras, que aliás nem por isso invalida o nome do mesmo festival, já que o  rock n roll nada mais é do que a miscigenação de dois estilos: blues e country. Então nada mais natural do que o festival abrir para outros estilos e públicos. O problema do festival foi tomar dias inteiros, mais da metade dos dias para gêneros musicais que tiravam o rock da jogada. E aí não tem sentido realmente tal nome do evento, ainda que saibamos que o nome Rock in Rio passou a ser meramente uma marca. Mas voltando ao caso das vaias... só mais um detalhe: Cláudia Leitte deveria agradecer por terem vaiado, pois se não fossem as vaias poderia ter ocorrido um acidente grave. Isso porque em meio 100.000 pessoas Cláudia queria que o público a seguisse em sua coreografia no passo de carangueijo. Segundo conta o site Yahoo, houve desmaios na tal brincadeira de ir pulando de um lado para o outro. Claudia desafinou muito, o telão deu defeito, ela ficou muito tensa e acabou sendo vaiada. Irritada, Claudia disse: "Você não aguenta o curso, então porque se matriculou?" A plateia, então, vaiou ainda mais a cantora. Antes disso tudo estava indo bem, segundo relato no youtube, todos estavam gostando até o momento que a cantora resolveu fazer essa brincadeira. Veja o vídeo abaixo e entenda: 



A única coisa que concordei com o crítico que saiu em favor de Claudia Leitte foi a brilhante crítica sobre o fato de "o rock, mais de 50 anos após ter sido parido, ainda é predominantemente branco, macho e primeiro-mundista". E realmente, a saber que os grandes que impulsionaram o rock foram negros (com sua cultura), incluindo aí Elvis que embora fosse branco, captou e usou a negritude da música que ele escutava nas igrejas e direcionou para seu estilo de rock. Mas, em todo caso, não era a crítica correta para o incidente. Mais uma vez é o caso de ser certa, em termos teóricos, mas injusta por estar fora do contexto do fato ocorrido.

Além da situação ocorrida com Claudia Leitte disseram que houve uma guerrinha ridícula de tweets (é mole ou quer mais?) e eu nem fiquei sabendo disso, mas pelo que li sobre essa "guerrinha" houve uma birrinha sem vergonha em relação ao assunto "Metallica" (grande banda de rock que foi atração principal no dia metal do Rock in Rio) ter estado entre os mais twittados e a galera do forró ter entrado na parada para tirar o assunto "Metallica" dentre os principais assuntos entendi que nessa foi erro do pessoal do forró querer concorrer sobre uma coisa que não tem significado, uma pura vaidade. Pra quê mover uma campanha para tirar o Metallica dos trending topics twitteiros???? Claro que ofensas são injustificáveis sejam elas quais forem, ainda mais em se tratando de discriminação. No entanto, sabemos que quando um não quer dois não brigam, né?

Por fim quero por assim dizer que sou rockeiro e que me amarro em Chuck Berry e também me amarro num bom forró, num samba de Cartola, num Pixinguinha, D. Ivone Lara, Bob Marley e muito, mas muuuiiiito reggae, inclusive do Maranhão e compreendo que rótulos não passam de rótulos. Música boa não tem nome nem estilo.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A voz profética do Punk Rock

O Punk é um estilo de vida, um estilo de produção cultural, associado diretamente ao rock n roll. O punk é baseado em ideias cujo princípio mais famoso e maior gerador de cultura foi o " faça-você-mesmo". Dentro do contexto da contracultura o punk é uma subcultura. Uma subversão da cultura de forma provocativa e como fonte de algo libertário. Essa cultura expressa um anseio de todo ser humano. Por isso mesmo me identifico com o Punk e como cristão não disassociei a isso. Vejo que a mensagem de Jesus Cristo, o evangelho de um Reino sem lei, cujo única lei é o amor, como expõe Paulo, o apóstolo do mundo não judeu, o fim da Lei é o amor, que interpreto como "para aqueles que amam não há necessidade de lei. Não exestem leis para aqueles que amam". Diga-se de passagem o verdadeiro amor e não os amores fakes que o mundo propõe. O evangelho de Cristo, a boa nova, nos noticia que esse anseio libertário humano tem sentido e que correponde ao relacionamento Deus-homem, e que quando este homem encontra-se com Jesus, o Deus que veio ao homem, resolve levar essa ideia de liberdade, verdadeira liberdade, a qual não é ausência de responsabilidade, mas reencontrar identidade e amar. 
Nesse mês de Outubro, teremos dois shows de dois grandes nomes da cena punk rock internacional. Duas bandas que seguem seus estilos musicais punk. A primeira, a mais famosa, o Bad Religion, que como o nome já diz, se opõe a religião. 
O Bad Religion já tem mais de 30 anos de carreira e está sempre aqui na terra brazillis. Suas músicas são verdadeiras poesias sociais (o que diferencia o grupo de todas as bandas punks em geral) com críticas afiadas e pensamentos reflexivos enquanto testemunhas de um mundo doente. Já postei aqui no blog dois textos que os cito. Outra banda que aporta aqui e que é bem interessante por conta de suas melodias com riffs simples e destruidores e que foram evoluindo em termos de técnica ao longo dos anos é o MxPx. Essa banda, identificada ao movimento cristão, se importa em tocar músicas que expressam sentimentos e situações gerais desde canções românticas a verdadeiras críticas sociais.  
São essas críticas que me chamam a postar aqui duas músicas dessas bandas que falam bem sobre o tipo de conflito social a que pertencemos, uma vez que vivemos em mundos distanciados em termos de realidades sociais, mas tão próximos em termos físicos, pois vivemos na verdade num mundo só. Mesmo que existam vidas a margem de outras vidas, essas mesmas se chocam e temos vivido em meio a opressão. "Punk Rock Song", do Bad Religion é o verdadeiro hino punk/hardcore, sintetiza a angústia de se estar num mundo doente disparando e criticando contra o egocentrismo em "mas nós fazemos o que queremos e pensamos o que nos agrada" e contra a inércia repleta de um "verniz social" em "mesmo assim nós ignoramos os necessitados e nós continuamos prosseguindo, continuamos prosseguindo". Em "1 and 3", o MxPx, questiona essa superposição entre Primeiro e Terceiro mundos, que isso ocupa inclusive nossa mente. Gritam eles em "Eu estou cansado dessa cultura de primeiro e terceiro" e "1 e 3 existe tanto através do que somos".
Devemos lembrar sempre que o evangelho é a contra-mão do mundo. Por isso, tudo que é contrário aos interesses do "EU" e é contrário as injustiças desse mundo, é CRISTÃO! 
Assistam aos vídeos com tradução das letras das respectivas músicas "Punk Rock Song" (Bad Religion) e "1 and 3" (MxPx):




Só para lembrar, o sentido e conceito de paz que o cristianismo cumpre é que Paz não é ausência de conflitos ou guerras ou disputas, mas o encontro de Deus com homem, essa religação desse relacionamento. Dessa paz gerada é gerada uma inquietude boa por esta salvação que se inconforma com as injustiças e busca quebrar as cadeias dos oprimidos.

Na paz e no pensar punk do evangelho,

Jorge Tonnera Jr.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Pelo Amor de Deus (For the love of God), de Steve Vai

Uma linda música que faz viajar. Não tem como não viajar nessa que é uma das melhores músicas de um dos melhores guitarristas que existe. "For the love of God" possui esse clip abaixo que mostra esse lance da religiosidade como inerente ao ser humano em sua busca de sentido.

domingo, 15 de maio de 2011

A fé do Homem de Preto


"Homem de Preto"?! E que fé é essa que se veste de preto? Você não o conhece? Bom, não vou me deter aqui a falar sobre trabalhos específicos no meio gospel, mas sim tentar falar um pouco dessa figura carismática e marcante, desse cara íntegro e sem rótulos e que também por isso rendeu o brilhante filme sobre sua vida: Johnny & June (Walk the Line, no original). Estou me referindo à lenda Johnny Cash, grande artista que fazia uma música que se confundia com country e rock primordial. Sua voz sepulcral em algumas de suas canções lembram-me às vezes um enterro.

Como gosto de comprar a versão deluxe (DVD duplo) de filmes que me apaixonam eu já a tempos esperava para comprar o DVD duplo desse filme "Johnny & June", pois gosto de saber sempre mais sobre aquele filme que me empolgou, ainda mais num caso como esse em que se trata de um filme biográfico. Só pra situar quem nunca assistiu "Johnny & June" o filme narra o amor entre Johnny Cash e June Carter, seu grande amor, e o ponto central do filme é justamente como um amor pode salvar um homem em colapso à beira da auto-destruição.
NO DVD extra há vários materiais que falam sobre Cash, mas uma parte específica desse DVD é o material chamado "Cash e sua Fé". O filme, que já mostrava um pouco dessa relação que Cash tinha com a fé e a religiosidade precisava realmente de um algo mais sobre esse tema, que na verdade sem ele não existiria Johnny Cash. É o que prova e mostra justamente essa parte do DVD extra, que contém comentários do único filho do casal Cash Carter, pastores, artistas e amigos pessoais.

Pois então, segundo o que assisti, o Homem de Preto em sua labuta teve contato com algo que o marcou e o tocou de alguma forma, que era a música gospel que sua mãe cantava e que por vezes servia para encarar os problemas, provavelmente sua fé em Cristo tenha suas origens aí. Diziam que Johnny sempre se referia ao evangelho e essa era a coisa mais profunda em sua vida. Cash não impunha sua fé a ninguém. Preferia contar histórias ou caso qualquer. Um dos pastores disse que Cash não se considerava um pregador, mas que no fundo ele era, pois partilhava do evangelho do seu próprio jeito através de suas experiências de vida, sobretudo através da música, a qual alcançava pessoas de vários cantos. Sua irmã disse que Johnny sempre foi desafiado em sua fé. Isso é interessante, pois de fato a fé nos causa uma certa inquietude. Cash caminhou a beira da auto-destruição devido entre outras coisas ao uso de droga. Sua mente com certeza devia ser uma luta terrível. E  mais ainda o desejo em coração de fazer sua vida valer alguma coisa. Mais ou menos como na música do U2, "I Still Haven't Found What I'm Looking For", aliás Johnny Cash participou do álbum zooropa do U2 na última canção do disco, "The Wanderer" em que canta um apocalipse.

Cash no início de carreira
Inicialmente Johnny queria ser um cantor gospel, isso se não fosse pelo Sam Phillips, da Sun Records (Sua primeira gravadora), que não queria mais artistas cantando gospel e disse que não queria um artista cantando como ele tem paz e desafiou Johnny a cantar a música de sua vida através de um questionamento: "Se um caminhão lhe atropelace e antes de morrer você pudesse cantar uma música de sua vida, o que você cantaria"?
Então Johnny cantou "Folsom Prison Blues", uma música que ele fez na época do serviço militar, e que fala da Prisão Folsom, ou seja, ele cantou uma música sobre prisão, algo que de fato representava sua vida, já que embora ele nunca tenha estado lá ela representava sua prisão interior. E sabe de uma coisa, às vezes realmente é melhor não falar de paz, mas de dor. Só um sofredor para entender um outro sofredor...

Aliás Johnny sabia que estava no mundo e nele há um monte de corrupção em que o homem se mete e se engana. Assim ele cantava uma música gospel e imendava "Cocaine Blues", uma música que ele canta como se ele fosse o usuário de cocaína que matou uma mulher. Isso é ser íntegro, convícto e sem ter que sustentar uma imagem de politicamente correto para agradar a uns e outros. Cash realmente usou a vocação que Deus o deu. Através da música ele conseguia se ligar com diversas pessoas, algo meio libertário, pois suas canções falavam de coisas da vida, da gente sozinha, dos pobres, dos oprimidos ou de um caso de romance. Johnny atraia pessoas e assim compartilhava histórias. Atraia pessoas seja uma mãe com um filho no corredor da morte a uma criança pedindo para arrancar um dentinho.

Johnny tinha o "dom" de substimar-se e tratar a si como algo não importante para si mesmo como se ele fosse menor que outros e se igualar  aos mais baixos, aos sofredores, aos perdidos e perdedores. Ele que era chamado de "Homem de Preto" por se apresentar sempre de roupas pretas tinha isso como um significado pessoal o qual inclusive é explicíto na canção "Man in Black" (Homem de Preto):

 "I wear the black for the poor and the beaten down, / Livin' in the hopeless, hungry side of town, / I wear it for the prisoner who has long paid for his crime, / But is there because he's a victim of the times" ("Eu me visto de preto pelos pobres e oprimidos/ Que vivem no lado faminto e sem esperanças da cidade / Eu me visto assim pelo prisioneiro que há muito pagou por seu crime / Mas está ali pois é uma vítima dos tempos").

A cor da roupa era sua identificação pessoal com o fato de haver dores e sofrimento no mundo. Johnny dizia que se um dia o mundo não tivesse mais dor e sofrimento ele deixaria de usar o preto. Ao ser indagado, questionado ou ridicularizado sobre vestir-se de preto ao perguntarem a ele se ele ia a um enterro, Johnny era enfático ao responder: "Talvez eu vá"...

Os presidiários se identificavam com Johnny devido a suas canções e Johnny se identificava com eles devido a vivenciar uma prisão emocional. No filme mostra bem que as cartas dos presidiários fizeram com que ele percebesse que era querido por um grupo de pessoas excluídas e problemáticas e isso o incentivou a retomar a carreira e daí ele decidiu fazer um show para os detentos na prisão Folsom e gravá-lo em um disco. Algo que incomodou e inicialmente foi rejeitado pelos empresários de gravadora e não quiseram gravar esse álbum, pois seu público era de pessoas cristãs, pessoas de bem que não gostariam disso. Rejeitando essa hipocrisia o filme mostra que Johnny sutilmente satiriza e rebate dizendo que se as pessoas não comprarem o disco por ter sido gravado em um show para presidiários então essas pessoas não são cristãs.

No final das contas "Johnny & June" se trata de uma biografia pequena de um trecho da vida de Cash, mas muito mais que isto, trata de salvação...
Cash e Carter
Com a ajuda da esposa e influenciado por uma conversão religiosa alcançada
Johnny teve uma experiência com Deus e sentiu-se livre. Segundo seu filho, Johnny  Cash gostaria de ser lembrado como um homem de Deus, antes mesmo de cantor.
Ele recordaria mais tarde que durante uma operação Cash passou por uma experiência "próxima da morte". Cash disse que teve visões celestes tão belas que ficou com raiva quando acordou e percebeu que estava vivo.
Poucas semanas antes da sua morte Cash disse que mal podia esperar para estar no céu, para ver June, sua esposa (que morreu 4 meses antes dele) e Jack (seu irmão que morreu na infância e sempre permaneceu no seu pensamento) e outros, mas sobretudo pra ver Jesus.
A uma semana da sua morte estando sua irmã no quarto com ele, perguntou: " Se visse Jesus vir em sua direção, o que acha que Ele te diria? Johnny respondeu chorando: Isso é fácil! Ele diria "Vinde a mim os que labutam e os sobrecarregados e lhes darei descanso. Deixem que os guie e aprendam de mim a humildade e a doçura de coração e encontrarão o descanso para suas almas".
Cash em um dos seus últimos trabalhos musicais.


Por Jorge Tonnera Júnior
, em Cristo. Vem Jesus!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Fé e Americanismo idiota no início de um século quebrado

Esse ano faz 10 anos dos atentados e justamente o sentimento de revanchismo e justiça ainda presente do inconsciente patriótico americano pôde ser visto essa semana com a teórica derradeira morte de Osama Bin Laden, o mentor da Al Quaeda e responsável principal do atentado de 11/09. Com declarações do presidente americano Barack Obama que tem agora sua popularidade aumentada através disso e com certeza uma grande propaganda pra uma futura e próxima reeleição ele disse que "o mundo agora está mais seguro"...  e "Esta luta não foi uma escolha do povo americano. Ela chegou às nossas terras" como se os EUA fossem sempre o bom moço muito retratado nos filmes faro-oeste e de guerra e aos sons de "U.S.A"-U.S.A.-U.S.A."! o patriotismo americano chega a ser daninho, (Já viram Borat?)uma vez que deveriam se perguntar sobre que tipo de justiça eles estão comemorando, afinal os EUA são responsáveis por diversas injustiças no mundo. Como se fazer justiça quando não se é justo? Acho que essa é uma grande questão que Deus no dá através da Bíblia, particularmente no Novo Testamento.

Com toda confusão social causado pelos intervencionismos políticos militares que culminaram com o trágico 11/09, na época dos atentados vários artistas se manifestassem em relação a todo aquele momento, mas é certo que ninguém fez como o Green Day. 
Em 2001, os punks lançaram um álbum incrível chamado "American Idiot" (Idiota Americano), um álbum conceitual, mais propriamente uma ópera-rock sobre um personagem chamado "Jesus do Subúrbio". Segundo a sucessão das músicas é apresentado de antemão o idiota americano, o próprio George Walker Bush. Como ela mesma retrata no refrão "Bem-vindo a um novo tipo de tensão/Baseado na alienação/onde tudo não é feito para ser aprovado/Os sonhos criados pela televisão/Os quais não somos obrigados a seguir/Já nos dão razão suficiente para nos opor"; naquela época de Bush havia uma histeria, confusão, propagandas, preconceitos etc. O álbum especialmente essa música traz críticas claras à sociedade americana e à política de Bush. Daí então é que surge na segunda música o personagem "Jesus do Subúrbio", que é um cara no meio dessa bagunça cultural que de um lado uma guerra, do outro uma alienação, um "american way of life" e dentro desse personagem há uma guerra interior, e ele próprio se apresenta como um "filho do ódio e amor" como canta no início da música. "Viver e não respirar, é morrer em tragédia," ainda mais nessa "land of make believe" canta ele: "terra do faz de conta/ Quem não acredita em mim" e daí "deixar para trás esse furacão de mentiras", se recusando a fazer parte disso como em "I dont care":  "Todo mundo é tão cheio de merda/ Nascidos e criados por hipócritas/ Corações reciclados porém nunca salvos". Esse "Jesus" se faz um mito pra se resolver numa fé em si mesmo ao mesmo tempo autodestrutiva.
Aliás uma das coisas que "American Idiot" retrata é a coisa da fé. Em "Holiday" canta-se as sujeiras de uma guerra e o uso da fé num terrorismo. "Eu estou pedindo para sonhar e discordar das mentiras sujas/Esse é o começo do final de nossas vidas/Num feriado...que logo em seguida canta "Ouça a bateria desafinada/Mais um protestante cruzou a linha (hey!)/Para encontrar o dinheiro do outro lado/ Posso ouvir outro amém? (amém)"

Só por curiosidade "American Idiot depois de ter ido a Broadway e se transformado em um musical, vai agora virar filme.

 Início do século quebrado

Entre duas guerras (Iraque e Afeganistão), dívidas, crise econômica, terrorismo, desastres ambientais, é o estrago pós-Bush. Vale ressaltar que os eleitores de Bush foram muitos crentes. Só pra citar em 2002 a aprovação dele era de 80% nos EUA, popularidade alavancada pela “guerra ao terror”. Bem incoerente, acho eu. Mas o caso é que pelo menos ao final do mandato enquanto a aprovação de Bush caía, American Idiot continuou lá encima.

21st Century Breakdown
O álbum seguinte a "american idiot" e nono do Green Day, lançado em 2009 é "21st Century Breakdown" (século 21 quebrado). Este álbum é dividido em 3 momentos ou atos: "Heroes And Cons" (heróis e malfeitores), "Charlatans And Saints" (Charlatãos e Santos) e "Horseshoes And Handgrenades" (Ferraduras e Granadas de Mão), onde há dois personagens principais: Christian e Gloria, dois nomes referência ao contexto cristão. Sendo assim a questão da fé é bem mais direta e aparente nesse álbum.
 Como disse certa vez uma revista "em uma imagem maior, era a experiência em ser uma pessoa fora da igreja, a idéia de que ter feto um comentário tão público sobre o ponto de vista Cristão de Bush em American Idiot, ainda o deixava (Billie Joe Armstrong, vocalista e guitarrista da banda) como um punk confuso e isso levou Armstrong ainda mais a fundo no conceito central do álbum." Gloria é ativista cheia de conflitos e tenta se manter em seu idealismo jovem. Christian, é mais explosivo e reativo.
Billie Joe Armstrong: “É um álbum que fala sobre caos e fogo nas ruas, revolta, pessoas marchando rua abaixo com tochas nas mãos, enquanto você faz amor com a sua namorada, eu acho.” "Song of the century" é um mini hino meio retrô que introduz perfeitamente a volta ou saudade de um tempo passado ao mesmo tempo um presente confuso para abrir 21st Century Breakdown.
Em "East Jesus Nowhere" (Jesus do Leste de Lugar Nenhum), por exemplo, eles cantam: "Depositem sua fé em um milagre/ E isso não tem a ver com religião/ Juntem-se ao coro, vamos cantar/ Na igreja da doce ilusão". Confrontando o preconceito religioso que há em relação aos árabes e muçulmanos o Green Day critica o fundamentalismo religioso do seu próprio país, o EUA, que têm e a muito tempo já tinham seus próprios fanáticos com os quais já deveriam se preocupar ao invés de buscar no fanatismo de outra cultura.
Esse fanatismo manifesto já foi citado aqui no blog no post "Waynne e o Jesus Americano" a respeito do pastor Waynne, que tacou fogo no Alcorão jogando na verdade mais combustível na fogueira santa que produz somente ódio entre os muçulmanos para com o EUA.
Em "Peacemaker" (Pacificador), segundo Billie, “É uma canção que fala de como as pessoas podem ser tão vingativas que chega quase a ser um impulso sexual”. Já a “21 Guns” é uma balada poderosa que fala de perda de fé e se questionar pelo que se luta e pelo que se vale morrer. Com um refrão que pede uma salva de 21 tiros para aquele que é renegado.
Billie Joe acerca do próprio álbum diz uma frase bem realista e necessária pra os dias atuais desse início de século quebrado: "Eu acho que qualquer bom Cristão teria algumas belas dúvidas sobre religião.”

Bem, eu como cristão e escriba desse blog posso dizer:
Eu sou cristão e tenho belas dúvidas não de Jesus, mas da religião.

Abraços e que a paz de Jesus no amor, este sim a verdadeira la revolucion esteja conosco.
amém!!!

fontes e citações:
Algumas citações de Billie e comentários foram extraídos de revistas publicadas como Kerrang e Alternative Press e postadas no site The Nimrods (www.thenimrods.com). Agradeço ao site por disponibilizar as matérias.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

U2 faz música com fé sem rótulo de rock cristão

Bom dia, irmãos e companheiros de jornada! O show do U2 é amanhã e como prometido tenho postado coisas relativas a banda e a fé. Segue mais um artigo super inteligente. 
 
"U2 faz música com fé sem rótulo de rock cristão"

O U2 tem uma carreira admirável no rock ‘n’ roll, tipo de música notório por recompensar artistas que cantam sobre coisas mais simples do que o mundo em que vivemos e o lugar que nele ocupamos. A banda – ou, em alguns casos, apenas Bono, seu homem de frente – já desempenhou o papel de pop star, pária, filho pródigo e proselitista. Porém, ao longo de seus 30 anos de carreira, a espiritualidade do U2 nunca rotulou sua música como rock cristão – estigma considerado medíocre no circuito comercial da música. O U2 vem mantendo primorosamente tanto seu lado espiritual como seu lado laico – em proporções que não limitariam seu alcance de público.

Greg Garret, professor da Baylor University e autor do livro “We Get to Carry Each Other: The Gospel According to U2” (Nós temos que nos apoiar: o evangelho segundo o U2), afirma que o rock cristão se tornou uma frase tóxica no pop por uma boa razão: “Temos a arte cristã, onde a arte é menos importante do que seu lado cristão. As crenças do U2 são filtradas em seu trabalho, mas nem por isso essa é a razão principal para que eles façam música”.

A reverenda Genevieve Razim, pastora associada da Palmer Memorial Episcopal Church, é quem diz: “Em minha posição episcopal, meu palpite sempre foi de que o moderno e o cristão podem ser compatíveis; e o U2 confirmou isso para mim. São inúmeras as mensagens na mídia de que ser cristão é o mesmo que ser rígido e intolerante, e eis que vem essa banda de rock fazendo perguntas importantes e expressando sua fé”.

Sendo assim, há anos o U2 vem fazendo canções sobre paz, justiça, espiritualidade e mistérios, e sua maneira de fazê-las revela uma inclinação ao que é elevado – seja o uso de salmos no início de sua carreira até sua visão panorâmica do mundo nos dias de hoje.

É importante ressaltar que o som do U2 tem muito a ver com seu sucesso de longa data. A banda Creed, por exemplo, é incessantemente criticada por fazer música copiada. A música do U2, porém, apesar de constantes mudanças, sempre foi imediatamente identificada como sendo única: seja a voz, os efeitos de guitarra ou a marcha militar da percussão. Como a música de Johnny Cash ou Nusrat Fateh Ali Khan, o som do U2, além de espiritual, é uma constante celebração (salvo algumas vezes em que mostra indignação), ao mesmo tempo em que atravessa limitações que alguns venham a encontrar em sua fé.

Fé particular

A arte de qualidade – seja ela religiosa ou não – deve ser imbuída de uma experiência reveladora para aqueles que a testemunham e a consomem.

Ainda assim, o U2 guarda uma relação tênue com o cristianismo. Os integrantes da banda são de uma época de sangrento conflito religioso em seu país de origem, a Irlanda. Três deles – Bono, o guitarrista The Edge e o baterista Larry Mullen Jr. – eram membros de uma comunidade cristã em Dublin que, segundo consta no livro de Garrett, os levou a acreditar que a vida no rock e a vida seguindo aquela fé não seriam compatíveis.

Garret questiona: “O que você faz quando é ferido pela instituição, mas ainda ama Deus?”

Uma reação é abandonar aquela instituição e começar sua própria. De certa forma, foi o que o U2 fez – apresentando ao público uma fé particular. A outra é tentar consertar a instituição já existente, que é o que Bono vem tentando fazer recentemente, proferindo palestras em igrejas por toda a América para estimular o auxílio à África.

Como é evidente no título de um dos maiores sucessos da banda, “I Still Haven’t Found What I’m Looking For” (eu ainda não encontrei o que eu procuro), ele se encontra em uma busca interior, o que pode ter um efeito profundo naqueles que igualmente buscam por algo espiritual – e isso, juntamente com sua música, poderia explicar o extenso poder de atração que o U2 desperta.

Ainda assim, ter certeza de que esse “algo” foi encontrado é anular esse “algo” enquanto fé. Garrett destaca: “Muitos americanos estão comprometidos com uma visão de fé como uma crença absoluta. São pessoas que ficam sentadas olhando para o relógio. E foi para essa tarefa que Bono convocou as igrejas americanas: este modelo de salvação que ignora o fato de que fomos colocados aqui por uma razão especial, além da salvação pessoal. E é isso o que ele tem de mais persuasivo a oferecer: a ideia de que estamos juntos nessa jornada, caímos e nos levantamos juntos, carregamos uns aos outros”.

A faixa título do último álbum da banda, No Line on the Horizon (nenhuma linha no hrizonte) – o álbum mais voltado para a espiritualidade desde os primórdios do U2 – parece ser prova disso. Existe a imagem em si, a ausência de uma linha, um destino final. A canção também trás duas frases que valem ser destacadas: “O infinito é um bom lugar para começar”, e “O tempo é irrelevante, não é linear”.

Razim acha isso parecido com a abertura do Mar Vermelho. “Para mim, é como Deus abrindo um caminho onde parecia não haver caminho algum”. É a visão abrangente do cosmo, e do que está além dele, que não combina bem com a idéia do céu como um final de partida vitorioso. Tanto é que Bono disse à revista evangélica Christianity Today: “Costumo achar que a religião obstrui o caminho de Deus”. E The Edge falou à Hot Press em 2002: “Ainda tenho uma vida espiritual, mas não sou muito fã da religião por si só”.

Turnê eclesiástica

A Christianity Today definiu a turnê de Bono pelas igrejas americanas para incentivar o auxílio à África como “uma experiência de igrejas que deixam Bono com uma eclesiologia tão frágil que mede a missão da igreja quase que exclusivamente em termos geográficos”.

Garrett, porém, vê progressos nos trabalhos não-musicais de Bono. “Acho que hoje em dia mais pessoas acreditam nesta ideia de que a igreja precisa ser mais responsiva às necessidades do mundo e menos focada na salvação pessoal – especialmente entre os cristãos jovens. Acho que eles estavam na linha de frente disso”.

A música da banda encontrou seu caminho nas igrejas americanas através do serviço eucarístico U2charists, que vêm sendo realizado nos últimos seis anos.

Razim supervisionou dois deles na Palmer Memorial Episcopal Church: na passagem do ano de 2008 e no feriado de Juneteenth em 2009 – ambos com capacidade máxima de lotação. Um próximo está programado para o réveillon de 2009. A música de U2 é cantada e o dinheiro é arrecadado para as Metas de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, condição imposta pela banda em troca de permitir que sua música seja veiculada sem royalties.

Ela diz que o U2charist é uma ação genuína, além de apoiar o envolvimento comunitário da igreja.

E, apesar de um relacionamento de certa forma tenso entre o U2 e qualquer organização religiosa em particular, Razim, assim como Garrett, vê afinidade na espiritualidade da banda. “Tem a ver com buscar, procurar”, disse ele. “A primeira vez que ouvi uma canção do U2 eu detectei isso. É uma jornada, com a fé se desenvolvendo e fazendo perguntas difíceis. Acho que a música deles confirma e fortalece isso, ela é uma verdadeira expressão de quem somos neste lugar e neste momento”.

The New York Times


segunda-feira, 4 de abril de 2011

U2 e a Igreja chamada Vertigo.

Este artigo abaixo do Pastor Carlos Bezerra Jr é bem interessante e esclarecedor.

U2 e a Igreja chamada Vertigo,
por Carlos Bezerra Junior.

“Hello, hello! I’m at a place called vertigo...” Foi ouvindo estes versos que eu me dei conta de onde estava: no estádio do Morumbi, assistindo ao show da banda U2, que tocava a segunda música do dia, em São Paulo. Perto de mim, o prefeito José Serra. A reação à apresentação dos roqueiros irlandeses é geralmente essa mesmo. Ficamos meio que tontos diante do cenário gigante, da performance perfeita, do carisma de Bono. Depois do show, recebi vários e-mails de irmãos questionando o conteúdo cristão das músicas do U2 e das bandeiras sustentadas pelo vocalista. Resolvi escrever o que penso.

Seriam eles cristãos? Sim, eles são. Alguns podem torcer o nariz para essa afirmação. Conheço todos os argumentos contrários de cor, e, sobre isso, penso sobre como o nosso olhar se tornou superficial nos últimos anos, ou, então, como a nossa teologia se tornou rasa. Excluímos do nosso círculo quem não segue os mesmos padrões de comportamento. Enquanto isso, o “Você também” do U2 prefere incluir.

Não sei se a maioria quer enxergar o miolo da questão, se quer tocar a alma desses artistas. Aos que desejam isso, sugiro uma leitura atenta das músicas. O U2 fala, principalmente, da loucura da vida moderna, das nossas cidades, da ausência de sentido das guerras, das conquistas, dos fracassos. Num mundo vertiginoso, eles procuram algo que os faça “sentir” –é o que diz “Vertigo”. Mas é também o que diz “I still haven’t found what I’m looking for”, na qual Bono canta a sua busca por entender o sentido da condição humana.

As cidades sem nome, onde as luzes cegam, os arranjos eletrônicos que causam estranhamento... São esses os cenários desenhados pelo U2 em seu lamento pela tristeza do mundo, que vem desde o domingo sangrento de “Sunday Bloody Sunday”. A crítica musical muitas vezes o classifica como piegas. Porém a maneira como os irlandeses se colocam no hit parade, carregados de influências que vão dos Beatles aos punks Ramones, apresentando criações originalíssimas e baladas que marcam gerações, é surpreendente. Em todas as letras, há conceitos cristãos claros, e as bandeiras –como a coexistência pacífica das religiões, e não o ecumenismo— são as mais evangélicas que conheci.

Há canções específicas em que o Evangelho é declarado de forma explícita, porém os que não são cristãos não a compreendem dessa forma. Dos primeiros CDs da banda até o consagrado “War”, as referências à fé predominam. Em “Boy”, o trabalho de estréia do U2, Bono canta em “I Will Folow” (“Eu Seguirei”): “I was on the outside when you said/ You needed me/ I was looking at myself/ I was blind, I could not see. (Eu estava por fora quando você disse. Preciso de você. Eu estava observando a mim mesmo/ Eu estava cego, não podia ver)”. Entre “Boy” e “War”, está “October”, considerado um dos trabalhos mais cristãos da banda.

Além das declarações de fé do U2, o testemunho público de Bono confirma o que ele canta. O envolvimento do vocalista no Jubileu 2000, movimento que propõe o perdão da dívida externa dos países africanos, o forçou a atrasar em um ano o lançamento do novo CD. Há 25 anos casado com a mesma mulher, Bono fala com presidentes, discursa, prega em seus shows usando o palco como púlpito. Em qualquer oportunidade, ele está chamando atenção para a pobreza e a injustiça social.

Tudo isso pode parecer novidade para nós, brasileiros, mas para irlandeses e americanos, a confissão de fé dos roqueiros do U2 é praticamente domínio público. Este fato está sendo corrigido com o lançamento de “Walk On A Jornada Espiritual do U2”, tradução do livro de Steve Stockman (W4 Editora). Neste ensaio, vemos a compilação de milhares de entrevistas de Bono Vox ao longo dos anos e descobrimos que ele mesmo parou de tocar no assunto igreja para evitar maiores transtornos pessoais e na carreira da banda. Mas há muitas outras coisas interessantes a conferir no livro.

O passado do jovem vocalista em Dublin, o tempo de escola bíblica, é um dos capítulos interessantes. Entendemos o que era o movimento evangélico daquele lugar naqueles tempos. Era o auge da guerra entre católicos e protestantes e a igreja não estava encerrada entre as quatros paredes do templo, e sim nas trincheiras. As canções não eram apenas de louvor, mas também de protesto por tamanha incoerência de ambos os lados da batalha. Quem não se lembra da cena de Sinéad O’Connor, a cantora careca de “Nothing Compares 2 U”, queimando a fotografia do Papa?

O U2 é um produto da Igreja, mas não para consumo interno. Hoje, vejo em Bono inúmeras expressões do Evangelho, e dos valores que aprendemos aos domingos (ou que deveríamos estar aprendendo), vejo a tentativa frutífera de atingir para além do gueto que criamos, para além dos muros do templo. E isso, convenhamos, assusta a qualquer um. Ao mesmo tempo revela uma coragem que a maioria dos nossos músicos maravilhosos não tem. Aqui eu escrevo sem ironia: nós, cristãos, abastecemos o setor fonográfico há anos, com músicos que, fora da igreja, ajudam a embalar multidões com boa música cantada por não-cristãos, enquanto dentro produzem canções muitas vezes repetitivas e sem criatividade, sem força para ir além do muitas vezes mesquinho e vazio mercado evangélico.

Não conheço Bono o suficiente para saber se ele é um exemplo a ser seguido, mas não posso ignorar a verdade de suas bandeiras. Quando assisto a um megashow como o que ele fez em São Paulo, considerado por muitos o maior show de rock da história do Brasil, não posso deixar de me sentir desafiado e de me identificar com a proposta desses malucos irlandeses. Como político, sempre rejeitei o gueto. Sempre me recusei a, como vereador, me restringir a ser um despachante de igreja, a viver de favores, fechado num mundinho autodenominado cristão.

Nunca entendi que Jesus pregava a salvação para aqueles que fossem “bonzinhos”. Entendi que o céu era para aqueles que acolhessem o estrangeiro, para os que desse água ao sedento, comida ao faminto. Talvez seja essa a pergunta perseguida por Bono: o que é a salvação? A julgar por algumas letras e discursos da banda, a salvação é sinônimo de humanização. A partir do momento em que nos tornamos mais humanos, mais parecidos com Jesus nos tornamos. E, acima de tudo, a salvação é para todos, não apenas para um grupo de iniciados.

Para concluir, o U2 nos ensina que o projeto de expressar os valores da Igreja para o além-muro pode dar certo, seja em canções, seja em políticas públicas. Não sei se poderia considerar heresia ouvir uma multidão como a que lotou o Morumbi cantando os versos de “40”, composição do CD “War”, na qual Bono é explícito em sua fé. Na música, ele diz: “You set my feet upon a rock. And made my footsteps firm. Many will see, many will see and hear (Você pôs meus pés sobre a rocha. E firmou os meus passos. Muitos verão, muitos verão, e ouvirão)”. Posso dar o testemunho de quem viu isso ao vivo, como eu. É emocionante. Ouvir o nome do Senhor exaltado dessa forma é de arrepiar.

CARLOS BEZERRA JR. é médico ginecologista e obstetra, pastor da Comunidade da Graça e vereador de São Paulo

quinta-feira, 31 de março de 2011

U2 chegando...fé, igreja, evangelho, e nada de religião! Apenas Caminhe (Walk on)!

Como muitos já sabem o U2 irá tocar em 3 noites em São Paulo. Eu estarei lá, se Deus permitir, no dia 09/04/11.
 Uma coisa que me atrai na banda e suas músicas são as melodias e riffs e as letras bem humanas influenciadas pela fé cristã. Ao longo dos próximos dias eu vou postar alguns artigos bem interessantes que falam do U2 e sua fé.  Por hora deixo aqui uma música do Reino, e se chama "Walk On", que é do álbum All That You Can't Leave Behind, que foi o décimo álbum de estúdio dessa banda de rock irlandesa.
"Walk On" foi originalmente escrito sobre e dedicado a Aung San Suu Kyi, a ativista birmanesa, tal significado fez com que fosse proibida na Birmânia, hoje Mianmar, já que ela é símbolo da luta pela democracia. Ela passou a maior parte dos últimos 20 anos encarcerada. Após os ataques de 11 de setembro essa música teve mais um sentido. Ela realmente toca, é muito espiritual, uma das mais espirituais deles, se é que existe mais espiritual ou menos...rss Lembro que uma vez eu estava num supermercado desses da vida e na seção de música e eletrônicos tinha um aparelho DVD e uma TV rodando um DVD do U2 (não me lembro se era da Vertigo Tour ou Elevation Tour) e cuja última música era "Walk On" e ao final meus olhos estavam cheios de lágrimas não sei muito bem porquê. Na gravação do clip eles fizeram duas versões e uma delas foi feita aqui no Rio de Janeiro. A capa do álbum que contém esta música é a banda num aeroporto, que aliás o clip de Beatiful Day se passa num aeroporto. Na capa há um sinal de partida "F21-36", no entanto, isso foi mudado para J33-3, em referência ao versículo bíblico de Jeremias 33:3, que diz "Clama a mim e eu te responderei coisas grandes e firmes que não sabes". Bono se refere a este versículo como o "número do telefone de Deus". 
Segue aí "Walk On", uma das músicas que mais me tocam e que é a que mais gosto de ouvir do U2. O vídeo possui a tradução da letra da música que significa melhor "Caminhe" ou "ande em frente".
A letra tem uma frase que diz o siguinte "Um lugar em que tem que se crer para poder ser visto". E é isso mesmo. Ver pra crer é algo tão pequeno...



Caminhando, em direção ao alvo.
 Jorge Tonnera Júnior

Aung San Suu Kyi

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ecologia, rock e vida: Oils, Warumpi e Spys

Bandas australianas da década de 80, cujo sucesso percorreu os anos 90, ainda hoje ecoam nos meus ouvidos. Devido ao som, mas também à criatividade e sobretudo a honestidade, guardo essas bandas no coração. São minhas bandas preferidas. Ainda mais legal o fato delas falarem de ecologia em suas letras.

v Spy v Spy
O v.Spy v.Spy, ou Spy vs Spy, como ficou mais conhecido aqui no Brasil, surgiu em 81 na periferia de Sydney. A região por concentrar injustiças e criminalidade resultou
em uma banda de rock de opinião e cheio de energia. Jovens e surfistas entenderam o som mais consciente. Lançaram seu primeiro álbum de nome "Harry's Reasons?" em 86, contendo letras que abordaram temas sociais e políticos. O nome da faixa-título e álbum fala de um amigo (Harry), usuário e viciado em heroína. Os lançamentos seguintes mantiveram o pensamento contestador. Músicas como "Don't Tear It Down", que foi escrita em protesto a demolição de prédios históricos na cidade de Sydney. “Give Us Something” foi uma crítica dirigida a mídia - e “Injustice”, esta dedicada à arte aborígine (muito desvalorizada pela sociedade Australiana). "Sallie-Anne" foi sobre a morte de uma prostituta, e por aí vai, aprofundando-se em questões ecológica, racismo, os sem tetos, e a vida da sociedade. Em 88 foi a vez do álbum "Xenophobia (Why?)", em 89 gravaram "Trash The Planet".
A banda chegou a fazer uma turnê no Brasil onde descobriram que eram imensamente populares. Decidiram ficar no Brasil onde permaneceram até 1997. Eles são o tipo de caras que entendem que o planeta pode ser um lugar melhor para se viver.


Warumpi Band

A legendária banda Warumpi é uma banda aborígene de rock formada no início dos anos oitentano no assentamento aborígene da Papunya na região central do deserto do Território do Norte, o nome da banda deriva do mel local "formiga sonhando" localizado perto do assentamento. Os membros fundadores foram Sammy e Gordon Butcher, Neil Murray (único branco da banda) e o legendário e saudoso vocalista George Rrurrambu. A Warumpi Band escreveu, gravou e lançou a primeira canção de rock em uma língua aborígene "Jailanguru Pakarnu" (sair da cadeia), em 1983. Em 1984, o álbum de estréia foi lançado com "Blackfella / Whitefella", um verdadeiro hino. Músicas que falam de localidade, pertencimento à terra natal, cultura e problemas sociais como alcoolismo na sociedade aborígene foram presentes. Com o “Didgeridoo” e guitarra, Warumpi Band mostra do que a música e a cultura são feitas (de pessoas), independentemente de cor, credo, nacionalidade etc.

Midinight Oil

Como o Spy vs Spy e o Warumpi, o Midninight Oil é carisma puro. Suas letras falam de problemas políticos e sociais que continuam atuais. Em 86, filmaram o documentário "Blackfella / Whitefella", que traz as imagens da experiência vivida pela banda durante sua turnê em 1986 pelas tribos aborígines da Austrália Central a convite do legendário grupo aborígine The Warumpi Band, aliás duas músicas que surgiram nessa época foram marcantes para a banda: "Beds are Burning"(que fala da posse das terras aborígenes e sua devolução) e "The Dead Heart" que foi escolhida pelos próprios aborígenes e que fala do orgulho aborígene e sua cultura. Estão na linha de frente do movimento e é a banda que mais associou a própria imagem a causa ambiental. Considero eles como a banda mais "ecológica", em termos de causa. Para se ter uma idéia, o vocalista e frontman Peter Garret se tornou o atual ministro do meio ambiente da Austrália. Formada em 1977 na Austrália, o Midnight sempre apresentou letras de cunho politico-ecológico, musicalmente calcadas nitidamente no punk e new wave. O espírito punk e a sensibilidade deles bem como do Spy me emocionam...a música “Blue Sky Mine” foi inspirado no livro de Ben Hills, que fala da triste realidade de uma mina e a condição de vida dos trabalhadores. "Truganini" é um emocionado tributo para a última aborígene da Tasmânia (presa numa corrente e posta como item de museu vivo, ela morreu após uma greve de fome no começo do século XX). "Forgotten Years" fala das mortes na 2ª Guerra Mundial.Na ocasião do acidente do petroleiro Exxon Valdez, na costa do Alasca a banda encontrava-se em Nova York, e improvisou um show na frente da sede da petrolífera Exxon. Depois lançaram um documentário chamado “Black Rain Falls”, gerando fundos para o Greenpeace. Aliás Peter Garrett já chegou a assumir uma espécie de cargo no Greenpeace. Em uma das suas passagens para shows pelo Brasil, se não me engano, protestaram com máscaras de gás contra a poluição do ar da cidade. “The Oils”, sempre foi considerada a banda mais politizada da Austrália e talvez do mundo. Isso acabou influenciando a banda Green Day (Banda punk rock dos anos 90, que aliás eu gosto muito e faz parte das minhas preferidas), quando um amigo tocou para Billie Joe Armstrong (vocalista do Green Day) uma música do Midnight Oil, uma lâmpada surgiu na cabeça de Billie. Daí foi um passo para "American Idiot", o álbum que fez o Green Day explodir novamente e ser considerada hoje uma banda altamente politizada.

Seja viajando, seja fazendo uma trilha, ande na praia ouvindo essas bandas e viaje mais ainda.

Abraços sonoros e pacíficos,

Jorge Tonnera Jr.


Aloha e amém
Jesus Vive!!!!!!!!!!
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