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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Páscoa contra o consumismo em tempos de opressão e falsa pacificação de um estado de direito e de bem estar.

O que tornaria a Páscoa relevante nos nossos dias? Ao que convencionou-se segundo o espírito do nosso tempo ser uma festa, um feriado onde se doa e compra-se (e muito) chocolates, onde os ovos ocupam destaque e possuem valor econômico muito superior ao de um bem alimentar básico.
Não, eu não sou contra o comer ovo de páscoa nem vou dizer para ninguém não comprar. Há um certo sentido que é interessante. Talvez mais que o Natal essa comemoração está destituída do espírito que a originou desde os tempos dos antigos hebreus, enquanto festa dos oprimidos libertos, até a atualização dela pelos cristãos primitivos iniciada por Jesus Cristo, enquanto celebração dos oprimidos libertos para não oprimir. O tempo em que estamos inseridos a torna não somente importante como necessária., pois vivemos um tempo em que se mata e se justifica. Onde o oprimido se torna opressor.
O que seria viável, necessário e subversivo em torno da páscoa  a ponto de refazÊ-la comunitariamente?
Sim, pois a festa sempre foi coletiva e não simplesmente familiar núcleo casa. 
A páscoa se dá a partir da manifestação de deus. Um deus que vai até o excluído, o estrangeiro, o destituído, o perseguido. Esse era o perfil do povo hebreu vivendo no Egito. Esse deus se apresenta com o nome de "Eu Sou". Ele diz eu sou o que sou. O mundo egípcio da época em termos de cenário possuia conhecimento, terras estatais, cidades, prosperidade, rica cultura, gestão ambiental, economia e sobretudo gente, sendo algumas 
dessas não consideradas tão gente por serem temidas. Como forma de se precaver contra uma possibilidade de tomada, ou melhor, perda de poder político, o faraó que se considerava deus, em sua megalomaníaca forma de dominar criou um estatuto informal de controle dos hebreus. Cria uma política de segurança pública egípcia. Exterminava os jovens hebreus, controlava o acesso a comida, mas não tinham acesso a certas coisas, fazia ter alimento, mas trabalhavam para trabalhar.
Na época de Cristo, quando a páscoa foi atualizada, havia também uma política de segurança pública. Manifestações eram constantes e reprimidas. Havia uma turbulência social, um cenário de inquietude, onde se esperava um rei que rompesse com o império. No entanto, aquele povo que foi liberto há muitos anos atrás estava sendo oprimido ao mesmo tempo em que estava oprimindo os seus iguais. Classes dominavam poder e exerciam regras moralistas. Havia um clima de aparências. Eles eram escravos, mas não 
sabiam, assim Jesus se dirigiu a um determinado grupo de judeus. Escravos modernos diferente dos antigos pais hebreus, mas escravos do sistema e sobretudo escravos de si mesmos, a qual é a pior escravidão. Um ciclo de injustiças e ódio e pobreza. Palácios de nobres e casas pobres visíveis onde um olhava o outro, ao mesmo tempo em que havia pessoas invisíveis em centros. Contudo, ainda assim eles lembravam daquela antiga 
páscoa.
Jesus trazia consigo a justiça do Reino. Uma justiça que abria caminho a partir de João Batista retificando e aplanando ideias. Quem tem reparta, quem corrompe não corrompa e quem é corrompido deixe de receber por isso. Justiça essa que era trazida desde os tempos da origem do "começar o começo"(Leia-se Genesis). O mundo de Cristo era violento, excludente. A ideia atualizada por Cristo de Páscoa se dá como uma ressignificação em termos de reconciliação onde não haveria mais muralhas sociais e que por meio dessas relações sociais ressignificadas a vida poderia tomar novo rumo e vivenciada coletivamente, colaborativamente e solidariamente por meio do amor. Assim, trabalho, acesso a terra, direitos humanos, saúde, soberania alimentar, acesso a água e saneamento, habitação, uma nova formação da família, humanizar, redistribuir, compartilhar, uma economia não violenta, uma comunicação não violenta. Quando Cristo reparte o pão da ceia e passa o copo do vinho e diz que era seu corpo era ele distribuindo a riqueza. Era ele enquanto deus dando continuidade a vida, sustentabilidade, no sentido mais puro e simples, no qual cada um tem sua parte e responsabilidade, resposta a habilidade de viver, deveria sobrar para todas aquelas pessoas aquela quantidade de comida. Uma satisfação, onde aquele grupo se constituia em uma nova família por meio de um novo relacionamento, uma nova comunidade, na via da ternura, não no sentido pelego, mas num sentido de igualdade e justiça, o sentido de responsabilidade de amar. Essa resposta e habilidade de amar empodera a comunidade. Esse repartir tinha em si mesmo o "cuidar e cultivar" de Genesis, aquele mandamento de Deus ao homem do Jardim do Éden, pois que o pão e vinho (trigo e uva) vêm do acesso a terra, e sendo assim a proteção a terra é condição de vida justa e condição para compartilhar o pão e o vinho. Em um único gesto tantos sentidos. Isso responde a nossa pergunta inicial do texto: O que tornaria a Páscoa relevante nos nossos dias?
Essa páscoa seria revolução a medida que adentrava na mente de cada um. A comunidade seria empoderada no amor e distribuiria amor. Em tudo a paz... mas a paz que Cristo pregou e que verdadeiramente liberta é diferente da paz que as pessoas buscam a partir dos sistemas filosóficos, econômicos e políticos. Uma paz interior que aprisiona a partir do meio é falsa. Uma paz que se exclui seja por meio de grades fisicas de um condominio, grades geográficas de um espaço natural como um monastério ou uma ecovila que se 
isola do mundo também não é uma paz perfeita, ou ainda grades sensoriais onde as pessoas se desistressam, se interiorizam, meditam, mas buscam a paz delas e não a paz de todos, não é paz é alienação. Uma paz civil, socialzinha é diferente da paz da justiça de deus. 
Uma paz consumista é o que se prega por meio da busca da paz interior. Da mesma forma a ampliação do poder de compra da população pelo governo não garante paz. Todas essas pazes são diferentes da paz santa, a paz que sagra as relações Deus com o homem, homem consigo mesmo, homem com os outros seus, homem com seu meio ambiente e com esse ser ecossistemico. O conto da serpente é a própria paz travestida de se sentir bem apenas. A paz não é se sentir confortável. Não é se sentir bem simplesmente, nem 
sermos meros "cidadãos de bem". A pacificação de Cristo é uma paz que causa desconforto. Nos joga pra fora, porque libertação é ser jogado pra fora e ir de encontro ao outro. É sair do eu e se ligar ao outro.
Em tempos de pacificação das favelas, locais que há anos sofrem e reciclam a opressão, nascem a partir da opressão e são mantidos pela opressão é preciso repensar o sentido de Páscoa. Um justo morreu para libertar muitos. Assim sendo é um compromisso de quem comemora Páscoa buscar justiça. A sociedade está cheia de traumas pscológicos, morais e políticos que não podem ser acabados com uma paz moralista nem egoísta. 
Compartilhemos o que temos de melhor: o amor. Que possamos dar o nosso melhor, o amor, o qual não é genuínamente nosso, mas foi distribuido e compartilhado e assim herdado de Jesus Cristo para libertar muitos também. 

Paz do Cristo
Na contenção, no amor, na justiça, por transformação.

JORGE TONNERA JR.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O Dilema da Femivora - tradução por Claudio Oliver


Um belo artigo traduzido pelo Claudio Oliver, da Casa da Videira e postado no seu blog Na Rua com Deus.
http://naruacomdeus.blogspot.com.br/search?updated-max=2010-09-02T18:26:00-03:00&max-results=1&start=4&by-date=false


The New York Times – Março 2010

O Dilema da Femivora

por PEGGY ORENSTEIN

Quatro mulheres que eu conheço - nenhuma das quais conhece uma à outra - estão construindo galinheiros no quintal. Desnecessário dizer que elas também cultivam produtos biológicos: a minha cidade, em Berkeley, Califórnia, é o Vaticano do locavorismo, a igreja oficial de Alice Waters. Hortas domésticas aqui são um dado tão comum como água encanada. Mas galinhas? Isso eleva a aposta. Aparentemente, já não é o suficiente saber o nome da fazenda de onde seus ovos vieram, agora você precisa saber o nome da ave que os produziu.

Todas essas meninas – chocando as crias - são mães que ficam em casa, mulheres altamente educadas que deixaram o mercado de trabalho para cuidar de amigos, maridos e filhos. Eu não acho que seja uma coincidência: o dilema do onívoro desembocou em uma saída inesperada da situação feminista, uma maneira pela qual as mulheres podem abraçar o lar sem se tornar Betty Draper. "Antes disso, eu sentia como se minhas escolhas fossem entre quebrar o teto de vidro ou aceitar a gaiola dourada", diz Shannon Hayes, uma pecuarista organica do norte do Estado de Nova York e autora do livro "Radical Homemakers", um manifesto para as feministas "de forno e fogão", que foi publicado no mês passado.

Hayes demonstra que o “problema original que não tinha nome" era tão espiritual quanto econômico: o mal-estar que dominou a vida das donas de casa de classe média presas em uma vida dividida entre correrias e compras. Uma geração, e muitas ações judiciais, mais tarde algumas mulheres encontraram sentido e poder através de um emprego remunerado. Outras apenas encontraram uma nova fonte de alienação. O que fazer? Os ganhos dos afazeres domésticos não tinham mudado - um risco aumentado de depressão, uma inutilidade sem sentido, dependência econômica em relação ao marido - só que agora, elas tinham o que era considerado uma "escolha": se você se sentia presa, era sua própria culpa. Além do mais, poderiam com razão argumentar as donas de casa de hoje, o cuidado do lar é desvalorizado em uma sociedade que mede o sucesso de uma pessoa pelo tamanho do contracheque, e onde seu papel se torna possível possível graças ao tamanho do contracheque de seu marido. Dessa forma, elas se viram presas em um movimento pendular interminável.

Entra em cena o galinheiro.

O femivorismo está fundamentado nos mesmo princípios de auto-suficiência, autonomia e realização pessoal que levou as mulheres para o mercado de trabalho em primeiro lugar. Dado o quão consciente (para não dizer obsessivo) tornou-se para todos saber sobre a origem dos alimentos - quem nestes dias não se mostra entusiasmado com compostagem? - a prática também confere legitimidade instantânea. Mais do que incorporar os limites de um movimento, as femivoras expandem os limites de outros: alimentação de suas famílias com alimentos saudáveis e saborosos, reduzir a sua pegada de carbono, produzir de forma sustentável, ao invés de consumir desenfreadamente. O que poderia ser mais vital, mais gratificante, mais moralmente defensável?

Há ainda um argumento econômico para a escolha de ninhos literais ao invés de figurados. A sabedoria feminista convencional sustentava que duas fontes de renda eram necessárias para fornecer as necessidades básicas de uma família - para não mencionar a proteção contra a perda do emprego, doença catastrófica, o divórcio ou a morte de um cônjuge. As femivoras sugerem que saber como se alimentar e vestir-se independentemente da circunstância e saber transformar a escassez em abundância, constitui uma rede de segurança igual – e talvez maior. Afinal, quem está melhor preparada para resistir a esta economia, a mulher de alto ganho que perde o emprego ou a dona de casa frugal que pode contar com suas galinhas?

Hayes consideraria os esforços dos meus amigos como admiráveis, se fossem parte de uma transição. Seu objetivo é maior: a renúncia da cultura de consumo, um retorno (ou talvez um avanço) para um tipo de preindustrialismo moderno no qual a casa é auto-sustentável, o centro do trabalho e sustento para ambos os sexos. Ela entrevistou mais de uma dúzia de famílias que estavam desenvolvendo esta forma de vida. Eles ganhavam uma média de 40 mil dólares anuais para uma família de quatro pessoas. Elas faziam conserva de pêssegos, recheavam linguiças, cultivavam couve, faziam sabão. Alguns evitavam seguros de saúde, e a maioria educa seus filhos em casa. Isso, creio, é um pouco mais além do que a maioria de nós estamos dispostos a ir: soa um pouco como ser Amish, exceto que com um carro (não mais de um, naturalmente) e uma agenda política verde.

Depois de falar com Hayes, corri para pegar minha filha na escola. Assim como corri para fazer um jantar rápido de quesadillas e ervilhas congeladas orgânicas, e me encontrei com o meu pensamento à deriva de volta à nossa conversa, ela levantou questões sobre a natureza do sucesso, satisfação, sustento, realização, comunidade. O que constitui "o suficiente"? Qual é a minha obrigação para com os outros? O que eu quero para o meu filho? A minha casa é o motor do materialismo ou um refúgio contra ele?

Eu compreendo a paixão por uma vida que é feita, e não comprada. E quem resiste ao apelo de trabalhar a terra? É como que uma parte integrante do caráter deste país, assim como à sua própria maneira o Wal-Mart também. Minhas amigas femivoras pode nunca fazer mais do que se esparramar na agricultura de quintal - mantendo um casal de galinhas, alguns coelhos, talvez uma ou duas colméias - mas elas ainda estão transformando a definição do que seja uma dona de casa: de algo que é menos sobre sujeira e mais sobre o solo, menos sobre aromatizador de ambientes e mais sobre um ambiente de ar fresco. Sua ação para o incremento da cultura das crianças vai além de uma carona para a próxima aula de reforço de matemática.

Estou tentada a denominar isso de "precioso", mas essa palavra tem variações de significado. Mas, novamente, até que pode ser apropriado. Hayes concluiu com a opinião de que, sem um propósito maior – ativismo, o ensino, a criação de um negócio ou a sua saída da casa - o entusiasmo das mulheres para as artes domésticas, eventualmente sucumbiria, especialmente se seus maridos não estiverem igualmente envolvidos. "Se você não entrar nessa como uma relação verdadeiramente igualitária", ela avisou: "você está criando uma situação perigosa. Pode haver perda de auto-estima, perda da alma e uma incapacidade para retornar ao mundo e ter estrutura. Você pode começar a imaginar, 'Para que é isso tudo?" Foi uma litania des para concertantemente familiar: se uma mulher não tomar cuidado, ao que parece, a cerca do galinheiro pode servir enjaula-la como certamente qualquer gaiola dourada o faria.

Peggy Orenstein, contribui como escritora no TNYT, é autora de "Esperando por Daisy", um livro de memórias.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

América Indígena, precursora do mundo 2.0

América Indígena, precursora do mundo 2.0
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Bernardo Gutierrez
 – 31/07/2012Posted in: Alternativas, Destaques, Pós-Capitalismo



Surpresa: práticas comunitárias dos povos pré-colombianos anteciparam atitudes de colaboração e compartilhamento que marcam a nascente cultura pós-capitalista

Por Bernardo Gutierrez* | Tradução: Daniela Frabasile

A economia compartilhada está em alta. O croud sourcing (compartilhar um trabalho colaborativo com uma multidão que atua em rede) já é conhecido. O croud funding (financiamento coletivo) chegou com muita força em setores como a cultura. A sociedade P2P (peer-to-peer, de pessoa a pessoa) — mais horizontal, participativa e menos fixada em retribuições econômicas, como definem Yochai Benkler ou Michel Bauwens — ilumina o túnel, como uma das possíveis saídas pós-capitalistas. O commons – o bem comum e os bens coletivos – está em pauta. O co-working já não é tendência: é realidade. Infelizmente, há quem só acredite nessas novas práticas e realidades se um guru do Vale do Silício fala sobre elas. E se existe um termo em inglês…

Surpresa: se estudarmos as práticas da América pré-colombiana veremos que todos os indígenas praticavam o crowd funding, crowd sourcing ou as dinâmicas participativas da era 2.0. A chegada dos povos africanos, com uma forte origem coletiva, também transformou a América (principalmente a latina) em um grande território do comum (commons territory, para aqueles que preferirem). A América pré-capitalista era chic, cool e 2.0, não é mesmo? E ainda é. Os indígenas anteciparam-se em vários séculos no que diz respeito à chamada economia do compartilhamento (sharing economy). A mega crise mundial está pressionando a produção a uma mudança irreversível. E o pós-capitalismo tem algumas de suas raízes naquele pré-capitalismo da América indígena.
 Nota aos incrédulos: preparei uma rápida revisão de alguns termos e práticas colaborativas dos povos indígenas da América Latina. Que cada um complete e atualize a lista como queira, porque sem dúvida é apenas uma aproximação.

Tequio. É uma forma de trabalho em prol do coletivo muito enraizado na cultura zapoteca. Os integrantes de uma comunidade fornecem material ou sua força de trabalho para realizar uma obra comunitária. Pode ser uma escola, um poço ou uma estrada. O indivíduo não pode ser nunca o único a ser beneficiado pelo tequio. Tem um toque de crowd sourcing, um pouco de crowd funding e muito de commons. O tequio ainda funciona em alguns estados mexicanos. Em Oaxaca, está protegido por uma lei estatal. Existem outros termos para práticas similares, como gozona e o trabalho a mano vuelta.

Potlatch. As tribos indígenas do Pacífico, nos Estados Unidos e Canadá, praticavam um ritual de troca que, na essência, é igual à troca de arquivos peer-to-peer da era digital. O potlatch, usado pelos povos Haida, Tlingit, Tsimshian, Salish, Nuu-chah-nulth, e Kwakiutl, é o peer-to-peer em estado puro. O potlatch não era um escambo. Os povos distribuíam alimentos (principalmente carne de foca e salmão) e riqueza para outras tribos que não tinham vivido um bom ano. Um detalhe importante: alguns colonizadores europeus enriqueceram-se graças ao potlatch. Exatamente como os cantores famosos que, segundo estudos, beneficiam-se da troca de arquivos entre usuários — que alguns empenham-se em chamar de pirataria…

Guelaquetza. A tradição de guelaguetza, do estado mexicano de Oaxaca, lembra uma mescla do tequio e do potlatch. A palavra significa “troca recíproca de presentes e serviços”. Sua prática se tece entre as relações recíprocas que unem as pessoas. É a base de uma rede de cooperação entre famílias e até entre povos e municípios. A guelaguetza deriva também de uma celebração sincrética que acontece na cidade de Oaxaca.

Minga. É um termo quechua que define um mecanismo ancestral de trabalho coletivo, muito comum no norte do Peru e no Equador. O objetivo da comunidade está acima de qualquer benefício individual. A colaboração, acima da competição. É 100% commons economy + crowd sourcing. Não é coincidência que a Cultura Senda, que trabalha com a cultura de rede, tenha realizado recentemente, em Quito, um seminário chamado Open Minga. A minga, segundo o texto da Cultura Senda, “implica no desafio de superar egoísmos, protagonismos, desconfianças, preconceitos e inveja; males que muitas vezes espreitam o trabalho coletivo e a mobilização social”. Além disso, “implica em aprender a escutar e obedecer propondo”.

Ayni. Trata-se de algo com significado muito próximo da minga, que define um sistema de trabalho de reciprocidade familiar entre os membros da ayllu (uma comunidade que trabalha com a propriedade coletiva). O mais comum é trocar trabalhos na agricultura, pastoreio, cozinha ou na construção de casas. Essa tradição continua viva não apenas em muitas comunidades camponesas, mas também na população mestiça no Equador, Bolívia, Peru e Chile. Os bancos de tempo, para troca de serviços no movimento espanhol 15-M por exemplo, têm muito de ayni.

Mutirão. É um termo de origem tupi, usado no Brasil para definir uma mobilização coletiva baseada na ajuda mútua não remunerada. A definição de mutirão na Wikipedia é bastante redonda: “uma expressão usada originalmente para o trabalho no campo e na construção civil de casas populares, em que todos são beneficiários e se ajudam, com um sistema rotativo e sem hierarquia”. É muito usado para ações coletivas não remuneradas como limpeza de parques, ruas , escolas… Para esta prática de ação comunitária existem muitos sinônimos: muxirão, muxirã, muquirão, putirão, putirum, pixurum, ponxirão, punxirão ou puxirum.

Córima. O povo mexicano rarámuri, que vive nas montanhas de Chihuahua, usa o termo córima para definir um ato de solidariedade com alguém que está passando mal. Não oferecer córima a alguém que precisa de ajuda é considerado uma violação de uma obrigação e uma ofensa. A definição também inclui a “prática do bem comum”. Não é muito relacionada à caridade, já que os rarámuri estão longe da moral católica. A máxima autoridade das decisões desse povo é a assembleia, como nos movimentos como 15M, Occupy Wall Street e o mexicano #YoSoy32.

Maloca. É uma casa comunitária utilizada pelas tribos indígenas da região amazônica do Brasil e da Colômbia. Nela, diferentes famílias convivem, Compartilham o lugar de trabalho, da mesma forma que os espaços de co-working. A propriedade é coletiva, como as ocupações (squatter communities) na Europa. O commons dita o dia a dia. De noite, a maloca é um centro de conhecimento. Contam histórias, mitos, lendas. As tendas da campanha da praça Tahir, no Cairo; na Puerta del Sol, de Madri; ou de Zuccotti Park, em Nova York, durante o Occupy Wall Street, poderiam ser a versão tecno dessas casas coletivas na Amazônia.


 Bernardo Gutierrez (@bernardosampa) é jornalista, escritor e consultor digital. Pesquisa o mundo P2P e as novas realidades da cultura open source. Fundador da rede de inovação Futura Media.net

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Jesus e o Consumo Colaborativo: uma vida para além do consumismo.

O paradigma da vida moderna nos leva a seguir em vida a um falso contentamento
e mera satisfação temporária sobremedida vazia em si mesmo cujo espírito é
vaidade de vaidade.  como diria o Pregador em Eclesiastes, livro bíblico contendo
as reflexões do Rei sábio Salomão, filho do Rei Davi, que teve de tudo na vida: Vaidade de vaidade. Tudo é vaidade". (Eclesiastes 1:2) Salomão teve de tudo em termos de consumo de sua época...Em nosso tempo onde temos muito mais
coisas para consumir tomamos tal paradigma "Vaidade de vaidades" mais ainda evidente e desse nosso tempo se resume a
síntese de "Use menos e compre mais."


Com a percepção de que estamos direcionando nossas práticas de vida e associações a um algo velozmente provisório e um eterno desuso, surgiu uma contracultura que se opõe a esse tendência. É o "Consumo Colaborativo", cuja ideia pode ser dita da seguinte maneira: "Use mais e produza menos".

João Batista protestava admoestando e exortando em favor de um desapego aos usos e consumos que aprisionam tanto o nosso emocional (pisco) quanto a matéria (a natureza), ao aprisionamento do produto do excesso. Dizia que "aquele que tem duas tunicas
reparta". (Lucas 3:11-12)



Como o mundo tem sofrido cíclicas crises econômicas e sociais, assim como uma
progressiva decadência de recursos ambientais, na tentaiva de sobreviver a esses
intempéries e externalidades algumas pessoas tem criado ou recriado serviços como opção a uma economia para além do pensamento de crescer por crescer ou crescimento acelerado, enriquecimento por enriquecimento. Com isso iniciativas como a criação de redes de interesses múltiplos de usos e consumos tem sido interessante.



Por exemplo, o sistema de compartilhamento de carros em que se dá carona. Ou ainda um compartilhamento de carros em que se paga por hora. Tem-se ainda uma loja de aluguel de brinquedos infantis, ou ainda mercado de troca e aluguéis de livros, utensílios domésticos, ferramentas, bicicletas etc. Até mesmo aluguel de espaços desde quartos nas casas a jardins. sites de aluguel de coisas tem se tornado atraente. Nesses espaços virtuais ou reais onde se formam redes, qualquer coisa pode ser uma necessidade momentânea e
passageira sem ser consumista, pois o problema não é ser momentâneo, mas o que  fazer depois sem ter o que fazer, aprisionando matéria.

Uma das redes mais interessantes é a rede Freecycle, que existe em vários lugares do mundo, inclusive aqui no RJ (Rio_Freecycle), onde virtualmente se oferece coisas para as pessoas, coisas essas que quem oferece deseja não mais ter e ao repassar para outrem com isso não gerar lixo. Para participar desta rede do Rj acesse http://groups.yahoo.com/group/Rio_Freecycle/join. Para outros lugares é possível encontrar outras redes pela internet. Tem-se também o "Dois Camelos", aplicativo do facebook com mesmo intuito: http://apps.facebook.com/doiscamelos/



Ninguém nesse caso é obrigado a trocar nada, muito menos se compra nada. Essa rede também pode ser feito presencialmente em dias especificados, o que acaba mobilizando a comunidade local, vitalizando ela através do contato entre essas pessoas e nas conversas sobre suas coisas acaba-se construindo novas relações afetivas e pessoais. Esse mesmo conceito e ideia é aplicado para "Loja grátis", que é um determinado espaço físico como
loja onde nada se vende nem se compra apenas se dispõe de coisas que uns não querem mais e outros se interessam em levar.

Um outro exemplo de consumo colaborativo muito impactante vem de uma comunidade da cidade californiana de Sacramento, onde vizinhos se uniram para trocar alimentos e evitar o desperdício de comida. Nesse caso cada um leva o que sobrou de sua colheita e troca por algum item que ainda não tem. O que sobravam nas suas hortas e quintais poderia virar moeda verde, um escambo para mais opções de almoço. Assim criaram o Crop Swap, uma espécie de feira livre grátis. Vale dizer que isso gerou um mutirão de voluntários que constroem hortas de vizinhos. Reparem que o "benefício final" nesses circuitos fechados é
sempre o aumento das relações humanas, uma vitalidade comunitária em termos de
relacionamento.

Outro exemplo que conheci e achei muito interessante como fonte de desenvolvimento comunitário sustentável a partir de um consumo colaborativo em torno de trocas foi o "Projeto Limpar", da ONG Ceaca da Vila, no Morro dos Macacos. Lá no Morro as pessoas trocam materiais recicláveis por alimentos. O material é pesado e convertido em moeda verde sendo revertido em benefício soioeconômico e ambiental.

Tudo isso é a transformação do bem em serviço, o que dá o ar de mudança de paradigma gerando um novo pensamento para além do "eu", um pensamento de que "o que é seu, também é nosso". Tudo isso contextualizado na teoria ecológica-econômica dos 3RS: "Reduzimos, reutilazamos, e reciclamos". Rumo a uma menos materialização da economia para um foco mais de serviço. Consumo colaborativo não pressupõe troca monetária, mas havendo há de ser de maneira justa. Valendo-se de uma remodelagem de trocas de informações através das manifestações do conceito de redes, sobretudo por meio do advento da internet, tem-se aí as chamadas redes sociais, que vão se abrindo a novas oportunidades e dando-se a conhecer ao mundo ideias inteligentes. Preocupação com o meio ambiente e mobilidade econômica, formas de viver alternativas ao capitalismo predatório são propulsoras desses movimentos, já que o mundo tem demonstrado que o modelo de desenvolvimento que se tem nos dias de hoje é limitado e expurga a vida quando chega em determinados pontos. Daí também o contingente de mão de obra de reserva do capitalismo (desempregados).
O consumo individual não é para todos e sendo excludente promove frustração a pretexto do lema de que "todos são iguais" e assim tem direito a ter o que o outro tem. A máxima, no entanto, não diz que todos precisam ter tudo. Isso de ter que ter tudo o que o outro tem é um grande erro de interpretação dessa famosa expressão. É um grande engano querermos ter tudo o que o outro tem, e ainda por cima querermos nossa igualdade através do consumo. Assim sendo precisamos rever esse pensamento de igualdade.
O consumo mútuo vai além dessa mentalidade. Apesar de se beneficiar de algo que alguém já teve ou ainda tem, nos oferece uma oportunidade de saber que igualdade não vem por estar com algo que alguém já teve ou tem, mas em se reconhecer humano por meio dos seus relacionamentos. Nossa identidade está não naquilo que temos, mas na forma que nos relacionamos. Assim nossa identidade é restaurada (Isso foi o que Jesus fez ao ser humano: restaurou sua identidade) e ainda possibilitamos movimentação de matéria e de economia, oportunidade melhor de vivermos, ter novas relações e menos consumo da natureza sobreexplorada. 



Fica uma linda lição baseada na Bíblia:
“Os que compram”, diz ele, devem agir “como se nada possuíssem; os que usam deste mundo, como se dele não abusassem. Pois a aparência deste mundo passa” (de Autoria / Fonte: Adriano Anthero baseado na Bíblia). O apóstolo Paulo nos lembra que "nada trouxemos para este mundo, e nada podemos levar dele; tendo, porém, sustento e com que nos vestir, estejamos contentes." (1 Timóteo 6:7-8).  Jesus nos admoestou lindamente quando nos lembrou que os lírios e os pássaros nada têm e possuem suas respectivas glórias prórias dadas por Deus e que Deus como pai nos permite  viver o necessário sem precisar de algo mais (Mt 6.25-34). Ou seja, a solicitude da vida ansiosa não satisfaz, mas a vida amorosa se satisfaz em ser e não em ter. Por isso mais uma vez Paulo lembra que  "Mas os que querem ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e perdição." (1 Timóteo 6:9)
Aprendamos com aquele que é Dono de Tudo, mas que considerou ser livre de tudo,
pois que "Ele entrou neste mundo num ventre emprestado e saiu dele num sepulcro
emprestado (Adriano Anthero)." Aquele que tem não se sinta dono de nada! Como 1Coríntios 7:30 seja "Os que compram, como se não possuíssem".

No Cristo que se doa e doa a própria vida para entrar na nossa afim de nos  reciclar,
Jorge Tonnera Jr.
Amém, Aloha!




quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Você sabia que pode alugar brinquedos?

Recebi mês passado um informativo do Banco Santander, ou como um amigo chama, "Satãnder" (Sim, também como você eu não gosto de bancos, e por isso mesmo me surpriendi em dobro) que falava de um Clube do Brinquedo, um site para aluguel de brinquedos.
Tal proposta é não somente criativa como principalmente bem coerente, pois, a economia deve ser um circuito, e com o passar do tempo ela terá que se adaptar a realidade da vida e sair da virtualidade do consumo excessivo. A ideia de aluguel de bens tem sido uma tendência e em parte se expandiu por conta da crise. Podemos chamar esse tipo de movimento de economia criativa. É interessante sobretudo, e acho que o maior mérito dentro de nossa sociedade indivudualista e que se empodera através de coisas, vaidosa e de jovens querendo a todo custo se auto afirmarem, nesse caso ao contrário disso tudo a proposta oferece o contato ao não apêgo, a educar nossos filhos desde cedo ao uso e devolução. Brincar por si só é um ato educacional que libera a criança em termos de afeto, cognição, criatividade e também valores. O não ter também é uma necessidade assim como o ter coisas necessárias. Ou como o idealizador, Wagner Heilman disse: "Não acumular objetos é uma necessidade atual e que precisamos ensinar aos nossos filhos”. Além do quê, o ensinar a forma de usar, ou melhor o conservar as coisas nos leva a uma ética de respeito e cuidado maior com as coisas que passam pela nossa vida e assim um melhor cuidado do que não é nosso, portanto por extensão um melhor cuidado com o meio ambiente e o próprio planeta. O meio ambiente por ter sido ultrajado há muito tempo na ótica de "uso-desuso-descarte", tem faltado com recursos.

Segundo o folder, o Clube do Brinquedo é a primeira locadora online de brinquedos e acessórios que possibilita uma forma de consumo sustentável desde a infância, já que os pais não precisam mais comprar itens que são utilizados por pouco tempo pelas crianças. Pra quem se interessar o endereço do site é http://www.clubedobrinquedo.com.br/

A ideia é excelente, a proposta é totalmente cristã ao meu modo de ver. Torço para que dê certo e se multipliquem tais exemplos.

Jorge Tonnera Jr.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Indicadores que uma nação escolhe para si.

Do que depende sua felicidade? Em algum momento, todos nós já nos perguntamos se somos felizes. Penso que a minha felicidade depende de como vivo,mais precisamente da idéia de CRISTO VIVE EM MIM, ou seja, em Cristo encontro o que preciso e me sinto completo nele, e a vida projetada em seu ensino de amor me faz feliz, o que não significa ausência de problemas. Em termos de desenvolvimento de um país e sua gestão a produtividade não pode ser o fim do desenvolvimento,mas o bem estar de uma coletividade chamada país, e como os princípíos de Cristo estão inseridos numa gestão repercute no desenvolvimento.






Nascido em 1972, em um pequeno país do Himalaia, o indicador FIB (Felicidade Interna Bruta) surgiu quando o rei questionou se PIB (o Produto Interno Bruto) seria o melhor índice para designar o desenvolvimento de uma nação.




Chegou a conclusão de que o PIB, a soma de tudo que é produzido em um país durante um ano, tinha pontos cegos impossíveis de ignorar. Ele apenas reflete um tipo de desenvolvimento (insustentável), mas não um desenvolvimento distributivo, equitativo e protetivo (sustentável). O maior deles era medir a riqueza econômica como fator essencial e principal do desenvolvimento.


A nova fórmula FIB para o cálculo de riqueza de um país, considera outros aspectos além do desenvolvimento econômico, como a conservação do meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas.


Através dos quatro pilares da FIB, economia, cultura, meio ambiente e boa governança, se projetam 9 domínios de onde saem indicadores para que a “Felicidade” de uma nação seja avaliada: Padrão de vida ou desenvolvimento socioeconômico, Boa governança, Educação, Saúde, Resiliência Ecológica, Diversidade Cultural, Vitalidade Comunitária, Uso equilibrado do tempo, Bem estar psicológico e espiritual.


O PIB não inclui nenhum julgamento moral sobre o valor da atividade executada. Então, por exemplo, a limpeza de um acidente de petróleo contribuiria para o PIB da mesma maneira que a produção de energia solar. Quando o petróleo é extraído do solo e vendido aos consumidores, isso é somado à riqueza de uma nação, e não contabilizado como um esgotamento de seus recursos. O lixo, é um bom exemplo também, pois é um indicador curioso de desenvolvimento de uma nação. Quanto mais pujante for a economia, mais lixo o país irá produzir. Ë o sinal de que o país está crescendo, de que as pessoas estão consumindo mais. Todo o alumínio ou o cimento produzido no país entra no cálculo do PIB, porém a poluição gerada por estas atividades industriais não são contabilizadas. Para se ter uma idéia da complexidade da coisa o volume de carbono emitido no Brasil por indústrias, veículos, usinas de eletricidade e outros cinco setores cresceu mais depressa que a economia entre 1994 e 2005, segundo reportagem da Folha de S.Paulo (disponível para assinantes do UOL e do jornal).


Bens superfluos como os diversos tipos de bebidas alcoólicas, assim como suas propagandas machistas, entram com valor positivo no PIB, embora estas bebidas sejam responsáveis por grande parte das mortes em decorrência da violência interpessoal ou em choques de veículos no país.





Um dos aspectos únicos da FIB - Felicidade Interna Bruta é o envolvimento das crianças e dos idosos (lembrem-se que crianças a princípio não trabalham e assim não produzem, assim como uma grande parte de idosos, mas eles também fazem parte da economia, além do que se a vida deles está boa ou ruim isso refletirá na sociedade ou simplesmente é reflexo da sociedade e das políticas).


Outros índices

O HPI - Happy Planet Index, mostra que, em todo o mundo, altos níveis de consumo de recursos naturais não necessariamente produzem altos níveis de bem-estar (satisfação com a vida) e que é possível produzir altos níveis de bem-estar sem um consumo excessivo dos recursos da Terra.


Outro indicador interessante é o GPI - Genuine Progress Indicator (IPR) , que considera dentre outras coisas:

I. Crime e Colapso Familiar (Family Breakdown) – fatores que geram custos adicionais aos indivíduos e à sociedade sob a forma de multas, despesas médicas, danos propriedade etc. O PIB trata tais despesas como adições ao bem-estar, já o GPI subtrai esses custos.


II. Trabalho Doméstico e Voluntário – contribuições altamente relevantes à sociedade que são ignoradas no cálculo do PIB por não gerar troca de moeda.


III. Distribuição de Renda – o aumento de receita não significa melhoria para todos, porque pode aumentar também a diferença entre os muito ricos e os demais.


IX. Vida Útil de Produtos Duráveis e Infraestrutura Pública – o PIB confunde o valor gerado pelas compras de consumidores, como eletrodomésticos, com o total gasto para comprá-los. Isso oculta a perda no bem-estar decorrente do fato de esses produtos terem sido fabricados para durar pouco tempo. Como solução, o GPI considera o dinheiro gasto com bens de capital um custo e o valor dos serviços que eles proveem, ano a ano, um benefício. Essa regra é aplicada também para bens de infraestrutura pública, como estradas.

Há uma variedade de outros indicadores além do próprio PIb. Estes são apenas alguns. NATURALMENTE o FIB se destaca por ser ousado o suficiente de perguntar: VOCÊ É FELIZ?

Vale lembrar que mesmo com algumas doutrinas incorretas, na minha opinião, a tradição budista do Butão considera a felicidade não como uma forma de apego, algo que é totalmente correto e de acordo com o pensar cristão.



"Esperamos que, ao mudarmos a maneira como calculamos a atividade econômica, possamos mudar nossas prioridades políticas e construir sociedades mais felizes e ambientalmente justas".(http://www.felicidadeinternabruta.com.br/)

Gostaria de convidar a Dilma e o Lula ou talvez o Serra e outros do transitório e linear, que vivem da política atrasada.





Referências:






www.compendiosustentabilidade.com.br/


www.felicidadeinternabruta.com.br


Revista Veja n. 1589, p. 60-2, 17 mar. 1999.


Pensando na felicidade

ALOHA a todos.                                                         

Jorge Tonnera Júnior
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