sábado, 5 de novembro de 2011

A planta que se planta

Essa semana foi divulgada a descoberta de uma espécie nova da flora da Mata Atlântica. VAle a pena ler a peculiaridade dela.


Spigelia genuflexa se curva para enterrar semente

Em colaboração com pesquisadores de universidades dos Estados Unidos e da Europa, um botânico amador que vive no litoral norte da Bahia, o russo Alex Popvkin, descreveu uma nova espécie de planta da mata atlântica que se “ajoelha” e enterra a própria semente. Por ser o primeiro membro de sua família a exibir esse comportamento adaptativo, o vegetal recebeu o nome científico de Spigelia genuflexa. Durante a maturação do fruto, as inflorescências basais da S. genuflexa inclinam-se em direção ao solo e depositam as sementes sobre a superfície ou as enterram sob os musgos.“É a primeira publicação minha sobre botânica que sai numa revista com peer review”, diz o russo, cujo trabalho apareceu em setembro no periódico PhytoKeys. Os exemplares da planta foram encontrados no solo arenoso da Fazenda Rio do Negro, no município de Entre Rios, de propriedade de Popvkin. Um empregado se interessou pelas flores brancas e rosas de um exemplar do vegetal, que chega no máximo a 25 centímetros de altura, e o levou para a avaliação de Popvkin. Depois de fazer fotos da planta e colocá-las na internet, o botânico amador iniciou uma parceria de estudos com pesquisadores do exterior que redundou na descrição da nova espécie e na publicação do artigo numa revista internacional.

http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=71749&bd=2&pg=1&lg

domingo, 30 de outubro de 2011

A Marcha das Árvores

A Marcha Das Árvores

       No Verão de 2006 foi semeada a idéia do projeto da banda, ainda sem nome, por David e Allyson durante uma viagem. A idéia permaneceu viva, porém enterrada por quase 2 anos à alguns palmos da possibilidade de vir a germinar, até poderem contar com Vinicius como mais um integrante. Surge então a necessidade de um nome para batizar a banda.


A influência no nome veio das então experiências de Allyson em seu fascínio por Botânica, enquanto dedicava tempo fazendo a poda de galhos e raízes de um de seus Bonsais, coincidentemente, logo após ter lido o verso ( Marcos 8:23 & 24 ) da Bíblia onde homens que seguiam JESUS eram vistos como árvores. Logo os 3 seriam supostamente uma pequena fração entre as árvores que marcham na superfície da Terra.

As Diversas influências de todos os membros da banda fizeram os membros experimentarem idéias diversas até chegarem a um ponto de equilíbrio bastante original e aparentemente confortável. O inevitável então foi juntar elementos de Hardcore, Southern Rock, Punk, Screamo e Trance à ideologia dos membros. Ideologia tal que vive e ensina o amor a Deus como condição primordial para alcançar a plena felicidade e amar a cada ser humano independente das diferenças e indiferenças.

Fonte: http://tramavirtual.uol.com.br/a_marcha_das_arvores


A Marcha Das Árvores


Uma excelente surpresa nesse mar da internet. rsss. Gostei muito da proposta e da história da banda.
Pra quem se interessar as músicas deles estão para serem escutadas e baixadas de graça no http://tramavirtual.uol.com.br/a_marcha_das_arvores. Particularmente curti muito a música "
Fiz Pano de Chão com as Roupas Que Me Deram", que outra hora postareie comentarei ela aqui no blog.

Uma boa audição a todos. Que o Senhor Jesus, o carpinteiro/pedreiro jardineiro nos abençoe nessa semana.
Graça e paz da parte daquele que é a Árvore da Vida.

Aloha!

Jorge Tonnera jr.

Grandes cidades trazem as abelhas de volta

Eu como apaixonado por abelhas e que tenho uma vontade de criar abelhas, quando vejo casos como esses a respeito de vivências alternativas em espaços urbanos confesso que fico empolgado. Até um poquinho emocionado talvez.rs



Grandes cidades trazem as abelhas de volta
José Eduardo Mendonça - 28/10/2011 às 13:32

Criação em ambientes urbanos é cada vez mais popular

Na capital da Alemanha, Berlim, e em cidades tão diversas quanto Hong Kong e Chicago, criar abelhas em telhados e pequenos jardins tem se tornado cada vez mais popular. Estes criadores urbanos estão estabelecendo uma ponte entre metrópoles e natureza e até ganhando dinheiro.

Do telhado de um edifício de tijolos do distrito de Kreuzberg, em Berlim, a capital alemã parece uma floresta de concreto. Prédios de apartamentos, edifícios de escritórios e igrejas dominam o panorama. Mas Erika Mayr achou que o local é ideal para suas sete colônias de abelhas. “Elas gostam muito daqui”, disse ela.

Do telhado, ela menciona as chamadas “árvores-do-céu”, uma espécie invasiva que adora as ilhas de calor urbanas e são conhecidas pelo néctar de suas flores. Mayr cresceu na Bavária rural e divide sua vida em três empregos, o que é tipico de sua geração: trabalha em sua profisssão original de jardineira, dirige um bar próximo e nos últimos anos vem produzindo e vendendo o “Stadtbienenhonig”, seu mel urbano. Com pouco mais de trinta anos, ela é uma das protagonistas de um novo fenômeno, o da criação de abelhas em grandes cidades, que acontece em paralelo com a disseminação dos jardins urbanos.

Trata-se de um fenômeno global. Em Hong Kong, no ano passado, o designer Michael Leung reuniu criadores locais e criou a HK Honey, uma empresa que vende mel produzido nos telhados. Na Grã-Bretanha, os membros da Associação dos Criadores de Abelha dobrou, e chegou a 20.000 em apenas três anos, graças a jovens que estão transformando um passatempo em um vibrante movimento ambiental.

Nos Estados Unidos, onde o número de colônias decresceu de 6 milhões depois da Segunda Guerra para as 2.4 milhões atuais, milhares de jovens estão redescobrindo esta atividade milenar. Detroit e Chicago são exemplos de um movimento para torná-la parte integral da economia e da ecologia urbanas.

Tanto militantes ambientais quanto cientistas reconhecem o grande potencial da criação de abelhas nos ambientes urbanos. Na Grã-Bretanha, uma pesquisa da Universidade de Worcester apóia a noção de que, num mundo de economia agrícola de grande escala, as abelhas encontram uma variedade maior de fontes para seu mel em cidades, o que leva a sabores diversos. “Há provavelmente maior diversidade e abundância de flores em cidades do que em reservas naturais no campo”, afirma Jane Memmot, da Universidade de Bristol. Além disso, o período de floração em ambientes urbanos é mais longo do que no campo, por causa das ilhas de calor, diz o e360, da Universidade Yale.

Foto: chantal foster/Creative Commons
http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/grandes-cidades-trazem-as-abelhas-de-volta/

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A voz profética de Bono Vox


A voz profética de Bono Vox

Estrela do rock e ativista é inspirado pela Bíblia.
Bono Vox, vocalista do U2: "Eu aprecio o absurdo de ser um rock star e citar as Escrituras".
Enquanto toda celebridade parece ter uma causa, poucas estrelas se inspiram nas escrituras. É o que deixa Bono, líder do U2, à parte. Esportivo, com sua marca nos óculos, a estrela do rock falou para um auditório de mais de três mil pessoas na National Prayer Breakfast February 2, implorando para que respondessem a responsabilidade urgente dos Estados Unidos de ajudar os necessitados.

Duas passagens dirigiram a sua mensagem. Bono diz: a chamada em Levítico 25 para um Ano do Jubileu e dívida de perdão, e o comando em Isaías 58 para dividir com o faminto e prover para o pobre.

“Assim disse o Senhor: ‘Traga o sem-teto para a casa. Quando você vir o nu, cubra-o, então a sua luz romperá como a alva e a sua cura apressadamente brotará, então o Senhor será a sua retaguarda’”, Bono citou Isaías 58,7 e 8.

“Eu aprecio o absurdo de ser um rock star e citar as Escrituras”,Bono brincou com o seu típico estilo singelo em uma reunião privada com meia dúzia de jornalistas seguindo o seu endereço. Usando jeans, jaqueta de veludo marrom e uma camisa preta, o rockeiro estava tão relaxado que comeu frutas e muffins enquanto respondia questões de jornalistas. Ele falou sobre seu trabalho na África, o papel da igreja e alguns versos favoritos.

“É completamente a situação profética desse momento”, exclamou, se referindo a Isaías 58,7-8. “O que realmente sugere é que se nós fizermos o negócio de Deus, Deus estará mais em nós. Para usar o coloquial, é Deus sendo nossa retaguarda. Literalmente significa que Deus irá guardar as suas costas!”, explicou Bono.

Razões para morrer- Bono disse que existem diversos problemas quando uma nação religiosa ignora o negócio de Deus, particularmente na luz do crescimento do antiamericanismo. “A religiosidade desse país é ofensiva para muitas pessoas na Europa porque eles vêem hipocrisia no coração disso”, Bono diz. “Eles vêem que em todas as conversas, oração de café-da-manhã, e religiosidade evidente, essas pessoas estão dando o mínimo do mínimo”.

Respondendo como esperava que os Estados Unidos contestariam o seu apelo de justiça pelos pobres e oprimidos da África, Bono apelou para a responsabilidade patriótica e cristã.

“Imagine uma suposta sociedade cristã com a capacidade absoluta de salvar vidas na África que falha em agir”, diz o líder do U2. “Você pode explicar isso para os detentores do orçamento, mas não pode explicar para Deus. Ele não vai aceitar essa desculpa, e a história também não. Penso que está crescendo um movimento que se define pelo jeito que essas questões são tratadas, particularmente no tempo do conflito, é tão poético na verdade... Assim você demonstra os valores da América”, conclui Bono.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A natureza da criação e a salvação da natureza.

“Precisamente porque a criação é obra do Deus de amor, a redenção não é algo estranho ao Criador, mas um ato de entrega que ele assume com alegria. A principal característica é que ela não pretende jogar no lixo tudo que foi feito até o presente para começar uma ‘ficha nova’, partindo do zero. Antes, redenção é libertar o que está escravizado. Tendo compreendido que o mal não está na matéria, mas na rebelião contra Deus, então a escravidão dos seres humanos e do mundo não está na encarnação, cuja redenção significaria a morte do corpo e a conseqüente liberação da alma ou do espírito. A escravidão é quanto ao pecado, cuja redenção deve, por fim, envolver não apenas a essência da alma ou do espírito, mas uma nova vida em um novo corpo”.
N. T. Wright, em Surpreendido pela Esperança

domingo, 23 de outubro de 2011

Yosef NADARKHANI, que está preso e corre risco de ser executado por ter se convertido ao cristianismo no Irã

Meus caros , o que posto aqui e agora é um pedido que todos possam enviem email para o nosso Senado brasileiro. Esse foi o que escrito direcionado ao presidente do Senado José Sarney.
 
Sr. José Sarney, senador desta República Brasileira, venho por meio deste email solicitar a vossa excelência, bem como aos demais senadores que repassem um pedido de liberdade ao pastor cristão Yosef NADARKHANI, que está preso no Irã por ser cristão e expressar sua fé pessoal. Como meu email dirigido a embaixada brasileira do Irã não foi recebido, venho aos senhores implorar pela vida de meu irmão Yosef.

Segue abaixo o email que enviei, mas que não foi recebido.

"Boa tarde, caros senhores representantes desse histórico país chamado Irã. É com grande tristeza que temos acompanhado a situação do pastor cristão Yosef NADARKHANI, que está preso e corre risco de ser executado por ter se convertido ao cristianismo no Irã e ser testemunha viva do seu direito de crença. Sabemos que como o Irã é um país islâmico e tal como o cristianismo o Islã é uma religião monoteísta que deriva do ramo abrâamico assim como os cristãos divide um elo cultural e humano e de fé, portanto cristãos e muçulmanos podem e devem afirmar juntos que CRER É UM DIREITO DE TODO SER PENSANTE. Nenhum outro ser vivo tem o direito de deter um outro ser humano de crer no que ele queira. O que torna um atentado a vida. Correndo risco de ser executado e assim sendo também expondo sua família a perder seu mantenedor, tornando o pastor réu de morte no Irã as pessoas do povo brasileiro, que é um país pacífico e laico, embora de maioria cristã, aceita conviver lado a lado com muçulmanos e jamais tiramos suas raízes e direito de expressar sua fé pública e pessoal. Por isso encaminho esse email para os senhores e que o Deus independente de nome que criou a todos os seres humanos toque o coração dos senhores para que intercedam e enviem essa comunicação para seus poderes governantes".

Desde já, gratos por lerem.

Jorge Tonnera Junior

Cidadão carioca e brasileiro

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MxPx - Shut It Down (Acabe com isso)

Acabe com isso


Agora que acordei,
Não vou dormir de novo
Porque eu não quero perder a vida que eu devia viver
Então me dê um pedaço daqueles doces cobertos de bons tempos
Eu preciso de um barato
É sério, é fazer ou morrer
É sério, é fazer ou morrer

Acabe com isso
Antes que nós acabemos
Nós vamos acabar com isso
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha

Jogue fora o seu celular
Você não pode falar sozinho
Você precisa de um amigo de verdade
Não de uma imagem digital
E então, o que vai ser?
Uma sala de bate-papo ou a sua família?
Não deixe que a TV se torne a sua realidade
Se torne a sua realidade

Acabe com isso
Antes que nós acabemos
Nós vamos acabar com isso
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha

Eu não quero morrer
Não, não quero morrer
Mas eu tenho problemas vivendo
Eu não quero morrer
Não, não quero morrer
Mas eu não aceito o que eles dão

Acabe com isso
Antes que nós acabemos
Nós vamos acabar com isso
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha
Este é o fim da linha
 

Cristãos queimados vivos.

Cristãos queimados vivos por muçulmanos sunitas da Nigéria. Notícias como essa, que deveriam estampar a primeira página dos jornais, são solenemente ignoradas pela grande mídia.
 
Cristãos queimados vivos...Sabe por que você dificilmente verá isso na TV? “Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro”, conforme Paulo diz em Romanos 8:36. Pra quem se sensibiliza entra no site do "Portas Abertas", ong que ajuda os cristãos perseguidos ao redor do mundo por "crime de consciência". (Sim, esse tipo de "crime" existe...)
Pois é meus amados. E só pra pensar mais um pouquinho. Muitos falam do holocausto judeu, que aliás foi horrível também da mesma forma, e precisa ser lembrado sim para que nunca mais se repita, assim como outros crimes contra a humanidade durante vários momentos da história humana, mas a verdade é que até hoje não se sabe de fato quantos cristãos morreram até o dia de hoje simplesmente por serem cristãos desde que o Homem de Nazaré deixou seu recado no mundo. E nós aqui no Brasil no oba oba de brincar de igreja cantando cinco hinos e indo pra casa pra assistir TV.
  Oremos, e temamos e respeitemos a nossa aliança com Cristo. Ela é cara.
Graça e paz da parte do Cordeiro imolado vivo.

Jorge

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

" Não morrerei antes das promessas de Deus se cumprirem em minha vida". SERÁ MESMO?! SERÁ???

Por isso que como um cristão "desreligioso" q sou não consigo gostar de música gospel. Com raríssimas exceções. Aliás detesto esse termo "gospel" e essa gospelândia patética. O problema ainda se torna recorrente quando a Bíblia se confunde com senso comum... palmas pra galera do Genizah que sempre posta umas boas pras pessoas pensarem. Esse texto é uma facada na teologia da prosperidade. Chega de querer usar Deus!  

E chega de chamarem músicos cristãos de levita!! Por favor...

" Não morrerei antes das promessas de Deus se cumprirem em minha vida" Será mesmo??

Felipe Almada

" Não morrerei antes das promessas de Deus se cumprirem em minha vida"

Esta é uma daquelas frases feitas, tipo letra de canção, que não está contida na Bíblia e nem tampouco se encontra base nas escrituras para defender tal idéia. Se morremos ou vivemos é para Deus: Jesus é o centro. (Fp 1.21-23; Rm 8.38,39).

No livro de Hebreus há um rol de heróis da fé que foram verdadeiros exemplos de fidelidade ao Senhor e que, conforme está escrito, morreram sem alcançar a promessa.

  "Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas" Hb 11.13
  “E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa" Hb 11.39


 
Biblicamente, portanto, está claro que tal chavão gospel não está correto. É mais uma mentira alimentada pelo egoísmo e a cobiça humanas. 


Por isso, querido leitor, creia que as promessas de Deus podem se cumprir em sua vida sim. Mas tem que ser, antes, fruto espontâneo de uma busca em primeiro lugar pelo Reino de Deus. E o cumprimento de tais promessas podem acontecer ou não, isso não é o principal, as promessas não são o principal, você não é o principal. Porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas.

 

Então eu te digo, sem meias palavras, você pode morrer sim antes de receber as promessas!

Jesus Cristo é o Senhor



Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2011/10/nao-morrerei-antes-das-promessas-de.html#ixzz1bKs6nCQP
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sábado, 15 de outubro de 2011

"Quem Sou Eu"

Homenagem ao Dia do Professor. A todos que como eu são educadores desejo muita sabedoria e muito questionamento, inquietude e acima de tudo empatia e amor. Compartilho uma poesia chamada "Quem Sou Eu" do meu irmão e nobre amigo, parceiro e companheiro de vida e de trabalho de educação. Ela é muito bonita e transpassa o que representa um educador/ professor.

"Quem Sou Eu"
Quem sou eu?...
Sou amor, calor;
Sou a dor do corte da flor;
Sou a luz dos que vivem nas trevas;
Sou a sede dos que me bebem;
Sou a energia dos fracos;
Sou tudo, sou todos;
Sou Gilberto, liberto, fraterno, eterno;
Sou o brilho que risca o espaço por onde passo;
Sou o alívio do seu cansaço;
Sou a fé, sou esperança;
Sou a herança de que perdeu a esperança;
Sou mensageiro e trago a lembrança;
De que todo projeto tem uma planta;
Que quem tem fé não se espanta;
Sou seus passos; são seus os meus braços;
Sou o filho do seu CRIADOR.

                          Gilberto César Alencar

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Vaias, opinião, preconceitos e alvos errados.

A crítica em relação a ideia de superioridade de uns em relação a outros é sempre importante. Ainda mais em um mundo cheio de intolerâncias de vários tipos e categorizações. No caso da polêmica crítica de Cláudia Leitte a um público que a vaiou ao assisti-la no Rock in Rio pode até ser certa, em termos teóricos, mas nesse caso é injusta. Como assim? Bom, que existem pessoas que se acham superiores em relação a determinados assuntos, seja música, política, religião ou esporte ou o que seja sempre vai existir, mas é preciso ter cautela em quando e a quem direcionar tais críticas. Senão vejamos. Há tremendas incoerências nessa história toda como querer achar que o público de 2001 que tacou garrafinhas de água em Carlinhos Brown era o mesmo que o de 2011, são duas gerações distintas, além do quê como se pode acusar roqueiros pelas vaias a Cláudia Leitte se nem havia qualquer atração rock no dia em que ela tocou? Se isso tivesse ocorrido com a Ivete Sangalo poderíamos até  acatar e considerar o argumento de Claudia, pois no dia da Ivete teve Lenny Kravitz que é um pop/rock, no entanto o público não vaiou a Ivete (até onde sei). Também acho que não tem nada a ver com baianidade ou ser nordestino como disse um crítico defendendo Claudia. A rigor, Cláudia Leitte, ela sim, foi preconceituosa e discriminou os rockeiros, pois virou sua metralhadora para um público que nem estava lá no dia. Claro que a maioria dos rockeiros se incomodou com o fato de axé ter entrado num festival como Rock in Rio, ainda que a proposta desse festival nunca tenha sido ser um festival estritamente de atrações rockeiras, que aliás nem por isso invalida o nome do mesmo festival, já que o  rock n roll nada mais é do que a miscigenação de dois estilos: blues e country. Então nada mais natural do que o festival abrir para outros estilos e públicos. O problema do festival foi tomar dias inteiros, mais da metade dos dias para gêneros musicais que tiravam o rock da jogada. E aí não tem sentido realmente tal nome do evento, ainda que saibamos que o nome Rock in Rio passou a ser meramente uma marca. Mas voltando ao caso das vaias... só mais um detalhe: Cláudia Leitte deveria agradecer por terem vaiado, pois se não fossem as vaias poderia ter ocorrido um acidente grave. Isso porque em meio 100.000 pessoas Cláudia queria que o público a seguisse em sua coreografia no passo de carangueijo. Segundo conta o site Yahoo, houve desmaios na tal brincadeira de ir pulando de um lado para o outro. Claudia desafinou muito, o telão deu defeito, ela ficou muito tensa e acabou sendo vaiada. Irritada, Claudia disse: "Você não aguenta o curso, então porque se matriculou?" A plateia, então, vaiou ainda mais a cantora. Antes disso tudo estava indo bem, segundo relato no youtube, todos estavam gostando até o momento que a cantora resolveu fazer essa brincadeira. Veja o vídeo abaixo e entenda: 



A única coisa que concordei com o crítico que saiu em favor de Claudia Leitte foi a brilhante crítica sobre o fato de "o rock, mais de 50 anos após ter sido parido, ainda é predominantemente branco, macho e primeiro-mundista". E realmente, a saber que os grandes que impulsionaram o rock foram negros (com sua cultura), incluindo aí Elvis que embora fosse branco, captou e usou a negritude da música que ele escutava nas igrejas e direcionou para seu estilo de rock. Mas, em todo caso, não era a crítica correta para o incidente. Mais uma vez é o caso de ser certa, em termos teóricos, mas injusta por estar fora do contexto do fato ocorrido.

Além da situação ocorrida com Claudia Leitte disseram que houve uma guerrinha ridícula de tweets (é mole ou quer mais?) e eu nem fiquei sabendo disso, mas pelo que li sobre essa "guerrinha" houve uma birrinha sem vergonha em relação ao assunto "Metallica" (grande banda de rock que foi atração principal no dia metal do Rock in Rio) ter estado entre os mais twittados e a galera do forró ter entrado na parada para tirar o assunto "Metallica" dentre os principais assuntos entendi que nessa foi erro do pessoal do forró querer concorrer sobre uma coisa que não tem significado, uma pura vaidade. Pra quê mover uma campanha para tirar o Metallica dos trending topics twitteiros???? Claro que ofensas são injustificáveis sejam elas quais forem, ainda mais em se tratando de discriminação. No entanto, sabemos que quando um não quer dois não brigam, né?

Por fim quero por assim dizer que sou rockeiro e que me amarro em Chuck Berry e também me amarro num bom forró, num samba de Cartola, num Pixinguinha, D. Ivone Lara, Bob Marley e muito, mas muuuiiiito reggae, inclusive do Maranhão e compreendo que rótulos não passam de rótulos. Música boa não tem nome nem estilo.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A voz profética do Punk Rock

O Punk é um estilo de vida, um estilo de produção cultural, associado diretamente ao rock n roll. O punk é baseado em ideias cujo princípio mais famoso e maior gerador de cultura foi o " faça-você-mesmo". Dentro do contexto da contracultura o punk é uma subcultura. Uma subversão da cultura de forma provocativa e como fonte de algo libertário. Essa cultura expressa um anseio de todo ser humano. Por isso mesmo me identifico com o Punk e como cristão não disassociei a isso. Vejo que a mensagem de Jesus Cristo, o evangelho de um Reino sem lei, cujo única lei é o amor, como expõe Paulo, o apóstolo do mundo não judeu, o fim da Lei é o amor, que interpreto como "para aqueles que amam não há necessidade de lei. Não exestem leis para aqueles que amam". Diga-se de passagem o verdadeiro amor e não os amores fakes que o mundo propõe. O evangelho de Cristo, a boa nova, nos noticia que esse anseio libertário humano tem sentido e que correponde ao relacionamento Deus-homem, e que quando este homem encontra-se com Jesus, o Deus que veio ao homem, resolve levar essa ideia de liberdade, verdadeira liberdade, a qual não é ausência de responsabilidade, mas reencontrar identidade e amar. 
Nesse mês de Outubro, teremos dois shows de dois grandes nomes da cena punk rock internacional. Duas bandas que seguem seus estilos musicais punk. A primeira, a mais famosa, o Bad Religion, que como o nome já diz, se opõe a religião. 
O Bad Religion já tem mais de 30 anos de carreira e está sempre aqui na terra brazillis. Suas músicas são verdadeiras poesias sociais (o que diferencia o grupo de todas as bandas punks em geral) com críticas afiadas e pensamentos reflexivos enquanto testemunhas de um mundo doente. Já postei aqui no blog dois textos que os cito. Outra banda que aporta aqui e que é bem interessante por conta de suas melodias com riffs simples e destruidores e que foram evoluindo em termos de técnica ao longo dos anos é o MxPx. Essa banda, identificada ao movimento cristão, se importa em tocar músicas que expressam sentimentos e situações gerais desde canções românticas a verdadeiras críticas sociais.  
São essas críticas que me chamam a postar aqui duas músicas dessas bandas que falam bem sobre o tipo de conflito social a que pertencemos, uma vez que vivemos em mundos distanciados em termos de realidades sociais, mas tão próximos em termos físicos, pois vivemos na verdade num mundo só. Mesmo que existam vidas a margem de outras vidas, essas mesmas se chocam e temos vivido em meio a opressão. "Punk Rock Song", do Bad Religion é o verdadeiro hino punk/hardcore, sintetiza a angústia de se estar num mundo doente disparando e criticando contra o egocentrismo em "mas nós fazemos o que queremos e pensamos o que nos agrada" e contra a inércia repleta de um "verniz social" em "mesmo assim nós ignoramos os necessitados e nós continuamos prosseguindo, continuamos prosseguindo". Em "1 and 3", o MxPx, questiona essa superposição entre Primeiro e Terceiro mundos, que isso ocupa inclusive nossa mente. Gritam eles em "Eu estou cansado dessa cultura de primeiro e terceiro" e "1 e 3 existe tanto através do que somos".
Devemos lembrar sempre que o evangelho é a contra-mão do mundo. Por isso, tudo que é contrário aos interesses do "EU" e é contrário as injustiças desse mundo, é CRISTÃO! 
Assistam aos vídeos com tradução das letras das respectivas músicas "Punk Rock Song" (Bad Religion) e "1 and 3" (MxPx):




Só para lembrar, o sentido e conceito de paz que o cristianismo cumpre é que Paz não é ausência de conflitos ou guerras ou disputas, mas o encontro de Deus com homem, essa religação desse relacionamento. Dessa paz gerada é gerada uma inquietude boa por esta salvação que se inconforma com as injustiças e busca quebrar as cadeias dos oprimidos.

Na paz e no pensar punk do evangelho,

Jorge Tonnera Jr.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Discurso proferido por Wangari Muta Maathai pelo Prêmio Nobel da Paz, 2004.

Em homenagem a vida de Wangari Muta Maathai, que veio a falecer nesse mês, e para que todos se lembrem da importância dela, coloco aqui o seu discurso em cerimônia de premiação por ter recebido o prêmio Nobel da Paz, de 2004.

Bem aventurados os pacificadores!

Jorge


Da Conferencia do Nobel proferida pela laureada pelo Premio Nobel da Paz, 2004Oslo, 10 de  Dezembro de 2004

Vossas majestades
Vossas Altezas Reais
Honoraveis Membros do Comite Nobel Noruegues.
Excelencias
Senhoras e Senhores


Encontro-me diante de voces e do mundo aceitando modestamente este reconhecimento e elevada pela honra de ser a Laureada pelo Premio Nobel da Paz de 2004.
Sendo a primeira mulher Africana a receber este premio, eu o aceito em nome do povo do Kenia e da Africa e com certeza, do mundo. Sou especialmente conscia a respeito das mulheres e meninas. Espero que isso as encorajem a elevar suas vozes e a ocuparem mais espacos nas liderancas. Sei que a honra tambem atribui um sentido de orgulho profundo a nossos homens, tanto aos idosos quanto aos jovens. Como mae, reconheco a inspiracao que esse fato proporciona a juventude e os incita a irem em busca de seus sonhos.
Embora eu tenha recebido este premio, ele reconhece o trabalho de incontaveis individuos e grupos pelo mundo afora. Eles trabalham em silencio e frequentemente sem reconhecimento, protegendo o meio ambiente, promovendo a democracia, defendendo direitos humanos e assegurando igualdade entre homens e mulheres. Dessa forma eles plantam as sementes da paz. Eu sei que eles hoje tambem estao orgulhosos. A todos que se sintam representados por este premio eu digo que o usem para adiantar suas missoes e satisfacam as grandes expectativas que o mundo nos impora.
Esta honra tambem se estende a minha familia, amigos, parceiros e patrocinadores do mundo inteiro. Todos ajudaram a dar forma a visao e a sustentar nosso trabalho que frequentemente foi realizado sob condicoes hostis. Tambem sou grata ao povo do Kenia que persistentemente permaneceu esperancoso para que a democracia pudesse ser realizada e seu meio ambiente pudesse ser gerido sustentavelmente. Por causa desse apoio eu estou hoje aqui para receber esta grande honra.
Sou imensamente privilegiada em juntar-me a meus compatriotas Africanos Laureados pelo Nobel da Paz, Presidente Nelson Mandela e F.W. de Klerk, Arcebispo Desmond Tutu, o finado chefe Albert Luthuli, o finado Anwar el-Sadat e o Secretario Geral das Nacoes Unidas, Kofi Anan.
Sei que o povo Africano o­nde quer que esteja e encorajado por esta noticia. Meus concidadaos Africanos ao aceitarmos este reconhecimento vamos usa-lo para intensificar nosso compromisso com nosso povo, reduzir conflitos e pobreza e dessa forma melhorar sua qualidade de vida. Vamos apoiar um governo democratico, proteger os direitos humanos e nosso meio-ambiente. Tenho certeza que nos atingiremos nossos propositos. Sempre acreditei que as solucoes para a maioria de nossos problemas deveriam surgir de nos mesmos.
Para o premio deste ano, O Comite Noruegues do Nobel incluiu o tema crucial de meio-ambiente e sua relacao com a democracia e a Paz perante o mundo. Por sua acao visionaria eu sou profundamente grata. Reconhecer que o desenvolvimento sustentavel a democracia e a Paz sao indivisiveis e uma ideia cujo tempo chegou. Nosso trabalho pelos 30 anos que se passaram sempre apreciou e esteve relacionado com esse ideal.
Minha inspiracao, por uma lado procede de minhas experiencias e observacoes da natureza Na area rural do Kenia. Foi influenciada e nutrida pela educacao formal pela qual fui privilegiada em receber no Kenia, nos Estados Unidos e na Alemanha. Enquanto crescia, fui testemunha de desaparecimentos de florestas substituidas por plantacoes comerciais, que destruiam a biodiversidade local e a capacidade das florestas em conservarem agua.
Excelencias, senhoras e senhores,
Em 1977, quando nos iniciamos o movimento chamado Green Belt, eu estava parcialmente respondendo a necessidades identificadas pelas mulheres do campo, como lenha combustivel, agua potavel, dietas equilibradas, abrigo e renda.
Por toda a Africa, as mulheres sao as responsaveis principais, que ficam a cargo de atividades significativas como cultivar a terra e alimentar a familia. Como resultado, sao as primeiras a perceberem os danos causados ao ambiente ao mesmo tempo em que escasseiam os recursos para sustentar suas familias.
As mulheres com as quais trabalhamos informaram-nos que ja nao e mais como no passado, agora se encontram incapazes de satisfazer suas necessidades basicas. Isso por causa da degradacao do seu meio ambiente imediato, bem como a introducao de fazendas voltadas para a producao industrial que substituiu o cultivo de colheita para o consumo familiar. Mas o comercio internacional controlava o preco das exportacoes desses pequenos fazendeiros e uma renda razoavel e justa nao podia ser garantida. Eu pude compreender que quando o meio ambiente e destruido, saqueado ou mal administrado, determinamos nossa qualidade de vida e das geracoes futuras.  
Plantar arvores tornou-se uma escolha natural ao mencionarmos algumas das necessidades basicas iniciais identificadas pelas mulheres. E tambem, a plantacao de arvores e algo simples, realizavel e garante resultados rapidos e certos dentro de um tempo razoavel. Isto sustenta o interesse e o compromisso.
Assim, juntas, plantamos mais de 30 milhoes de arvores que fornecem combustivel, alimento, abrigo e renda para sustentar a educacao de suas criancas e as necessidades domesticas. A atividade tambem cria empregos e melhora o solo e as vertentes. Atraves de seu envolvimento as mulheres adquirem alguns graus de poder sobre suas vidas, especialmente sua posicao social e economica e relevancia na familia. Este trabalho prossegue.
Inicialmente o trabalho era dificil porque historicamente nosso povo havia sido persuadido a acreditar que sendo pobres nao tinham capital nem conhecimento e habilidades para enfrentar seus desafios. Ao contrario, sao condicionados a acreditar que as solucoes para seus problemas devem vir do 'exterior'. Alem do mais, as mulheres nao faziam ideia de que a satisfacao de  suas necessidades depende de seu meio ambiente ser saudavel e bem administrado. Tambem nao percebiam que um meio-ambiente degradado origina uma luta por recursos escassos e pode culminar em pobreza e mesmo conflito. Eles tambem nao estavam inteirados a respeito das injusticas dos acordos economicos internacionais.
Objetivando ajudar as comunidades a compreenderem essas relacoes, desenvolvemos um programa de educacao do cidadao, durante o qual as pessoas identificam seus problemas, as causas e as possiveis solucoes. Entao, eles fazem a relacao entre suas proprias acoes pessoais e os problemas que enfrentam no ambiente e na sociedade. Aprendem que nosso mundo confronta-se com uma ladainha de magoas: corrupcao, violencia contra as mulheres e as criancas, rompimento e dissolucao das familias e desintegracao das culturas e comunidades. Eles tambem identificam o abuso de drogas e de substancias quimicas, especialmente entre os jovens. Tambem existem as doencas devastadoras que estao desafiando as curas ou ocorrendo em proporcoes epidemicas. Em especial sao o HIV/AIDS, malaria e doencas associadas com a desnutricao.
Com relacao ao meio ambiente, eles estao expostos a muitas atividades humanas que estao devastando o meio-ambiente e as sociedades. Isso inclui a destruicao generalizada de ecossistemas, especialmente atraves da devastacao de florestas, instabilidade climatica e contaminacao dos solos e aguas que contribuem para uma pobreza crucial.
Comunidades inteiras tambem chegam a compreender que enquanto e  necessario cobrar responsabilidade do governo, e igualmente importante que nos relacionamentos de uns com os outros eles exemplifiquem os valores das liderancas que eles desejam ver nos seus lideres, ou seja - justica, integridade e confianca.
Embora inicialmente as atividades de plantio de arvores do Movimento Green Belt nao incluisse questoes de democracia e paz, logo tornou-se claro que um gerenciamento responsavel do ambiente era impossivel sem o espaco democratico. Portanto, a arvore tornou-se um simbolo para a luta democratica do Kenia. Os cidadaos estavam mobilizados para desafiar os abusos disseminados do poder, corrupcao e a ma administracao do meio-ambiente. No Parque Uhuru de Nairobi, na Freedom Corner (esquina da Liberdade), como em muitas partes do pais, plantou-se arvores para exigir a liberdade dos prisioneiros da consciencia e a transicao pacifica para a democracia.
Atraves do Movimento Green Belt, milhares de cidadaos comuns foram mobilizados e autorizados a agir e efetuar mudancas. Aprenderam a superar o medo e a sensacao de desamparo e passaram a defender seus direitos democraticos.
Em tempo, a arvore tambem tornou-se um simbolo para a paz e a resolucao de conflitos, especialmente durante os conflitos etnicos no Kenia quando o Movimento Green Belt usou arvores da paz para reconciliar comunidades em disputa. Durante o processo da re-escrita da Constituicao do Kenia, arvores da paz semelhantes foram plantadas em muitas partes do pais para promover uma cultura da paz. Usar arvores como simbolo da paz esta de acordo com uma tradicao conhecida da Africa. Por exemplo, os mais velhos entre os Kikuyu carregavam um cajado feito da arvore Thigi que quando colocado entre dois grupos em disputa, acabava com a briga e procurava a reconciliacao. Muitas comunidades da Africa possuem essas tradicoes.
Essas praticas sao parte de uma heranca cultural extensiva que tanto contribui para a conservacao dos habitats, quanto para a cultura da paz. Com a destruicao dessas culturas e com a introducao de novos valores, a biodiversidade local nao e mais valorizada ou protegida e como resultado e rapidamente degradada e desaparece. Por esta razao, o Movimento Green Belt explora o conceito de biodiversidade cultural, especialmente com respeito a sementes indigenas e plantas medicinais.
Enquanto compreendemos progressivamente as causas da degradacao ambiental, vimos a necessidade de um bom governo. Com certeza o estado do meio-ambiente de qualquer pais e um reflexo do tipo de governo que existe ali, e sem um bom governo nao pode haver paz. Muitos paises que possuem sistemas de governo de ma qualidade, provavelmente tambem terao conflitos e leis inadequadas para a protecao ambiental.
Em 2002, a coragem, capacidade de recuperacao, paciencia e compromisso dos membros do Green Belt, outras organizacoes sociais civis e o publico do Kenia atingiram a culminancia da transicao pacifica para um governo democratico e lancaram a fundacao para uma sociedade mais estavel.
Excelencias, amigos, senhoras e senhores,
Ja se passaram 30 anos desde que iniciamos este trabalho. Atividades que devastam o ambiente e sociedades continuam sem diminuicao. Hoje enfrentamos um desafio que exige mudanca de pensamento, para que a humanidade pare de ameacar seu proprio sistema de sustentacao da vida. Somos chamados para ajudar a Terra a cuidar de seus ferimentos e nesse processo, curar os nossos tambem - na verdade, abracar toda a criacao em sua diversidade, beleza e prodigios. Isso acontecera se virmos a necessidade de revitalizar nosso senso de pertencer a uma familia maior da vida, com a qual dividimos nosso processo evolucionario.
No curso da historia, havera um tempo em que a humanidade sera chamada a elevar-se para um nivel novo de consciencia, alcancar um patamar moral mais alto. Um tempo em que teremos de perder nossos medos e dar esperancas uns aos outros. Esse tempo e agora.
O Comite Noruegues do Premio Nobel tem desafiado o mundo a aumentar a compreensao da paz: nao pode haver paz sem desenvolvimento igualitario: e nao pode haver desenvolvimento sem gerenciamento sustentavel do meio ambiente num espaco democratico e pacifico. A mudanca e uma ideia cujo tempo ja chegou.
A cultura desempenha um papel principal na vida politica, economica e social das comunidades.Certamente a cultura pode ser o elo perdido no desenvolvimento da Africa. A cultura e dinamica e evolui pelo tempo, conscientemente descarta tradicoes retrogradas como a mutilacao genital feminina (MGF) e abraca aspectos que sao positivos e uteis.
Os Africanos, em especial, deveriam redescobrir os aspectos positivos de sua cultura. Ao aceita-los eles dariam a si proprios um senso de propriedade, identidade e autoconfianca.
Senhoras e Senhores,
Tambem existe a necessidade de se galvanizar a sociedade civil e movimentos de base para catalisar a mudanca. Eu conclamo os governos a reconhecer o papel desses movimentos sociais na construcao de uma massa critica de cidadaos responsaveis que ajudem a manter fiscalizacoes e balancos na sociedade. Por sua parte, a sociedade civil devera abracar nao somente seus direitos, mas tambem suas responsabilidades.
Mais alem, a industria e as instituicoes globais deverao reconhecer que assegurar a justica economica, a equidade e a integridade ecologica possuem mais valor que lucros a qualquer custo. Os desequilibrios globais extremos e os padroes de consumo que prevalecem continuam as expensas do meio-ambiente e de uma co-existencia pacifica. A escolha e sua.
Eu gostaria de chamar a atencao da juventude para que se comprometessem com atividades que contribuam para a realizacao de seus sonhos a longo-prazo. Eles possuem a energia e a criatividade para moldarem um futuro sustentavel. Eu digo aos jovens, voces sao dadivas para suas comunidades e com certeza, para o mundo. Sao nossa esperanca e nosso futuro.
A abordagem holistica para o desenvolvimento, como exemplificado pelo Movimento Green Belt, poderia ser adotada e reproduzida em mais partes da Africa e mais alem. E por essa razao que eu estabeleci a Fundacao Wangari Maathai para assegurar a continuidade e a expansao dessas atividades. Embora ja se tenha feito um bocado, ainda ha muito para se fazer.
Excelencias, senhoras e senhores,
Ao concluir, faco uma reflexao sobre a experiencia de  minha infancia quando eu visitava um regato proximo de minha casa para apanhar agua para minha mae. Eu bebia agua diretamente do regato. Brincando entre as folhas de araruta eu tentava em vao pegar as fieiras de ovos de sapinhos acreditando que eram contas. Mas toda vez que colocava meus dedinhos embaixo deles eles se rebentavam. Depois eu via milhares de sapinhos de rabo: negros, energeticos e serpenteando atraves da agua cristalina contra o terreno amarronzado. Este foi o mundo que eu herdei de meus pais.
Hoje, mais de 50 anos depois, o regato secou, as mulheres caminham longas distancias para pegar agua, que nem sempre e limpa e as criancas nunca saberao o que perderam. O desafio e restaurar o lar dos sapinhos de rabo e dar de volta a nossas criancas  um mundo de beleza e maravilhas.
                                                       Muito obrigada.


Translated by Araken Barbosa

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

MyFunCity: nova rede social para você avaliar o seu bairro

Marina Franco - 07/10/2011 às 09:00
Uma nova rede social promete que sua opinião sobre os serviços públicos da cidade em que mora será ouvida – e por gente com poder para melhorá-los. É a MyFunCity*, de tecnologia brasileira e lançada inicialmente como aplicativo de Facebook*.
Funciona assim: os usuários cadastrados fazem um check-in na região em que estão e respondem a perguntas sobre as condições do bairro, escolhendo entre cinco “carinhas”, da mais feliz à mais triste. As questões, que serão trocadas frequentemente, abordam temas como a quantidade de parques na região, a facilidade de acesso a transporte público, a qualidade de atendimento de postos de saúde ou a limpeza e conservação das ruas.
Ao escolher sua carinha, é possível publicar um comentário que justifique o voto ou alguma foto, para registrar a situação do bairro. Além das funcionalidades de rede social – como interação com amigos e timeline das atividades recentes -, a MyFunCity mostra o mapa com as opiniões de outros usuários que estão num raio de um quilômetro.
Agora, o mais interessante é que nessa rede social os cidadãos não falam, apenas, uns com os outros. As prefeituras das cidades serão incentivadas a se cadastrar na MyFunCity, par ter acesso às opiniões em tempo real e a relatórios com as estatísticas de cada região. A ideia é que esses dados orientem os prefeitos e gestores públicos para melhorarem a administração de suas cidades.
A iniciativa, que nasceu do Movimento Mais Feliz (leia Direito à felicidade vai virar lei no Brasil) e tem parceria com mais de 700 entidades através da Rede Nossa São Paulo*, será lançada também para iPad, iPod, Android e Blackberry. Ainda neste mês chegará aos Estados Unidos. Em novembro, na Europa.
O que você achou da novidade? Espera conseguir melhorar seu bairro pela internet?

Fonte : http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/blog-da-redacao/myfuncity-nova-rede-social-para-voce-avaliar-o-seu-bairro/

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Doar sangue foi o que mais me fez parecer com Jesus Cristo...

Doar sangue foi o que mais me fez parecer com Jesus Cristo...
Foi o mais longe que cheguei de ser como Jesus... e mesmo assim nem de longe chego perto do seu gesto supremo de entrega e doação: o amor por todos, todos de uma vez.


Soberba, fartura de pão, e próspera ociosidade. Agora sim! SERÁ QUE DEUS É CULPADO ?

SERÁ QUE DEUS É CULPADO ? Há um texto que é de conhecimento de muitas pessoas acerca de um grande senso de questionamento e inquietação coletiva nacionalista americana em que é expresso uma resposta sobre como um Deus bom de uma sociedade de maioria dita cristã permitiria um desastre tão horrível e doloroso como o atentado do 11 de setembro. Esse texto transcreve uma suposta resposta
de Anne Graham (filha do missionário Billy Graham) que estava sendo entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela sobre diante do 11 de setembro? Então ela respondeu que foram eles, os americanos mesmos que não permitiram Deus adentrasse no santuário secularizado pós-moderno da América que excluiu Deus do seu dia a dia por meio de acabarem com a oração nas escolas, bem como com a leitura da Bíblia nelas, a falta de disciplina aos seus filhos ao não ser permitido mais bater neles como forma de correção, e destituindo professores e diretores da posição de disciplinar os estudantes, e deixarem as filhas fazerem aborto, bem como darem a permissão aos filhos para terem relações sexuais com quanto estivessem protegidos, e por permitirem a escalada da pornografia e da erotização excessiva da sociedade.
Lendo novamente hoje esse texto e com amadurecimento da minha fé em Cristo Jesus e a inquietação da salvação de Deus em mim vejo com olhos mais profundos. Aprendemos que a sociedade faz suas próprias escolhas e crenças, de fato, mas faltaram algumas questões bem críticas. Vejo que essa declaração embora tenha um certo sentido deixa de lado as relações sociais a um nível maior, a forma como o americano se encherga diante do mundo e como trata o mundo, a maneira como o EUA intervém nas políticas de outros países há anos a fim de buscar unicamente seus interesses particulares, inclusive como sistema capitalista que os próprios americanos ditos cristãos patrocinam é custoso para as relações humanas e para o próprio planeta Terra. Claro que isso também tem a ver com a maneira como eles se relacionam com Deus, pois não podemos pensar que lendo a Bíblia todo dia e orando e ao mesmo tempo fazendo uma política como a deles e aprovada por essas mesmas pessoas que oram e lêem a Bíblia Deus iria se sentir amado e feliz. Segundo a Bíblia, o motivo da destruição da cidade de Sodoma foi a perversidade de seus habitantes e a imoralidade que cansou e irou o Senhor. No entanto as pessoas olham simplesmente e basicamente para questões de cunho moralista sexual com relação a esse fato na Bíblia. Crueldade e falta de hospitabilidade com forasteiros, a ganância e o apego excessivo à propriedade, e que nada mais são senão sinais de falta de compaixão foram pecados que acumularam e iraram o Deus "forasteiro" (Leia como Deus entrou em Sodoma/Gomorra. Ele entrou como forasteiro, assim também foi em Israel aí já revelado Messias Jesus Cristo). Ezequiel 16:49 afirma: "Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e próspera ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado". Essa é a maneira como o EUA trata o mundo. E essa mesma maneira é de bem antes desses fatos contados e elencados pela filha do Billy Graham. A pensar na soberba, na fartura de pão e na próspera osciosidade do EUA diante do mundo e sua doutrina de Supremacia divina talvez aí sim podemos perguntar: "SERÁ QUE DEUS É CULPADO" ? Ainda mais quando olhamos para a história das relações exteriores americana
com os países do Oriente. E a sociedade americana? Como ela se manifestou diante das ações do seu país perante o mundo? Daí também podemos fazer mais perguntas: Será que Deus desconsidera todas as iniquidades da gente apenas por lermos a Bíblia e orarmos e irmos todo domingo a um edifício de concreto, o qual é erroneamente chamado de casa de Deus? A Bíblia é a chave para entendermos o mundo e a nós mesmos. Esperamos que ela frutifique na vida dessas pessoas que como a gente lêem a Palavra. Que ela frutifique na nossa vida também. E que a gente também não caia no erro de ler e não praticar. Isso é um grande medo meu...
A saber, é bom que as diversas nações atentem para esse fato escrito em Ezequiel, e nós o Brasil, país que vive um momento de crescimento econômico também.


Soberba, fartura de pão, e próspera ociosidade. Lembremos sempre desse grande erro!


  Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador, para a glória do teu nome;
livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome.
    -- Salmos 79:9

OBS: Não se pode justificar tal evento 11/09 como uma coisa simplesmente por impenitência e injustiça, pois a soberania de Deus vai muito além da compreensão humana. Ora, não foi Jó, o justo, o qual sofreu um grande atentado? De forma alguma quero afirmar que o EUA sofreram tal atentado por conta de determinados pecados, mas é preciso reavaliarmos a nação que se é e a enchergar as coisas em um nível de compreensão maior, uma espiritualidade mais profunda.


A paz de Jah,
Jorge Tonnera Jr.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A arte de pixar

Vi uma pixação escrita num muro: "Deus está morto" (Nietzsche). Escrevi embaixo: "Nietzsche está morto" (Deus)

                                            Bono Vox (vocalista da banda U2)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Caminho do amor ou uma ciclovia?

É interessante como solucionamos ou gostaríamos de solucionar certas coisas do dia a dia simplesmente excluindo pessoas. Há várias formas de exclusão. Na verdade o próprio ser humano de uma forma geral se excluiu da natureza, esta entendida de um modo integral, seja a sua essência ou as outras formas vivas ao redor. O homem se abstrai do espaço meio em que vive. Se acha à parte da natureza e do meio ambiente. Exclusão nada mais é que tirar algo ou alguém do nosso meio, muito embora a coisa vai muito além. Exclusão é discriminar. Assim sendo pode ser ainda o simples fato de não permitir a entrada, passagem (trânsito) ou permanência. Excluimos pessoas por vários motivos infelizmente, sejam por essas não atenderem nossas demandas, expectativas, não fazerem parte de nosso mundinho, por elas não serem bonitas, por não usarem as roupas que usamos, excluimos por elas nos incomodarem, ou ainda por elas terem dificuldades de comunicação. Exclusão pode ser ainda o simples fato de querer exclusividade. Exclusão e exclusividade são palavras interconectadas.  Isto chama a atenção para nossa ruptura em termos de mobilidade humana e sobretudo urbana. Me refiro a vida moderna que exclui pessoas do trânsito. Daí causamos um paradoxo. Passamos a ter um dia para excluirmos as coisas que excluem pessoas. Tais coisas por estarem ocupando demais a sociedade e por elas estarem gerando problemas precisam de um dia a menos no ano. Me refiro ao Dia Mundial sem Carro, uma iniciativa interessante e provocadora, a fim de refletirmos os caminhos que a sociedade industrializada e capitalista está indo.
Por outro lado, há um tendência em prol da melhor mobilidade urbana. Já de tempos atrás que as ciclovias se tornaram um espaço de mobilidade alternativa e que a princípio veio como uma necessidade de lazer. Por outro lado ela também acabou sendo uma via de exclusão em uma determinada perspectiva. Isso porque se os ciclistas ficarem restritos a andarem em ciclovias correm o risco de serem oprimidos nas ruas em caso destes circularem em meio ao trânsito.
Mas então? Devemos ser contra ou a favor de ciclovias? Ciclovias devem existir sim, evidentemente, e serem ampliadas em termos de quantidade. Elas possuem diferencial por poderem coexistir em espaços menores, podem fazer parte de espaços diferentes e interconectá-los como uma trilha, pode ser uma simples opção para respirármos e olhármos outros ares. Pode ser simplesmente uma rota mais próxima. O caso é que não devemos restringir nossa convivência a ciclovias. Devemos estar nas ruas, pois os espaços criados a princípio precisam ser espaços de vida.

O termo "Meio ambiente" vem justamente desse aspecto. Um espaço que PODE abrigar vida, e afinal de contas a rua ou a avenida ou a estrada é um espaço por onde transitam vidas. Aliás, vida é um conceito altamente móvel. Todo ser vivo possui mobilidade, seja essa uma mobilidade dentro do seu corpo apenas (no caso dos seres sésseis) ou uma mobilidade externa. Conforme já postado aqui no post "Megalópolis e A Cidade Somos Nós", a rua deu lugar aos automóveis ao invés de ser para pessoas. Ao invés de serem espaços de vida se tornaram espaços perigosos e de perda de tempo. E toda perda de tempo é perda de expectativa de vida. Sendo assim é essencialmente perda de vida. Alguém se lembra daqueles antigos joguinhos de videogame Atari. Lembro-me de dois deles que eu jogava: o Frogger e o do Galinha atravessando a rua. São bem atuais num sentido nada virtual.
Frogger
O caminho para que a cidade e a rua sejam para todos é a tolerância e o respeito. Isso nos leva a ideia do que seja Amor. Amar é dar a chance. Dar chance de sermos um com o outro, sem interesse, construir pontes, relações vivas, interser e interceder. Interessante como eu aprendi esse conceito. Conheci Jesus Cristo e ao dar de cara com as ideias de amar impressas na Bíblia, especialmente nas cartas de Paulo, pela forma que ele fala, busquei entender a fundo e cheguei a essas constatações acima sobre o amor.

Observamos no livro bíblico de Atos que "Caminho" era o nome como era conhecido o seguir a Deus Jesus, esse relacionamento e apontava para o estilo de vida dos seguidores de Jesus de Nazaré. Esse andar comunitário e esses que a ele pertenciam eram chamados de "os do Caminho". Aliás, o próprio Senhor Jesus se apresentou a nós se intitulando como ele próprio O Caminho (João 14:6). Ninguém chega ao Pai senão através dele. Ele próprio era o verdadeiro espaço de vida, não atoa também ele nesse mesmo versar disse ser ele A Vida. Sua vida era o amor. Todos seus relacionamentos de vida eram pautados no amor. Indepente de onde ele estivesse ele era amor, pois as circunstâncias ao redor, as coisas que aconteciam a volta, o trânsito de pessoas, de veículos, de ideias, ou de filosofias, mercadorias e o que fossem não mudavam o amor que ele era.

O caminho do amor também pode ser expresso por duas palavras: convergência e convivência. Jesus atraia pessoas para si independente de quem fossem. Ele causava um trânsito de vidas. Seja ele indo até a pessoa ou esta indo até ele, sempre havia encontro. Isso é convergência. Estar junto era essencial para viver. Isso é a essência do sentido de comunhão. Da mesma forma convivência é viver conjuntamente, viver junto em um espaço/tempo. Jesus nos ensinou o amor é um com outro. Ou na sua matemática 1 + 1 = 1. Forma-se um todo. Diferentes partes vivendo e transitando num mesmo espaço e tempo.  Esse amor é o percurso que precisamos seguir na vida para que possamos coexistir e termos vida em abundância, uma vida plena.
É interessante como as coisas triviais, corriqueiras são aparentemente vazias de espiritualidade, ou vazias de sagrado aparentemente. Mas na verdade cada ação que temos e nossas reações representam crenças internalizadas. Já repararam como a convivência no trânsito é cheia de tendências? Ao permitirmos o passar ou no esperármos, por exemplo, podemos ver como essas tendências e valores estão encravados em nossa vida, como reconhecemos o outro, o quanto estamos dispostos a sermos um com o outro, o quanto nos afastamos ou nos aproximamos de estar com o próximo, ou como lidamos com a necessidade do outro, ou como nos portamos perante um erro de condução do outro ou até mesmo numa situação de ofensa pelo outro. Quantos são capazes nesses dias apressados esperar o pedestre terminar de atravessar a rua durante a troca de luz do sinal? Esperar que eu digo não é simplesmente não passar por cima, mas não acelerar/roncar o motor como quem está com pressa. Por que buzinamos impiedosamente ou apressamos o carro da frente? Muitas vezes as pessoas se sentem maiores quando estão em carros ou de posse de objetos. Alguem se lembra do atropelamento em massa dos ciclistas?


É mais fácil agredirmos que amar? É mais fácil excluirmos pessoas a amá-las? Parece que sim. Mas devemos ter sempre em mente que o que temos em posse nada mais é do que um meio, um recurso. Mas um meio ou recurso de que e para quê? Podemos responder com uma outra pergunta: "De que maneira posso elevar a vida do próximo com o que tenho em mãos"? Hoje em dia o carro é um sonho de consumo e se parármos para analizarmos esse sonho de posse, melhor dizendo, ele é um objeto de uso individual apesar do carro ser projetado com a possibilidade de um uso coletivo. Basta observármos a quantidade de carro no trânsito em que há apenas uma pessoa dentro dele.

Devemos buscar mais vivermos um pelo outro. Tentar fazer isso com alguém. Lembre-se que junto é sempre melhor.
Aloha a todos!
Vivendo na ponte que é Cristo.
Tentando convivência com o próximo,
Jorge Tonnera Jr

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Paulo Freire, Marx e Cristo Jesus

Recentemente tive acesso a um vídeo da última entrevista de Paulo Freire em vida.  É na verdade um pequeno trecho que estou postando aqui, mas simples e emocionate. Se eu já gostava dele, passei a admirar mais ainda. Um bom vídeo para incomodar um gueto intelectualzinho e aos fanáticos. Pra quem não sabe, Paulo Freire é o maior educador brasileiro. Sugiro a quem não o conhece pesquisar sobre sua obra e seus bons frutos. Se você tem um pingo de senso de camaradagem com Jesus Cristo verá o amor de Paulo Freire em relação ao oprimido.


Paz do Cristo,
o salvador

Jorge Tonnera Jr.

domingo, 18 de setembro de 2011

Secular ou sagrado? A espiritualidade de uma ciclovia

Por Bráulia Ribeiro
Tenho um pé de carambola no quintal que dá o ano inteiro. Tenho orgulho deste quintal com sete tipos diferentes de frutas. Custou pra crescer neste solo desértico da Amazônia. Desértico sim, infelizmente, o solo daqui quando se tira a floresta nativa. Sobra nada quase, o sol escaldante, e as plantas teimosas da capoeira. Chegamos nesta terra a mata já havia sido tirada, nos sobrou o capoeiral. Depois de anos o  capoeiral virou pomar e olho para sua abundância com uma surpresa constante. Redenção é  possível para a terra também.
Mas só existe um certo número de coisas que se pode fazer com carambola. Dá pra fazer suco, doce, geléia, com um certo esforço dá pra colocar em pratos salgados. Tentei outro dia imitar o Alex Atala, mestre das misturas inusitadas,  e fiz frango com carambola. O resultado saiu no mínimo duvidoso. Lá  ficam então as carambolas inusáveis,  madurando esperando ser colhidas até que caem desapontadas pelo chão.
Fui visitar a cadeia de adolescentes da cidade. Sei que não se chama cadeia, e que não deveria se parecer nem de longe com uma, mas é uma cadeia sim com todas as mazelas que isto significa. Celas cheias e imundas, confinamento integral, violência, sexualidade perversa e inflacionada, falta de opções de aprendizado, de reconstrução pessoal.
De um lugar destes não se volta. Seu corpo sai, mas sua alma fica lá presa com jovens franzinos, sedenta de ar e respostas. Me chocou saber que uma grande porcentagem deles vieram de famílias evangélicas, as paredes perplexas estão cheias de “Jesus Salva” convivendo com palavrões.
O que aconteceu com o poder do nosso evangelho? Há algo de podre no reino da Dinamarca. Outro dia pisando numa carambola e noutra que apodreciam doces debaixo do pé, não deu pra evitar uma comparação mental conosco no Brasil de hoje. Do mesmo jeito que o fruto pelo seu excesso me cansou, nós também reduzimos a mensagem do evangelho a um significado só. Apenas a salvação importa, apenas encher as cadeiras dos templos. Tentamos ser relevantes, mas nosso fruto é sempre o mesmo.
Temos um sabor só, uma cor, um fruto só: religião.   Se vamos ao presídio de crianças falamos de salvação, o que não é nada novo para os presos,  se vamos a TV falamos de salvação, se vamos ao congresso achamos que ao colocar a Bíblia na tribuna e evangelizar mais deputados, estamos mudando a sociedade. Usamos dinheiro público para construir catedrais, beneficiamos os crentes com leis circunstanciais e oportunistas.  Se fazemos trabalho social o fazemos na maior parte das vezes para poder “converter” mais pessoas. Todos nossos esforços estão voltados para produzir um único fruto: mais prosélitos em nossos templos. Pensamos em nossa tarefa como sendo unicamente a de salvar indivíduos.
Usamos o óculos grego para ler a Bíblia. Na cosmovisão greco-cristã influenciada pelo platonismo a alma/espírito do indivíduo é a única matéria prima possível para a ação do Espírito Santo com um produto único mais óbvio, a sua salvação deste mundo material corrupto para o perfeito mundo do espírito.
Se restaurarmos a compreensão tribal da mensagem de Deus, recuperamos dois pilares fundamentais na visão de mundo judaico-cristã, a identidade social, e a visão do ser humano como um todo, espírito e matéria.  Entendemos que o grupo, assim como o indivíduo, também pode ser ou não “salvo”, refletir ou não os valores de Deus na prática social, nas leis, na forma de ser cidade.  Existe a  dimensão sociológica do amai-vos uns aos outros.
Temos que entender o plano de Deus para a sociedade como um todo. Expressar o amor para a sociedade à partir de nossa identidade coletiva é parte da nossa missão tanto quanto lutar pela salvação de seus indivíduos.
Se pensássemos o cristianismo além da mera salvação, saberíamos   o projeto concreto de Deus  para o mundo de negócios, para as artes, para o sistema educacional, para a administração pública. Haveriam outros frutos possíveis para nossa fé evangélica, além de igrejas cheias. Trabalharíamos com a essência divina da sociedade humana antes que ela se desintegrasse, abraçaríamos a  cidade antes que nela se instalasse o caos.
Olhando as carambolas apodrecidas debaixo do pé, comecei a sonhar com uma cidade melhor, onde as igrejas se uniriam para urbanizar seus bairros. Como prova de amor pelo bairro construiriam praças e áreas de lazer. Imaginei que um arquiteto cristão poderia  fazer o projeto de uma ciclovia linda, arborizada, de graça, a prefeitura apoiaria, os crentes mesmo plantariam e cuidariam de muitas árvores nas ruas para sombreá-la como prova de nosso amor pela meio-ambiente e pela cidade. Os jovens poderiam executar o projeto. A ciclovia iria trazer para a população que depende da bicicleta para se transportar um senso de valor e dignidade.
Imaginei que se amássemos a cidade, os artistas que se sentam aos domingos em nossos bancos sairiam às ruas e fariam oficinas para crianças ociosas, e na tinta elas encontriam as cores que faltam em suas vidas.  Nossos cantores entreteriam nas praças os velhinhos e os pobres com suaves serenatas. Belos jardins seriam construídos a cada três ruas, e que as crianças da rua participem de seu cultivo…
Se amássemos a cidade, seríamos capazes de  articular nossa visão de mundo tão bem e as pessoas se apaixonariam  pelo modelo social exemplificado por nós. Mostraríamos na prática o amor incondicional e integral de Deus para todas as pessoas, independente de cor, classe social, gênero. Não guerrearíamos com a sociedade, mas ao contrário, nos uniríamos a ela para combater problemas e propor soluções. Mas por enquanto só temos um fruto evangélico que cansamos de usar da mesma maneira sempre  e que agora apodrece no chão em meio a pacotes de dinheiro e  documentos rasgados e queimados.

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