Mostrando postagens com marcador Governo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Governo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Para quem a universidade deve ser gratuita?

Por que não cobram impostos específicos dos cursinhos aos milhares que se sustentam por meio de um obsoleto sistema de avaliação e inclusão (exclusão) para q se aumente o salário dos professores das universidades públicas? Por que não cobram impostos específicos que direcionem tais valores à um fundo de Educação.  Os cursinhos pré-vestibulares e os cursinhos preparatórios de concursos públicos deveriam repassar parte dos seus lucros. Bom, posso estar chovendo no molhado. Talvez exista algo assim, mas desconheço.
Em todo caso outra coisa a se pensar e a se fazer, seria o por que não cobrar daqueles que estudaram a vida toda em escolas particulares e  , as quais são superiores em ensino, em relação aos escolas públicas que carecem tanto de recursos e geralmente demandam maior esforço e tempo e recurso humano do pobre para que esse chegue até a universidade pública a qual deveria ser primariamente para ele, uma vez q estudou a vida toda em escola pública e é retalhado pelas opressões do cotidiano de trabalho e da própria educação.Por que não cobrar daqueles que estudaram a vida toda em escolas particulares e  para q se aumente o salário dos professores das universidades públicas? Não estou tirando a responsabilidade e o fato de que o governo tem dinheiro e pode elevar o salário dos professores nesse momento, mas devemos também pensar em formas mais justas de se ter a educação.

Para quem a universidade deve ser gratuita? O debate deve ser maior do que isso que estamos vendo!!!
A questão das cotas é apenas uma forma de justiça social, mas é preciso outras.


Jorge Tonnera Júnior

segunda-feira, 7 de maio de 2012

País rico é país com saneamento adequado

Vale a pena questionar. Penso que devemos questionar o conceito de pobreza e de riqueza bem como de liberdade e felicidade, e ainda também desenvolvimento e progresso e crescimento.
O artigo que se encontra postado abaixo foi copiado via link: http://www.revistadae.com.br/novosite/noticias_interna.php?id=6532

País rico é país com saneamento adequado   
Roberto Macedo

País rico é país sem pobreza, diz o lema do governo Dilma Rousseff. Mas cabe perguntar: que pobreza o governo tem em mente e quer eliminar? Se for medida pelo critério de renda, mesmo com o avanço da chamada classe C - a tal "nova classe média" -, boa parte desta é ainda pobre tanto no valor absoluto de sua renda como em termos de comparações internacionais. E há ainda as classes D e E.

Pode ser que o governo defina um nível conveniente de renda mínima ao medir o seu esforço de eliminar a pobreza. Mas nem assim esconderia o fato de que o País não seria rico se somente isso ocorresse. Esse nível de renda seria baixo e a pobreza não se limita aos rendimentos. Há outros aspectos fundamentais, como o nível e a qualidade do ensino e do atendimento à saúde recebidos em termos médios pela população, sabidamente muito baixos no Brasil. São carências seculares que não serão resolvidas em um ou dois mandatos presidenciais. E há mais aspectos da pobreza também carentes de atenção. Entre eles, a falta de saneamento adequado, que se desdobra em água tratada, esgotamento sanitário, coleta de lixo e drenagem de águas pluviais - esta para evitar as enchentes e os seus repetidos desastres. Quanto a isso o Brasil também está longe de chegar ao que se passa em países ricos.

Sabia que as carências de saneamento são sérias no Brasil, mas recentemente percebi que são ainda bem mais graves do que imaginava. Isso aconteceu ao assistir a uma palestra do economista Gesner Oliveira em reunião recente do Conselho de Economia da Associação Comercial de São Paulo. Além de sólida formação acadêmica e de sua condição de professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, ele tem hoje uma importante credencial para falar sobre o assunto: a experiência em lidar com ele como presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) no governo José Serra.

O palestrante pintou um quadro dramático da precariedade do saneamento básico brasileiro, em particular nas áreas urbanas, o foco de sua análise. Assim, dados de 2010 ou próximos desse ano - como outros que são citados abaixo - mostram que apenas 25% das capitais tinham mais de 80% dos seus domicílios ligados a redes de esgoto. E há casos gravíssimos. Assim, numa reportagem de jornal mostrada na ocasião algumas foram chamadas de "capitais da porcaria", entre elas Porto Velho (apenas 2% de domicílios ligados), Belém (6%), Macapá (7%) e Manaus (11%), numa lista que inclui também quatro capitais nordestinas com taxas entre 30% e 37%.

Dados sobre o Brasil mostram ainda 40 milhões de pessoas sem rede de água tratada, 107 milhões (!) sem rede de esgoto, 134 milhões sem esgoto tratado e 8,2 milhões (!) sem banheiros em seus domicílios.

A situação de alguns países ricos foi apresentada e os dados confirmam o título deste artigo. Assim, na Alemanha 100% dos municípios têm água tratada, 100% têm coleta de esgoto e em 99% deles há tratamento do coletado. Na Itália os índices são de 98%, 90% e 94%; em Portugal, 97%, 95% e 84%; na França, 99%, 95% e 84%, respectivamente.

Numa breve referência ao saneamento rural, uma avaliação da ONU mostrou que a situação brasileira é pior do que a de países como Sudão, Timor Leste e Afeganistão. Quanto ao lixo, 42% dos resíduos sólidos coletados no País têm destinação imprópria, pois vão para lixões e aterros inadequados. E apenas 6% dos municípios têm algum sistema de drenagem.

É óbvia a correlação entre a disponibilidade de saneamento básico e melhores condições de saúde no entorno dos domicílios atendidos, mas foi interessante conhecer uma estimativa de que cada real gasto com saneamento representa a economia de quatro com tratamentos de saúde.

Dado esse triste quadro, o que se faz em contrário é claramente insuficiente para limpar toda a sujeira que revela. Há carência de investimentos e dificuldades de planejamento e de gestão. O Brasil tem seu Plano Nacional de Saneamento Básico, que prevê a universalização desse serviço até 2030 mediante investimentos totais de R$ 263 bilhões, e no valor médio anual, de R$ 13 bilhões, o que significaria dobrar a média dos últimos cinco anos, que, se mantida, deixaria essa universalização para 2060 (!).

Toda vez que ouço falar de planos governamentais ponho um pé atrás, pois muitos ficam só no plano das hipóteses. E não vejo de onde vai sair todo esse dinheiro de fontes governamentais. Por isso vi com simpatia algumas propostas apresentadas pelo palestrante, entre elas o recurso a parcerias público-privadas, pois sozinhos os governos federal, estaduais e municipais não dão conta dos problemas nessa área. E a busca de aumentos da produtividade de sistemas já instalados, inclusive ampliações e novos que virão.

No abastecimento de água, aumentos substanciais de produtividade seriam alcançados se reduzidas fortemente as perdas nas redes de abastecimento, que alcançam perto de 40% (!). Isso geraria receita adicional e liberaria recursos para mais investimentos. No esgotamento sanitário, que exige muito bombeamento, também há perspectivas de ganhos de produtividade com equipamentos mais eficientes no uso da energia.

Concluo com outro dado particularmente chocante, que evidencia os efeitos danosos da carga tributária elevadíssima, tão alta como nunca antes neste país. De impostos federais a Sabesp pagou em 2009 o total de R$ 1,26 bilhão, perto da metade a título de contribuições que se dizem sociais (uma tem explicitamente esse nome e outra é a Cofins, também com seu quê de social). No mesmo ano a Sabesp investiu um total não longe disso, R$1,8 bilhão, o qual poderia ser substancialmente ampliado se o governo federal promovesse uma forte desoneração tributária desse setor tão importante para aliviar as condições de pobreza em que vive grande parte da população brasileira.


Roberto Macedo é economista (UFMG, USP e Harvard), professor associado à Faap e consultor econômico e de ensino superior.


O Estado de São Paulo

quinta-feira, 29 de julho de 2010

"O Petróleo é nosso, e daí?..."


"O Petróleo é nosso, e daí?..."

Por Jorge Tonnera Júnior, em 27/07/2009.




Vivemos um período de transição, mais precisamente uma macrotransição. E enquanto o Brasil comemora o pré-sal, os outros países reconhecem a necessidade da mudança de matriz energética e da diminuição do uso de petroléo; mais a frente vimos a grande boom da biomassa, que de fato é interessante, mas não exatamente o que a gente precisa, não sendo a solução, e sim parte de uma solução.
Onde estão os cataventos de energia eólica? Onde estão as placas solares?
Encontrei no VI Fórum Nacional de Educação Ambiental, um representante da CUT, solicitando assinatura de abaixo-assinado para que o doce petróleo brasileiro fosse reconhecido como nosso, sem influência multinacional, e me pediu para que eu conttribuisse. Esse mesmo representante da CUT pediu ao Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o qual não sei se o assinou, embora creio que sim. Quanto a mim eu não assinei. Sem desmerecer o manifestante, assinar ali, naquele lugar, naquele dia, naquele momento e o que representa esse manifesto seria um retrocesso, uma perda de tempo, um prejuízo ambiental, embora até pudesse ser de interesse à soberania nacional. Esses não são dias de férias para que se discuta causas ultrapassadas e alheias ao momento. Seria omissão eu assinar diante de questões maiores enquanto o mundo "acaba". Estamos alheios ou estamos presos ao paradigma do Desenvolvimento de Truman, que diz "sejamos desenvolvidos para que todos os nossos problemas se acabem". O mundo está passando e nós estamos colaborando com essa passagem. O armazém está com poucos recursos, incapaz de reproduzir à velocidade que sai.
Discutir se o petróleo é nosso, nesse momento, é como um homem discutindo ser herdeiro de uma piscina de óleo enquanto este o queima e a sua casa pega fogo! É como se o dono do Titanic discutisse de quem é o leme enquanto o navio está em pé afundando, ou ainda dizendo que o navio é dele, enquanto o navio afunda.
Por que não discutimos se a energia solar é nossa, ou que tal um slogan "a energia eólica é nossa"? Aqui é a terra do sol, da água, do vento e da biomassa, então por que ainda discutimos vez ou outra se o Petróleo é nosso?
No mundo que vivemos há grupos que preferem monopolizar os lucros e socializar os prejuízos. Os problemas ambientais são isso.Tenho pena das crianças que estão nascendo...é como se a vida fosse tão pouco preparada para estar nesse mundo. Tão diferente da passagem bíblica de José no Egito, em que este governante hebreu prepara um planejamento baseado em dois períodos: um de fartura e um de escassez. Esse preparo foi colocado pela sabedoria de Deus. Quantos governantes podem ser comparados a José? Ainda não os encontrei.
As nossas vãs preocupações e causas "umbilicais" que ocupam nossos dias, nos fazem perder a dignidade de vida, nos tornam insensíveis e por vezes adormecidos, separados e mecanicistas, seres desgarrados em relação ao sentido e a essência da vida, que é Jesus, a origem, meio e destino de tudo.


Espero ter contribuido com algum momento de reflexão, espero que essas palavras tenham sido oportunas e certas.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...